Preocupe se mais com seu Carater
A MALA INVISÍVEL - Era outra noite interminável no velho bar de sempre, onde a cerveja era mais honesta que a maioria das pessoas. A freguesia fazia o ritual habitual: gargalhadas altas para esconder vidas pequenas. Todo mundo representando um personagem barato, como se um diploma na parede, um relógio caro ou um carro financiado fossem provas suficientes de que valia a pena continuar respirando.
Foi quando a porta se abriu.
Ela entrou arrastando uma mala antiga. Caminhava devagar, como quem não carregava quilos, mas anos. A roda encontrou uma cadeira. A cadeira tombou. A mala se abriu.
As gargalhadas cessaram por um instante. Logo voltaram, mais altas. Não porque houvesse algo engraçado. A desgraça alheia sempre oferece alguns segundos de descanso para quem vive em guerra consigo mesmo.
Ela caiu de joelhos e começou a recolher tudo enquanto botas e sapatos passavam a centímetros de suas mãos, indiferentes. Ninguém ajudou. A pressa sempre encontra uma boa desculpa para se parecer com a crueldade.
Eu olhei esperando ver roupas espalhadas, maquiagem, documentos, contas atrasadas... essas quinquilharias que o mundo chama de patrimônio.
Mas a verdade é que, dali do meu canto no balcão, a mala parecia aberta do lado errado da realidade.
Não vi tecidos.
Não vi objetos.
Vi um domingo de infância que ainda cheirava a bolo saindo do forno. Um cachorro enterrado no quintal de uma casa que talvez nem existisse mais. A mão do pai segurando a dela pela última vez. O primeiro beijo dado com a ingenuidade de quem ainda acreditava que o amor podia durar mais do que as promessas. Vi a mãe penteando seus cabelos antes da escola. Vi uma fotografia amarelada de pessoas que o tempo apagou dos álbuns, mas nunca conseguiu expulsar da memória.
Vi derrotas cuidadosamente dobradas, como quem guarda cartas antigas. Vi noites em que ela acreditou que não suportaria amanhecer e, ainda assim, amanheceu. Vi portas fechadas sem explicação. Vi despedidas que chegaram antes da hora. Vi o abandono sentado numa plataforma de estação, fumando o último cigarro da esperança enquanto observava todos os trens partirem sem ela.
Também havia pequenas alegrias. As únicas que realmente importam. O cheiro da chuva entrando pela janela. O café dividido numa manhã qualquer. Uma música que salvou uma noite inteira. O riso inesperado de uma criança. Um abraço recebido justamente no dia em que ela tinha decidido desistir do mundo. Eram instantes tão pequenos que quase ninguém lhes daria valor. Mas eram eles que mantinham aquela mulher de pé.
Então compreendi que aquela mala nunca carregou bens.
Carregava uma vida.
Cada lembrança era uma cicatriz transformada em bússola. Cada perda apontava para um caminho que ela jamais pisaria outra vez. Cada amor desfeito ensinava onde não procurar abrigo. Até a dor tinha sua utilidade. Ela não servia para fazer sofrer; servia para lembrar quem ela havia sido antes de sobreviver.
As pessoas vivem convencidas de que seus maiores tesouros estão guardados em cofres, escrituras, contas bancárias ou joias. Pobres diabos. Basta um incêndio, um assalto, uma crise financeira ou um advogado competente para tudo desaparecer.
Os verdadeiros tesouros vivem em outro lugar.
Vivem naquilo que ninguém consegue tocar.
Nas lembranças que nos ensinaram a amar. Nas derrotas que nos obrigaram a crescer. Nos fracassos que impediram nossa arrogância. Nos desamores que nos ensinaram a reconhecer um afeto verdadeiro quando ele finalmente aparece. Até o abandono, por mais cruel que seja, deixa uma marca capaz de indicar o caminho de volta para nós mesmos.
