Porque sou assim
Nos lábios do vazio eu sou o beijo. Nos olhos do passado eu sou o choro. Nas mãos da saudade sou o adeus.
Dizem que acabou a escravidão,
mas estão muito enganados.
Eu sou o teu servo, o teu criado
e passo a vida escravizado,
acorrentado ao teu coração.
Eu sou o Tempo...
O tempo as vezes e algo interessante, passa em um piscar de olhos...
Trás e leva tudo constantemente, nem sempre é justo... ou é? ...
Temos a má prática de imputar a ele nossas responsabilidades...
De abrir ou fechar portas...
Normalmente os imputados nossas frustrações...
Mas ele é o tempo... qual o seu real papel? ...
Não era o de levar ou trazer? ...
Eu o tempo segui o caminho que me pediste...
Suas indecisões ou decisões...
São e serão somente tuas...
Inclusive as consequências...
Me pediste o erro e eu vos trouxe...
Me pediste amor ...
Te entreguei...
Mas será que sou realmente responsável pelas portas que abriste ou fechaste...
Não atribua a mim suas desilusões...
Eu sou o tempo...
Em minha mente o tempo parou para algumas coisas e ainda sou capaz de sentir tua presença marcante, teu cheiro e tua alegria. Nem mesmo a distância fez com que apagasse aquele cantinho do coração em que você está!
Não eu não sou um simples pobre coitado, me respeite pois eu sou é tambem ja fui amado.
Você não sabe o que tenho em mente não me olhe assim eu não uso lente, saiba que você e meu alvo nesse exato tempo presente.
não tente me julgar pelo meu joelho pois saiba eu sou ligeiro em meus sentimentos como um branco coelho, olhe no meu olho e ai sim vera um letreiro que mostra seu leigo rosto meigo.
Se me disseres que sou sua opção
De seguirmos juntos pela vida
De mãos dadas, ombro a ombro
Compartilhando ideias e sentimentos
Direi-te, sem pestanejar, de pronto:
"Faremos muito mais que isso"
Pois, a estrada que escolheremos
Trará oscilações, jamais decepções
eu não sou ninguém.
vazio.
um bando de moléculas e células
e sentimentos.
um bando de palavras e silêncios
e sentimentos.
um bando de inseguranças e desejos
e sentimentos.
eu não sou ninguém,
quem deras fosse
ou melhor
antes fosse.
caducidade do cão
caduco opaco
parado
e turvo.
solta-lhe as amarras.
o cão que não é nada,
ou um bando de coisas,
que só sente.
Que saudade
Como me dói a sua partida,
Quanto partido está meu coração
Eu sou aquela bagagem
Que não coube dentro do busão
Julga me como quiseres, não me preocupo com rasas opiniões! Sou o construto de toda uma vida, feita por mergulhos profundos em alguns corações! De tudo que vivo muito aproveito, de tudo que falam muita coisa rejeito. Busco apenas ser feliz com minhas qualidades e defeitos, ciente que nesse mundo tão grande não existem seres humanos perfeitos!
Eu prefiro ser o que sou para poucos o tempo todo do que ser aquilo que querem que eu seja por determinado tempo!
Ah! Mar amar! Quero o poder de amar, ver a beleza do mar e navegar! Sou um barquinho soltinho nesse mar! Como é bom te amar! Adoro o mar e te amar são duas coisas infinitas, bonitas e benditas!
Sou a pessoa que eleva o volume e tapa os ouvidos!
Aquela que vê, mas não observa!
O retrato de ninguém.
O absoluto nada, o inexistente
Porém, existo ardentemente!
Mantenha-se real!
Não perca a coroa de pesares!
Seja nobre!
Conquiste!
Mas insisto em permanecer onde não há vida e tudo não existe!
Sou tudo e no fim nada me resta.
Humano e desumano.
Animal e consciência.
Fome e fartura.
Abundância de alma e escassez de espirito.
O próprio desejo e a indiferença.
A estética do imperfeito.
A gravidade que flutua.
A felicidade e a miséria.
A justiça que aprisiona o condenado!
Também sou o condenado!
A variedade da exclusividade.
O contexto belo do desamor no incompreensível.
A grandeza.
Imensidão.
O vazio!
A forja e o ferro moldado.
Vagueio dentre lágrima ao oceano.
O belo e o feio.
Um deserto na água.
A dor existente dentre a paz.
Sou vida, mas também sei morrer!
Eu sou aquele rascunho de livro feito a lápis, sempre pronto a apagar tudo e fazer uma nova história.
