Presença da Ausência
" ... A ausência
É o preço que pagamos para a presença que deixamos
De ofertar para àqueles que nos amam...
E são deixados de lado por conta do nosso próprio
Egoísmo!"
Você percebe o quão importante alguém é, quando nem mais sua presença mata a saudade que a ausência deixou.
Um relacionamento interpessoal só é saudável quando presença e ausência, necessariamente ambas, são saudáveis.
"No silêncio a ausência pesa mais do que a presença, mas também te ensina que mesmo na sua angústia, você tem um grande vazio para te fazer companhia."
Acostume-a com sua presença e não com sua ausência. Se você se afastar com muita frequência, sua companheira irá se acostumar com a sua falta e seu plano por água abaixo. Por outro lado, se estiver sempre presente, não será valorizado.
Aproveite todos os momentos bons do presente ,para no futuro não sofrer com o que se tornou ausente.
A paz não é a ausência de ruído, mas a presença do silêncio que permite ouvir o canto dos pássaros e a voz da própria alma.
O Silêncio como Morada do Ser
Oh, o silêncio…
Não apenas a ausência de sons,
mas a presença plena do que é essencial.
Quando tudo ao redor se cala,
o ser humano reencontra a si mesmo —
e compreende que a quietude
não é um vazio, mas uma forma mais alta de existência.
No silêncio, a consciência se expande.
Ali descobrimos que a paz não é algo a ser alcançado,
mas algo que sempre esteve disponível,
embora oculto sob o peso do barulho e da pressa.
O silêncio nos devolve o centro,
recoloca cada pensamento em seu devido lugar
e revela a profundidade que o cotidiano tenta encobrir.
O tempo, nesse espaço silencioso,
mostra-se não como inimigo,
mas como mestre da revelação.
Ele nos ensina que só existe um instante real: o agora.
E é somente nele que podemos agir, compreender e transformar.
É por meio do tempo
que a sabedoria se desdobra lentamente,
quase imperceptível,
como uma chama que cresce sem alarde.
Essa sabedoria — a mais elevada das virtudes humanas —
não se adquire por excesso de palavras,
mas pela escuta atenta do próprio ser.
E, quando finalmente silenciamos,
percebemos que há em nós
algo que não é afetado pelo tumulto do mundo:
uma centelha do divino,
uma presença íntima e eterna
que só se revela a quem tem coragem de ouvir o próprio silêncio.
A comunhão exige presença; talvez por isso sua ausência seja tão frequentemente justificada pelo conforto. Estar presente requer abrir mão da comodidade, reorganizar prioridades, enfrentar o cansaço e investir tempo em pessoas. O conforto nos convida ao isolamento, mas a comunhão nos chama ao compromisso. Não é por acaso que a igreja primitiva perseverava 'na comunhão' (At 2.42); eles entenderam que a vida cristã não foi projetada para ser vivida à distância, mas ombro a ombro, mesa a mesa, coração a coração.
Um jeito ausente tão presente no olhar
Você chegou sem barulho, mas fez casa no silêncio.
Tem um jeito ausente tão presente no olhar... Corpo que foge pro mundo, olhos que ficam aqui, me achando em cada pausa.
Teu olhar não mente.
Diz "fica" quando você se cala. Diz "eu tô aqui" mesmo quando jura que foi embora.
E é nesse paradoxo que eu moro.
No amor que não faz alarde, mas permanece. Que me olha distraído e me encontra inteira.
No fundo, teu olhar é tua forma mais sincera de ficar.
E eu escolho morar nele.
Não se aborreça em saber que algumas pessoas só têm coragem de falar de você na sua ausência, é porque elas témem e respeitam a sua presença.
