Prefiro
Seria muito confortável pensar com a cabeça dos Sequestradores de Mentes, mas prefiro o caos da minha Autonomia.
Seria de fato confortável como uma poltrona que abraça o corpo e acaricia a consciência.
Não haveria dúvidas, nem o peso das escolhas.
As opiniões já viriam prontas, embaladas em slogans, mastigadas por vozes eloquentes que prometem pertencimento em troca de obediência.
Pensar daria trabalho; repetir, nem tanto.
Os Sequestradores de Mentes oferecem mapas prontos para quem tem medo de se perder ou se encontrar.
Transformam complexidade em palavras de ordem, divergência em ameaça e reflexão em fraqueza.
E, pouco a pouco, a autonomia vira um luxo dispensável.
Mas há algo profundamente humano no caos de pensar por si.
A autonomia não é confortável.
Ela é inquieta.
Obriga-nos a rever certezas, a admitir contradições, a mudar de rota sem plateia nos aplaudindo.
Quem escolhe a própria cabeça como morada precisa conviver com o silêncio das decisões solitárias e com a responsabilidade pelos próprios erros.
Ainda assim, prefiro o caos da minha autonomia.
Prefiro o desconforto de construir minhas convicções ao conforto de terceirizá-las.
Prefiro a dúvida honesta às certezas emprestadas.
Prefiro tropeçar nas minhas próprias ideias do que marchar seguro sob a sombra das ideias alheias.
Porque, no fim, o caos da autonomia pode até me desorganizar — mas é ele que mantém viva a liberdade de ser inteiro e a graça de poder conviver comigo mesmo.
Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.
Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.
Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.
E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.
A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.
Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.
Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.
No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.
Há uma estranha pressa em condenar.
Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.
Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.
Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.
A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.
Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.
E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.
Prefiro me preservar no Direito de não me Descrever para não tropeçar no infortúnio de me Enaltecer
ou me Limitar.
Toda tentativa de nos definir carrega um risco muito silencioso: o de transformar um instante em sentença.
Pois, quando nos descrevemos, quase sempre recorremos ao que já sabemos sobre nós, ao que já fomos, ao que os outros reconheceram ou criticaram.
E assim, sem perceber, vamos vestindo uma versão de nós mesmos que pode até nos servir por um tempo, mas que também nos aprisiona.
Enaltecer-se demais é cair na armadilha da própria estátua: bonita, admirável, mas imóvel.
Limitar-se demais é aceitar uma moldura estreita para uma vida que ainda tem espaço para tantos contornos inesperados.
Entre uma coisa e outra, talvez exista uma Sabedoria Discreta em permanecer inacabado.
Há uma liberdade profunda em não se definir com tanta pressa.
Em permitir que a vida nos contradiga, nos amplie, nos transforme.
Quem se descreve demais começa a defender a própria descrição; quem se preserva um pouco mais, continua disponível para se tornar algo que ainda nem sabe.
Talvez seja por isso que algumas pessoas preferem caminhar sem tantas legendas sobre si mesmas.
Não por falta de identidade, mas por respeito ao grande mistério de ainda estar em construção.
No fim, há algo de muito belo, charmoso e humano em aceitar que somos maiores que qualquer frase que possamos escrever sobre nós.
Nem Otimista, nem Pessimista: o primeiro é Ingênuo, o segundo, Amargurado. Prefiro ser Realista Esperançoso.
Não quero fechar os olhos para a realidade apenas para enxergar um mundo mais bonito.
Mas também não quero enxergar apenas o que há de feio, como se a lucidez nos exigisse desesperança.
O Otimista Apaixonado, muitas vezes, confunde esperança com certeza.
Acredita que tudo dará certo porque precisa acreditar.
O Pessimista, igualmente Apaixonado, por sua vez, transforma decepções em método: espera o pior para não ser surpreendido — e, quando o pior acontece, sente-se legitimado em sua amargura.
Entre os Dois Apaixonados, prefiro caminhar por um terreno menos confortável: o da Realidade.
Ser Realista é reconhecer os problemas sem maquiá-los, admitir as derrotas sem transformá-las em destino e perceber as limitações sem fazer delas desculpas.
É olhar para as circunstâncias como elas são, inclusive quando não correspondem ao que gostaríamos que fossem.
Mas ser realista não significa abandonar a esperança.
A esperança, quando madura, não é a crença ingênua — quase infantil — de que tudo dará certo.
É a decisão consciente de que, mesmo quando não há garantias, ainda vale a pena agir.
É saber que talvez não possamos controlar o resultado, mas podemos escolher a atitude diante dele.
O Realista Esperançoso não ignora a tempestade.
Ele quase sempre tem o guarda-chuva ao alcance das mãos.
Não nega a possibilidade da derrota, mas também não se entrega a ela antes da batalha.
Não espera milagres para começar a fazer a sua parte.
