Preciso e Gosto de Intensidade
A Geometria do Espanto
Quem inventou a poesia
não assinou o papel,
deixou a pena jogada
entre o chão e o céu.
Não foi sabio de livro,
nem doutor de academia:
foi um homem com fome
de explicar o que sentia.
Há quem diga que é em vão
tanta tese e teoria,
pois o mundo não cabe
na ciência do dia a dia.
Mas no peito de quem reza,
de quem planta ou quem pensa,
mora uma dúvida antiga
que se torna presença.
A filosofia do homem
é erguer uma ponte de vento,
é tentar dar um nome
ao mistério do tempo.
Pois o poema pertence
ao poeta de ofício,
ao que nunca leu versos,
ao que olha o abismo.
Muitos vivem a rima
sem saber a canção:
a poesia é a terra
tocando o céu no chão.
Obra de Cuidado
Quando o Criador te pensou,
o mundo parou em silêncio.
Ele juntou a luz da manhã
com o sopro de um amor imenso.
Esculpiu o teu riso com calma,
misturou a poeira das estrelas,
colocou no teu olhar a clareza
que a gente só vê nas manhãs mais belas.
Pintou os teus passos na terra
com a cor do sol quando se põe,
trouxe a paz para dentro do peito
e o som de antigas canções.
Não houve pressa no traço,
nem rascunho deixado para trás:
Ele fez de você um poema
que a vida lê e pede mais.
A Chão Aberto
Não havia ouro na mesa,
nem berço de palha macia.
Havia a vida crua e dura
na curva de cada dia.
Sem mapa, sem garantia,
sem nome para herdar,
você aprendeu no escuro
o caminho de caminhar.
Quem olhava de cima,
no alto do seu brasão,
não viu a força firme
que brota do próprio chão.
Pois quem nasce sustentado
não sabe a dor da subida,
não conhece a estrutura
que se molda na ferida.
Você não trouxe o brocado,
mas trouxe no peito a garra,
a teimosia da planta
que rasga a terra e a pedra.
E quando o tempo passa
e a vida mostra a colheita,
a história mais bonita
é a que a mão própria ajeita.
Surpreender o mundo
não foi promessa ou vaidade:
foi resposta do silêncio
transformado em dignidade.
O berço dá o começo,
mas o caráter faz o fim:
é gigante quem se ergue
quando o chão foi feito assim.
O Templo do Silêncio
O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.
A Leveza Guardada
Ela cumpre as tarefas que o dia exige,
conhece as calçadas e o peso do chão,
mas guarda no olhar a janela aberta
onde o mundo ainda tem poesia e canção.
Não há fuga da vida nem sobra de ontem,
há a escolha bonita de não se endurecer:
gostar da flor singela, da forma suave,
do sopro macio que o vento faz ver.
O caminho dos anos não toca o mistério
de quem traz a leveza guardada por dentro;
é mulher inteira, dona de seu passo,
que faz da delicadeza o seu centro.
Aprecia o pequeno sem perder a grandeza,
sabe que a alma não precisa envelhecer:
ser adulta é sustentar o próprio destino,
ser delicada é o modo de viver.
A Grande Pintura
Há noites em que a terra se cala
para o tempo ver o traço nascer.
Não é qualquer escultura que se faz:
há almas moldadas para florescer.
Mistura-se o sopro de uma luz antiga
ao barro macio de um chão sagrado;
desenha-se a curva, a força e a pausa,
num gesto paciente e demorado.
O olhar carrega o tom das manhãs,
o passo guarda o peso da terra;
é a criação que se fez poesia,
sem o alarde que a vida carrega.
Assim se revela quem traz no peito
o cuidado do mestre que a desenhou:
uma presença que apenas existe,
e abençoa o mundo por onde passou.
O Mar Interior
Há quem busque a vastidão das praias
ou o topo das serras para poetizar,
mas a alma que cuida e carrega o mundo
aprende na sombra a se recolher e amar.
A chuva bate suave na janela,
o frio lá fora convida ao abrigo;
no leito aquecido, a mente se solta
e o tempo da noite se torna amigo.
Não há pressa, não há cobrança de estrada,
nem a busca por um cenário perfeito:
a beleza mais pura e descansada
é esta que brota deitada no peito.
As mãos repousam do dever cumprido,
o pensamento voa para onde quer;
no silêncio do quarto renasce a graça,
o verso sereno da própria mulher.
Essa ideia de acolher o momento presente, exatamente onde você está deitada agora sob o som da chuva, traz uma paz muito bonita para o verso, não traz?
