Procure um Homem que te Chame de Linda

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"Jalison Santos disse uma vez:


Me chame de vida, se você for capaz de me levar para a sua."

Jogo de Ilusão


Há quem chame de amor
aquilo que só sabe prender.
Confunde cuidado com controle,
ciúme com afeto,
e medo de perder com vontade de permanecer.


O amor não joga.
Não esconde cartas,
não faz apostas,
nem transforma o coração
em prêmio de uma disputa.


Quem ama, escolhe ficar.
Quem possui, luta para não perder.
E existe um abismo
entre segurar uma mão
e aprisionar uma alma.


Às vezes, a maior vitória
não é convencer alguém a nos amar,
mas encontrar coragem
para sair da mesa
quando percebemos
que o jogo nunca foi amor.

No Brasil, antes da sentença, chamar corrupto de corrupto dá processo. Chame-o de empreendedor, afinal, ele só está diversificando investimentos públicos.


Benê Morais
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Chame de 'pamonha' aqueles que ficam se amarelando diante das responsabilidades ou de 'irresponsáveis' sem conhecer suas funções.

Caso um dia alguém te chame de idiota, deixe para lá! Se noutro dia alguns voltarem a te acusar, pergunte o motivo! Contudo, se numa terceira ocasião muitos te acusarem de tal, aceite! Afinal, não tem como calar a voz da razão! (Democraticamente, você foi eleito por maioria de votos).

Não me chame pra baladas.
Me convide prum luau ou uma orquestra de passarinhos.
Caso contrário, só vai plantar coquinho.






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vai lá onde você se perdeu,
tentando encontrar quem não te merece,
te chame de volta,
pois sua alma chora de saudade de você!

Nunca chame de arrependimento o que um dia te trouxe coragem para tentar.

Não chame de reciprocidade,
Aquilo que só acontece,
Porque você insiste.

Um Acidente Acontece De Repente

Em um dia alegre,
Algo acontece de repente,
Chame de descuido, acidente ou o que quiser,
Eu chamo de acaso.
Sorrisos somem,
Tudo o que vejo é um mundo preto e branco.
Posso dizer que talvez seja Deus,
Colocando nossa fidelidade à prova,
Ou talvez nos mostrando o valor de uma vida.
O que será dele sem sua outra metade?
Não sabemos, e sei que não precisaremos,
No final tudo dará certo

Pai que não conheço! Pai que outrora me enchia a alma e agora retira de mim o seu olhar, chame-me até Você! Não fique calado tanto tempo! O Seu silêncio não deterá esta alma sequiosa... E será que um homem, um pai, iria se zangar vendo o seu filho, que inesperadamente retorna, atirar-se em seus braços e gritar: "Estou de volta, meu pai! Não se zangue por eu ter interrompido a caminha que, segundo a sua vontade, deveria ser bem mais longa..."

Há quem chame de preservação o que, na verdade, é o empenho incansável em piorar o amanhã.

Não me chame de contraditória,
o que sinto será sempre o que sinto até o fim,
mas o que falo ou demonstro muitas vezes pode ser blefe apenas isso..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