Sem essas histórias, continuamos respirando, mas apenas isso. Trabalhamos, pagamos contas, sorrimos nas fotografias, fazemos planos para férias que talvez nunca aconteçam. Funcionamos como máquinas muito bem conservadas, mas sem direção.
A memória é o nosso norte. É ela que impede que caminhemos em círculos acreditando que estamos avançando. Não somos feitos de carne apenas. Somos feitos daquilo que lembramos, daquilo que perdemos e, principalmente, daquilo que decidimos não abandonar dentro de nós.
Enquanto a mulher terminava de guardar, com cuidado, seu invisível patrimônio, o bar voltou ao seu barulho habitual. As conversas retomaram a banalidade de sempre. Os copos voltaram a brindar o vazio. A vida continuou fingindo que só existe aquilo que pesa na mão.
Eu terminei meu copo e pensei que talvez todos nós arrastemos uma mala parecida. A diferença é que alguns passam a vida tentando enchê-la de coisas que podem comprar.
Outros passam a existência inteira tentando não perder aquilo que dinheiro nenhum jamais será capaz de devolver. E são justamente esses, quase sempre silenciosos e anônimos, que carregam o único patrimônio que realmente vale a pena salvar quando tudo o mais desaba.
Estamos On-line?
Mais um dia no escritório. A mesma mesa engolida por papéis amarelados. Um computador que parece saber mais sobre mim do que qualquer confissão que eu já fiz em voz alta. Um telefone que grita quando o mundo não deveria ter voz. E uma fila de gente com o olhar gasto, esperando.
Esperando uma solução.
É quase cruel como ainda chamamos isso de solução. Quase sempre é só mais um protocolo frio, mais um formulário que não sangra, mais uma senha esquecida, mais um número que ninguém sabe decifrar. Um labirinto de papel e código onde a dor entra viva e sai desidratada.
As pessoas chegam com problemas mais viscerais, reais até o osso, e recebem respostas virtuais, sem carne, sem cheiro, sem peso. Querem resolver a vida pela tela como quem tenta estancar uma hemorragia com papel. O mundo aprendeu a transformar qualquer desgraça em número de protocolo — e isso, de algum jeito, nos parece normal.
Eu observo.
Estamos todos on-line.
Pelo menos é o que dizem.
Há gente conectada ao banco, ao trabalho, ao aplicativo, ao governo, ao médico, ao amante, ao ex-amante, ao desconhecido que nunca viu seu rosto e ainda assim opina sobre sua vida. Sabemos quem comeu o quê, quem viajou para onde, quem morreu sozinho, quem traiu sem piscar, quem enriqueceu e quem perdeu a própria dignidade no processo.
Sabemos de tudo.
Menos de nós.
O computador continua aceso.
Uma luz pálida, quase doente, tremendo na minha frente.
Talvez seja isso que chamamos de vida agora: uma luz insistente dizendo que ainda estamos disponíveis, como mercadoria em prateleira.
Mas disponíveis para quê?
A fila cresce como um organismo vivo, respirando devagar, pesado, impaciente.
Cada pessoa carrega uma pequena tragédia particular, escondida mal e mal sob a pele: uma aposentadoria que nunca chega, uma dívida que morde por dentro, um benefício negado, um documento perdido, uma doença que não espera, uma separação que ainda sangra, um filho que depende de um sistema que não sente nada, um pedido que depende de outro pedido, que depende de uma assinatura que depende de alguém que não está.
A humanidade inventou a burocracia para domesticar o caos.
Depois inventou a internet para acelerar o colapso.
Talvez seja por isso que essa palavra — conexão — me soa cada vez mais como uma piada mal contada.
Estamos conectados a tudo.
E desconectados de quase tudo que ainda pulsa.
Falamos em nuvem como se ela tivesse consciência, como se guardasse algo além de dados frios. Mas talvez ela só armazene nossos rastros: fotos sorrindo enquanto por dentro tudo desaba, conversas vazias, promessas digitais, e uma quantidade obscena de ruído disfarçado de vida.
