Porque sou assim
O espaço não é coletivo, é feito de corpos celestes únicos — e assim deve ser a presença da mulher no setor espacial: individual, radiante, insubstituível.
Emoções em Estações
Assim como a primavera,
É florido e quente,
sempre se espera,
é um conforto contente.
Também é como o inverno,
tudo fica deserto,
o tempo passa devagar,
dói até cansar.
Massacrador como o verão,
uma sede sedenta sem comparação.
Que pode alegrar,
mas muito vai machucar.
“A vida é assim, cheia de altos e baixos. Mas o tempo, a hora, o destino da sua vida bate à sua porta. Só basta você escolher um caminho. Temos que arriscar mesmo com medo. Se não der certo, tenta de novo ou de outra forma. O importante é você estar fazendo seu coração sorrir. Merece a felicidade quem faz dela sua fonte de energia para viver. Agradeça por mais um dia de vida. E nunca deixe de sonhar. Às vezes os sonhos nos fazem perceber que a vida é linda se você permitir. Só depende de você. Mesmo com altos e baixos, o objetivo é sempre o mesmo. É não desistir.De viver.”
Monólogo ao Mar
Às vezes, assim penso, vivo
um monólogo diário,
ecoando pensamentos soltos
pelas vielas da alma
onde não há atalhos,
apenas passos
que ressoam no asfalto molhado
de manhãs silenciosas.
Em frente ao mar,
dedico-lhe meus devaneios,
como cartas lançadas ao vento
sem, ao menos, um pingo de receio.
Discorro sobre você,
como se as ondas fossem
páginas brancas
esperando minhas confissões.
O mar, atento,
ouve com paciência de quem
já engoliu mil naufrágios
e ainda assim permanece,
se comunicando
através de suas ondas,
mergulhante, deslizante, ascendente,
um discurso contínuo
que cabe àqueles
que mantêm os olhos bem abertos
decifrar.
E eu, narrador solitário,
me vejo parte da maré,
flutuando entre a certeza
e o esquecimento,
tentando entender
se o que entrego ao mar
é o peso dos dias
ou a ânsia de ser ouvido.
O vento salgado
me corta os lábios
enquanto o mar responde
numa marola discreta,
como se dissesse
que palavras se dissolvem
como espuma,
mas sentimentos permanecem
ancorados no fundo.
Talvez ele saiba
que não há resposta certa,
pois enquanto me desfaço
em palavras e sonhos,
ele se refaz
em ciclos e ondas,
e assim seguimos,
dois monólogos paralelos
que jamais se tocam,
mas se compreendem
no silêncio que resta
após o último sopro de vento.
E então, na maré baixa,
percebo que talvez
o mar também sussurre
suas incertezas para a areia,
e que nós,
vagando por nossas marés interiores,
somos tão mutáveis quanto ele,
sempre buscando a margem
onde a alma repousa.
E enquanto observo
o encontro da água com a terra,
sinto que viver é isso:
um eterno diálogo
com o imenso e o indomável,
uma troca de segredos
entre solidão e grandeza.
O mar nada exige,
apenas acolhe,
como se dissesse
que a liberdade reside
em aceitar a fluidez
e não temer os ciclos.
Por fim, sorrio,
pois entendo que o mar
não é apenas ouvinte,
mas também mestre
de uma sabedoria inquieta,
que ensina a ser vasto
sem perder a essência,
e a permitir-se tempestade
sem deixar de ser calmaria.
Se estiveres dividido em milhares de pedaços, permita-me admirar cada um deles. Só assim conhecerei a ti por inteiro.
Os encontros são assim, despretensiosos.
São marcantes, transformadores e preciosos.
E, geralmente, quem chega ou quem espera
não entende como tudo muda: uma nova era.
Era, era uma vez, alguém que pensava ser comum.
E a mágoa se vai, e o coração de novo faz tum-tum.
E descobre que pode viver uma nova história:
um amor-amigo, amiga, uma alma aleatória.
A surpresa se dá por não estar esperando tão linda aparição,
por estar ferido, desiludido, magoado o coração.
Mergulhou na frustração, e o céu virou inferno.
Mas quem disse que o sol morre no inverno?
E desde quando a lua minguante está morta?
É o brilho que atrai, e o encantado te bate à porta.
Quando o mar veio ao encontro do mergulhador?
São as suas águas que convidam ao banho de amor.
Existem encontros que são feitos para curar,
são frutos que chegam sem você plantar sementes.
Quem é, atrai, ainda que involuntariamente.
Se bater à sua porta, deixe entrar, acredite novamente.
Assim como se perdeu um filho quando não o adverte, perde a alma o homem que não adverte os seus pensamentos tolos.
Escolhida
Um ser divino escolhido por Deus, quem poderia amar incondicionalmente como Ele? Assim aconteceu ser escolhida para gerar e colocar no mundo o filho e filhos gerados por outros ventres sagrados. Assim podemos abençoar quem é mãe e também filha.
