Porque sou assim
Se ao ouvir as falas desprovidas e MESMO assim continuar resistindo à crueldade do agente e na convivência, certamente, o seu AMOR próprio está com a síndrome da escassez!
Hoje não é somente OUTRO dia!
Considere-o como um grande tesouro e, assim, tudo irá repercutir com significância!
Encontramos pessoas em locais inadequados ao que são!
Simples assim!... o carnaval finda e as máscaras caem!
"Em um dilema de amor impropério,
Indecoroso e tão desairoso,
Mas ainda assim, é o meu néctar, o meu ópio"
Apareceu aqui na Pousada Casa do Sandrinho Hospedagem Conservatória
É a primeira vez...
Que assim eu vejo...
Um Alma-de-gato...
Alma-de-caboclo...
Tão bonito...
Aqui apareceu...
Tal qual Alma-perdida...
Meia-pataca...
Uma Maria-caraíba...
De Pato-pataca...
Com Rabo-de-palha...
Cheio de Picumã...
Queria Oraca...
Prestei atenção...
No Rabo-de-escrivão...
Fazendo Piá-ribolanga...
Fazendo Crocoió...
Com meu Chincoã...
Será que era de algum clã?
Pecuã...
Uirapagé...
Feliz da vida...
Comendo inseto...
Em meu pé...
Fiquei quietinho...
Bem espertinho...
Tirando foto do Atinguaçu...
Que de galho em galho pulava..
Um Titicuã...
Procurando Atibaçu...
Não encontrou o Coã...
Não cantou o Tincoã...
Só me restou o Atingaú...
No pedaço de pau...
Solitário afinal...
Sandro Paschoal Nogueira
#ALHEIA
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém...
Assim não se sabe nunca o que para o próximo convém...
Se você bebe água pela mão alheia...
Vai acabar morrendo de sede...
O mal você se presenteia...
A única coisa que posso te dizer, é que Deus faz caminhos onde não há...
Se a Ele, de alma, se entregar...
Não ponho meu destino a prova...
O que é certo me vai chegar...
Muitas vezes, nós vivemos dependentes de nós mesmos...
Não enfrentamos nossos medos...
Que nunca nos falte o ânimo pra nos levantar...
Que nunca percamos a coragem pra prosseguir e a fé pra confiar...
Não sou escravo de nada nem de ninguém...
O importante é aprender a grande lição...
Se as tristezas que nos congelem a alma...
Resolverem fazer moradia em seu coração...
Faça uma pausa...
E procure bem dentro de si...
O que um dia...
Lhe fez muito sorrir...
Não seja luz dos outros...
Seja luz para você...
Somente se amando...
Que vai compreender...
Tudo é tão pequeno...
Nessa grande imensidão...
Só o amor é grande...
E só ele nos leva ao Criador...
Para conhecer...
Seu perdão...
Sandro Paschoal Nogueira
#ENTREGA
Perfume da vida...
Que chega sem avisar...
Tão rápido assim...
Transcendendo no tempo...
Logo se aprende a amar...
Dá-se adeus a solidão...
E desejos loucos ocupam nossos momentos...
De improviso...
Toma nosso coração...
Sonhos ganham beleza...
Alimenta a esperança...
A gente volta a ser criança...
Felicidade brota no peito...
E às vezes meio sem jeito...
Ficamos sem ar...
Não apenas um dia...
Mas todos os dias...
Tudo tem mais luz...
Tudo tem mais alegria...
Como água que brota das fontes...
Magia que se pronuncia...
Novos horizontes...
Nossa alma fica mais bonita...
A intenção é estreitar...
Os laços que vem pelo caminho...
Tudo na vida tem que saber a hora...
Na entrega ou na recusa...
De um carinho...
De onde eu venho...
Procuro a solução para sempre continuar...
Em tantas vezes que amei...
Nem em todas me entreguei...
Mas afirmo com certeza...
