Precisasse
"Se hoje eu precisasse de uma gota de paciência pra salvar minha vida, é quase certo que eu morreria"
É preciso errar mais de duas vezes, para saber o melhor.
Precisasse urgentemente de um empurrão para alguns fazerem o que tem que fazer. Um óculos aos quais sabem o que tem que fazer, para conseguir o que tanto almejam, mas não fazem.
Preciso quebrar o coração uma vez, pra entender que você não vai morrer por isso. Dói, aperta, incomoda, mas passa em algum momento..
É preciso ter momentos ruins, para dar aos bons. É preciso arriscar, para poder aproveitar com grande proveito o momento naquele instante.
É preciso beijar um qualquer e beijar alguém que você gosta para entender a diferença entre os beijos.
Você vai precisar cair, para depois levantar. E entender que apesar de qualquer dor, dificuldade, perda, a vida continua. É a realidade. Só que nem sempre ela é como queremos.
Você pode lidar com ela, de uma forma que ficar mais pratica para você, ou desistir e jogar no vento. O forte permanece, e segue. Mesmo que seja da sua forma.
Talvez eu só precisasse de um momento sem pensar em nada, pra fugir dessa bagunça que é a minha mente, transtornada até nos sonhos, um dia irei morrer de tanto pensar.
Minha caixinha de recordações já está ficando cheia, boba, como se precisasse disso pra lembrar de pessoas que entraram na minha vida e foram embora.
Abafou a dor como se
ninguém precisasse saber que aquilo doía, que ela sentia. Criou mil teorias que justificassem a ausência de dor, a pressa de recomeço e camuflou, de um jeito bem bonito a ferida mais feia e
aberta que havia.
Mas esqueceu que o tempo sabe onde ficam as feridas e quando tudo resolverá derreter, toda maquiagem
sumir, todos os curativos se tornarem ineficazes e provocar aquela imensa bagunça: a razão se perde entre tantos caminhos e nenhuma alternativa
realmente eficaz e o coração fala mais alto querendo gritar aqueles medos.
É como se não precisasse me comprometer em ser feliz,descobri que felicidade é bobeira. Não há pressa.Tenho amor e o outro, e isso basta.
Eu disse que sempre estaria aqui, caso precisasse, mas você não precisou, entao eu nunca estive aqui.
Toda cura nem existiria se todos fossem sãos, e ninguém precisasse brincar de vida real com a ilusão.
Você diminuiu as minhas crises de ansiedade, sem que eu precisasse ser dopada. Você catou cada pedacinho do meu coração que estava espalhado pelo meu peito. Você disse que vai ficar tudo bem e a paz me encontrou.
Je t'aime, por Castro.
Se eu precisasse escolher entre continuar vivendo ou por mais um momento te lembrar, escolheria te amar pois o poder desse amor me faz viver e comigo sua lembrança sempre vai estar.
Talvez eu precisasse escrever, talvez não. A difícil façanha de descrever o nada, o tudo, o eu. Navegando neste emaranhado de palavras advindas de um lugar que não se pode ver, mas se pode sentir. Tornar o abstrato em algo concreto é uma tarefa que requer muita habilidade, diria que um pouco de maestria. A difícil arte do viver, do que é viver, de dar vida àquilo que apenas habita em seus pensamentos, em seus sentimentos. Outrora, tenho pensado sobre o que seria esse abstrato que tanto almejo tornar concreto. Não sei! Talvez não tenho uma resposta concreta para dizer. Não consigo nomear. E o fato de não conseguir nomear tal grandeza de sensações, de sentimentos, de vazios, de vácuos, de confusões... me faz uma pessoa capaz de ver a vida com os olhos que abarcam a utopia do que é viver. Mas, ainda não compreendo muito bem sobre a arte da vida, sou muito jovem ainda para ter essa tal de maturidade a ponto de compreendê-la! Talvez a maturidade nunca chegue. E se chegar, um sábio me tornarei, talvez já sou, mas não ouso arriscar em falar sobre essa sabedoria que jaz, creio que é uma responsabilidade a mais para se carregar e, eu não quero. Andei pensando, corri pensando, nadei pensando, viajei pensando, naveguei pensando... mergulhei! Mergulhei de cabeça! Fui à procura do tão utópico e sonhado abstrato; nessa parte, leia-se com expressão de estupefação, um neologismo, até! Será se viver não seria um neologismo a cada instante? A façanha caminhada à deriva no mundo do abstrato, à procura das tão temidas sensações que compõem os vácuos da vida, as lacunas impreenchíveis e, que, possivelmente, nunca serão! É preciso que o vácuo exista e se faça presente, para, só assim, você se reinventar e preenchê-lo sempre que desejar e da forma que achar plausível para sua breve existência de vivências e experiências. Nesta parte, é difícil falar do abstrato, pois o mesmo soa como algo indizível, e ressoa em você como algo intocável, pois as vivências são únicas e abstratas, ao seu modo. Aqui, cabe a mim dizer que o abstrato tem forma, tem vida, tem nome e sobrenome e, apesar de ter nome, não consigo nomeá-lo, por mais que eu queira. Será se esse nome não seria a junção de tudo aquilo que compõe o vazio? Aqui, você pode ler em tom de espanto com um misto de dúvida. Te dou a autorização para navegar no abstrato que paira em você. Continuo te autorizando a refletir sobre o quão imenso e vazio são os abstratos que te compõem. Ledo engano! Cá entre nós, da minha parte, você não precisa de autorização nenhuma. A única pessoa que, realmente, precisa te autorizar, é você mesma. Comecei escrevendo dizendo que precisava escrever. Escrevi, escrevi, escrevi... no final, ainda não consegui nomear o abstrato que habita em mim e que reflete em você. Talvez eu nunca conseguirei fazer tal descrição. Acho que a maior façanha é essa: tentar viver aquilo que não se pode prever.
Sempre achei que tinha que mudar para que alguém gostasse de mim. Como se eu precisasse ser melhor e mais bonita. Mas não penso em nada disso quando estou com ele.
As vezes precisasse trabalhar um pouco mais numa área da vida, porque a algo ali para aprendermos.
Muitas vezes é um lugar onde precisasse crescer, mas não permanecer.
Não sei com que rosto ou com que máscara hei de sorrir se precisasse de o fazer. Não me lembro quando foi a última vez. Nunca precisei de sorrir fosse a quem fosse. Tenho o rosto que sempre quis. Não foram as circunstâncias que o moldaram. Moldei-o com as minhas próprias mãos.