A nuvem não sabe quem somos.
E, às vezes, suspeito que nós também não.
Existe uma espécie de wi-fi interno. Não sei se é alma, instinto ou só um nome bonito para o que foi sendo abafado aos poucos.
Alguma coisa dentro da gente deveria ainda captar sinais.
Um desconforto no peito.
Um arrepio sem motivo.
Um silêncio que pesa.
Um aviso bruto, quase animal, dizendo: pare.
Mas o dia inteiro somos atravessados por notificações.
O celular vibra como um nervo exposto.
O computador pisca como um olho doente.
O telefone cospe vozes.
Alguém chama.
Alguém exige.
Alguém cobra.
Alguém vende.
Alguém promete salvação em três cliques.
E depois nos perguntamos por que estamos exaustos, como se a resposta não estivesse gritando o tempo todo.
Talvez nossos neurorreceptores não estejam quebrados.
Talvez estejam apenas afogados.
É difícil ouvir qualquer coisa pequena quando o mundo inteiro decidiu gritar dentro da sua cabeça.
A sociedade aprendeu a ocupar cada fresta do silêncio. Música forçada no elevador. Tela acesa na sala. Podcast enchendo o carro. Vídeo mastigando o almoço. Mensagem invadindo a conversa. Notificação mordendo o sono.
Nunca estamos sozinhos.
E, ainda assim, nunca estivemos tão abandonados por dentro.
Fico encarando a tela.
E me vem aquela pergunta antiga, quase primitiva, que ninguém aguenta sustentar por muito tempo: de onde diabos vem tudo isso?
A vida.
A consciência.
Esse impulso cego de continuar mesmo quando nada faz sentido.
Aquela coisa estranha que empurra alguém a acordar numa terça-feira qualquer, vestir a própria pele como se fosse uniforme, pegar um ônibus lotado, engolir trânsito, entrar numa fila e passar o dia tentando consertar problemas que já nasceram condenados a serem substituídos por outros.
Talvez exista mesmo uma inteligência maior.
Talvez exista uma nuvem original, viva, pulsante, indiferente.
Talvez sejamos só fragmentos dela, esquecidos de si mesmos.
Ou talvez não exista absolutamente nada.
Um vazio elegante, sem explicação, sem propósito, sem testemunha.
E isso, de algum modo, também parece plausível.
A diferença é que ninguém recebeu o manual.
Entramos aqui sem instruções, sem mapa, sem legenda.
Passamos anos tentando decifrar o painel de controle da própria existência, apertando botões aleatórios, esperando que algo acenda.
Depois alguém nos chama de velhos.
E o sistema começa a falhar de verdade.
Memória falha.
Joelhos rangem.
Dentes cedem.
Sono vira fuga.
E então aparece a mensagem final, sem emoção, sem piedade:
encerrando sessão.
Sem atualização.
Sem suporte.
Sem segunda tentativa.
A fila continua.
O telefone grita outra vez.
O computador exige uma senha como se ainda houvesse controle.
Uma pessoa pergunta se falta muito.
Eu olho sem saber o que responder.
Nunca sei.
Talvez seja essa a única honestidade que ainda não foi censurada dentro de nós.
Não sabemos por que estamos aqui.
Não sabemos o que somos quando ninguém está olhando.
Não sabemos para onde isso tudo está nos levando.
Mas seguimos on-line.
Sempre on-line.
Publicando fragmentos de felicidade para provar que ainda existimos.
Dando opiniões como quem tenta convencer a si mesmo de que pensa.
Acumulando contatos para fingir que não estamos afundando sozinhos.
Comprando coisas para simular vitória.
E encarando uma tela brilhante enquanto alguma coisa dentro de nós, em silêncio absoluto, tenta desesperadamente estabelecer uma conexão que nunca chega.
Talvez o problema nunca tenha sido o sinal.
