Porque sou assim
Sou um ser humano forte nas tentativas de acerto, mas frágil na aceitação dos meus erros. Porém, continuo lutando para ser cada dia melhor.
Descobri que para me tornar cada dia mais humana, devo reconhecer que não sou perfeita, aceitar que cometo erros e ainda assim continuar me amando!
Ser Muito
Dizem que sou muito. Que sou demais. Que transbordo sentimento. Como se houvesse um limite para sentir, como se fosse possível medir o que pulsa dentro de mim. Não sei ser pouco, não sei ser metade. Minha essência é excesso, intensidade, entrega.
Eu sinto fundo, amo inteiro, desejo com a alma. Não me contento com rascunhos de sentimentos, com migalhas de presença, com o morno das emoções rasas. E sei que isso assusta. Sei que, para alguns, sou tempestade quando esperavam brisa. Mas não sei ser menos.
Quem quiser ficar, que fique por inteiro. Quem quiser amar, que ame sem medo. Porque dentro de mim, o sentir nunca será um fio de água. Será sempre mar.
Pele de História
Sou tinta, sou tempo, sou grito, sou gente,
No peito, a memória que nunca se ausente.
No rastro do chão, no giro da dança,
Ecoa no corpo a fé e a esperança.
No som do tambor, sou força e brio,
No rio me lavo, renasço e sorrio.
Sou negro, sou canto, sou chão, sou raiz,
Sou Lambe-Sujo, sou povo feliz.
Sou Indiaroba, sou brilho no olhar,
A resistência que insiste em ficar.
Minhas lentes capturam o tempo e a cor,
Sou memória viva, sou força, sou dor.
Não sei quem sou. E não saber quem sou me instiga e me faz querer desvendar todos os mistérios ocultos em mim.
Sou mesmo um caso perdido, pois embora eu tenha tomado todas as precauções, frequentemente tenho uma horrível incontinência para o amor...
A Força no Meio das Interrupções – Resiliência Entre Cada Pausa
Em muitos momentos, sou forçada a pausar. A vida, com suas adversidades e desafios emocionais, às vezes exige uma parada, e isso, muitas vezes, gera em mim um sentimento de insegurança. Não pela pausa em si, mas pela sensação de estar interrompendo algo que é tão meu, tão profundo, que parece difícil retomar. Mas com o tempo, aprendi que cada pausa não é um retrocesso. Ao contrário, é uma forma de me permitir respirar, refletir e reencontrar minha força, mesmo quando o caminho parece escuro ou distante.
Essa insegurança que surge em mim é real, mas também é passageira. Sei que, por mais difíceis que sejam os momentos de interrupção, sempre há um retorno. O retorno à minha essência, ao que realmente importa, àquilo que me move. Porque mesmo nas pausas, a paixão continua, silenciosa, mas presente. E, ao olhar para trás, percebo que o que parecia ser um obstáculo, na verdade, foi um espaço necessário para que eu me reconectasse com a minha força.
Agora, mesmo com essas interrupções, estou pronta para continuar a jornada. Estou pronta para seguir em direção ao que realmente me faz brilhar: minha paixão por Indiaroba, pela minha cultura, pela minha história e pela beleza que encontro em cada canto deste lugar. A insegurança que surge ao longo do caminho não apaga o brilho daquilo que me move, mas me ensina a caminhar com mais sabedoria, com mais leveza e, principalmente, com mais coragem.
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Eu sou ateu mais tenho bom coração, a maior burrice do ser humano é crer em algo que jamais viu em suas vidas, do que adianta ser cristão e não ter sentimentos abusando e aprontando com sua própria especie e semelhantes.
" Sou daqueles que, se você não fizer 36 polichinelos na minha frente, com uma placa “eu gosto de você” pendurada balançando no pescoço, jamais terei certeza. "
Viva e deixe viver é a pedra fundamental da minha vida. Eu sou essencialmente um anarquista – não dá pra se confiar em pessoas, sabia? Se você desse para todos do mundo a mesma quantidade de dinheiro amanhã, em duas semanas alguém em algum lugar estaria com a maioria desse dinheiro.
Eu tô em minha casa, me sinto sozinho
Eu sou um estranho no ninho
Escravo do que sinto
O amor não faz nenhum sentido
O grande professor indiano Nisargadatta Maharaj disse uma vez: “A sabedoria me diz que não sou nada. O amor me diz que sou tudo. Entre os dois, minha vida flui”. “Não sou nada” não significa que há uma árida terra de ninguém interior. Mas sim que, com estado desperto, estamos abertos para um espaço limpo, desimpedido, sem centro ou periferia — em nada separado.
Se somos nada, não há realmente nada para servir como barreira para nossa ilimitada expressão do amor. Sendo nada, assim, também somos, inevitavelmente, tudo. “Tudo” não significa auto-engrandecimento, mas um reconhecimento decisivo de interconexão; não somos separados.
Tanto o espaço limpo e aberto do “nada” quando a interdependência de “tudo” nos desperta para nossa verdadeira natureza. Essa é a verdade que tocamos quando meditamos, um sentido de unidade além do sofrimento. Está sempre presente; precisamos, meramente, ser capazes de acessá-lo.
Tem gente que não gosta do meu otimismo, mas eu sou corintiano, católico, brasileiro e ainda sou presidente do país. Como eu poderia não ser otimista?
Palavras são inúteis. Posso seguir meu caminho em silêncio.
Meu merecimento? Sou eu quem faz.
O medo já deixei para trás. Alguns sonhos também. Não importa, vou buscar outros.
Meu passo leve não deixa pegadas. Você poderá até encontrar algumas lágrimas por onde passei.
A energia de minha alegria? Que insisto em distribuir por onde passo? Ah! Essa sim mostra por onde estive.
Ser livre não é escolher um novo rumo a cada nascer do sol. Ser livre é poder desfazer os laços que me impedem de chegar aonde quero.
Mas em certos momentos é preciso se armar: carrego sempre uma aquarela. De repente, se a verdade se mostrar ‘nua e crua’, poderei ao menos deixá-la mais colorida.
