Pouco
Tira um tempo,
para um pouco
e olha pra ti
com apreço,
tens lindo rosto
com teu radiante sorriso,
o brilho dos teus olhos,
a beleza deve ir além do físico
das marcas de expressão,
ou de qualquer outra "imperfeição",
às vezes, são sinais de alegria,
das tuas experiências
ou lembretes da superação
que, graças ao Senhor,
conquistas a cada dia.
Basta conhecê-la um pouco de perto e com a devida atenção para perceber no mínimo que a sua essência está muito ligada aos grandes valores que não se apagam com o passar do tempo, que o dinheiro não é capaz de pagar, pois nenhum preço seria suficiente, nem a deixaria ainda mais rica do que já é com lindas experiências marcantes e a consciência tranquila na maioria das vezes e sempre amparada pela providência divina e por aqueles que a merecem
Isso já faz dela uma mulher singular, sendo assim, ao seu lado, o passado se faz presente quando o essencial não é menos presado, a sua presença que aparece nas lembranças de momentos incríveis na sua companhia, pelo jeito que se veste que parece ser à moda antiga em sincronia com alguns traços de modernidade, mais focada em viver do que mostrar, em ser de verdade do que aparentar ser quem não é, só para agradar, satisfazer os que são bons em especular
Cansada de desaparecer nas sombras de quem não sabe amar, que não consegue notar a sua dedicação, a diferença que ela faz no caminhar, provando ser um alguém provido de uma percepção limitada, tornando o recíproco obsoleto, não percebendo que ela também precisa dos seus instantes de entrosamento com a sua solitude, uma das formas que encontrou para manter o equilíbrio, portanto, o seu sorriso deve continuar brilhando através da leveza de um amor verdadeiro que possa se tornar antigo.
Hoje sonhei com você, nada muito importante, mas sonhei com você.
Sonhei com você, me lembro pouco do sonho, mas sonhei com você.
Sem nenhuma palavra e uma imagem só, mas sonhei com você.
A saudade doeu mais forte ontem, e ao dormir, sonhei com você.
Não sou de recordar sonhos, mas hoje eu me lembro, sonhei com você.
Sonhei que apenas passava por mim, mas sonhei com você.
Senti-me mais perto de ti, quando sonhei com você.
senti teu cheiro em mim, quando estava a sonhar com você.
Tão forte presente e marcante, foi bom sonhar com você
Parecia que estava aqui, mas eu só sonhei com você.
Eu já sonhei outros sonhos, mas nunca tão real assim.
Ao sentir o meu corpo percebo, sua roupa estava em mim.
Que o nosso desejo não seja muito,
seja só o suficiente para o nosso bem.
O nosso pouco, pode ser o muito de muitos de quem nada tem.
Pouco importa o que dizem de ti, se tua consciência permanece serena. O juízo dos outros é vento; o teu caráter, pedra firme. Cuida do que controlas e deixa que o resto siga seu curso.
Aparente personalidade excêntrica de hábitos noturnos, sanidade com um pouco de loucura, cuja essência se alimenta dos encantos da noite com bastante frequência
Os seus sentimentos são fervorosos, um deleite formoso de belas curvas que se destacam na escuridão, o esplendor de um luar grandioso, sensação apaixonante,
Uma composição rara, muito instigante, naturalmente, farta, rica de muitos detalhes, um universo noturno, um lindo anoitecer do seu corpo e também da sua alma.
Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.
IARA REIS EVANGELISTA
Não posso deixar tal fato passar despercebido. Tu em tão pouco tempo de vida, superaste tudo que eu fui enquanto estudante. Além da dedicação incansável que vejo em ti, és sim, abençoada por Deus com o dom da sabedoria. Até hoje só me destes alegria. Continue neste caminho, pois ele é o único que pode levá-la em lugar tranquilo.
160823
Toda vez que você perdoa alguém, essa pessoa passa a te amar um pouco mais.
Mas, aos poucos, é você quem deixa de amar.
E no dia em que ela mais te amar, você já não sentirá mais nada por ela.
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.
Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.
Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)
Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.
Se por enquanto estou no céu outono inverno, pouco importa. Meu coração está sempre aberto à luz que pode chegar... por isso nunca deixo a esperança, por mais grilos que saltem aos olhos.
Estou à espera do amor para ser estação definitiva dos meus passos. Muitos torcem para que minh´alma jamais receba esse dom... Para que a felicidade não seja definitiva nos domínios do que há de mais profundo e reservado em mim.
Serei feliz assim mesmo... Contra todas as previsões. Receberei essa graça numa hora inesperada. Quem olhar nos meus olhos verá flores... Os que duvidam de minha primavera... verão.
Nosso porto inseguro
Morre um pouco de vida no sonho frustrado,
mas o sonho dá muda e renova o caminho,
revisita o passado em razão do futuro
que se rende às verdades de boa raiz...
Vivo desse voltar das entranhas do fim;
desse fundo que o poço no fundo não tem,
quando quem o conhece não quer prosseguir
pela sombra do nada e sua desistência...
Os que nascem das mortes vivem como nunca,
têm o sempre nas margens do seu nunca mais
lá na praia e no cais do seu porto inseguro...
Há um tempo a ganhar onde o tempo perdido
reconhece o sentido de voltar ao sonho,
recompor a vontade que se decompôs...
NOCAUTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Eram gritos demais pra pouco eco;
meu silêncio chegou a ficar rouco;
fui um louco incurável por você,
pela minha insistência em ficar são...
Foi usura sem bens, nenhum valor,
porque sempre sonhei lhe ter do nada,
sem falar desse amor trancafiado
no meu medo; na minha timidez...
Muita espera pra nenhuma procura,
tanta era e nenhuma ocasião
pro desvão dos meus olhos inibidos...
Deveria ter dado som aos gritos,
corpo ao mito, equilíbrio ao coração
que bateu até ser nocauteado...
