Porta Janela

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CHEIRO DE CERRADO

Quando a alvorada chegou, eu fui a janela
Sentei-me. O horizonte abriu, a vida arfava
Eu, ao vento, atraído, a essa hora admirava
E estaquei, vendo-a esplendorosa e bela

Era o cerrado, era a diversidade em fava
Céu róseo um mimo! A arder como vela
De pureza singela tal qual uma donzela
Que hipnotizava a alma, eu, observava

Então me perdi no perfume que exalava
O olhar velava com pasmo e com tutela
Aí, hauri toda a essência que fulgurava

E agora, fugaz, lembrando ainda dela
Sinto o cheiro, que na memória trava
Da alvorada do cerrado vista da janela

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

O Moribundo

Ao olhar para janela do quarto, pode-se ver lá fora a luz que invade o espaço vazio.
Um espaço de um mundo sombrio de um moribundo qualquer que só sonhava em ser feliz.
Tinha uma vida de inveja a muitos mortais, mas o que faltava a ele não eram coisas reais.
Queria tudo o que pensava que todo mundo tinha, mas só sonhava com aquilo no seu mundo de mentirinha.
Até que não suportou mais não receber o que a vida lhe prometeu, de tanto pensar naquilo se perdeu completamente do seu eu.

Ele disse chega!
Não quero mais essa lambança, lembro dos meus tempos de criança, onde eu parecia feliz.
Sonhava com um futuro onde o mundo me quis.
Agora nada faz sentido, o que eu quero parece irreal.
Talvez isso porque eu não seja um normal.

Na redoma onde se esconde surgem pensamentos não filtrados.
Todo dia na sua cama tem seus sonhos torturados.
Cada vez que algo parece perto e fácil ele consegue e comemora, mas mal ele sabe que em pouco tempo isso vai embora.
Cada vez seus prazeres diminuem até não restar mais nada, tudo que ele gostava agora é uma cena congelada.
O mundo perfeito do moribundo fica em sonhos, enquanto vive o nada em um mundo de demônios.

Ele disse chega!
Não quero mais essa lambança, lembro dos meus tempos de criança, onde eu parecia feliz.
Sonhava com um futuro onde o mundo me quis.
Agora nada faz sentido, o que eu quero parece irreal.
Talvez isso porque eu não seja um normal.

Eu te vejo daqui
da janela do meu
pensamento!

Quando ao despertar da AURORA,
Olho pela janela e chove la FORA,
Um desejo imenso invade meu SER,
E esta vontade louca de te TER,
Todinha pra mim, envolvente em meus BRAÇOS,
E com minhas carícias ocupar teus ESPAÇOS,
Intensamente passional de te fazer FELIZ,
Pois na vida foi o que eu sempre QUIZ,
Foi pertencer a uma linda MULHER,
Se Deus permitir e assim o QUISER,
Certamente você ainda vai ser a MINHA,
Estrela, minha luz e minha RAINHA...

Vou olhar pela janela,
Vou esperar que venhas com a brisa que entra nela.
Vou olhar para o teu retrato,
Vou mergulhar na beleza que reside no fundo dos teus olhos claros.
Vou ouvir a tua voz, vou ouvir só o teu canto, e,
Serei o único a aplaudir sempre que estiveres em palco .

Cheirinho dum novo amanhecer..
Tem esperanças aflorando na janela da alma.
É hora de aproveitar as alegrias, dar aquele abraço na felicidade, encher o coração com o que faz bem, sorrir, viver, ser feliz.!
•⊰✿

Junho....
Ele veio mais silencioso
sem alarde
e me desejou boa noite
quando abri a janela.
Está meio sem jeito
de falar sobre ele
que sobrecarregado,
talvez não saiba como assumir
tamanha responsabilidade.
É o jogo da copa,
jogo de cintura,
jogos sujos
e jogos perigosos
que revestidos de boa aparência
se misturam e confundem
aqueles que não conseguem
ler as entrelinhas do momento.
Não tenha medo junho,
à sua responsabilidade
foi adicionado caráter, bom senso,
integridade e tolerância.
by/erotildes vittoria

Como é que uma loira tenta matar um
pássaro?
Joga-o pela janela.

