Principais Ideias do Nicolau Maquiavel

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Maquiavel (1469-1527) foi um escritor, político, diplomata, historiador e pensador italiano. Autor da obra-prima "O Príncipe". É considerado o pai da Ciência Política.

Um governante eficaz não deve ter piedade.

Alguns meios traz a conquista do poder, mas não a glória.

Conselho ao príncipe depois de escolhido o ministro:
“quando vires que o ministro pensa mais em si próprio do que em ti, e que em todas as suas ações procura tirar proveito pessoal, podes ter a certeza de que ele não é bom, e nunca poderás fiar-te nele. Aquele que tem em mãos os negócios de Estado não deve pensar nunca em si próprio, mas sempre no Príncipe e nunca lembrar-lhe coisas que estejam fora da esfera do Estado”.

[Niccolò Machiavelli in O Príncipe
cap.XXII]

Falha comum dos homens - Esquecer que existe tempestade quando faz bom tempo.

A liberdade consome a si mesma, pois sua força acaba logo.

Os Estados que surgem rapidamente, como todas as demais coisas da natureza que nascem e crescem depressa, não podem ter raízes e estruturação perfeitas, de forma que a primeira adversidade os extingue.

Maquiavel
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Nova Iorque: Montecristo Publishing LLC, 2012

Qualquer um vê o que você aparente ser, poucos conhecem o que você é de fato...

Se alguém procede com cautela e paciência em tempos que exigem tais qualidades, então tudo se sai bem; mas se os tempos sofrem mudanças e os comportamentos permanecem inalterados, então é a ruína.

Deve exercitar-se mais nos períodos de paz que nos tempos de guerra.

Foi necessário, para que se conhecesse a virtude de Moisés, que o povo de Israel estivesse escravizado no Egito; para que se conhecesse a grandeza de Ciro, que os Persas estivessem oprimidos pelos Medas; e para se conhecer o valor de Teseu, que os atenienses estivessem dispersos – assim, presentemente, querendo-se conhecer o valor de um príncipe italiano, seria necessário que a Itália chegasse ao ponto em que se encontra agora. Que estivesse mais escravizada do que os Hebreus, mais oprimida do que os Persas, mais desunida que os atenienses, sem chefe, sem ordem, batida, espoliada, lacerada, invadida, e que houvesse, enfim, suportado toda sorte de calamidades.

Vê-se que a Itália roga a Deus envie alguém que a redima dessas crueldades e insolências dos estrangeiros. Vê-se, ainda, que se acha pronta e disposta a seguir uma bandeira, uma vez que haja quem a levante.

Niccolò Machiavelli in O Principe

Os homens que desejam fazer algo devem antes preparar-se com toda indústria, para estarem, chegada a ocasião, aparelhados para cumprir aquilo que se propuseram executar.

Arruína-se quem é instrumento para que o outro se torne poderoso, porque esse poder é dado pela astúcia ou pela força e ambos são suspeitos a quem se torna poderoso.

Note-se que é preciso tratar bem os homens ou então aniquilá-los.
Eles se vingarão de pequenas injurias, mas não poderão vingar-se de agressões graves; por isso só podemos injuriar alguém se não temermos sua vingança...

A sorte, como mulher, é sempre amiga dos jovens porque são menos circunspectos, mais ferozes e com mais audácia a dominam.


Niccolò Machiavelli in O Príncipe

Há três tipos de cérebro: O excelente que compreende por si só, o bom que discerne aquilo que outros compreendem, e o inútil que não compreendem nem por si só e nem por intermédio de outros.

Em tempos de paz devemos pensar na guerra.

A maioria vê o que tu pareces, poucos sentem aquilo que tu és.

Quem conspira não pode aturar isoladamente e só pode aliar-se àqueles que julga insatisfeitos. Mas no momento em que revelas as tuas intenções a alguém insatisfeito, dás a ele a oportunidade de se satisfazer, porque se te denunciar poderá esperar tudo o que é do seu agrado; de modo que, vendo um ganho certo deste lado e incertezas e perigos na conspiração, só permanecerá leal a ti se for um amigo extraordinário ou inimigo ferrenho do outro.

Ao conquistar um Estado, o conquistador deve avaliar rapidamente todas as violências que lhe são necessárias cometer e cometê-las todas de um só golpe para não ter que repeti-las todos os dias, assim, não as repetindo, irá tranquilizar os homens e conquistá-los. Quem fizer de outra forma, seja por timidez, seja porque mal aconselhado, será obrigado a ter sempre o punhal à mão.

Consequências da neutralidade:
… se dois vizinhos poderosos teus (do príncipe) se puserem a brigar, ou são de qualidade que, vencendo um deles tenhas que temer o vencedor, ou não. Em qualquer caso ser-te-á sempre mais útil descobrir-te e fazer guerra de fato, porque no primeiro caso, se não te descobrires, serás sempre presa de quem vencer, com grande prazer daquele que foi vencido, e não tens razão nem coisa alguma em tua defesa, nem quem te acolha.
(O Príncipe - cap.XXI)