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Portão

Cerca de 268 frases e pensamentos: Portão

Desejo a vocês...
Fruto do mato, Cheiro de jardim, Namoro no portão
Domingo de rodeio, Segunda sem mau humor, chimarrão em todas as manhãs.
Sábado de baile campeiro, Ter um amor que seja flor de especial. Música do Luiz Marenco.
Arroz carreteiro na panela de ferro, Ouvir uma palavra amável, ver a lua cheia no campo. Ter fé no Patrão Divino. Rir como guri faceiro, Ouvir canto de passarinho.
Tomar banho de cachoeira, Pôr-do-Sol na roça
Uma festa campeira, Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo,
Ouvir a chuva no telhado, abrir a roda de chimarrão e matear por longas horas ao lado dos verdadeiros amigos. Desejo-te o simples, te desejo o belo.

[Inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade]

Um dia todos irão descobrir
Que o sorriso falso de um anjo
Pode ser o portão para o inferno

Arrebentei as correntes,
que me aprisionavam,
esqueci o passado que me machucava,
deixei o portão aberto,
para um futuro incerto,
mas abri meu coração
para o que era certo,
entreguei minha alma,
com muita calma,
para você que surgiu
e nada pediu,
hoje penso em você,
quando vou escrever,
pois você é a menina,
que me ilumina!
Sergio Fornasari​

⁠(Portão)

Lá fora tem um portão
Já entrou muita gente
Umas com boas
Outras com más intenções

Umas pedem para entrar
São amáveis, leais
Outras pulam
São loucas demais

Entre entradas e saídas
Pulos e empurrões
Poucas ficaram dentro
Devem ser campeões

Lá fora tem um portão
Moldado com o tempo
Brilho e ferrugem
Chuva e sol
Amor e ódio
Sangue e suor.

⁠Poema Apressadinho

Atenção passageiros
com destino à solidão
queiram tomar o portão de embarque
de qualquer madrugada

Tomem seus licores
sepultem seus acenos
e boa visagem.

"E hoje quando sai pela porta da frente de casa, passei do portão, vi meus velhos amigos jogando bola no meio da rua. Como costumavam brincar nos velhos tempos. De repente fiquei animado e logo entrei na brincadeira. Isso me deixou contente, vendo nós voltamos no tempo, tempo que a felicidade pousava sobre nossos ombros. E quando peguei a bola e fui cruza-la eu olhei em volta e vi por um minuto a felicidade voltando, vi a saudade do passado morrendo e a felicidade se aproximando. Eu realmente agora acredito que voltarei a ser feliz, isso é só questão de tempo."

O nome de Deus


Estava no portão de casa
Quando alguem me perguntou
Se eu sei o nome de Deus
Lhe respondi sim senhor
Quando eu era criança
O meu pai me ensinou
Que Deus chama Pai Eterno
É o grande criador


Criou o céu e a terra
As estrelas, o sol, a lua
A fauna, a flora e o homem
Semelhante a imagem sua
E viu que era muito bom
Tudo que Ele criou
E o comando de tudo
Ao homem Ele entregou


O Deus filho Jesus Cristo
É o nosso Salvador
Veio trazer as boas novas
Para o povo sofredor
Deu um novo mandamento
Fundamentado no amor
Padeceu morte de cruz
Pra salvar o pecador


E o Deus Esperito Santo
Que é o consolador
E distribui o Carisma
Conforme o receptor
Os apóstolos no cenáculo
Estavam desconsolados
Ao receber o Paraclito
Ficaram reconfortados


Saíram pregando a palavra
No meio de tanta gente
Porque o Espírito é o mesmo
Mas, os dons são diferentes
Então o moço me disse
Já que é experiente
Queria o nome de Deus
Falado biblicamente


Conforme o que está escrito
A minha resposta vai
Falando biblicamente
O nome de Deus é pai
Jesus disse aos fariseus
Pela aparência julgai
Eu não julgo de mim mesmo
Faço a vontade do Pai


Tambem disse aos discípulos
Ter cuidado quando orar
Não façais grandes discursos
Nem é preciso gritar
Da multidão de palavras
Meus amigos, acautelai
Pois o que é necessário
Bem sabeis o vosso Pai


Quando orareis dizeis
Pai nosso que está no céu
Seu nome seja santificado
Venha a nós o vosso reino
Seja feita a vossa vontade
Assim na terra como no céu
Dai-nos hoje, nosso pão de cada dia
Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos
A quem sempre nos ofendia
Não nos deixe cair em tentação
Mas livrai-nos do mal
Porque vosso Pai celeste
Vos dá tratamento igual
Se perdoardes aos homens
Tambem perdoado está
Mas, se não perdoardes!..
Tão pouco vosso Pai, perdoará


Pois se conhece uma árvore
Pelo fruto que ela dá
Não pode colher bons frutos
De uma árvore que é má
Nem todos que diz Senhor, Senhor
Entra no reino do céu
Só quem faz a vontade do meu Pai
Ser perseverante e fiel


E lá na cruz do calvário
Numa hora de agonia
Quando todas as suas forças
No momento se exauria
Demonstrou seu grande amor
Dizendo a bendita frase
"Pai perdoa-lhes
Porque não sabem o que fazem."


