Professor Carlos Drumond de Andrade

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Tem uma pedra me seguindo, só isso pra explica que tinha uma pedra no meu caminho.

⁠O Fim da Esperança

“Chega um ponto em que não se roga mais por ajuda.
Preferes sofrer sozinho, a ouvir mentiras.
Tempo de absoluto decaimento.
Tempo em que a luz que emana do amor
já não se mostra mais tão brilhante.
E os olhos não suportam chorar mais,
pois cada lágrima caiu em vão.
E o coração está despedaçado.
Seus familiares chamam por seu nome, mas se fazes de surdo.
A luz apagou-se, seu corpo jaz na completa escuridão
mas na sombra ficas vazio, abandonado pela mente,
deixado para trás pela alma.
Já não tens mais esperança de salvação.
Já não tens mais esperança de ser feliz.
E nada esperas de teus amigos.
Não se preocupas mais em esconder sua pele,
pois cada gota de sangue estampada,
representa um momento no qual a dor foi-se embora.
Já não sabes mais o sentido do amor.
Já não sabes mais o propósito da vida.
Teus ombros suportam todo o peso do mundo,
pois não há mais com quem dividir tal peso.
As brigas, as conversas, os debates dentro dos edifícios
provam que sua vida é insignificante
e não há quem ligue para sua existência.
Logo se tornas um fantasma,
invisível, desacreditado.
Alguns consideram apenas um espetáculo
Achando que só queres aparecer.
Chega um tempo em que o abismo se torna um velho amigo
e as sombras emanadas pelo mesmo, a única luz, a única solução.
Então deixas ser abraçado por tais sombras.
Se jogando por sobre o abismo.
Dando um fim, para aquilo que um dia,
foi chamado de vida.”

Inserida por LuigiMoroTurina

Desabafo de um amante

Há de acontecer um dia
Em que meu coração não velará mais pelo teu;
Que repotuo-o ufano

Me queres de rojo
Pois me deseja rendido aos teus pés
E neles deseja o meu selo

Haverá um dia, em que ir-me-ei, nem que tardança, arrebatar-me por outra
E se valer a pena, a chamarei de amante, só pra te ver arrufada

Inserida por EstevaoSoledade

Quero dizer, foi você quem me ensinou o sinônimo de amar e todos os antônimos de odiar: querer, gostar, venerar.
Todos os dias de manhã quando eu acordava com o cabelo mais bagunçado que os sentimentos no meu peito, e você dizia como eu estava linda, tão linda quanto meus olhos naquela tarde de domingo quando me conheceu. Eu sorria, envergonhada. ''está maluco por falta de cafeina.'' Eu disse uma vez, e você com toda graça e maestria recitou pelos próximo vinte segundos uma ideia contra aquela. Sempre foi teimoso demais...como quando estávamos naquela biblioteca uma vez, e teimou em dizer que Fernando Pessoa não era tão bom quanto Carlos Drummond. Me emburrei. Bati o pé e disse o quão insano era por pensar aquilo, todavia sua citação aniquilou o meu argumento em menos de um segundo: Entre a dor e o nada o que você escolhe?

E eu que sempre tive uma resposta na ponta da língua me vi sem ela. O que você escolhe? As palavras rondavam em minha mente, como aquele vinil gasto e velho que costumávamos colocar para tocar.

Seus cabelos estavam caídos para o lado naquele dia, sua barba por fazer, usava o suéter xadrez que eu costumava roubar toda a madrugada, apenas pra sentir o seu perfume amadeirado. Sorri. Suas iris castanhas me observavam com atenção e céus, naquele momento eu soube... eu enfim soube o porque de vir ao mundo chorando, o porque de ter tantas cicatrizes causadas por amores rasos, rasos demais que me causavam dores por mergulhar de cabeça, o porque de ter caminhado por um longo tempo na estrada chamada vida, até um lugar denominado pela geografia de Rio de Janeiro.
Tudo em prol de conhecer você, naquela avenida movimentada e calejada do centro, com comerciantes gritando e pessoas apressadas para os seus trabalhos. Leite e mel pingaram dos meus olhos antes de dizer:

Eu escolho a dor. Se ela tiver o seu nome, sobrenome e endereço.

Inserida por julieta_bukowski

Todas as faces de uma poesia anacrônica



De qual poesia estamos falando?
Da sua, da minha ou da de Drummond?
A qual classe social pertence os teus versos?

