Porque você Mentiu pra Mim
Não perca o seu tempo tentando encontrar uma pessoa "normal" em mim.
Eu falo com os doguinhos da rua.
😜
Você me feriu, e agora tenta se arrepender.
Você consumiu o que havia de melhor em mim, destroçou minha mente e envenenou minha vida.
Jogando-me contra a parede, impôs sua lógica, e eu, sob a pressão psicológica, cedia, me desfazia.
Nosso mundo está frio, sem vida, depressivo.
Mas não há mais volta, nem redenção.
Estou exausta de permanecer nesse chão gelado, esperando por uma mudança que nunca virá.
Acreditei em cada palavra que você proferiu, mesmo misturando mentiras e verdades para me manipular.
Chega! Preciso tomar as rédeas da minha vida,
Recuperar minha identidade, minha liberdade.
Mas a confiança em mim mesma se perdeu — evaporou no ciclo de desrespeito que você criou.
A mesma cena se repete na minha mente, um filme que já sei o final.
Não vejo mudança em você, e a nossa música, que antes era consolo, agora me sufoca.
Isso precisa parar! Não dá mais para ficar presa nesse vício,
Nessa relação vazia onde você me destrói aos poucos.
Você me faz sentir errada, como se a culpa fosse minha,
Uma manipuladora verdade que eu deveria ter enxergado antes.
Agora sei: isso não é amor.
Dói admitir isso em voz alta, mas é a verdade.
Tenho vergonha desse segredo — dessa relação doentia,
Onde vivo sob o teto do meu próprio inimigo.
Preciso renunciar, romper com essa prisão que você criou.
Você controla até o peso da minha existência,
Sempre dizendo: “Cuidar para não se perder”.
Mas fui eu quem deixou isso acontecer.
Dei espaço para você me desmontar, peça por peça,
Até que não sobrasse nada em mim para me salvar.
Eu deveria ter gritado, mandado você se ferrar!
Deveria ter transformado minha dor em versos,
Pois minha sina é meu manifesto.
Agora estou aqui, decidida: você ou minha autoestima.
A pergunta é: qual dos dois será destruído primeiro?
Seus encantos são feitos de mentiras doces, mas a decisão final nunca será sua.
Dessa vez, o jogo será meu.
Hoje resolvi ir atrás da poesia...
A tanto abandonada por mim, mas sempre presente no meu ser.
Lá estava ela, a minha espera, com um banquete de inspiração, de graça!!!
Como diz Ney Mato Grosso “meu sangue latino”, este sangue latino é assim mesmo, quer inspiração para viver, quer desabafar, quer se encontrar, quer ser!!!
A poesia é amiga antiga, esta em tudo e está em nada, está onde os “olhos podem ver e os ouvidos ouvirem”.
Estar na sua presença é sinônimo de plenitude de vida.
"Quer saber mais sobre mim, olhe as estrelas do céu, o infinito do universo, visível aos olhos, inalcançável aos dedos e com meus mistérios cravados na alma..."
Desgosto
A escuridão se tornou parte de mim.
Eu não entendo mais as coisas dentro de mim.
Eu me afundo cada vez mais no abismo.
Eu me sinto presa.
Quando aquele sentimento chega,
Eu não posso realizar meu desejo.
Não tem como fugir.
Eles não estão me ajudando.
O que resta são os vídeos.
Cada vídeo aberto,
Sinto um calor em mim.
Por que isso é bom?
Quando vejo meus dedos estão encharcados.
"Só mais um dedo"
Isso dói, mas é bom.
Nojo.
Meu único sentimento após isso.
Não é novidade...
Não odeio o mar
porque uma onda me arrastou
para longe de mim.
Nas marés que vêm e vão,
aprendi a nadar.
Devolvo-te o apelido de pássaro,
mas não fecho o céu.
Há asas que ainda merecem
o desenho do vento,
e o nome que era nosso
não mancha o silêncio.
No fim, resta a calma,
um suspiro que se faz espaço.
O que ficou não pesa,
é só memória,
sem dor.
A luz que sobra
é o que preciso agora.
A natureza incerta de tudo cultivou em mim resistência a uma crença maior que me tirasse do papel de ser breve, material e fortuito. Até que compreendi que tomar algo como verdade é uma forma de mitigar a exaustão de uma existência tão probabilística, não torná-la certeira.
Acho que é no estômago que a saudade acontece em mim.
Nada preenche, e no entanto tudo estufa.
É a presença atrofiada de ti, no passado e no agora que durará para sempre.
Que eu seja luz e amparo para todos que de mim precisarem. E que a paz que carrego sirva de abrigo aos irmãos de alma que, por ventura, se perderem ao longo da jornada.
Sinto brotar em mim um vazio imenso,
Não qualquer vazio, mas algo tão intenso.
Não sei explicar, mas não dá pra esquecer,
Desde cedo aprendi o que é não viver.
Sonhava em crescer e ter liberdade,
Acreditava que isso traria felicidade.
Mas hoje, cansado, só tento lembrar
Do brilho nos lábios que costumava me encantar.
Me esforço pra rir, mas tudo parece fugir,
Já não sei como é, de verdade, sorrir.
A vida segue, mas parece tão vazia,
Será que algum dia vivi essa alegria?
Ainda assim, sigo tentando buscar,
Alguma razão pra voltar a alegrar.
E percebo que a felicidade não se perdeu,
Só estava esquecida, e não desapareceu.
O vazio me cerca, insiste em ficar,
Mas não vou deixar minha vontade escapar.
Deixo aqui essa ideia pra refletir:
Somos tristes ou esquecemos como sorrir?
