Porta Janela

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Você tinha a chave nas mãos,
não apenas de uma porta,
mas do meu coração inteiro,
um lar feito de sonhos,
onde o amor poderia florescer.


Você entrou,
trouxe luz, esperança,
mas partiu em silêncio,
deixando atrás de si
um vazio sem resposta.


A porta ficou aberta,
como ferida exposta ao vento,
mas não houve retorno,
não houve abraço,
não houve explicação.


Agora, não há apego,
não há volta.
A porta que um dia foi convite,
hoje é muralha,
fechada para você.


E nesse fechar,
há força,
há renascimento.
Pois quem fecha uma porta,
abre dentro de si
um caminho novo,
onde o amor não é ausência,
mas promessa de recomeço.

O que vou fazer quando eu chegar
e não sentir o calor da tua presença
esperando por mim na porta?
O silêncio da casa vai doer,
como se cada parede perguntasse por você.
O que fazer nessa hora em que o mundo parece maior,
e eu me sinto menor sem o teu abraço?
Ficar longe de você é uma ausência que pesa,
um vazio que não se disfarça,
porque é você quem me faz bem,
quem acende o meu dia,
quem acalma o meu coração.
E é nessa distância, ainda que breve,
que eu descubro o tamanho do meu sentir:
a verdade de que a tua falta ecoa,
e o meu amor por ti permanece firme,
esperando o momento de te reencontrar.

Por favor, mantenha a porta fechada.
Não temas — não há risco de invasão.
Eu já estou do lado de fora,
e não existe em mim sequer a sombra de voltar.
Quando a porta se fecha, não é apenas madeira e ferro.
É escolha. É sentença.
É o fim que não precisa de palavras,
apenas do silêncio que pesa e confirma.
Alguns caminhos não se desfazem em gritos,
nem em despedidas longas.
Eles se encerram assim:
com a firmeza de um gesto,
com a certeza de que não há retorno,
com a dignidade de quem sabe que partir também é necessário.

Música

Por tantas vezes eu bati na porta.
Parece que você não me deixa entrar.
Me se você abriu a porta, eu vou entrar.
Tantas vezes lhe estendi as mãos.
Parece que você não entendeu.
Não há nada difícil entre você e eu.

Pode chegar, estou aqui.
Não tenha vergonha, pode entrar.
Venha do jeito que está.
O amor é o nosso refúgio
O abrigo pro amar.

⁠AGOSTO
Bate na porta o agosto
Todo vestido de cinza
Mas tudo tem o seu posto
Mesmo na geada em que pisa
Um tempo pra reflexão
Onde se hibernam dormentes
Sementes que florirão
Carregando no seu ventre
Cores à nova estação!

Quando a ingratidão bater à porta, cale-se... não por fraqueza, mas por fé. Quando a incompreensão ferir, ore... não para ser entendido, mas para continuar amando. E quando o coração quiser desistir, lembre-se: quem caminha com Deus nunca perde, mesmo quando parece ter sido esquecido.

Vim de uma casa onde fui o último a sair, o último a fechar a porta sem olhar para trás.

Você se foi. Vi você sair pela luz que clareava a porta da sala.
Vá com Deus; leve o que for seu, porque daqui em diante não há espaço para metades.
Não vou implorar, nem me curvar diante da ausência — saudade não é corrente, é apenas lembrança.
Eu sigo inteiro: reconstruo meus dias, rio sem medo, trabalho com força e celebro cada vitória.
A felicidade não depende de quem parte, mas de quem permanece firme.
Adeus, e obrigado por abrir a porta — foi nela que descobri que a liberdade também pode ser minha.

⁠Mente inquieta, madrugada silenciosa, porta aberta para pensamentos profundos, uma forma de desabafo, de colocar sentimentos imponentes para fora em alguns versos declarados, um mar com fortes ondas, um coração intensamente emocionado, um vento suave que se transforma em um grande tornado, notas tocadas com emoção, uma seguida da outra, melodia terna, tensa, uma frequência sem hesitação, profundez melancólica ou o amor em exultação, sujeita à tristeza, a alma chora, mas o alívio chega, vem um momento de libertação, logo, o sono se apresenta, a inquietação continuará nos sonhos, enquanto o corpo descansa, um descanso momentâneo que produz uma certa satisfação, o que exalta a sua importância, o seu poderoso efeito de renovação.