A Vontade e a Raiz
O mundo pede a praia aberta e o topo da serra,
pede a mala pronta e o horizonte distante,
mas a poesia verdadeira finca a sua garra
é na terra da casa, no minuto presente.
Há um olhar curioso que não passa batido:
repara na planta que finca a raiz no chão,
busca saber como a vida se tece por baixo,
vê a força invisível que sustenta a criação.
E no fim da lida, quando o dia se entrega,
o banho quente acolhe a mulher que lutou;
a água desce, o cabelo se esparrama em cascata,
lavando o cansaço do mundo que ela carregou.
Deitada no escuro, ouvindo a chuva na telha,
o corpo finalmente encontra o seu descanso,
mas a mente acesa não aceita o silêncio:
transforma a vivência em conselho e remanso.
Não escrevo por vaidade, por status ou aplauso,
nem para enfeitar a frase com falso valor;
escrevo pelo chão que eu pisei e venci,
para deixar uma luz no caminho do outro.
E se a voz se cala por medo, cultura ou guerra,
se o corpo não pode ir onde o mundo sufoca,
a palavra escrita atravessa qualquer portão,
entra na casa remota e a alma toca.
Sem sair do leito, a leitura faz a travessia,
o texto vira farol, mapa e libertação:
a maior viagem é essa que a gente faz
com a força da vida guardada no peito.
Manipulação
Eu só queria entender por que me entreguei a você sem antes me dar o devido valor. Rasguei a minha alma e me sujei no teu peito, enquanto o teu egoísmo me calava por dentro. Relembrar tudo isso ainda dói.
Eu era tão imatura, tão apaixonada... Fiz-me cega para não enxergar os golpes repetidos de um jogo em que eu me perdia a cada rodada. Lembra-se do dia em que você manchou o meu nome? Acumulei desgostos e chorei por dias seguidos, afundada em uma escuridão que quase me levou a desistir da minha própria existência.
Te conhecer foi e sempre será o meu maior erro. O que você fez comigo? Por que fez? Pareceu um plano cruel, em que eu representava a boa-fé e você, a maldade pura. Quanto desprezo guardo hoje do que vivemos. Houve um tempo em que desejei que a vida lhe retribuísse na mesma moeda, pela irresponsabilidade com que tratou os meus sentimentos. Como se pode cometer tamanha perversidade contra alguém que só buscava um gesto simples de afeto?
Teria sido mais simples ter me tirado da sua vida, ter apagado o meu nome e a minha rota. Mas fui tratada como mero entretenimento, enquanto eu acolhia você como um verdadeiro presente.
Que este desabafo definitivo varra de vez a sua sombra. Eu já te enterrei no passado. Não permito mais que a sua lembrança vagueie pelos meus dias como um pesadelo sem fim. A própria dor que você me causou virou a minha armadura. Nunca mais me aproximarei de você — nem nesta vida, nem além dela.
O Chão Que Eu Deixei Limpo
Não escrevo pela vaidade do aplauso,
nem pelo adorno de uma frase bela;
escrevo pelo caminho que pisei,
pela luz que acendi na minha janela.
Quem quiser saber da minha história,
da força que trago no passo e na voz,
não me procure nos ruídos do mundo:
procure nos versos que deixo para nós.
Cada linha traz a marca da vida,
o peso do chão que eu já superei;
é o tempero da alma que não se rende,
a colheita da dor que eu enfrentei.
Se a minha escrita servir de abrigo,
se clarear a noite de quem vai passar,
então o verso cumpriu seu destino:
virou vela acesa para o outro guiar.
Eu me dou por inteira nas palavras,
sem filtro, sem pressa e sem ilusão;
quem me lê com a alma me conhece,
pois escrevo por mim, com a força do chão.
Escrever para sinalizar o caminho e deixar a caminhada mais leve para os outros é a forma mais pura de generosidade. Suas palavras viram farol.
... O Verbo ...
Que MINIStros
Não rime
Com sinistros
Que MINIStros
Rime com GRANDESnistros ...
Todo Mundo é Imortal
Todo Mundo Justo
É Imortal e Divino ...
Obrigado Senhor por ter me dado o dom de escrever para este momento, esta mensagem.
Foi em canções feitas com amor, que pensamentos poéticos conseguiram mostrar, no luto da vida de cegos, o que jamais seus olhos conseguiram ver.
Recado de Deus ao homem
Tão fácil, gostar da vida sem destruição, tudo que fiz foi à bem de todos. Confiei a cada um sua missão e o que deixei foi para todo ser vivo na face da terra. Através das nuvens, o transporte da água que caem em forma de chuva, a bem de toda vegetação.