O Galo
Impotência, inutilidade, medo, pequenez. Chame como quiser. A verdade, é que as palavras jamais conseguirão expressar com exata precisão o que eu sinto ao ver aquilo. O que? Um galpão. Um imenso, fedorento e decadente galpão. Milhares de olhos tristes emolduram os rostos grandes. Bolas negras de inocência dilaceram meu coração em bilhões de pedaços. São os olhos da carne. É a comida demonstrando sentimentos adversos, tentando impor, de forma inútil, a vida que nunca lhes pertenceram.
O que acontecerá depois de hoje? A quem pertencerão?
Um futuro incerto, recheado de crescimento econômico está sendo pactuado em contratos legais de compra e venda. Eles não são animais, são coisas. Bens que nos pertencem e podem ser vendidos, assassinados, comidos ou amados. Nas jaulas frias, flashs de câmeras fotográficas inibem uma psique descontrolada. O bico frenético do galo negro morde, com demasiada ansiedade, meus dedos trêmulos.
“Você vai ficar bem”, tento dizer de forma inútil, enquanto percebo a mentira que escorre pela minha fina linha de voz. Falo como um sopro. As lágrimas me veem aos olhos, transformando diversos sentimentos em uma gota de agua palpável, a matéria da minha subjetividade não compreendida. O galo tem o olho esquerdo machucado, as patas são enormes, o corpo beira o absurdo. Hormônios. O animal foi vendido por quinhentos reais, as placas indicam que ele é o vencedor no quesito de reprodução de matrizes. Misturar raças e rações é o segredo para essa geração de aves mutantes. Claro, precisamos de galinhas fortes, recheadas com proteínas induzidas para nos dar alguma dose de energia. Mas ele não sabe, não percebe. Seu instinto diz que precisa reproduzir, seu corpo pede por comida, seus olhos ardem. O estresse diminui sua produtividade como galo. Meu Deus, será que o galo sabe que é galo? Acho que não. Está perdido na escola do professor Xavier para super dotados. O galo é um super galo. O galo me bica, pra tentar impor sua grandiosidade. O galo é apenas o galo que engole medalhas pela garganta e, ainda assim, não deixa de ser galo. Mas eu, a garota de fora que esconde o choro, sei que ele é apenas um galo que foi induzido a ser, literalmente, grandioso.
Vou embora, me despedindo daquele ser perturbado. Dobro à direita e encontro mais jaulas. Gaiolas pequenas enfestadas de animais sensíveis de pelugem branca reluzente. Eles são os melhores no quesito de pelugem, os melhores no quesito de carne, os melhores no quesito de venda. São coelhos. As orelhas pontiagudas saem por fora dos buracos minúsculos, os flashs desafiam a capacidade visual dos animais, induzindo-os a um estado de torpor. Os corpos trêmulos demonstram fragilidade. As placas brancas de madeira rústica, demonstram preços. Eles são separados de acordo com seus quesitos mais impressionantes. Crianças se amontoam à minha frente, com os dedos pequeníssimos a tocar-lhes o pelo premiado. Mães sorriem, tiram fotos, explicam a vida do ser que está enjaulado como algo banal, um destino certo, uma beleza que está ali para ser vista e depois esquecida. Nada de nos aprofundarmos. Corações tão rasos quanto seus interesses. Eles são a base sólida de um mundo já corrompido, a ignorância em massa que carregará para sempre os mais aptos nos ombros. A ignorância que alimenta a violência, que educa com cegueira, que vive em vão, que morre sem orgulhos.
Ao lado, uma loja de roupas vende casacos de pele, paralelo a uma loja de filhotes de chinchila. Mais fotos, mais crianças. O peso de não se ser ignorante em uma terra enfestada de burrice. Tento sair dali, trancar minha respiração, fechar meus olhos. Temo não suportar o abismo que se abre em frente aos meus passos febris. Mas suporto. Suporto o suficiente para chegar até o galpão ao lado, onde o meu principal destino se encontra: os bovinos.
Nada de jaulas, nada de flashs. Aqui, há somente vacas, bois e cheiro de estrume. Placas enormes indicam os melhores matadouros, a melhor vaca para alimento, o melhor touro para reprodução. Cartazes esplendorosos exibem, com certa soberba, o orgulho de um boi em especial. Não lembro com exatidão o nome dele, mas sei que era muito, muito especial. Seu Sêmen foi vendido para dois continentes. Sua espécie, sua raça, ou sei lá o que, eram do mais alto escalão de linhagem bovina. Se você quer carne macia e animais dóceis, venha até mim. Se você quer animais submissos e uma linhagem mais rápida, venha até mim. Meu boi é o melhor e maior reprodutor do mundo. Venha até mim.
Eu vou.
Vou até o boi de quem tanto falam e não vejo nada além de um boi. O boi que, de tanto ser exaltado como boi, também pode se ter esquecido de que era boi. Mas eu... Ah, eu sabia que ele era um boi. Ele não me vê, estava ocupado demais regurgitando aveia. Mas eu estava lá. E eu via. O tamanho anormal, o pelo excessivamente penteado. O principal objeto de consumo, a melhor propaganda possível do objeto mais caro. O capitalismo agindo na sua forma mais pura para manipular a pecuária de que tanto dependemos. Continuo olhando e vejo apenas um boi. Um boi lotado de compromissos, fotos, folders, medalhas, filhos e linhagens inteiras de comida. Ao lado, mais bois. Todos os tipos de bois. Não conheço raças nem nada, mas sei distinguir cores. Bois brancos, bois marrons, bois pretos. Todo tipo de boi. E todos os bois que eu vi, devolviam o olhar meio incerto. O destino que nada lhes trazia, a compaixão que não lhes era devida. Olhos tristes. Bolas negras, repletas de mistérios e amores não percebidos. Bolas negras que continuavam a perfurar meu coração.
Será que o galo sabia que era galo ou apenas se convencia do contrário?
Por que estou começando a perceber falhas na minha identidade que não condizem comigo mesma. E, talvez, também ache que sou um galo. Na minha fraqueza, na minha pequenez. A indústria que consome meu dinheiro, de forma indireta. A pecuária que me engole pelas pernas contra a minha vontade. O mundo gira, enquanto acho que sou galo. E, nesses giros em descompasso, me perco numa identidade já não tão natural. Sou um galo que não se reconhece como galo, e, talvez por isso, me intitule como humana.

Inserida por sararibeiro

Não a chame de insensível, talvez ela tenha sido sensível demais a ponto de ter sofrido por algo não merecido. Não a julgue com facilidade não ponha sentimentos inexistentes, não manipule fatos jamais poderá vê seu coração, ou melhor senti-lo não se convença por tão pouco.

Inserida por anabernadi

Nunca chame de amor uma ferida jamais curada pelo tempo. Pois o amor é a cura e a não a ferida!

Inserida por pastoreinaldoribeiro

Não chame atenção reclamando
Chame atenção mudando

Inserida por SofiaOliveiraa

Se falar de Deus te incomoda então não chame o nome Dele quando estiver desesperado.

Inserida por TaianeMS

Não me chame de louco, demente, doido ou eufórico nem mesmo de maluco varrido, chama-me de meu amor desmedido e sem medida.

Inserida por tavares30

ME CHAME ...

Me chame ...
Apenas me chame ... não importa por qual nome ... mas me chame.
Me chame agora ... hoje ... ou de madrugada ... quando seu coração estiver sentindo
o frio do vazio.
Me chame para ser seu par nessa dança ...
me chame para escutar seu canto ...
me chame para ver as estrelas ...
para sentir o calor de seu corpo.
Me chame quando seus olhos molharem seu rosto ...
quando seus ombros estiverem pesados ...
quando sua mente se sentir cansada ...
quando o sol da manhã não iluminar seus sonhos.
Me chame ... quando seu sorriso tomar conta de sua alma ...
me chame para partilhar um beijo ...
me chame para dar as minhas mãos e segurar as suas.
Me chame ... a qualquer hora e de preferência ...
Me chame sussurrando em meu ouvido ...
me chamando de querido ...
de amado e querendo que eu esteja sempre com
um largo sorriso ao seu lado.
Mas me chame ...
Apenas ... me chame!!!

Inserida por carlatoscano