Francisco Garbosi

“A Igreja não começa na sacristia. Começa no Portão.”
Jaime Cruz - Vinhedo/SP

⁠⁠Ah, saudade que arrebata!...Chega de repente com rebeldia, não bate palma no portão e vai adentrando, feito uma lágrima no olhar, uma lança no peito, acerta o alvo e deixa sem chão o sujeito, depois acalma e se deita num canto da alma, ah não tem jeito, aluga um quarto no coração, é tão boa essa saudade, significa que estamos vivos e que vivemos o que foi preciso, sentimos falta da presença, da pessoa, do sorriso e até das lamúrias, isso quer dizer que ela nos fez bem e isso é bom, ainda que pareça loucura, esse é outro lado da saudade que tem asas e mora bem distante, mas vez em quando vem nos ver e a gente sente um aperto dum bem querer, nesse instante. Sim, seria bom ter para sempre o bem perto, e nós bem longe dessa tal saudade..

Sentado ao portão dos sonhos e lembrando de dizer-te a você que o sol nasce no leste e se põe a oeste, eu serei sempre o sol que te aqueceu e iluminou até se esconder entre nimbos.

Sentado ao portão dos sonhos e com minha alma na imaginação relutante, dir-te-ia que o sol nasce a leste e se põe a oeste todo dia querendo ou não, eu como o semi-pai da continuação, verei o astro que um dia aqueceste e que na sua função iluminou. Hoje, a grandeza infinita e ardente em calor esconde-se entre nimbos, cúmulo e anuncia a tempestade, deixando o frio absurdo e na embrança o calor que outrora era evidente. Além disso, leva consigo a mais linda flor que um dia floresceu no meu jardim e em outro foi embelezar o paraíso abstrato com sua doçura enigmáticae magnânima a qual foi sem dúvidas nenhuma desenhada e colorida por Deus.

O portão é o maior entre os símbolos de transição

'Hoje abri meu portão, dei provimento à alegria...


O dia nasceu sem nenhuma anomalia.
Pela janela a paz se fez evidente.
Agradeci a Deus por estar tão presente.


Obrigada Senhor! Por ser o Curador da minha vida e de todos os meus.


Sempre em oração aos que estão comigo.'

Da mesma forma que é fácil entender por que o cachorro sai correndo através do portão poderia-se compreender também o porquê do portão parado enquanto o cachorro passa.

Hoje, bem cedo,
um trio de evangélicos
bateu ao meu portão
oferecendo salvação
em forma de convite.


Respondi com educação:
— Irei, com prazer.


O sorriso acendeu nos olhos deles
como promessa cumprida.


Completei:
— Mas só depois
de visitarem o terreiro de Umbanda
que eu frequento.


O brilho apagou.
Os olhos, antes luz,
encheram-se de indignação
como quem vê o proibido.


Afastaram-se do meu portão
com a pressa dos vampiros
diante do sol e do alho.
✍©️@MiriamDaCosta

O medo ainda late; abro o portão e sigo,o passo é meu.

Capítulo — 14 de Outubro, 4h20


Era dia 14 de outubro.
04h20 da manhã.


O portão ecoou com um grito.


— Carolina!


Reconheci a voz do meu primo. Não éramos próximos. Ele não apareceria ali, naquela hora, por qualquer motivo comum. Antes mesmo de levantar da cama, pensei: alguém morreu.


Meu marido foi atender. Eu fiz o que sempre faço quando o nervosismo me invade: corri para o banheiro. Era como se o azulejo frio e a porta fechada pudessem me proteger do que quer que estivesse por vir.


Quando saí, ele já havia voltado.


— Sua mãe está em Saquarema, na casa da irmã. Passou mal. Está no hospital.


Meus dois filhos dormiam. A casa estava em silêncio, mas dentro de mim algo já gritava.


— Cuida das crianças. Eu vou pra lá ver minha mãe.


Comecei a arrumar uma mala às pressas. Ele tentou me convencer a não ir.


— Não precisa. Sua irmã disse que, quando você chegar, provavelmente ela já vai estar de alta.


O telefone dele tocou. Era minha irmã.


Estranhei. Por que ela ligaria para ele e não para mim?


Ele desligou e repetiu a mesma história: que eu não precisava ir, que não era grave.


Continuei arrumando minhas coisas.


Então ele disse:


— Procura um documento da sua mãe. Ela foi para Saquarema sem identidade.


Parei.


Minha mãe nunca sairia sem documentos. Nunca.


Peguei o telefone e liguei para minha irmã.


Assim que ela atendeu, fui direta:


— O que aconteceu com a minha mãe?


Do outro lado, silêncio. Depois:


— Teu marido não te deu o recado?


— Ele disse que ela estava internada.


Então ouvi o som que nenhuma filha deveria ouvir: o choro quebrado de uma irmã tentando ser forte.


