Preciso ser Compreendida
É preciso coragem para dar o reset na rotina que aniquila o significado profundo do viver, para apertar o pause no ciclo vicioso que nos transforma em autômatos da sobrevivência diária, e reconhecer que o esforço de desmantelar as fortalezas autoimpostas é o trabalho mais revolucionário. Nós nos aprisionamos em defesas que, paradoxalmente, nos condenam à não-vida, e a liberdade só é conquistada quando ousamos ser despidos das nossas velhas certezas, trocando o conforto da jaula conhecida pelo risco glorioso do horizonte inexplorado.
A ciência do nosso adeus era um mistério que eu tentei resolver, mas a única fórmula que preciso é a do perdão. É uma pena a distância, mas é uma honra a oportunidade de reescrever o destino. Eu me desligo das estatísticas da dor e me ligo à força indomável de quem decide reconstruir a ponte.
A superação é um ato de vulnerabilidade e força. É preciso muita coragem para admitir que todos os meus planos eram incompletos sem a sua presença. Eu abandono o meu jaleco de cientista racional para vestir a camisa de um aprendiz apaixonado, e corro de volta, disposto a enfrentar a dificuldade com a leveza de quem só quer ser amado.
O futuro pertence a quem tem a audácia de recomeçar do zero quantas vezes for preciso, e quem não se apega à falência do passado.
O fim nunca esteve tão próximo, e os sinais estão cada vez mais evidentes. Não é preciso ser um grande estudioso das Escrituras; basta ter um mínimo de leitura e discernimento para perceber que, enfim, Cristo está retornando. Ele virá buscar Suas ovelhas para a morada eterna, onde celebraremos juntamente com Abraão, Jacó e Isaque, conforme uma de Suas gloriosas promessas.
Deus não vai me dar algo grande enquanto eu estiver no raso, é preciso mergulhar até o fundo do oceano.
Nem sempre perdoar significa permanecer;
às vezes, é preciso tornar-se inacessível não por orgulho,
mas para impedir que a ferida se repita.
Não somos terreno baldio
para o lixo afetivo de ninguém.
Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).
Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.
(É sobre a nossa percepção).
Perto do tempo da Inuíba
florescer existem razões
imperiosas para te dizer
porque é preciso crescer.
Sempre que deixo alguém
é porque foi dado motivo,
Não caminho junto com
quem faz o outro diminuído.
Longe de ser narcísica
a visão e o autovalor
os mantenho refinados,
para ser sempre preservados.
Diante de ações e palavras
pelas quais não as procurei,
ao lado de quem as elegeu, não fico;
para não abalar a beleza do caminho.
Não preciso entrar em modas
e usuais jogos de sedução,
Embora aposte alto
e com total dedicação
para não ser mais uma opção.
Diante dos teus olhos envolventes
e da tua boca com total
tendência a boa perversão,
Assumo a dissimulação
por pura provocação
para brindar a tua imaginação.
Sem esbarrar no Capim-cambu,
na ponta dos pés colho Umbu,
Enquanto o vento abana
o meu vestido escolhido
para os teus mais famintos ensejos
inquietantes para que tudo
entre nós se cumpra sem segredos.
Que tentem ofuscar a visão
do Hemisfério Celestial Sul
com nuvens pesadas -
não preciso nada que não
seja as noites estreladas
iluminadas pelos teus
olhos lindos e cansados.
Com o melhor de ti que
está sendo preparado -
para o coração derretido
com o teu amor melado;
e retribuir com o que há
de tangencial apaixonado,
para amplexos refundados
fazerem de nós namorados.
Na corda harpejante do Sul
do coração o desejo manter
de colher na tua companhia,
quando o tempo certo vier -
de celebrar feijoas maduras,
com a paz agradável viver,
na sua hora e doce jeito
determinado para tomar-me
por tua absoluta mulher.
Com os meus pensamentos
eternos de noiva em fuga,
não preciso de televisão
quando abro determinado
a janela do delicado coração
e do meu quarto para que
a brisa do Rio Itajaí-Açu
amavelmente e me refresque.
Fixa no rebanho de nuvens
gentilmente se abrindo
para que venham as estrelas
para me pôr sorrindo,
e fazer companhia aqui
nesta cidade silenciosa cercada
pelo Médio Vale do Itajaí.
Assim terna me encontro
como o eco das vozes
não ouvidas pelo poder
nesta América Austral,
O silêncio forte e gutural
e de pacto rompido pela poesia,
Que te põe nos andares
do heroísmo implacável,
do amor realmente inevitável
e impulso inescapável
feito para toda a sua vida,
alcançando ser notícia
de ser a mulher por ti elegida.
