Preocupe se mais com seu Carater
Tantas Coisas
Mais uma noite,
e eu querendo dormir,
querendo acordar,
querendo fugir,
querendo dançar.
São tantos desejos
morando no mesmo peito,
tantas vontades
brigando pelo mesmo desejo.
E, ao mesmo tempo,
é o tempo...
que nunca parece suficiente
para tanta coisa
que insiste em viver dentro de mim.
Quando a Alma se Sente Sozinha
Há dias em que o silêncio pesa mais do que qualquer palavra. A solidão parece ocupar todos os espaços, e a humilhação tenta convencer-nos de que perdemos o nosso valor.
Mas Deus nunca mede uma vida pelas rejeições que ela sofreu. Ele vê o coração que permanece íntegro quando ninguém o aplaude, as lágrimas derramadas em segredo e a força de quem continua a caminhar, mesmo cansado.
O cansaço não significa derrota. Muitas vezes, é apenas o sinal de que carregámos fardos demasiado pesados durante demasiado tempo.
Quem hoje nos despreza não conhece toda a história que Deus ainda está a escrever. Há sementes que germinam debaixo da terra, invisíveis aos olhos, mas vivas diante do Criador.
Se hoje te sentes sozinho, lembra-te: a presença de Deus não depende da presença das pessoas. Quando todos se afastam, Ele permanece. Quando as palavras ferem, Ele cura. Quando as forças faltam, Ele sustenta.
Não deixes que a dor roube a tua esperança. O Senhor continua a transformar lágrimas em aprendizado, feridas em testemunho e noites longas em amanheceres de paz.
Permanece firme. A tua dignidade não está nas mãos de quem te humilhou, mas nas mãos de Deus, que te conhece pelo nome e jamais abandona aqueles que n'Ele confiam.
Márcia Reis Nazar
© Márcia Reis Nazar. Todos os direitos reservados.
O Jazigo dos Vivos
Naquela família, os mortos pareciam descansar mais do que os vivos.
O velho jazigo de granito havia sido adquirido muitos anos antes por um homem prudente, quando ainda caminhava sozinho pela vida. Não o comprara por vaidade, mas porque acreditava que até o descanso final merecia dignidade.
O tempo passou. O homem encontrou o amor na maturidade e decidiu casar-se. Foi então que aquilo que sempre pertencera apenas à sua história passou, misteriosamente, a despertar o interesse daqueles que jamais haviam perguntado onde ele desejava repousar.
Vieram exigências disfarçadas de conselhos, mentiras vestidas de preocupação e ordens apresentadas como se fossem dever moral. Chegaram a afirmar que o próprio cemitério exigia a mudança da titularidade do jazigo. Bastou um telefonema para que a verdade surgisse inteira: ninguém havia feito qualquer exigência.
Mas aquela mentira era apenas uma entre tantas.
Muito antes do casamento, outro patrimônio havia sido inserido em uma estrutura societária criada sob o argumento de proteger os bens da família. A antiga casa da mãe permanecia registrada em nome de apenas um dos irmãos, enquanto participações eram distribuídas entre parentes como se a confiança pudesse substituir a justiça.
O único imóvel particular daquele homem também fora levado para dentro da mesma estrutura. O que lhe prometeram como proteção transformou-se em uma longa batalha para recuperar aquilo que sempre lhe pertenceu.
Depois do casamento, antigos sorrisos perderam a doçura. Pessoas que durante décadas se apresentaram como amigas revelaram um rosto desconhecido. O incômodo não era a união do casal. O verdadeiro desconforto surgia quando alguém deixava de aceitar o controle silencioso exercido durante tantos anos.
Há famílias que disputam terras.
Outras disputam casas.
Algumas, infelizmente, disputam até o lugar onde alguém um dia descansará em paz.
O mais triste, porém, não era a existência de um jazigo, de um imóvel ou de documentos. Era perceber que a ganância conseguira ocupar o espaço onde antes existiam afeto, confiança e respeito.
No fim, compreendeu-se que o mármore jamais sepulta a verdade. Ela permanece viva, esperando apenas o momento de emergir, desmascarando as mentiras construídas pela ambição.
Talvez o maior sepulcro não seja feito de pedra.
Talvez seja o coração de quem enterra o amor antes mesmo de sepultar os seus mortos.
© 2026 Márcia Reis Nazar
Todos os direitos reservados.
A ignorância nunca se limitou á palavras ditas com ódio ou ausência de educação. Ela vai mais longe do que isso, ela alcança as perspectivas sociais e intelectuais deturpadas, respinga das conversas mais informais até chegar na culta. Ela faz morada nas ações movidas pelas emoções, se expande do maior ao menor, sem escolher cor ou rostos. Angustiante és, todo aquele que vê os demais ao seu redor como tudo, menos como pessoas iguais á ele, cruel é todo aquele que faz das suas palavras esmola, e não se decide a qual Santo dá - lá. Ademais, junto dessa quimera, há algo maior, que conhecemos como a falta de empatia. Sim, isso é aquilo que você finge não ver. É o bom dia do mendigo que você ignora numa segunda de manhã, ou a compaixão que você torna escassa quando falham, menos quando se trata de você. No momento da irá se conhece o imprudente, porém no momento da compaixão se acha o sábio. O perdão só não é lícito se não convém ao seu "eu". As palavras não pesam tanto quando são "suas".