Talvez o problema seja que desaprendemos a escutar o que ainda está vivo por dentro.
A fila finalmente se move.
Um corpo se levanta.
Outro ocupa o lugar como se nada tivesse acontecido.
O telefone volta a tocar.
Eu encaro a tela do computador.
E, por alguns segundos, não faço absolutamente nada.
Só isso.
E penso que talvez estar realmente conectado seja exatamente isso:
aguentar alguns segundos sem ser invadido por nada.
Só você.
Sua cabeça.
Seu silêncio.
E aquela pergunta incômoda, crua, quase sangrando por dentro, que nenhum aplicativo jamais vai conseguir responder:
quem diabos está usando você enquanto você acredita estar vivendo?
O passado não se lamenta, se usa. Nada mais posso fazer para mudar o que foi, mas se não posso agir pelo meu 'eu' de ontem, posso criar pelo meu 'eu' de amanhã. Sou, inevitavelmente, o passado de alguém que está por vir. Que o meu 'eu' do futuro olhe para o dia de hoje e encontre em mim o conteúdo para a sua felicidade."
A Fé, precede a razão!
A mística é mais antiga
que a Ciência.
O cientista, nasceu primeiro
que a Ciência.
_Então,tenha compromisso
com a mudança de consciência.
E agora ele voa,
Sem olhar pra trás.
A dor foi a mola
Que o fez ser capaz.
Ninguém mais o para,
Ninguém diz que não.
Seguiu a própria direção.
Os homens que o povo… admira mais extravagantemente são os mentirosos mais ousados; os homens que o povo detesta mais violentamente são aqueles que tentam dizer a verdade.
A religião é a arma mais perigosa que existe, quando é usada para substituir a consciência individual pela obediência cega, transformando fé em submissão e espiritualidade em controle.
"Não há fato mais miserável do que o ser que não tem brilho ou sombra própria e precisa eclipsar o brilho do outro. Ter uma sombra exige profundidade. Quem só sabe copiar é tão oco que nem sombra consegue projetar sozinho — precisa da luz alheia até para existir."
- Leandra Pinheiro
Os EUA afirmam que CV e PCC são “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Deixaram de fora o Congresso e o PL!
Leva mais coragem cavar fundo nos cantos escuros da sua própria alma e nos becos da sua sociedade do que um soldado precisa para lutar no campo de batalha.
utopia?
Tem dias em que acordar parece menos um começo e mais uma conferência.
Antes mesmo de levantar da cama, existe uma lista invisível esperando por ele. Não são grandes sonhos escritos em papel, nem promessas bonitas feitas para o futuro. São necessidades pequenas, quase ridículas quando colocadas lado a lado, mas que juntas dizem muito sobre quem ele se tornou.
Precisa de dinheiro. Não pelo dinheiro em si, mas pela tranquilidade que ele promete. Precisa guardar, investir, construir alguma coisa que permita olhar para a velhice sem sentir que o futuro é uma ameaça. Existe uma vontade cada vez maior de sair do lugar onde está, conhecer outro país, aprender outra língua, começar de novo em algum canto onde ninguém saiba seu nome.
Precisa ser forte também.
E talvez essa seja uma das coisas mais difíceis.
Porque existe uma contradição nele que ninguém vê de primeira. Por fora, aprende a ser durão. Engole certas palavras, segura algumas vontades, finge que determinadas coisas não doem. Mas por dentro continua sendo sentimental demais. Ainda se importa. Ainda espera. Ainda sente falta. Ainda consegue transformar uma conversa pequena em alguma coisa enorme dentro da cabeça.
Precisa falar com alguém.
Não necessariamente para ser aconselhado. Às vezes, só precisa encontrar alguém que também esteja cansado de guardar coisas dentro de si. Alguém que não tenha medo do silêncio depois da conversa. Alguém que entenda que existem sentimentos que não querem solução, só companhia.
Precisa escrever também.
