Porque você Mentiu pra Mim
Para mim todos os nossos momentos são sagrados, por isso os guardo com carinho no relicário do coração.
Saudade é amor que fica.
Você se foi
e levou um pedaço gigantesco de mim…
um desses que não se recompõe fácil.
Mas o amor
você esqueceu.
E ele ficou aqui,
ocupando tudo,
transbordando nos silêncios,
me atravessando nos dias mais comuns.
É por isso que eu morro de saudade.
Porque o que ficou
não foi pouco.
Ficou o que mais pesa,
o que não passa,
o que insiste em existir
mesmo depois da sua partida.
E eu escrevo
não para esquecer,
mas para dar lugar
ao que ainda vive em mim.
Aos meus pais 🤍
Deus, se não for para mim, tira de mim esse querer.
Se a minha vontade não estiver alinhada à Tua, por que permitir em mim um desejo em vão?
Quero seguir a Tua vontade e os Teus propósitos para a minha vida. Se estás a me preparar, não permitas que nada me desvie do Teu chamado nem do destino que me reservas.
Socorre-me, meu Senhor. Que a Tua graça, a Tua bondade e a Tua misericórdia me alcancem antes que eu me perca em meus próprios desejos.
Se for Teu, confirma.
Se não for, aquieta meu coração.
Mas, acima de tudo, não me deixes caminhar longe de Ti.
Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.
Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.
Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.
Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.
Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.
Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.
Olha pra mim.
Olha para o que me tornei ao longo desses três anos. Não para alguma versão antiga de mim, nem para expectativas guardadas em alguma gaveta do passado. Olha pra mim, agora. Nos meus olhos. No que existe diante de você.
Percorre com calma a textura do que venho me tornando. Passa os olhos pelo meu corpo, pelo meu semblante… e não se assusta.
Quero que me decifre. E eu não tenho dificultado a tua leitura. Estou aqui, me revelando inteira, com falhas, cicatrizes, vulnerabilidades e verdades que nunca souberam mais se esconder.
Olha pra mim.
Entra pelos meus olhos e percebe o que a tua ausência causou em mim. Tenho queimado por ti em silêncio há tanto tempo… Me toca, não só com os olhos.
Olha pra mim e vê se consegue enxergar o tamanho do que te guardei, de tudo o que ficou aqui, apertado no peito, esperando um lugar para existir.
Estende as tuas mãos e me puxa pra junto de você. Me sacode. Baila comigo. Me faz sentir que ainda existe espaço para nós em algum canto do teu caos.
Olha pra mim e vê se consegue se enxergar, nem que seja um pouco, ao meu lado… nos teus sonhos, nas tuas vontades, nos teus dias distraídos.
Vê se eu caibo aí, nessa tua bagunça bonita. Me encaixa. Me ajeita. Ou simplesmente me permita encontrar abrigo em ti.
Mas, antes de tudo… olha pra mim.
As promessas que fiz a mim mesmo são mapas abandonados. Volto a eles como quem revisita cartas antigas no sótão. Algumas estão amareladas, outras rasgadas de tanto uso. Reescrevo o que consigo e jogo o resto para fora da casa. Porque prometer é também aprender a perdoar as próprias falhas.
Carrego dentro de mim um universo escondido, com constelações feitas de medos, sonhos e lembranças, nem sempre brilham, mas sempre existem, e nas noites mais escuras é deles que tiro direção, meu céu interno nunca me abandonou.
A beleza, para mim, tem textura de memória antiga. Não brilha como notícia, mas como utensílio bem usado. Os objetos bem amados enchem a casa de sentido. E a simplicidade neles é dignidade. Viver é rodear-se de coisas que contam nossa história.
Me definir, não cabe à mim.
Mas com palavras próprias, posso afirmar que sou o q sou por ser determinado, íntegro, consistente, realista, direto, sem medo. Sou o tipo q arrisca mesmo sabendo q o final pode "dar merda". Não fôra por isso, jamais aprenderia. Sim... jamais aprenderia.
Pra aprender em sua totalidade, tem q haver o erro. Com o erro surge a correção; com a correção, busco o aperfeiçoamento; com o aperfeiçoamento, adquiro a REALIZAÇÃO.
E, assim, busco constantemente minha auto reciclagem para q não me advenha o comodismo e a satisfação do conformismo.
Me defino como batalhador, guerreiro, medroso - as vezes - mas o medo tbm faz parte. Dele precisamos para que tenhamos coragem... uma coisa leva à outra.
Funciona como uma cadeia alimentar. E dessa forma, tenho adquirido experiências convictas e frustrantes. As convictas são em maior quantidade. As frustrantes são pedras que ficam no caminho... Pedras essas que me ensinam o caminho de volta, caso eu me arrependa ou me perca...
No final das contas, mudo-me conforme à situação e me adapto com facilidade às circunstâncias. Porém, sigo meu conceito ético da confiança mútua e respeito aos que me cercam.
Me chamem de METAMORFOSE
A natureza para mim é resumida numa palavra apenas: Harmonia. Nem sempre estamos dispostos para aprender com ela. Está aqui, em todo lugar, porém, bastando apenas a nossa boa vontade .
"O 'quero focar em mim' geralmente esconde o fato de que a pessoa já estava focada em qualquer outra coisa, menos no 'nós' que vocês construíram."
"Quem vive para ser vitrine acaba sem teto. Escolhi morar dentro de mim, onde a paz é a única lei e a validação externa não paga o aluguel."
"Sem medo, sem filtros. O amor para mim não é idealizado, é vivido: o que é imaturo é breve, o que é infinito não conhece fim."
Hoje não estou muito bem.
Há um barulho dentro de mim que ninguém ouve. Por fora, tudo parece seguir seu curso. Por dentro, os pensamentos se atropelam, as lembranças se misturam e o coração tenta organizar um caos que não cabe em palavras.
Carrego o peso de tudo o que precisei esconder. Das emoções que foram empurradas para as gavetas da alma porque não havia tempo para senti-las. Das sombras que aprenderam a morar em silêncio, atrás de portas que eu mesma fechei para conseguir continuar.
A noite sempre parece saber onde essas portas estão.
O frio toca o que passei o dia tentando aquecer. E, enquanto o mundo desacelera, minha mente percorre corredores que eu gostaria de evitar. Luto para manter tudo em equilíbrio, porque hoje não posso me permitir cair. Há responsabilidades, há caminhos que ainda precisam ser percorridos.
Mas sentir não pede licença.
Mesmo tentando seguir, eu sinto. Sinto o peso, o vazio, a exaustão de quem passou tanto tempo sustentando o próprio mundo que já nem sabe mais como descansar.
Talvez amanhã tudo pareça um pouco mais leve. Hoje, porém, só consigo admitir que existe uma batalha silenciosa acontecendo dentro de mim.
E, mesmo cansada, continuo caminhando.
"Eu gosto de quem tem atitude. Para mim, atitude é ir ao encontro da provisão de Deus.!
☆Haredita Angel
Não gosto de amores curtos, baratos, inventados, fantasiados...
Amor prá mim é cair na chuva até encharcar-se!
☆Haredita Angel