Quando o inimigo se aproximar
No batente da porta da minha vida
Está o sangue de Jesus Cristo
Eu não terei medo, eu não terei medo
Há um exército de anjos aqui
Estou protegido de todos os lados
Pelo sangue de Jesus Cristo Hope Darst / Jacob Sooter / Lauren Sloat

Na lateral da poltrona, onde descanso meu corpo da existência, está a porta do banheiro, onde muito bem centralizado há um quadro. Uma onça expressiva, com olhar vibrante, onde o amarelo envelhecido contrasta com o fundo preto. Olho para a onça e a onça me olha, sem sabermos quem será o predador da vez. Em frente da poltrona há outro quadro. Uma releitura mal feita de uma pintura de Monet. Há no campo de visão uma mesa, onde repousam três livros, que me lembram que eu deixei a leitura pela metade. O porcelanato brilhante no chão constrata com os móveis baratos do quarto. Do outro lado da poltrona há uma cama, que me lembra que eu tenho dormido demais. A casa está muito limpa, contrastando com o fato de eu não ter tomado banho hoje. Intervalo meu tempo entre momentos de um tédio sufocante e pequenos entusiasmos, que encontro em atividades banais. A mente está mais tranquila, após a catarse de escrever um texto grotesco, que assustaria quem me vê assim tão dócil. A televisão está ligada com o som no silencioso, e em um olhar rápido vejo o Roberto Carlos, pois é véspera de Natal. Embaixo do apartamento, há uma casa de festas e sou obrigada a ouvir "Parabéns pra você" todos os dias. As noites passo insone, já que tenho trocado o dia pela noite. Apesar de tudo me sinto feliz, pois estou presa em minha casa, mas tenho a chave da porta, e pra rimar, é isso que importa. A Bíblia em cima da mesa me lembra minha falta de fé, apesar de buscá-la bastante, lendo em aramaico, idioma que desconheço. Por uma velha submissão, peço perdão pelo texto anterior, em que escancaro a podridão humana. Eu não precisava ter sido tão literal assim. Mas fui. É véspera de Natal e eu peço a Deus que perdoe meus pecados e meu cinismo. E que um dia eu encontre Jesus.

O Delito da Devoção


​Não houve porta arrombada,
Nem alarme a disparar,
Pisei em ponta de pés,
Só para não te acordar.


​Fui gatuno experiente,
No silêncio da mansão,
Levei o que era mais caro:
O cofre do teu coração.


​Agora sou fugitivo,
Condenado ao teu querer,
Pois quem rouba um amor assim,
Vive preso ao prazer.

O Universo e o verme, tão diferentes e opostos, são reciprocamente importantes na obra divina. Portanto, não será a grandeza de um, que inibirá a humilde presença do outro... Ambos se precisam, ambos se completam...

Amar é ser abrigo sem precisar trancar a porta.

A leitura... a porta


Leitura é a respiração da alma, é pão
É direito gravado em lei, em papel
Mas também na pele de quem sonha
De quem luta por acesso a cada página.


O livro na mão não é só um objeto
É a chave para as portas
Do mundo que ainda não temos.


Ler para entender o mundo, questionar o óbvio
É a liberdade de ser, de transcender
Na busca do encontro de si mesma.


Uma linha, uma palavra, uma ideia
Transforma o destino
Liberta a mente da ignorância que a sufoca.


A leitura traz a liberdade de sonhar alto
De voar com as asas feitas de letras
Para além do que os olhos veem.

Quando a indecisão bater à sua porta, respire fundo, escolha e fique em paz. Mesmo se errar, caminhe, não pare de lutar pelos seus sonhos

O deserto se abre em silêncio,
como uma ferida antiga que ainda pulsa.
Uma porta aberta, imóvel,
esperando o que não voltou,
esperando o que talvez nunca volte.
O vento traz lembranças,
grãos de areia que carregam nomes,
promessas que se perderam no horizonte.
E mesmo assim, há esperança:
cada passo ecoa como oração,
cada sombra é um sinal de que o amor
não morre, apenas se transforma.
O coração insiste,
mesmo diante da vastidão árida,
em acreditar que o reencontro existe,
que o que partiu pode renascer
no calor de um olhar,
na coragem de um abraço,
na eternidade de um instante.
O deserto não é vazio,
é palco da espera,
é testemunha da fé que resiste.
E a porta aberta,
mesmo sem retorno,
é a prova viva de que amar
é nunca desistir de esperar.

Intuição é uma porta fechada que não inibe sons.

Não precisa abrir a porta, você só precisa passar por ela.⁠

“O passado, por vezes, bate à porta para nos confrontar. Acolha-o com gentileza: ele ignora as tempestades que você atravessou para permanecer de pé no agora.” - Leonardo Azevedo.