Portas

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Como Blindar o Coração


Blindar o coração não é fechar as portas para o amor,
é aprender que nem todo sorriso merece abrigo.
É cultivar a paz antes de entregar a alma,
e deixar que o tempo revele quem caminha contigo.


Blindar o coração é vestir a coragem de paciência,
sem transformar cicatrizes em muros de solidão.
É acreditar que o verdadeiro sentimento permanece,
mesmo quando a distância desafia a razão.


Quem ama de verdade não exige máscaras,
nem alimenta promessas vazias ao vento.
Chega com calma, permanece por escolha,
e faz do respeito o mais belo juramento.


Por isso, se um dia o amor bater à sua porta,
abra, mas sem esquecer o valor que você tem.
Porque um coração bem blindado não deixa de amar;
ele apenas aprende a entregar seu amor a quem o merece também.

A Reforma


Eu já tinha fechado as portas
E deixado as janelas do coração
Não esperava mais ninguém chegar
Depois de tantas marcas e decepções


Meu coração tinha algumas rachaduras
E a esperança já não morava aqui
Eu aprendi a viver com os cômodos vazios
Até você aparecer diante de mim


Você não chegou derrubando tudo
Nem tentando mudar quem eu sou
Foi entrando devagar, com cuidado
E consertando o que a vida quebrou


Você mexeu no meu alicerce
E trouxe paz pra onde havia dor
Trocou o silêncio por conversa
E fez morada onde faltava amor


Começou a reforma em mim
Sem pressa, sem medo de ficar
Você viu tudo que estava quebrado
E mesmo assim decidiu morar
Começou a reforma em mim
Pintou de esperança o meu olhar
E onde eu só enxergava ruínas
Você conseguiu enxergar um lar


Meu telhado já não protegia
Das tempestades que eu enfrentei
Minha fé no amor estava tão fraca
Que por pouco eu não desisti de vez


Mas você chegou trazendo abrigo
Quando a chuva começou a cair
Segurou minha mão no meio do caos
E disse: “Eu não vou sair daqui”


Você consertou minhas janelas
Pra eu voltar a enxergar o amanhã
Abriu as portas que eu mantinha trancadas
E trouxe luz pra cada manhã


E aquela casa que eu temia mostrar
Você conheceu sem se assustar
Viu minhas paredes cheias de histórias
E escolheu ficar, escolheu cuidar


Começou a reforma em mim
Sem pressa, sem medo de ficar
Você viu tudo que estava quebrado
E mesmo assim decidiu morar
Começou a reforma em mim
Pintou de esperança o meu olhar
E onde eu só enxergava ruínas
Você conseguiu enxergar um lar


Hoje eu já não tenho medo da chuva
Nem das noites que podem chegar
Porque descobri que um coração ferido
Também pode aprender a amar


Você não apagou o meu passado
Só me ensinou a não viver nele
E cada marca que ficou na parede
Virou parte da nossa história juntos


Se algum dia alguma rachadura aparecer
E a tempestade tentar nos separar
A gente não precisa abandonar a casa
A gente senta e começa a reformar


Porque amar também é ter paciência
É escolher ficar quando é mais fácil partir
É cuidar dos detalhes esquecidos
E reconstruir quando algo ruir


Começa a reforma em nós
Sempre que alguma coisa se quebrar
Que nunca falte amor dentro dessa casa
Nem vontade de recomeçar
Começa a reforma em nós
Que o nosso coração seja o nosso lar
E se a vida mudar as paredes
Que o nosso amor saiba se adaptar


E se alguém perguntar o que aconteceu
Com aquela casa que eu tinha aqui
Eu vou sorrir e dizer baixinho:


“Ela estava quase em ruínas...
Até você chegar
E transformar tudo em lar.”

Muros altos e largos.
Portões fechados.
Portas trancadas.
Cadeados lacrados.
Alarmes ligados.
E o ser humano sempre discutindo liberdade.

Será?

Liberdade seria com
Muros caídos.
Portões ladeados de flores.
Portas abertas com a delícia de se ler: “Bem-vindo.”
Cadeados sem chaves.
Alarmes inexistentes.

Será?

Não. Não pode ser. Jamais poderá ser.

Cada ser humano se tranca para se proteger
do ser que jamais será humano.

o dado.


Dizem que existem decisões que não parecem decisões quando chegam. Parecem portas. Você olha para elas e sabe que, depois de atravessar, alguma coisa vai ficar para trás.


Naquela noite, ele colocou um dado sobre a mesa.


Era pequeno. Branco. Com os números pretos perfeitamente desenhados nas faces. Uma coisa ridiculamente simples para carregar o peso de uma vida inteira.


Você sabe como funciona - disse o homem sentado do outro lado da mesa.


Ele sabia.


Um dado justo tinha seis faces. Seis possibilidades. Cada uma com exatamente 16,67% de chance de aparecer.


Mas aquele não era um dado comum.


Cada número representava uma vida.