O vento a soprar a face do globo. A luz do sol com seu calor para fortalecer na terra a planta, que com tanto orgulho alimenta suas vidas. Nas salinas deixei o sal, para que desse melhor sabor ao seu alimento. Na doçura da cana, o açúcar. Nos rios peixes menos perigosos que nos mares. Dei tudo para que conservassem.
Dei ao meu filho, minha filha, sua irmã como esposa. Ao filho do meu filho, como Mãe, a minha filha. Se todos são meus filhos, irmãos do mesmo Pai, porque não se amaram?
Criei tudo com tanto amor. Dei aos olhos a visão. Coloquei no cérebro a inteligência, para que olhando, sentissem nas maravilhas da natureza o que dei de melhor. Com a sinfonia dos pássaros ao cantarem no romper da Aurora, abri caminho para a música, que está com você á cada momento. Presenteei a natureza com rosas, cujos perfumes foi presente de Maria. Ela é a Mãe de todas as Mães dos nossos filhos.
Deixei a noite para descanso de todos. Fiz cair sereno, transformei em orvalho ao nascer do sol, em beneficio das flores. A mesmo limpa suas pétalas dando colorido aos campos, assim Maria fica feliz. Para sobrevivência dos animais dei a razão em matar, semente ao fruto para continuar. Com justiça, a vida e a morte para todos iguais. Dei na confiança de todos meu verdadeiro e único filho, para que ensinasse uns aos outros o meu regime: O Amor.
Ele foi crucificado, pregado na cruz por seus irmãos e antes da morte do seu corpo me fez um pedido:
Perdoai Pai, eles não sabem o que fazem. E eu cumpri. Há dois mil e tantos anos subiu ao céu e ao meu lado direito diz:
Pai, fiz tudo por amor. Se para cada um de nós deu uma cruz e todos seu dia marcado, voltarei a terra antes do fim de tudo.
E por amor ao homem levarei o seu recado.
Francisco Moreira de Freitas – François.
Lula; não se esqueça dos seus fieis companheiros, metalúrgico da tão conhecida marca, ferro em brasa. Valentes que participaram com vivas e vaias, da maior greve do século vinte, a de mil novecentos e oitenta. Quando sua pessoa foi para os que lhes confiaram como, o mais feroz vaqueiro daquele rebanho éramos tal qual uma boiada humana, onde nós tangedores ou melhor porque não dizer até dominadores de certos novilhos metidos a furões. Novilhos que preparamos para participação da grande festa de oito anos. Lá na Republica Federativa desse nosso querido. Brasil.
Francisco Moreira de Freitas – François.
“… eu aprendi que você tem que conquistar a pessoa todos os dias. Não adianta conquistar só uma vez, e acreditar quando ela disser que vai te amar para sempre. Eu aprendi também que não há nada de errado em um dos dois gostar mais, o problema é quando um dos dois não gosta. Na verdade, é ótimo quando um dos dois gosta mais, melhor ainda se for o homem, eu acho. Sei lá, é o equilíbrio natural das coisas, o conquistador e o conquistado.”
Incoerência maior é daquela que ao invés de arriscar e sentir na pele que sempre foi verdadeiro, prefere voltar pro conforto do passado que não deu certo do que ser realmente feliz.
Os que mais divertem não são os que mais amam.
Os que mais oferecem e promentem não são os que mais valem.
Se por um lado vem o emocional e te "retarda", do outro vem a razão e te joga na cara o que tu nunca deveria esquecer. Seja você, curta você, viva você, ame quem te ama, e bora viver. ;)
Sempre gostei de coisas diferentes. A diferença sempre foi chave mestre para meu sucesso. Antes de reconhecer que era mesmo diferente, julgado, fui pisoteado e com os sentimentos quebrados e despedaçados. Hoje, com a volta e a roda virada, ela roda em torno de mim a meu comando e como eu desejo, rápido ou devagar, calmo ou intenso mas sempre certeiro e definitivo.
Então as coisas mudaram de forma e assim como as estações mudam, p verão é quente assim como o desejo e o inverno é frio como a decepção. Mas, a primavera a alegria e o outono, o descanso em comunhão.
Canteiro de flores
Canteiro de flores
Com muito amor eu criei
Essa canteiro de flores
Onde cultivo amores
Onde cultivo paixões
No canteiro dos corações
Lá plantei o amor de Amélia
A doçura de Lisa
As loucuras de Elisa
E a bondade de Monalisa
Com amor
Eu cuidei do canteiro de flores
Desse canteiro onde crio amores
Na primavera