Sou feliz...
E sempre serei...
Sandro Paschoal Nogueira
#ALVORECER
Hoje acordei com saudades de mim...
Estranho não é?
Sentir-se assim...
Do céu desceu um anjo...
Convidando-me para dançar...
Eu não me sentia...
Nem falava tão pouco...
As folhas de minhas jabuticabeiras...
Soltam-se também bailando...
Perfume de flor de laranjeiras...
Pássaros voando...
Enquanto o sol se erguia...
Entreguei-me a bailar...
Tão longe eu ouvia...
A vida despertar...
Com sede e evidente desejo...
Respirei profundo a cor e a luz...
Do anjo um beijo roubado...
Surpresa de amor...
Que me conduz...
O que levamos dessa vida...
É a sensação que renova a gente...
Cumplicidade que me dá asas...
Oscilando entre mostrar
e esconder...
Tranças de tempo e realidade...
Risos de felicidade...
Pura sensualidade...
Assim viver...
Quantos "nunca mais" ancoraram em nosso cais...
Agora, uma nova hora...
Um novo horizonte...
Na esperança de mais sonhar...
De mais querer...
Nesse alvorecer...
Sorrio...
Beijo o vento...
Vou vivendo...
Sandro Paschoal Nogueira
#PÚRPURA
Em um desejo meu...
Cor mística igual minha alma...
De cor púrpura...
Mostro-me assim agora...
Com risadas de loucura...
Conto esta crônica encantada...
Tinjo cabelos antes prata...
Mostro-me assim agora...
Que tudo que não tem nome...
Quiçá bem definido...
Que revele sua magia...
No que agora sinto...
Abro a janela visando o jardim...
Caminho sobre as estrelas...
Tão simples assim...
E no grande amor oculto...
Só o vento testemunha...
Um grande amor que é mudo...
Porque quem não se declara...
Parece que não há mais nada...
Como não existisse amanhã...
Memória desamparada...
Púrpura...
Mostro-me assim agora...
Só preciso mais de um sonho cantante...
Vivendo em pensamento...
Se há mais que um mundo...
Não sei como é...
Como será...
Mas que eu tenha asas púrpuras...
Para nas nuvens poder brincar...
Sandro Paschoal Nogueira
#MENINAS
São mulheres...
São meninas...
São flores no jardim...
Quis Deus fazê-las assim...
É perfume inebriante no ar...
São sorrisos lindos...
Belezas diferentes para a gente apreciar...
São levadas, são sapecas, são vaidosas...
Charmosas, carentes e amigas...
Com uma boa prosa...
A todos elas conquistam...
Nesse mundo gigante...
Feliz sou eu...
Encontrei três diamantes...
Faz o homem virar menino e voar nas asas da imaginação...
Batalham pela vida...
Sem se importar com as feridas...
Alegram qualquer coração...
E com todo carinho e respeito que digo...
Como é bom ter amigos...
Sandro Paschoal Nogueira
www.facebook.com/conservatoria.poemas
#ASSIM...
Deixem-me ver a vida...
Pelos sussurros de um anjo...
Acreditando ser tudo bem mais bonito...
Para ter meus sonhos...
Onde arde um coração em melodia...
Desse acaso em existir...
Um destino a ser cumprido...
Indecifrável jornada a seguir...
Ninguém vê minhas lágrimas mas eu choro...
E tão pouco sorrio...
Mas eu muito sonho...
Com minhas mãos à procura do Eterno...
No sopro do silêncio...
Estrelas colho...
Rolando pelo mundo...
Com os passos nas nuvens...
E os pés na terra...
Escondido no vento...
Sozinho em meu jardim...
No espelho de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
.
#ESPREITO
Por quais caminhos seguem a quem espreito olhares meus?
Bem sei que mesmo assim os desejos vagam para longe de mim...
A ilusão de agora...
Podendo crer-me livre...