E para jogar, ele teria que entregar a que já tinha.


Não existia voltar depois.


O número 1 era a vida medíocre.


Não era uma vida ruim. Talvez esse fosse justamente o problema.


Ele teria trabalho, teria dinheiro suficiente para pagar as contas, algumas pessoas ao redor, alguns domingos felizes, algumas sextas-feiras vazias. Amaria alguém, talvez. Teria uma casa, um carro, fotografias de momentos que um dia pareceriam importantes. Nada seria grande o bastante para destruí-lo, mas nada seria grande o bastante para fazê-lo sentir que realmente venceu.


Uma vida inteira sem tragédia.


E sem milagre.


16,67%.


O número 2 era pior.


Uma vida onde tudo funcionava, menos aquilo que importava.


Ele teria estabilidade, mas acordaria cansado. Teria amigos, mas se sentiria sozinho no meio deles. Teria dinheiro suficiente para comprar coisas e pouco tempo para aproveitá-las. Amaria, mas sempre existiria alguma coisa faltando. Um tipo de vida que não machuca de uma vez apenas desgasta.


Aquela era a vida de quem envelhece perguntando onde foi parar o tempo.


16,67%.


O 3 era diferente.


Ali existia uma espécie de felicidade calma.


Não haveria fortuna, nem histórias dignas de filme. Mas haveria paz.


Uma pessoa esperando por ele em casa.


Um cachorro correndo pela sala.


Café feito de manhã.


Uma mesa cheia em alguns domingos.


Uma vida pequena, mas inteira.


Ele poderia olhar pela janela aos cinquenta anos e pensar:


Eu não tive tudo.


E, pela primeira vez, aquilo não seria uma reclamação.


Seria suficiente.


16,67%.


Então havia o 4.


O homem sorriu quando falou dele.

- Essa é a vida que todo mundo acha que quer.


Dinheiro.


Muito dinheiro.


Sucesso.


Viagens.


Casas enormes.


Carros.


O tipo de vida em que ninguém pergunta quanto custa.


O tipo de vida em que os problemas passam a ter números.


Mas havia uma condição.


O 4 não prometia amor.


Poderia existir.


Poderia não existir.


Ele poderia passar a vida inteira comprando coisas que não sabia com quem dividir.


16,67%.


O 5 era o mais perigoso.


Porque não prometia dinheiro.


Não prometia fama.


Prometia algo muito pior de desejar:


a possibilidade de encontrar o amor da vida.


Aquela pessoa.


Não uma pessoa boa.


Não alguém compatível.


Não alguém que simplesmente ficasse.


Aquela pessoa que faria o mundo parecer ter sido construído para que os dois se encontrassem.


O problema era que ninguém sabia quanto tempo duraria.


Talvez fosse para sempre.


Talvez fossem dez anos.


Talvez três meses.


Talvez ele tivesse a sorte de encontrá-la aos vinte e cinco e o azar de perdê-la aos trinta.


Mas a chance estava ali.


16,67%.


E então existia o 6.


O homem ficou em silêncio antes de falar.


- O seis é a morte.


Ele olhou para o dado.


Não havia metáfora.


Não havia segunda chance.


Se caísse seis, terminava.


Não existiria dinheiro.


Não existiria amor.


Não existiria arrependimento.


Não existiria amanhã.


16,67%.


Ele encarou o objeto por alguns segundos.


- Então são cinco vidas e uma morte?


- Não.


- Não?


- São seis vidas. Uma delas só termina mais cedo.


Aquilo o incomodou.


Porque era verdade.


A morte não era uma possibilidade fora do jogo.


Ela estava em uma das faces.


Como estava escondida em todas as vidas que ele poderia viver.


Ele pegou o dado.


E naquele instante percebeu a verdadeira crueldade da proposta.


Não estava jogando para ganhar.


Estava jogando para trocar.


Se escolhesse não jogar, continuaria vivendo a vida que tinha.


Com os erros que já conhecia.


Com as pessoas que já conhecia.


Com os amores que deram certo e os que deram errado.


Com o dinheiro que tinha ou não tinha.


Com os sonhos ainda distantes.


Com aquela versão de si mesmo que, apesar de tudo, continuava respirando.


Se jogasse, poderia ganhar tudo.


Poderia perder tudo.


Poderia encontrar o amor que sempre imaginou.


Poderia acordar rico.


Poderia viver uma vida tranquila.


Poderia passar décadas sentindo que escolheu a existência errada.


Ou poderia simplesmente morrer.


E talvez fosse isso que ninguém entendia sobre sorte.


A gente fala em ganhar quando aposta alguma coisa.


Mas toda aposta começa com uma perda.


Ele fechou o dado na mão.


Pensou nas manhãs que ainda não tinham acontecido.


Pensou em alguém que ainda não conhecia.


Pensou nas versões de si mesmo que nunca existiriam se ele permanecesse exatamente onde estava.


