Porque sou assim
ASSIM SOU EU
Sou tempestade
Não tenho hora para chegar
Me darramo aqui ou acolá
Sou cura e veneno
Provoco suores
Lágrimas
Arrepios
Arranco suspiros
Sou vento sem morada
Nada deixo no lugar
Tiro pedaços
Te viro no avesso
Sou bússola sem ponteiro
Trem sem maquinista
Te tomo por inteiro
Não preciso do sim ou do não
Tiro o juízo e a razão
Muito prazer!
Me chamo paixão.
Elis Barroso
Sinto falta de mim.
Quem fui e nao sou mais.
Fugi, sumi,desapareci.
Assim...
Esqueci...
Cansei...
Desencantei...
Quero voltar mas não sei mais.
Quero ficar mas não consigo.
Queri estar mas ja não sou eu.
Melhor ir do que ficar assim.
E como nos definir??? Eu sou eu, assim... um ser sem definição, não comparável a qualquer outro!!! Não há como definir sentimentos, emoções, desejos ... e isso tudo faz com que eu seja EU, um ser a procura de ser!!!
Eu sou assim:forte como uma leoa e frágil como a borboleta.A palavra desistir não faz parte do meu vocabulário.Sou teimosa e persistente;recuar quando preciso,desistir nunca.Como leoa defendo os que amo dos predadores,e borboleta quando deixo toda a emoção fluir em forma de amor,carinho e afeto.Assim sou eu,mulher, mãe,amiga e companheira.
Sou assim, exclusivista,
Eu gosto tanto, tanto, de você
que não gosto que as outras pessoas gostam.
Meu amor é assim,
exclusivo...
cuidadoso...
zeloso..
..
FERA
Assim sou eu
Bela donzela
Vestida de Bela
No corpo de Fera
A esperar o tempo passar
Estou a me fazer
De Fera
Bela Donzela
Que é o que faz de mim
A tarantela da vida
Queria, sim, ser Fera
Vestida de Bela
E esquecer a donzela
Que um dia eu fui
Porque nasci Fera...
Esqueço então
Todas as mazelas
E viro o que sou:
Bicho do mato
Onça que avança
Leoa que mata
Cobra que aperta
E depois nada quer...
“Sou fera, sou bicho
Sou anjo
E sou e sou mulher.”
me entrego à natureza de Deus
sou assim tão pequena
como um simples adeus
sou assim tão efêmera
como a passagem do vento
sou assim tão poética
como a folha de um poema
sou assim tão verdadeira
como a flor da laranjeira
sou assim tão presente
como a saudade que dói
do amor ausente que destrói
minha ousada mente
que o pensamento corrói
e o lindo sentimento
que a emoção no peito constrói
uma ponte
um elo
uma ligação
com o céu
com o Alto
em oração agradeço
pela parte que me toca
meu coracao retoca
a beleza da passagem
para o plano espiritual
e minh'alma invoca
a paz do amor fraternal!!!
Na verdade eu não sou tão forte assim… Eu vou me fortalecendo no caminho. Errando e acertando. Às vezes até mais errando do que acertando, mas sempre me permitindo evoluir, tentar, seguir…
Assim como muito ainda não se sabem sobre a imensidão do mar, sou eu quando questiono minhas idéias e ideais.
Muito ainda desconheço!
O mais frustrante em gostar de escrever, é saber que nem tudo o que escrevo é entendido ou mesmo compreendido.
Então... Escrevo, leio o contexto das palavras que muito dizem sobre minhas ânsias, vivências e sentimentos ...e simplesmente deixo os textos e pensamentos à deriva e inertes.
Escrever traz um alívio momentâneo, afinal descrevo algumas das palavras não ditas nas linhas de meu caderno, mas isso não siginifica que a proporção delas diminuem ou amenizam.
Pelo contrário!
De repente posso ver o quão intensa sou.
De repente posso ver o quão falha sou.
