Frases sobre portas
Você se foi. Vi você sair pela luz que clareava a porta da sala.
Vá com Deus; leve o que for seu, porque daqui em diante não há espaço para metades.
Não vou implorar, nem me curvar diante da ausência — saudade não é corrente, é apenas lembrança.
Eu sigo inteiro: reconstruo meus dias, rio sem medo, trabalho com força e celebro cada vitória.
A felicidade não depende de quem parte, mas de quem permanece firme.
Adeus, e obrigado por abrir a porta — foi nela que descobri que a liberdade também pode ser minha.
Na lateral da poltrona, onde descanso meu corpo da existência, está a porta do banheiro, onde muito bem centralizado há um quadro. Uma onça expressiva, com olhar vibrante, onde o amarelo envelhecido contrasta com o fundo preto. Olho para a onça e a onça me olha, sem sabermos quem será o predador da vez. Em frente da poltrona há outro quadro. Uma releitura mal feita de uma pintura de Monet. Há no campo de visão uma mesa, onde repousam três livros, que me lembram que eu deixei a leitura pela metade. O porcelanato brilhante no chão constrata com os móveis baratos do quarto. Do outro lado da poltrona há uma cama, que me lembra que eu tenho dormido demais. A casa está muito limpa, contrastando com o fato de eu não ter tomado banho hoje. Intervalo meu tempo entre momentos de um tédio sufocante e pequenos entusiasmos, que encontro em atividades banais. A mente está mais tranquila, após a catarse de escrever um texto grotesco, que assustaria quem me vê assim tão dócil. A televisão está ligada com o som no silencioso, e em um olhar rápido vejo o Roberto Carlos, pois é véspera de Natal. Embaixo do apartamento, há uma casa de festas e sou obrigada a ouvir "Parabéns pra você" todos os dias. As noites passo insone, já que tenho trocado o dia pela noite. Apesar de tudo me sinto feliz, pois estou presa em minha casa, mas tenho a chave da porta, e pra rimar, é isso que importa. A Bíblia em cima da mesa me lembra minha falta de fé, apesar de buscá-la bastante, lendo em aramaico, idioma que desconheço. Por uma velha submissão, peço perdão pelo texto anterior, em que escancaro a podridão humana. Eu não precisava ter sido tão literal assim. Mas fui. É véspera de Natal e eu peço a Deus que perdoe meus pecados e meu cinismo. E que um dia eu encontre Jesus.
O Delito da Devoção
Não houve porta arrombada,
Nem alarme a disparar,
Pisei em ponta de pés,
Só para não te acordar.
Fui gatuno experiente,
No silêncio da mansão,
Levei o que era mais caro:
O cofre do teu coração.
Agora sou fugitivo,
Condenado ao teu querer,
Pois quem rouba um amor assim,
Vive preso ao prazer.
O Universo e o verme, tão diferentes e opostos, são reciprocamente importantes na obra divina. Portanto, não será a grandeza de um, que inibirá a humilde presença do outro... Ambos se precisam, ambos se completam...
A leitura... a porta
Leitura é a respiração da alma, é pão
É direito gravado em lei, em papel
Mas também na pele de quem sonha
De quem luta por acesso a cada página.
O livro na mão não é só um objeto
É a chave para as portas
Do mundo que ainda não temos.
Ler para entender o mundo, questionar o óbvio
É a liberdade de ser, de transcender
Na busca do encontro de si mesma.
Uma linha, uma palavra, uma ideia
Transforma o destino
Liberta a mente da ignorância que a sufoca.
A leitura traz a liberdade de sonhar alto
De voar com as asas feitas de letras
Para além do que os olhos veem.
Quando a indecisão bater à sua porta, respire fundo, escolha e fique em paz. Mesmo se errar, caminhe, não pare de lutar pelos seus sonhos
O deserto se abre em silêncio,
como uma ferida antiga que ainda pulsa.
Uma porta aberta, imóvel,
esperando o que não voltou,
esperando o que talvez nunca volte.
O vento traz lembranças,
grãos de areia que carregam nomes,
promessas que se perderam no horizonte.
E mesmo assim, há esperança:
cada passo ecoa como oração,
cada sombra é um sinal de que o amor
não morre, apenas se transforma.
O coração insiste,
mesmo diante da vastidão árida,
em acreditar que o reencontro existe,
que o que partiu pode renascer
no calor de um olhar,
na coragem de um abraço,
na eternidade de um instante.
O deserto não é vazio,
é palco da espera,
é testemunha da fé que resiste.
E a porta aberta,
mesmo sem retorno,
é a prova viva de que amar
é nunca desistir de esperar.
“O passado, por vezes, bate à porta para nos confrontar. Acolha-o com gentileza: ele ignora as tempestades que você atravessou para permanecer de pé no agora.” - Leonardo Azevedo.
Fim de Semana em Silêncio
Chega a sexta, e com ela o peso,
da porta que fecho, do mundo que esqueço.
Meu lar se torna prisão e abrigo,
me recolho do mundo, só eu comigo.
Não há mais brilho nas ruas lá fora,
nem vontades que me tirem agora.
Não é preguiça, é cansaço da alma,
um torpor que me cerca, que tira a calma.
Os dias correm vazios, iguais,
de sábado a domingo, não saio jamais.
E não é solidão que me dói mais fundo,
é o medo de amar de novo este mundo.
Porque tentei… e no amor me perdi,
me doei demais e por dentro parti.
Tranquei o peito com dor e desgosto,
e joguei fora a chave no lugar mais remoto.
Na fossa abissal dos meus pesadelos,
onde até eu temo olhar os espelhos.
A chave se foi — e com ela a razão
de abrir novamente o meu coração.
Não quero outro alguém, seria traição,
oferecer um peito cheio de ilusão.
Seria injusto, cruel, devastador,
dar migalhas a quem merece amor.
E assim passam meus fins de semana,
em silêncio, em sombras, em dor que emana.
Na segunda eu volto ao mundo, ao labor,
com um sorriso vazio… e um peito sem cor.
Sedutor e leve
Que o amor venha
Bata na minha porta,
Preencha o infinito,
Mas me arrepia por dentro.
Seja leve como as neblinas,
Amanhecendo e anoitecendo,
Tocando o coração,
E que me faça errar as batidas do coração.
No olho, me acalma.
Mas me traga felicidade,
Um aperto inigualável,
E um amor de fim de tarde.
Que o amor seja sedutor,
Elevando as neblinas em dias chuvosos,
Ensolarado, radiante,
Fazendo eu me arriscar.
Como pinturas,
Fotografias em álbuns,
Fotos colecionadas,
Lembrança de um futuro.
Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.
Não aceito laço pela metade,
nem coração com porta aberta.
Onde entra um terceiro, sai a verdade,
e a alma sente que não é certa.
O caminho estreito é perseverar através das pressões da vida, mas quando passar pela porta, entraremos numa nova etapa de vitórias.
Quando a ansiedade bater à minha porta, eu abro a BÍBLIA e deixo a felicidade entrar no meu coração.
Toda tentação tem o hábito de voltar constantemente à porta de sua consciência para lhe oferecer os melhores prazeres, as oportunidades mais calorosas e a satisfação imediata de ver cumpridos os seus segredos e as suas paixões; porém, se deixar que o próximo descubra, revele e espalhe as suas más escolhas e péssimas intenções, é possível que a sua queda venha imediatamente acompanhada de perdas, vergonhas e sofrimentos.
