Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei

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O maior obstáculo a novas descobertas não é a ignorância, é a ilusão do saber.

Daniel Boorstin

Nota: Apesar de ter utilizado a frase em muitos momentos, o historiador norte-americano nunca afirmou que ela era de autoria própria. A citação é erroneamente atribuída ao físico Stephen Hawking.

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O corpo, já não tão jovem, começa a dar sinais, mostrando que ele é seu dono e não você o dono dele.

⁠Eu estou prestes a te dar tudo que você quiser e um pouco mais. O que eu irei te dar, não pode ser comprado em loja alguma.

Gostaria de ter atrás de mim uma voz que dissesse: «É preciso continuar, eu não posso continuar, é preciso continuar, é preciso pronunciar palavras enquanto as há, é preciso dizê-las até que elas me encontrem.»

O caractér é que difine o homem.não é riqueza e ném a idade.

⁠Se eu não mereço ser feliz, então não me permita se apegar a ninguém.

Sempre me intrigaram os olhares.


Não aqueles que passam por nós distraídos, mas os que permanecem.
Os que pousam devagar sobre a nossa existência e parecem recolher fragmentos que nem sabíamos ter deixado expostos.


Há quem olhe para um rosto e veja apenas traços. Há quem olhe para uma fotografia e veja apenas uma imagem. Mas existem aqueles raros olhares que atravessam a moldura, a pele, as palavras e alcançam aquilo que não foi dito.


Talvez seja por isso que me encanto tanto pelos detalhes.


Porque a alma dificilmente se apresenta inteira. Ela se revela aos poucos: em um silêncio prolongado, em um sorriso que vacila antes de nascer, em uma saudade escondida atrás de uma frase comum. E é preciso sensibilidade para perceber.


Quem enxerga por dentro compreende que cada pessoa é um universo guardado sob aparências. E que reconhecer alguém é mais do que vê-lo; é acolher sua história sem precisar conhecê-la por completo.


Também acredito que todo olhar é uma espécie de espelho.


Aquilo que conseguimos reconhecer no outro fala, de alguma forma, sobre aquilo que habita em nós. Talvez seja por isso que certas pessoas nos alcançam tão profundamente. Não porque nos revelam algo novo, mas porque iluminam algo que já existia e permanecia adormecido.


No fim, penso que a vida é feita desses raros reconhecimentos.


Instantes em que alguém nos vê para além do que mostramos. Instantes em que nos sentimos encontrados sem termos pedido para ser procurados.


E talvez seja esse o maior desejo da alma: não ser admirada, nem compreendida por completo.


Apenas ser vista.

Há dias em que a saudade chega sem aviso.


Não faz barulho. Não bate à porta. Apenas ocupa os espaços, senta-se ao meu lado e me acompanha em silêncio.


Nesses dias, tudo continua igual por fora. O mundo segue seu ritmo, as pessoas seguem seus caminhos, os compromissos continuam existindo. Mas por dentro, algo caminha mais devagar.


Sinto falta de presenças que nem sempre estiveram perto, mas que encontraram morada em mim.


E é estranho como algumas pessoas conseguem permanecer mesmo quando estão ausentes.


Talvez a solidão não seja a falta de companhia. Talvez seja a distância entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer.


Por isso me recolho.


Não porque queira me afastar do mundo, mas porque existem sentimentos que precisam ser ouvidos antes de serem explicados.


E enquanto escuto o que meu coração tenta me contar, sigo.


Com saudade, com esperança, com dúvidas às vezes.


Mas sigo.


Porque algumas ausências doem, é verdade.


Mas também revelam o tamanho daquilo que um dia tocou a alma e decidiu permanecer.

Hoje o coração ficou quieto demais.


E quando ele fica assim, não é porque não tem o que dizer. É porque sentiu além das palavras, atravessou emoções que não couberam em nenhuma conversa e guardou em silêncio aquilo que ainda não conseguiu traduzir.


Há sentimentos que não gritam, não pedem atenção, não fazem alarde. Apenas se recolhem para dentro de nós e permanecem ali, ocupando espaço, pedindo tempo para serem compreendidos.