De repente posso ver o quão barulhenta são as palavras, quando o lápis percorre vagarosamente o papel.
Então, assim como muito ainda não se sabem sobre a imensidão do mar, muito ainda desconheço sobre eu mesma.
Há pessoas que se rotulam: sou assim e ponto final!
Quem o convenceu de que é assim? De que tem de ser assim?
Quem o persuadiu de que esse seu comportamento é fruto de sua origem? Que está em seu DNA não conseguir o outro respeitar?
Quem o levou a acreditar que é incapaz de amar?
E você está convicto disso, não é?
Você está con... vencido... vencido!
E agora está triste, profundamente triste...
percebeu que foi enganado - no fundo, na superfície, em qualquer lugar de você, percebeu que há um ser amado -
percebeu que só quer amar e ser amado, respeitar e ser respeitado...
Ah! Rótulo é coisa de mercadoria, medicamento, refrigerante.... (o dicionário garante)
...e ponto final!
- Eu não choro tão fácil assim, sou um
pouco melancolico mas prendo esse meu
choro e sustento a minha voz. Se eu chorar
é no meu quarto trancado pra que apenas o
meu suspiro de agonia emocional, alivie e
depois um sorriso apareça contornando
meu rosto minha feição muda e só assim
apareço ao mundo pra que todos me vejam
que não chorei!
Gosto de dormir até tarde, sou preguiçoso — mas ainda assim, ninguém me supera.
Tudo que você faz, eu também posso fazer.
E se for com dedicação, Fasso mil vezes melhor.
Estude o seu inimigo, porque assim ele não terá outro além de você.
No fim, todos saberão quem ele é:
o reflexo do que nunca conseguiu ser.
Ao longo da vida, descobri que sou uma pessoa independente, mas que ainda assim preciso de alguém ao meu lado.
Poema do solito.
Sou assim, tenho muy pouco,
por sinal, quase nada;
me basta uma payada
num galpão ao anoitecer,
vendo uma estrela se perder,
quase se apagar na coxilha.
Eu, deitado na encilha,
com cheiro do colorado,
o candeeiro enfumaçado,
pendurado no travessão,
que sustenta a velha quincha,
apertada como sincha
na coberta do galpão.
Minha cama é um catre,
pelego é o meu colchão;
e nas noites de invernada
tenho a alma abrigada
e amadrinhada no xergão.
Por vezes, no imaginário,
nessa coisa de solidão,
penso em outros tempos
enquanto sopra o vento,
assoviando no oitão.
Nesse silêncio velado
de campo e alambrado,
quase no fim da pampa,
donde o gaúcho é estampa
que mantém a tradição.
Quis assim o destino:
que eu, paisano e fronteiriço,
índio, guasca mestiço,
fosse guardião destas terras.
A tropilha, o gado que berra,
o tarrã no banhado,
o quero-quero entonado
no ofício de posteiro,
desconfiado do orneiro
que segue barreando o ninho,
pra não terminar sozinho
igual este rude peão.
Não quis china nem cria,
mas me contento solito:
companheiro, o mate, o pito
e o colorado que fiz pra mim.
Enfrenei, domei e, por fim,
vivo nele enfurquilhado.
Às vezes vou ao povoado
ou no bolicho da ramada,
onde se junta a indiada
pra carpeta, algum bichinho…
E o meu pingo, ao relincho,
me espera na madrugada.
Renato Jaguarão
Quando estou triste, eu vivo um personagem, fantasiando mentiras sobre mim. Assim, esqueço quem sou eu. Enquanto a vida vai passando.
Não sou Diógenes e mesmo assim saio a procurar um homem íntegro, um só, apenas um, em qualquer lugar, mas não o encontro nem quando procuro na frente do espelho.
Tenho duas certezas nessa vida. A primeira é que não sou perfeito. A segunda é que, mesmo assim, eu sou o único que pode te fazer feliz.