Onde tenho a alma,
Sabendo que não sou?
Um passo além...
Distância a que não chego...
Trilhando estranhas sendas...
Sempre adiante...
E muito mais...
Eu não posso descobrir como é possível...
Amar sem ser amado...
Viver, sonhando acordado...
Ser consumido...
Em não te ter ao meu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poeta
Que venha o caos e a loucura...
Para que assim eu possa enxergar um outro mundo diferente dessa mentira nua...
Sei que a razão não me assiste...
Mas meu coração ainda insiste...
Em poder sonhar...
O para sempre sempre acaba...
O horizonte nunca se alcança...
Os cândidos fantasmas da esperança também choram...
E nas veredas da vida há almas que se cansam...
Houveram em minha vida uns espaços...
Onde nunca dei um passo...
E não tenho outra memória...
Do arrependimento por não ter feito...
De ter aberto o meu peito...
E de ter sonhado livre...
Dos feitos, ficam apenas as lembranças, que se tornam cada vez mais fracas...
As pessoas não vêem meu coração...
Vêem apenas meu comportamento...
Julga-me sem meu consentimento...
Baseados no que eles mesmo vão vivendo...
Não procures a marca dos meus passos...
Não encontrarás flores crescendo...
Bebei tu mesmo...
A taça de seus venenos...
Sandro Paschoal Nogueira
Escondendo a lua...
Assim se movem as nuvens nesse anoitecer...
Como se o frio fosse o maior aconchego...
As árvores tornam-se luminosas...
A chuva se derramando por praças, vielas e ruas...
E as almas mais calorosas...
Ouvindo com encanto alguém que não conheço...
Mas a mim, hoje, a mim...
Ignoro o tempo...
A felicidade jorra do meu grito...
Não há sossego de pensar nos destinos que não desvendo...
A meia-noite com vagar soa...
Sob os vaivéns da sorte...
Vozes...
Gemidos...
Também ouço lamentos...
O vento geme...
O mocho pia...
A noite...
Ah essa noite...
Tão fria...
As horas vão escorrendo lentas...
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo...
E as histórias contadas no passado...
Retornam...
Não é serenidade o que se bebe pelas ruas...
Em cada rosto, em cada olhar,
um não-sei-quê...
Representando alegrias...
Máscaras...
Alegorias...
Sob o frio incenssante...
Enquanto o mocho pia...
Sandro Paschoal Nogueira
Assim se desenterra toda a sede...
Todo o amor...
Todas as noites...
Uma a uma...
Toda a luz de cada dia...
E o meu coração que a ti espera...
Se alegra enquanto definha...
Vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Tão certo que me aperto...
Que meu mal tanto me dura...
Vou mais fora de caminho...
Sem ti vou tão deserto...
Recantos escuros, em segredo...
Atrás das sombras que me procuram...
Desiludido ainda me iludo...
No que meus olhos mais indagam...
Pelas palavras que nunca disse...
Pelos gestos que me pediste...
E com este cuidado todo...
Perco de vista o meu ser verdadeiro...
E bem sabes...
Que até me ignorando...
Sou teu...
Por inteiro...
Sandro Paschoal Nogueira
#Tocando #violino #para #o #diabo #dançar...
É assim que se sente...
Comendo e bebendo com quem vive por amaldiçoar...
A festa vai começar...
Olhares cruéis...
Disfarçados em ironias...
Palavras dúbias...
Frias...
Deita com bêbados e drogados...
Companhia vazia...
Gente que não lhe ama...
Alguns nem lhe tem cortesia...
Monotonia ? ...Duvido muito...
Falta de amor? Quem sabe?
Coração cego, surdo e mudo...
Faz tudo errado...
Ansiando pelo certo...
Em espinhos caminha...
Enquanto a vida definha...
Será que vale a pena de fato ?
Olhar por esse prisma...
Deixar de ser sensato?