Talvez seja por isso que transforma tanta coisa em texto. Porque quando não consegue dizer, escreve. Quando não sabe para quem falar, escreve. Quando alguma lembrança insiste em voltar, escreve. Como se cada palavra colocada no papel fosse uma maneira de impedir que alguma parte dele desaparecesse.
Precisa de uma vitória do Palmeiras, dessas que fazem o mundo parecer menos complicado por algumas horas. Precisa de uma música certa no momento certo. Precisa de uma noite em que o celular fique virado para baixo e a cabeça finalmente fique quieta. Precisa rir de alguma coisa idiota. Precisa encontrar motivos pequenos para continuar acreditando que a vida não é feita apenas das coisas que deram errado.
Precisa cuidar da família.
Precisa cuidar de si.
Precisa ter fé, mesmo quando não entende muito bem o que está esperando.
E, principalmente, precisa de carinho.
Talvez esse seja o item mais difícil de admitir.
Porque dinheiro se procura. Trabalho se conquista. Uma passagem pode ser comprada. Um idioma pode ser aprendido. Um carro pode ser trocado. Uma cidade pode ser deixada para trás.
Mas carinho não funciona assim.
Carinho precisa vir de alguém.
E talvez por isso ainda exista, em algum canto dele, aquela pergunta que não sabe morrer, será que alguém ainda gosta dele? Será que alguma pessoa ainda pensa nele quando uma música toca? Será que alguém sente vontade de mandar uma mensagem e desiste? Será que existe alguém passando pela mesma rua, no mesmo horário, carregando uma saudade que ele desconhece?
Ele não precisa necessariamente de uma resposta.
Precisa apenas saber se ainda existe alguma coisa esperando por ele do outro lado.
E é curioso perceber que, no meio de tantos planos grandes, ele ainda se pega querendo entender coisas pequenas.
Por que o coração insiste justamente onde a razão já colocou uma placa dizendo para não entrar?
E, no fim, talvez seja essa a maior contradição da vida adulta, a gente passa anos tentando descobrir como construir um futuro, enquanto continua fazendo perguntas que parecem ter sido inventadas na infância.
Ele quer dinheiro, uma casa, uma vida em outro lugar, estabilidade, conquistas, viagens, histórias.
Mas também quer ser compreendido.
Quer alguém para conversar.
Quer alguém para amar.
Quer alguém que olhe para toda essa confusão e, em vez de perguntar por que ele é assim, simplesmente diga que entende.
Talvez seja isso que ele esteja procurando.
Não uma vida perfeita.
Só uma vida em que suas necessidades não pareçam exageradas.
Uma vida em que possa ser forte sem precisar esconder que sente.
Em que possa ir embora sem sentir que está fugindo.
Em que possa construir o futuro sem precisar abandonar tudo o que ainda sente.
E talvez, no fundo, ele tenha acordado naquela manhã apenas para descobrir que ainda precisa de muita coisa.
Mas também descobriu uma coisa importante
ainda existe vontade.
E enquanto houver vontade de conhecer o mundo, ganhar dinheiro, escrever, amar, cuidar, acreditar, viajar, torcer, recomeçar e entender por que certas coisas são proibidas sem que ninguém saiba explicar direito…
ainda existe vida acontecendo.
Mesmo que, as vezes, ela pareça apenas uma longa lista de coisas que ele ainda precisa.
Sentir-se perdida é um inferno.
Quando a única coisa que te faz fugir da realidade, por mais curto que seja o tempo, é também o que você não pode ter.
Tão perto dos olhos,
tão longe das mãos.
Força interior: "Você é muito mais forte do que as dúvidas que tentam te parar. Confie no processo e continue avançando."
Daniel Alves Pena
O amor é estranho assim mesmo?
Pensei que amar fosse mais fácil… mas não é, não é nada fácil amar.
Talvez a gente possa viver sem o amor, se nos concentrarmos no que é mais importante do que isso, só não sei ainda o que seria mais importante que o amor…
Mas amar é praticamente impossível. Queria nunca ter amado! Que coisa chata é o amor!