— Carolina… nós perdemos a nossa mãe.


Eu sabia o que aquelas palavras significavam. Mas meu cérebro se recusava a aceitar.


— O quê? — repeti.
— Nós perdemos a nossa mãe.


Ela repetia. Eu repetia.


Até que ele tirou o telefone da minha mão.


Fiquei sentada na beira da cama por uns dez minutos. Ou talvez uma vida inteira. Eu me senti como uma criança de três anos perdida numa feira, olhando ao redor e não encontrando a mão que sempre segurou a sua.


Senti um vazio brutal. Uma dor física no peito. Um rasgo.


Respirei fundo.


Como vou contar para os meus filhos?


Fiz café. Esquentei o leite. Preparei pão com queijo e ovos. A rotina parecia cruelmente normal. A cozinha tinha cheiro de manhã comum, mas nada mais era comum.


Acordei as crianças.


Tomamos café.


Ao final, disse:


— Filhos, a mamãe tem uma notícia muito triste.


Eles se sentaram no sofá. Eu fiquei de frente para eles.


— A vovó estava passeando em Saquarema. Ela passou mal, foi levada para o hospital… mas infelizmente não resistiu.


Eles se abraçaram e choraram. Havia tristeza, mas também uma serenidade que me surpreendeu. Talvez porque o amor que ela plantou neles fosse maior que o medo da morte.


Meu marido ficou com as crianças. Eu precisava fazer o que ninguém queria fazer.


Dar a notícia ao meu pai.


Entrei na casa que, a partir daquele momento, deixava de ser “a casa dos meus pais” para se tornar apenas a casa do meu pai. Eu tinha a chave.


Ele não estava lá.


Comecei a procurar a certidão de casamento — necessária para emitir a certidão de óbito. Enquanto isso, ligava para tios, tias, amigas, primos. Minha mãe era amada. Muito amada.


Quando meu pai chegou e me viu ali, tão cedo, estranhou.


— Quem morreu? — perguntou, direto.


Respirei.


— Minha mãe. Sua mulher.


Ele sentou.


Expliquei como soube: que ela passou mal na casa da irmã, foi levada à UPA, depois transferida para o hospital de Bacaxá. Que, no caminho, teve um infarto dentro da ambulância. Que tentaram reanimá-la. Que não conseguiram.


Ficamos sentados na varanda esperando minha irmã chegar.


Quando o corpo chegou, já era fim de tarde. Foi levado direto para a capela, no mesmo local do sepultamento.


Meu filho ficou em casa com uma prima. Minha filha foi comigo. Meu marido também foi, mas ficou distante. Não me amparou. E, naquele momento, eu não tinha espaço para analisar ausências. Eu só queria me despedir.


Minha filha e eu entramos juntas na capela. No caminho, ela foi abraçar parentes. Eu tracei uma linha reta até o caixão.


Lá estava ela.


Inerte.


Coberta de flores brancas. O rosto pálido, mas sereno. Vestia uma camisa de Nossa Senhora de Fátima, sua devoção maior.


Eu me plantei ao lado dela como uma guarda.


E não saí mais.


Aquela era a última vez que eu estaria ao lado da mulher que me deu a vida e nunca poupou esforços para que eu vivesse bem. O choro começou contido, mas a certeza de que nunca mais teríamos nosso café da tarde juntas me atravessou como lâmina.


Deram-me quatro tranquilizantes.


Nenhum fez efeito.


Nada me tiraria dali.


Quando avisaram que era hora de fechar o caixão, pediram que todos saíssem.


Eu disse:


— Eu não saio. Pode fechar na minha frente.


E assim foi.


Seguimos em procissão até o jazigo. Houve oração. Falaram de Nossa Senhora, como ela gostaria. O caixão desceu.


Aquele era o fim.


As pessoas começaram a ir embora. Mas meus pés não se moviam. Era o último dia. A última imagem. O último adeus físico.


Minha filha, minha irmã e minha prima ficaram comigo.


— Ficamos aqui o tempo que você precisar — disseram.


As horas passaram.


Até que minha prima falou, com doçura:


— Vamos? Já está na hora. Sua filha está cansada. Seu filho te espera.


Olhei para o jazigo e, dentro de mim, falei:


— Mãe, eu ficaria aqui por dias. Mas a vida continua. E eu sei que você ama seus netos. Vou cuidar deles o dobro do que já cuidava.


Respirei fundo.


E fui embora.


Sabendo que, naquele 14 de outubro, às 4h20 da manhã, eu deixei de ser filha no mundo —
mas passei a carregar minha mãe inteira dentro de mim.

"Não importa o quão estreito seja o portão,
O quão carregado com castigos esteja o pergaminho,
Eu sou o mestre do meu destino;
Eu sou o capitão da minha alma.'

O amor é rua da felicidade, uma casa sem portão.

-Antigamente era assim:
namorava-se no portão, noivava-se na sala
e casava-se na cama.
Tudo tão simples, e dava certo!
☆Haredita Angel