Não precisa acreditar que o futuro será necessariamente melhor; basta acreditar que ele ainda pode ser construído.
Porque há uma diferença enorme entre ingenuidade e esperança: a ingenuidade depende de não conhecer os riscos; a esperança nasce mesmo depois de conhecê-los.
Talvez seja essa a forma mais honesta de otimismo: não acreditar que tudo ficará bem, mas acreditar que, apesar de nem tudo ficar bem, ainda podemos fazer alguma coisa boa com o que temos.
Nem o entusiasmo cego de quem não enxerga os obstáculos, nem o desencanto de quem já não enxerga possibilidades.
Olhos abertos…
Pés no chão.
Disposição na mão.
E muita esperança no coração.
Entre
ser ameaçado
com uma arma
ou com uma bíblia, prefiro a primeira.
A arma, pelo menos, não costuma fingir que está salvando a minha alma enquanto aponta para a minha liberdade.
Seu recado é brutal, mas relativamente honesto: faça o que eu quero ou sofra as consequências.
Não há necessidade de transformar a violência em virtude, nem a obediência em iluminação.
A ameaça feita a pretexto da fé é mais sofisticada.
Ela pode vir acompanhada de amor, preocupação, bons costumes, salvação, família, moral e até da promessa de que tudo aquilo é para o seu próprio bem.
O perigo está justamente aí: quando a coerção aprende a falar a linguagem da virtude, torna-se muito mais difícil reconhecê-la.
Não é a Bíblia que me assusta.
Livros não ameaçam ninguém.
Tampouco é a fé, quando vivida como escolha íntima, que merece desconfiança.
O que assusta é o ser humano que transforma sua interpretação da fé em instrumento para controlar a consciência alheia.
São os que a usam para se esconderem, aparecerem e se promoverem.
Uma arma pode ferir o corpo.
Uma certeza absoluta, quando colocada nas mãos de quem acredita ter autoridade sobre a alma dos outros, pode ferir muito mais profundamente: pode ensinar alguém a sentir culpa até por pensar por conta própria, vergonha por discordar e medo por simplesmente ser livre.
Talvez por isso a primeira ameaça seja, paradoxalmente, muito mais fácil de enfrentar.
Diante de uma arma, sabemos que existe violência.
Diante de uma ameaça revestida de santidade, ainda precisamos atravessar a névoa das boas intenções para perceber que, por trás das palavras doces, continua existindo uma ganância de poder.
E toda vez que alguém precisa subir o tom para provar que está certo, talvez o problema não esteja na falta de fé de quem escuta, mas na fragilidade da verdade de quem fala.
Prefiro falar de coisas; falar de pessoas já é um recurso muito usado por quem vive em busca de engajamento.
Prefiro convites: eles dialogam com a liberdade. Avisos, por sua própria natureza, costumam apenas anunciar o que já foi imposto.
"Se um dia Eu morrer, não precisa chorar sobre meu túmulo. Prefiro que nunca se aproxime da viúva!"
Frase Minha 0105, Criada em 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Tem uma coisa que prefiro dura. Refiro-me à conversa. Prefiro conversa dura às tais conversas moles ou conversas fiadas ou conversas pra boi dormir. Poizé!"
Frase Minha 0672, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Não boto uma gota de álcool na minha boca. Prefiro champã! Champã gelada, em taças de cristal. Cristal da Bohemia, de preferencia."
0777 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
1637
"Não sou muito de Despedidas. Prefiro Encontros Marcados. Mas... É ótimo não Encontrar ou Despedir-se de Visitas Oferecidas (ou 'Entronas', como diziam)!"
0105 "Caso eu morra 'mesmo' (como dizem), não precisam chorar sobre meu túmulo. Prefiro que nunca se aproximem da viúva!"
0452 "Para seu governo, sua mente e sua agenda, saiba: prefiro falar com Deus diretamente, está bem? Diga que está bem e vá!' "
2256 📜 "Se não se importa (ou mesmo que se importe) hoje prefiro aquela que diz assim: 'Inclua-me FORA disso'. Não, não sou o Autor, infelizmente. O autor, felizmente, é aquele competente com nome Julius Henry Marx."
2292 📜 "Prefiro ter essa Cara de Bobo que Minha Vovozinha acha que tenho, do que ter Duas ou Mais Contas nas Redes Sociais, só para obter vantagem. Prefiro e são fatos. Fatos, sim! fatos.top !"
2853 📜 Não sou muito de Panquecas. Prefiro o tradicional Pão na Chapa. Pois vai ter também no Meu Café da Manhã de hoje. Pão na Chapa, Amanteigado... Que delícia!
3196 📜 Prefiro denominar (e praticar) Deboche (ao invés de Ironia), porque o efeito é mais forte, mais convincente e mais 'inesquecível' para os alvos!
Todos tem sua lua, e os seus encantos que os inspiram, mas na dúvida de encontrar uma Diva prefiro a solidão.