Pois se falas de um sobrado com vistas para o mar,
a poesia é uma.
Se falas de um puxadinho a beira córrego,
a poesia é outra.
Se escutas o estampido seco dos disparos ao longe,
mas não vês a cor do sangue que pinta a calçada de vermelho
e o choro triste da mãe que escorre em silêncio de seus olhos avermelhados
e envolve o corpo morto de seu filho, ainda (adolescente), caído na sarjeta
a poesia pode até te dizer algo, talvez, não te diga tudo.
E o mais provável é que não te diga mesmo tudo!
Mas dirá algo com toda certeza.
Mesmo que pense, (in)conscientemente, não ter mais nada a ser visto.

Se não vês o sangue urdir a tua consciência
e tomar-te de indignação por completo
de certo, talvez até critiques o que lê.
Pois não sabes de que poesia se está falando.
Não sabes de qual estética poética falo
e eu de certo, na mesma medida que ti,
não faço ideia de que versos você se veste
quando investe sua ira contra mim.

De quem é a poesia?
De quem a escreve,
de quem a lê,
de quem?

Dizem que a poesia não tem classe social, gênero, cor, raça, etnia, religião...
Tudo mentira!
A poesia é pretensiosa, escolhe e se faz escolher, manipula.
A poesia se disfarça e se versa em faces diversas,
só para manter o disfarce, da grande farsa que somos todos iguais.
Inclusive quando escrevemos versos.
Eu minto, tu mentes, ele mente...
Drummond, não.

Inserida por JotaW

Havia um poeta chato e careca no meio do caminho
No meio do caminho havia um poeta careca e chato
Então um dia um anjo torto que jogava RPG comigo falou:
- Ti (É assim que meus amigos me chamam)
- Ti, eu me decepcionei com aquele girino mineiro
E não ganhei meu par de assa 2.000 Ultra plus
Então salva o meu nome Ti
E vai ser gauche na vida...
Bem, e aqui estou eu.
Tentando essa budega!!!

Inserida por otiagom

Dedicatória:
Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.

⁠"No hebraico bíblico, 'da’at' (conhecimento) transcende a mera informação ('yediah'), pois envolve uma conexão íntima e transformadora com a verdade divina."

Inserida por moreh_julianoandrade

"A informação, no hebraico bíblico, é o que é recebido externamente, enquanto o conhecimento é o que é plantado no coração pelo sopro de Deus."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"Enquanto a informação no hebraico bíblico pode ser acumulada pelos sentidos, o verdadeiro conhecimento ('chochmah') é revelado pela experiência da presença divina."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"O hebraico bíblico diferencia 'Otiyot' (letras ou dados) de 'binah' (entendimento), mostrando que a informação sem sabedoria é como um corpo sem espírito."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"Na visão do hebraico bíblico, a informação é o ponto de partida, mas o conhecimento é a fusão do humano com o divino na busca pelo significado eterno."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"A informação no hebraico bíblico é percebida como 'reshit daat' (o princípio do saber), enquanto o conhecimento verdadeiro só se concretiza quando a sabedoria ('chochmah') guia sua aplicação em justiça."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"Enquanto a informação pode ser captada pela mente, no hebraico bíblico, o conhecimento é forjado no coração, unindo 'binah' (compreensão) e 'emunah' (fidelidade) em um caminho de vida."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"A 'daat' no hebraico bíblico é mais que saber; é vivência relacional, onde a informação sobre Deus se transforma em intimidade com Ele."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"No pensamento hebraico, a informação é momentânea e dispersa como o orvalho, mas o conhecimento é profundo e permanente, enraizado na aliança entre Deus e Seu povo."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"No hebraico bíblico, cada escolha ('bechirah') carrega o peso do 'korban' (sacrifício), lembrando que toda decisão implica renunciar algo em busca de algo maior."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"A Torá ensina que o livre-arbítrio não é isento de perdas, pois escolher o 'tov' (bem) exige abandonar o 'ra' (mal), demonstrando que a vida é forjada em renúncias."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"No coração do hebraico bíblico, o 'derech' (caminho) escolhido é marcado pelo que se deixa para trás, pois até o mais nobre propósito exige um preço."

Inserida por moreh_julianoandrade

⁠"A narrativa hebraica revela que não existe aliança ('Brit') sem abdicação, pois o verdadeiro compromisso exige sacrificar possibilidades por uma promessa superior."

Inserida por moreh_julianoandrade

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