Hoje o coração ficou quieto demais.


E talvez esse silêncio seja apenas a forma que ele encontrou de acolher tudo o que sentiu.






22 de junho 2026

To ligado que o crime não compensa, não sou bandido de dinheiro sou ladrão de consciência!

Quando a névoa se vai, todos os fantasmas não passam de grama.

Sigo o meu caminho como se não pudesse mudar de rota

Não precisamos fazer nada, nada para morrer.
Podemos nos esconder em um armário embaixo da escada pela vida toda e ela ainda assim vai nos encontrar. A morte aparecerá usando uma capa invisível e sacudirá uma varinha mágica e nos varrerá para longe quando menos esperamos. (...) Não pedirá nada em troca. Fará uma reverência em nosso funeral e aceitará os louvores por um trabalho bem feito e, depois, desaparecerá.

Existe uma escuridão dentro de todos, o que fazemos não depende de quem nos ensinou, mas sim, o que fazemos com o que aprendemos.

Talvez rejeição não seja a palavra mais apropriada, o caracol não rejeita o dedo que lhe toca, encolhe-se. Será a maneira que ele tem de rejeitar? Será. No entanto, você, à vista desarmada, não tem nada de caracol, às vezes penso que nos parecemos muito. Quem, você e eu? Não, eu e o caracol...

(O homem duplicado)

Não é bem assim. Houve um tempo em que as palavras eram tão poucas que nem sequer as tínhamos para expressar algo tão simples como Esta boca é minha, ou Essa boca é tua, e muito menos para perguntar Por que é que temos as bocas juntas.

(O homem duplicado)

Já agi por impulso e me arrependi, já demorei pra tomar uma decisão e não a tomei.
Já perdi coisas por muito e por nada.
Agora sigo meu coração e ouço a razão.

Não é o tempo nem a distância que dirão se vai dar certo. Somos nós mesmos ao tomarmos a decisão de lutar ou não por isso.

14 de junho de 2026


Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.


Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.


Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.


Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.


Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.


É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.


Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.


Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.


E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.


Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.


Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.


E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.

Há tempos carrego uma espera.


Não uma espera vazia, dessas que apenas contam os dias. É uma espera que me transformou. Que me ensinou a olhar para dentro, a compreender meus desejos, meus limites e os propósitos que Deus foi revelando ao longo do caminho.
Durante esse tempo, aprendi que esperar não é ficar parada. É preparar o coração para aquilo que se deseja viver. É cuidar da alma enquanto o tempo faz o seu trabalho silencioso. É permanecer fiel ao que acredito, mesmo quando a saudade de algo que ainda não aconteceu insiste em visitar meus pensamentos.
Tenho anseios. Tenho sonhos. Tenho o desejo de construir uma história bonita, de encontrar alguém com quem eu possa compartilhar a vida, os silêncios, os risos, os desafios e as conquistas. Alguém que compreenda que o amor verdadeiro não se sustenta apenas no encanto dos encontros, mas na decisão diária de permanecer.
Também tenho desejos que habitam meu corpo e minha alma. Sou humana. Sinto. Espero. Mas aprendi a não permitir que a pressa seja maior que o propósito. Porque algumas promessas florescem melhor quando respeitamos o tempo necessário para que criem raízes profundas.


Por isso sigo.
Nem sempre com a mesma força. Nem sempre sem questionamentos. Mas sigo. Acreditando que aquilo que Deus prepara não chega para preencher vazios, mas para somar caminhos, fortalecer propósitos e multiplicar alegrias.
Enquanto esse dia não chega, continuo cultivando quem sou. Continuo aprendendo, amadurecendo e me tornando a mulher que desejo ser quando o encontro acontecer.


Porque a minha espera não é ausência.


É preparação.


E cada dia vivido com propósito me aproxima não apenas de alguém, mas da versão de mim mesma que estará pronta para viver, com verdade e inteireza, tudo aquilo que hoje entrego em oração. 🌷




24 de janeiro 2024