Tanto sonhos jogados no lixo...
Tanto sonhos hoje esquecido...
Tanta vontade de viver...
De fazer por merecer...
Por quê?...
Tanto caminhos trilhado errado...
Tanta esquina vazia...
Única companhia...
Uma lamparina...
Na madrugada segue a lua...
Tão longe o uivo de um lobo...
Vultos lhe acompanham...
Terror noturno...
Consigo mesmo fala...
Mas não ouve...
Quem vem lá?
É o seu medo?
Sua sina...
Mau agouro...
Viver afoito...
Sorrir sem ter vontade...
Amar por engano...
Deixar se enganar...
Uma vida...
Um ano...
Ah quem lhe dera...
Poder no espelho realmente se ver...
Não só uma casca dourada...
Tempo corrói...
Está a perecer...
Ir além do reflexo...
Deixar de ter nexo...
Beijar a loucura...
Transceder...
Espírito que não quer sofrer...
Alma ao céu subir...
Tocar estrelas...
Aos pés de Deus dormir...
Em seu lugar...
Nada combina com nada...
Pura fantasia...
Mundo suspeito...
Tudo é tão esquisito...
Feche os olhos...
Sinta a verdade...
Qualquer uma...
A sua...
Pode ser...
Olhar triste...
De um tempo outrora...
Agora só lembrança...
Lá fora...
Talvez o futuro que se vislumbra...
Não seja só o vazio de uma sepultura...
Sempre tem um recomeço...
Do destino seu apreço...
Sandro Paschoal Nogueira
"-Viva eu ignorante e ignorado..."
Dizia assim o ogro...
Que não era amado...
Corpulento e desajeitado, de maus bofes e mal apresentado...
Vivia, diziam, em pântano assombrado...
Sonhar ele não sonhava...
Tinha, nas madrugadas e em horas dos dias...
Única companhia...
Eterna agonia...
Todos os olhares desviavam de sua face...
Nenhuma mão lhe era estendida...
E em total desenlace...
O ogro sofria...
Seu espírito tal qual criança perdida...
Tinha na solidão o abrigo...
Grande coração não compreendia...
O porquê daquele castigo...
Tantos belos rapazes de almas vazias...
De vidas abastadas, luxuosas e perdidas...
E ele fadado pela aparência...
Ter nessa existência...
Condenado a resiliência...
Sua única alegria...
A qual foi talhado...
Era do pântano em que morava...
Retirar do lodo em que chafurdava...
As mais belas flores que colhia...
Mas não se engane meus amigos...
O ogro também amava...
Linda donzela de aldeia vizinha...
E nas madrugadas....
Em surdina...
Sob a cumplicidade da senhora da madrugada...
A lua se escondia...
Favorecia assim...
Ao ogro do pântano...
Colher de seu jardim...
A mais bela flor...
E na escuridão que o cercava....
Cantava as mais lindas melodias...
Ofertava desse modo, junto com as flores, todo o seu amor.
A linda donzela não sabia...
Que seu pretendente era o ogro enjeitado...
Que para ela o ogro colheria...
Não só as mais belas flores da terra...
Mas que também lhe daria...
As estrelas para lhe fazer companhia...
Um dia...
Em desejo...
A donzela se escondeu...
Queria descobrir quem era seu amado...
Que no manto da escuridão...
Se apresentava...
Enfim...
Naquela noite fria...
Pela estrada prateada...
O ogro ia...
E como sempre levava em seu bojo...
Do seu amor o encanto...
As estrelas brilhavam mais que tudo...
E quando o ogro começou a cantar...
Desceram do céu para festejar...
A mais bela melodia...
A donzela pode então ver...
Que seu amado não era belo...
Mas seu coração singelo...
A encantou....
E assim termino minha história.
Acreditando no que digo....
Podemos não ser belos por fora...
Mas é na alma...
Que Deus mora...
Sandro Paschoal Nogueira