O mau humor não é tão ruim assim, quando é o "seu" humor. Por fim, á empatia se aplica ao tolo no singular, mas na pluralidade se conhece o justo.
A idéia mais absurda que o Homo sapiens já concebeu é que o Senhor Deus da Criação, Modelador e Soberano de todos os Universos, deseje a adoração açucarada de Suas criaturas, possa ser influenciado por suas preces e se torne petulante se não receber esta bajulação. No entanto, esta fantasia absurda, sem uma sombra de prova para ampará-la, paga todas as despesas da mais antiga, maior e menos produtiva indústria de toda a história.
Lazarus Long
Nem sempre é posição social e quase nunca é dinheiro. Na maioria das vezes o mais importante é o simples; seja uma atitude ou uma palavra amiga. Nesses casos, acredite, quem menos tem é o que mais oferece.
Apaixonados são poucos, mais apaixonados são loucos e apaixonados são poetas.
Apaixonados matam e morrem por amor, que amam sem vergonha e sem juízo pelo amor ou pela dor.
Apaixonados é o retrato da insistência e da coragem.
Apaixonados ver a vida com amor sem frustração, Pois apaixonados é um grande coração.
Liberdade nunca foi minha meta de vida, mais minha virtude deseja algo além do entendimento, razão é pouco verdades ou mentiras preenche os espaços da vida.
Teu jeito de me amar e me querer é surpreendente, me faz te querer mais e mais.
Amo o teu carinho e teu jeito singelo de ser.
Amo sua paciência e do jeito que me olha, querendo me ter muito mais do que posso imaginar.
Amo o teu silêncio, a segurança que infinitamente me transmite.
Amo suas certezas inevitavelmente certas e amo o seu amor que me faz sentir-me grande.
A amizade é peculiar e muito maior do que se possa imaginar.
Amizade é mais importante do que a paixão.
Amizade é mais importante do que dinheiro.
Amizade é o ápice da vida onde se tem a certeza de um laço de confiança.
Amizade tem o poder de erguer ou destruir por completo uma pessoa.
Ter amizade é ir além da nobreza onde se alcança a gentileza e se descobre a felicidade...
Eu chorei em momentos alheios sem disfarçar entre sentimentos sinceros.
Amei seus caminhos bem mais que a mim, esperando transpor minhas ansiedades com seus doces carinhos.
Minha carência se desmancha com um simples olhar seu em minha direção, tornando perfeito o sentimento despertado entre nós.
O desfrute que se esconde entre o silêncio é comparado a nada mesmo com o indicio de um apetecer ensandecido por você.
Sem saber você fez casa em meus pensamentos provocando meus desejos mais intensos.
Você me encontrou sem que eu pudesse apoiar-me na sua segurança.
E cada hora que passa sem você envelheço 10 anos.
Te enxergo com o máximo de meu carinho e cultivo-lhe para sua evolução e que possa ser a rosa mais linda do meu jardim;
Me inspiro para as devidas exaltações que tanto lhe ofereço com tantas certezas e verdades;
Pois extraio de dentro do meu coração com simplicidade e amor intenso;
Ando medindo palmo a palmo o meu caminhar para desatar minhas dúvidas para não ter mais as incertezas;
Não fico nem mais um minuto sem você que estou a beira de um colapso sentimental de saudade de você;
Me faço em mil pedaços sem preocupações de você não aparecer para juntar meus cacos em momentos que para meu coração se faz infinito;
Como te quero tanto e as vezes o que vejo e desejo quase ninguém percebe por ter imensos sentimentos;
Doo-me para que não me veem chorar pelo que não achasse de mim mesmo;
Minhas melancolias são minhas verdades que tanto me preocupam de não estar mais aqui convivendo com a inércia das migalhas jogadas pelas más influências;
Pensamentos contrários que fortalece o próprio desdenho, e faz se perder do que não deseja, tentando escrever com palavras um tanto poética para disfarçar a falta que eu sinto;
Meus entendimentos estão por um fio em meu coração se mostrando pelas enfermidades que tanto perturbam a consciência;
Já não tenho paciência de esperar, me sinto preso em liberdade que no varejo rever os medos que não vêem horizontes de esperanças em sonhos desfeitos;
Se eu sofrer será no meu silêncio, gritando em meus versos mais intensos sobrepondo certezas ao meu coração;
Lembro de tantos amigos que se foram sem se despedirem para nunca mais voltarem, me deixando sem saber o que dizer;
Nesse momento sinto certo vazio que se alastra por dentro de mim se expandindo a saudade que tanto me completa;
Com sede e com intensa vontade de chorar mesmo não sendo brincadeira mesmo faltando coragem da morte de se apresentar como se deve;
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