Da minha janela vejo:
Pássaros pretos que pontilham o céu
Escuridão bordada aos voos no inflito azul
São eles também caminhos de tentar percorrer
Desencontros, que como na vida, acabam de longe fazendo sentido
São também encontros de jornada
Como os que temos no mundo telhado pelo universo
Olho para dentro da minha janela e percebo
Sou também o que me circunda
Somos inclusive o que paira sobre as nossas cabeças
Sou a soma das vidas a minha volta
Do vento que beija a cortina e desacomoda o linho branco
Da mata verde que sobrevive ao barulho da cidade
O mendigo que outro dia dormia numa esquina escurecida também me é
Pela falta de luz, pela falta de vida
Sou aquele casal que faz amor e deixa os ruídos atravessarem o silêncio da solidão de outrem
Sou a menina que sai da escola com uma saia azul a cobrir suas pernas
Metade mulher, metade inocência
Sou os que foram e inclusive os que virão
A vontade de voar sem cair
De chorar sem doer
De apenas continuar a escrever
Sou um pecado que perdoa
Uma tristeza que sorri
A fila do banco pode ser uma soma
As idades podem ser uma só
Contar o tempo para quê?
Se de tanto contar acabamos esquecendo de sentir
Fecho os olhos e ouço
A melodia transversa que o mundo canta
Buzinas, vento, portas que batem, palavras que encontram, meu celular que toca, minhas lágrimas que escorrem
O silêncio é tão cheio de outros silêncios
Dizer é tão cheio de calar
Volto a observar o céu
Há um ritmo sereno no topo da vida que corre
Ser como voar é minha vontade na vida
Hei de alinhavar o amor como os que planam
Nesses caminhos de se perder
O sonho que tenho cabe dentro dos dedos
Tem a forma de uma mulher quando seus olhos enxergam além
Ser tua, ser minha, ser ela
É disso que estou falando.

Que não nos falte coragem e fé.
Quando a ponta de melancolia invandir o seu dia, abra a janela, deixe o sol entrar.
Que não nos falte a sabedoria de lidar.
Quando a ponta de desistência invadir suas forças, abra a janela, veja o sol apenas querendo respirar.
Que não nos falte vontade de seguir em frente e amar.
Quando a ponta de tristeza invadir seu coração, abra a janela, descubra na vida novos valores.
Que não nos falte silêncio
Que não nos sobre palavras.
Tudo conforme a medida exata.

A Morte

Em frente à janela
De meu quarto,
Sentada em minha cama,
Eu espero o meu fim.
Creio que muito longe
Já não está.
Eu consigo vê-la no horizonte dos prédios
Que bloqueiam a minha visão do céu.
Eu a vejo, sim.
Eu a vejo em frente a mim
E dentro de mim.
Eu a vejo em minha pele
E em meu coração.
A vejo em minha mente
E em todos os lugares.
Eu consigo senti-la.
Eu sinto sua presença.
Em poucos instantes,
Talvez segundos,
Nós nos encontraremos.
Você e eu.
Morte.

Saudades daquele Tempo
Deitado no quarto olho por sobre a janela e vejo o céu cinza da chuva que acabara de cair. Então começo a lembrar da minha infância, da minha antiga casa, onde eu e meus irmãos fomos criados com todo esmero e carinho de nossos pais.
Lembro-me daquele grande quintal onde brincávamos o dia inteiro com nossos primos, amigos e vizinhos. Terra abençoada era aquela. Tudo que era plantado vingava, e tudo com um sabor a mais. Tangerina, laranja, cacau, açaí... Ah o açaí!!! Como era doce. Chego até a sentir o gosto em minha boca neste exato momento em que escrevo. Lembro como se fosse ontem meu pai me chamando daquele jeitinho dele: Leaaanndroooo... Me chamava para apanhar um cacho de açaí parou que acabara de ver naquela árvore perto da cerca do vizinho (a mesma que eu pulava quando fazia alguma travessura), mas não tirávamos o seu vinho, e sim ruíamos com farinha como originais caboclinhos.
Tínhamos duas árvores de manga: uma dita “comum” e a outra “bacuri”. A primeira ficava logo na entrada do quintal, a segunda nos fundos, perto das pupunheiras. Ambas com frutos de sabores inigualáveis.
E aquelas pupunheiras... Altas, mas não nos impedia de colher seus frutos. Parece que estou vendo meu irmão catando ripas para amarra-las umas as outras e fazendo um gancho de ferro para alcançar os cachos.
Nossa casa não era muito grande, mas o suficiente para acolher todos nós. Adorava ouvir o barulho da chuva caindo no telhado, o som do vento batendo nas folhas das árvores,
Um dia um grande escritor disse as seguintes palavras: “Não importa que a tenham demolido, a gente continua morando na velha casa em que nasceu”. De veras creio nisso, continuo morando sim, mas eu meu coração, em meus pensamentos.
Não vou dizer que sinto falta, porque hoje sou feliz com tudo que tenho, mas sim que sinto eterna saudade daquele tempo, daquela casinha de madeira na Rua Lauro Sodré, onde passei mais da metade da minha vida, onde meus pais deram duro e não mediram esforços para nos criar, onde eu e meus irmãos aprendemos o verdadeiro valor que tem uma família.
São tantos momentos bons. Coisas simples que não damos importância no momento em que a vivemos, mas depois de tempos percebemos o quão foram importantes em nossas vidas. É como se flores se abrissem aos nossos olhos... E isso se chama Felicidade!!
(Leandro Maciel, Moju, 2014)