Gruda igual chiclete e não sai mais esse vestígio de nós. É uma tortura saber como é e não poder tê-lo novamente.
Queria não amar.
Queria não sofrer.
Queria não querer.
Eu realmente cheguei a pensar na possibilidade de aceitar essa decepção futura e ser livre, cheguei a pensar que agora seria o momento perfeito… mas não foi, não é?! E a culpa é sempre do outro e não das nossas expectativas.
Expectativa mata a gente, sabia? Pois é!
Acreditar em algo impossível não o torna realidade. Isso é balela inventada para conter as pessoas.
Fui! E continuarei com esperança, afinal, eu faço parte dos contidos.
Amores e a essência da escolha!
Há muitos tipos de amores
Mas, o mais profundo entre eles é o amor de Deus...
Ele amou o que criou a tal ponto que, ao ver sua criação se perder despiu-se de sua glória, amou o mundo de tal maneira que entregou seu unigênito (João 3:16)ele se fez homem e habitou entre nós, para resgatar os filhos se fez filho do homem, para salvar o homem, venceu todos os desejos dos homens, para aniquilar a dívida, como homem foi perfeito no propósito, resgatou o que havia se perdido, e agora que está consumado (João 3;18:19)
Provou que o seu amor por nós é maior do que o amor de uma mãe, ele disse: ainda que uma mãe não se compadeça do filho do seu próprio ventre
, eu todavia não me esquecerei de ti, tal grande foi o seu amor que seu sangue derramou, tão grande foi a escolha que fez...
Amor de Pai e mãe
O outro amor que conhecemos é o amor dos pais
Este é sangue do mesmo sangue, no entanto há quem abandone o seu próprio sangue e desonre sua própria prole, há também aqueles que mesmo ante as dificuldades tudo padece por amor aos filhos, tudo sofre, tudo espera, tudo suporta, pois sabe que ali estão aqueles que trouxe ao mundo e essa é a sua responsabilidade cuidar e amar eles, um amor que se doa, há quem dê a vida pelos filhos e há quem não dê a mínima para seus filhos!
Amor de homem e mulher
Este também é forte pois é chamado: osso do meu osso, carne da minha carne, por se tratar de tão grande intimidade entre o matrimônio, uma intimidade que apenas estes têm, não havendo outro igual no sentido da carne, sabemos que em espírito o amor de Deus supera todos os outros e na carne o matrimônio, no sangue os filhos.
Amor de filhos
Este amor é chamado de amor de sangue,
Laços sanguíneo, ou seja , um amor tão intenso que dura mais do que uma vida, segue de geração a geração, um amor que se entrega se simplesmente pelas lembranças da infância!
Amor de amigos
Há quem chegue a declarar que há amigos mais chegados do que os próprios irmãos, também foi dito que na dificuldade nasce um irmão, sendo assim, esse amor também não espera receber nada em troca, um amor também profundo demais para se falar, pois se tratando de laços, não há, sangue, nem os demais requisitos anteriores, deixando assim bem claro que o amor é uma escolha, que mesmo diante de circunstâncias ela não foge, não abandona, mas acolhe.
Conclusão:
O amor é uma escolha, o amor tudo suporta ,
O amor é mais forte do que a morte,
O amor é doloroso, mas tão sublime e profundo como o infinito
O amor é inexplicável para quem não o tem e nem o pode receber!
Pode ser a comida mais sofisticada e saborosa que existe com o ambiente mais lindo do mundo mas, se as pessoas que estiverem a sua volta não ti deixam a vontade, você perde a fome.
Encontrei mais pessoas sinceras e de coração simples, no meio dos "loucos" do que no meio daqueles que se dizem "normais"
Sendo assim eu que era estimado pela massa e esperava ser normal me vi também como louco, por não aceitar despir-se da liberdade!
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