Pensou em todas as vezes em que desejou uma vida diferente sem perceber que uma vida diferente também significava perder aquela que possuía.


Então levantou a mão.


Por um segundo, o mundo inteiro coube dentro daquele pequeno objeto.


Seis faces.


Cinco futuros.


Uma morte.


E uma única certeza:


a vida que ele tinha estava sendo trocada pela possibilidade de uma vida que ele sequer conhecia.


Ele lançou o dado.


O som dele batendo na madeira pareceu alto demais.


Uma volta.


Duas.


Três.


Quatro.


O dado começou a perder força.


E, enquanto girava, ele percebeu a coisa mais assustadora de todas:


pela primeira vez na vida, ele não estava com medo do resultado.


Estava com medo de descobrir que a vida que desejava nunca foi a que estava do outro lado do dado.


Talvez fosse aquela.


A que ele estava prestes a perder.


O dado parou.


Ele não olhou imediatamente.


Ficou alguns segundos encarando aquela pequena coisa imóvel sobre a mesa.


Porque enquanto o número estivesse virado para baixo, todas as vidas ainda existiam.


O amor ainda era possível.


O dinheiro ainda era possível.


A felicidade ainda era possível.


A morte ainda não tinha acontecido.


E a vida que ele tinha...


ainda era dele.


Então ele entendeu.


Talvez o maior golpe da sorte não seja aquilo que ela pode te dar.


É fazer você perceber o valor daquilo que estava disposto a abandonar para tentar conseguir outra coisa.


Ele virou o dado.


E foi aí que a história realmente começou.

Fechei portas nos meus sentimentos; Fechei portas nas minhas ilusões; Fechei portas nas minhas expectativas; Fechei portas dos meus sofrimentos.
Abri janelas do amor próprio.
Abri janelas para a paz.
Abri janelas para o perdão.
Abri janelas para o esquecimento. Se quiser entrar terá que construir sua própria porta em mim.

Se houvesse um temor reverente nas portas da maioria das igrejas, ele diria: 'Acaso ignorais que o culto não é sobre vossa satisfação, mas sobre a infinita glória dEle?

Não tente trancar as portas do seu passado ou gerenciar seus traumas por conta própria. Leve suas memórias mais dolorosas e seus piores fracassos ao Calvário. É quando permitimos que a presença de Cristo habite as nossas ruínas que descobrimos que a graça Dele não apenas perdoa o que fomos, mas reconstrói o que somos.

Algumas portas só aparecem depois que você aceita que a anterior se fechou.




@gmajordeus

Não adianta trancar as portas se você permite que pessoas ruins entrem pela internet.

As portas do sentimentos são expostos,
Cala te minha ama pois o sentimento é derradeiro.

“Quem reconhece os próprios erros abre as portas para a evolução.”

⁠As portas sempre se abrem.
As luzes sempre se ascendem para aqueles que realmente fazem o bem , desejam o bem ao proxímo.
Simone Vercosa

⁠⁠Quantas portas já foram abertas dentro do nosso huniverso antes do tempo, ou dentro do tempo
mas com chave errada.

A honestidade é a força silenciosa que abre portas duradouras. Quem age com verdade e coração puro pode até demorar para vencer, mas quando vence, ninguém consegue tirar o seu valor.

Quem vive com esquizofrenia muitas vezes só deseja a paz e a aceitação, mas encontra portas fechadas por um preconceito ignorante que rotula em vez de acolher.

"É fácil vestir a armadura de boa pessoa para o público enquanto, portas adentro, se atropela a dignidade de quem está ao lado."

"⁠Sigo abrindo portas,
conhecendo pessoas,
lendo sorrisos."
Carmen Eugenio

Construir em grande dimensão é abrir portas para milhares realizarem seus sonhos.

PAI NOSSO!

Jesus abriu as portas do céu
Com Sangue derramado na Cruz
Mostrando que Deus é o Pai Nosso
Ele ê todo poder e toda Glória!
Jesus subiu ao céu
Para nos preparar moradas
Eternas moradias celestiais!
Sua vontade será assim consumada
Pelas promessas de suas palavras
Enquanto o tempo de aflições
Suplicamos todos dias o pão
Cura para nossas dores e males
Que saibamos assim perdoar
Livrando-nos das acusações
Das garras do perverso inimigo
Do fogo eterno do inferno...
Não permita Meu Senhor!
Que as tentações nos domine
Nos conduza e nos dê livramentos
Para suportarmos esses tempos
E alcançarmos o vosso Reino
Através de sua grande misericórdia.
AMEM!

POESIA
JOÃO BATISTA BARBOSA

" Quando ergo os olhos ao céu noturno, vejo estrelas que cintilam como se fossem portas abertas para o infinito. Elas me recordam que a vida não se encerra em minhas angústias, mas se prolonga em algo maior, eterno. Na brisa suave que acaricia meu rosto, percebo o toque invisível de uma mão amiga, lembrando-me que não estou só. "