Da janela da minha casa eu vejo a vida passando ...
vejo ela passando devagarinho em cada nuvem q some no horizonte ,
vejo os passarinhos gritando e pulando nos galhos,
vejo o vento tocando de leve as flores do jardim,
vejo o zun zun dos maribondos procurando agua,
vejo o sol sumindo no horizonte,
vejo o ceu ,a luz ,a natureza...
A magia que Deus nos deu a cada dia,
tudo tão lindo ,tudo tão maravilhoso!
Que me pergunto pq que as pessoas não param de cuidar da vida do outro,de discutir por coisas tão pequenas ou reclamar de coisas tão insignificantes e vivam o tempo q Ele nos dá generosamente e de graça , para aproveitar tudo isso!!!

O único amor – persiste...
Quando a gente se perde
Quando abrimos, desolados
A cortina da janela da nossa vida
Esperando encontrar quem a gente ama no fim do arco-íris
A chuva que lavou meu rosto
Por tanto tempo,
Por alguns meses,anos
Que mais parecem séculos
Restou algo maior que nós dois
Continua,
Tornou além do tudo que fomos
Maior que apenas só nós dois
Nada pode acabar
Quanto mais o tempo passar, e
Afirmar
Ah, como eu gosto de te amar
Trafego,
Cumpro minha missão
Por toda esta vida
Sendo um Mago, um Alquimista
Um Soldado, obediente guerreiro
Por aqueles cuja voz
Não quer ser ouvida
Sejamos seres divinos
Vamos além dessa efêmera existência
Esquivar da mão do destino
Uma vez mais
No fim, só o ser
Só o único amor persiste
Insistir, persistir
Como apertar o gatilho da emoção
Que atinge o alvo,
Faz do nosso amor
A eterna canção
Nada pode acabar
Quanto mais o tempo passar,e
Afirmar
Ah, como eu gosto de te amar

São os sonhos a energia fundamental, que nos impulsiona para a vida... Abra a janela, a janela demonstra isto...

Abra a janela do teu coração... ♥
Dá uma espiadinha lá fora
E sinta que viver não dói... ♥

BOM DIA MEUS QUERIDOS AMIGOS!!!
Olha só que manhã agradável
Escancaro a grande janela
Avisto pessoas já de bicicleta
Umas caminhando com olhar amigável
Outras com passada mais forte jeito de atleta
E o sol já a postos fazendo sentinela...

mel - ((*_*))

BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!
Abrir a janela e ouvir o som do mar
É um convite para perto dele se achegar
Olhar ao longe e o horizonte apreciar
Antes mesmo dos sol vir nos abrilhantar...

mel - ((*_*))

Bom dia Minha Família do Bem!!!

Quando você acordar e abrir a janela, e olhar o céu e contemplar o brilho do sol, mesmo que ele não esteja lá.
Imagine que seu dia terá um brilho bem maior, porque assim você o deseja… assim o quer…. e assim será...
E mesmo que não consiga ver esse brilho com os olhos, o sentirá refletindo na sua alma...
Pois ele nada mais é que a sua felicidade ou a sua vontade de lutar para encontrá-la…

Beijinhos Iluminados nos

Já é setembro mais o inverno virá me visitar todos os dias eu sei... Abro a janela e sinto o aroma gostoso de flores no ar... Flores que vem perfumar minha alma... Flores repletas de gotinhas de saudade.