Esta que ama, ama simplesmente. Ama, briga, se apavora, chora, vibra, canta e conta as conquistas do seu rebento. Ser maravilhoso que Deus escolheu para ajudá-lo!
Mãe presente, mãe que partiu para junto do Pai e vive no coração, mãe que por situações adversas não pôde estar com seus filhos, mas nunca deixou de sê-lo. Presente ou ausente, não importa: o vínculo é sagrado. Escolhida e eternizada pelo Pai Maior. Simplesmente Mãe.
Feliz Dia das Mães,
Rica Almada
11/05/2025
Quando a vida bater em você, bata nela ainda mais forte! Assim, não haverá limite para sua autosuperação.
O homem forte não é aquele que não sente, mas sim aquele que sente profundamente e ainda assim permanece sólido. Sua força não está na ausência de emoções, mas na capacidade de enfrentar e compreender. É na solidez dos sentimentos que se encontra a verdadeira resiliência, permitindo que ele navegue pelas águas turbulentas da vida com sabedoria e equilíbrio.
COVARDIA (soneto)
Se, assim, de novo à minha emoção
Tocar, entediante, para o meu amor
Hei de revelar-lhe toda a sensação
Do coração, sussurrante e com dor
Pouco importa se for apenas ilusão
Não se faz surdo e cego este rancor
Pois bem, dói, não apenas na paixão
Nos suspiros, e tão cheios de temor
O soneto chora, ai! Sangra, se arruína
E, dentro do peito um vazio que arde
Fazendo de o amargo poetizar, rotina
Sôfrego... Suplicante... e tão aturdido
Me vem aquela fragilidade covarde
Fazendo o sentimento tão bandido.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 maio, 2025, 05’06” – Araguari, MG
E assim passa mais um dia...
Um presente diário para viver em intimidade com Deus, desfrutando da plenitude que só Ele oferece - a paz de quem cumpre sua missão e caminha em retidão. Esse é o caminho seguro que revela quem somos, desfaz nossos disfarces e constrói interfaces - pontos de conexão entre a vida terrena e o coração do Pai.
15/05/25
A casa estava linda e organizada, assim como o jardim lá fora.
Um vento impetuoso surgiu e, com agressividade, modificou o estado harmonioso para caótico.
Móveis espalhados pela casa, folhas secas ao chão, misturadas com areia.
Quando o vento passou e tudo acalmou, as marcas ficaram. Na alma e na casa. Trabalho para reestruturar e nada mais ficará no lugar como outrora.
Não é o fim, mas um novo começo, um novo ciclo que se inicia e que podemos harmonizar novamente, com a experiência que o vento deixou.
Evitaremos a fadiga permanecendo intocáveis na condição pós-caos? Mas... alguém aprende sem lição? Faremos o quê?
Aprendemos e crescemos com eventos aleatórios da vida.
Paciência é uma virtude para o filósofo sem angústia e para o acomodado sem futuro?
O sangue pulsa na corrente de quem tem fibra e vontade de viver.
Vida tão simples e difícil de viver.
Basta apenas uma fagulha para acender o pavio.
A vida é para quem sabe viver e não para quem sabe morrer, mesmo estando vivo.
Nega sua essência, sofrerá por isso.
A vida é assim, como uma casa, como um jardim.
Há quem diga: a porta está trancada e o meu jardim, selado. Nada poderá acontecer.
A fome assola o estômago faminto; atrás de sustento vai, a cautela deixa de existir, dando lugar ao partir do ser humano por inteiro, aflito, sem direção.
Triste solidão.
Assim como a Terra guarda em suas camadas geológicas a memória de eras passadas, os velhos carregam nas rugas a história do mundo que ajudaram a moldar.
Nascemos, crescemos, procriamos e assim serão nossos filhos. Um dia seremos apenas uma lembrança e eles lembranças na memória dos filhos deles, e nós seremos uma memória cada vez mais distante pelos nossos descendentes. Assim como são esquecidos por nós, os nossos ascendentes e sucessivamente...
Aproveite o agora, só se vive uma vez!
Que defendamos a justiça sem se cansar, assim como o coração que é o único músculo que não se cansa.
Buscamos desenfreadamente amar e sermos amados, porém nem sempre amamos da mesma maneira e assim, tudo parece insuficiente.
Gato solitário, em um canto escuro, clamo ao Senhor: 'Por que sofro assim? A maioria dos humanos é cruel, ministra-me drogas, restringe minha comida, quer moldar-me à sua imagem, arranca meus testículos e me faz sangrar até a morte. Prendem-me, drogam-me, buscam minha extinção, mas dizem que me amam. Vejo meus irmãos livres, felizes e longevos, enquanto os cativos sucumbem cedo, aos 1, 2, 3, 4 e 5 anos de vida. Que pecado cometi, ó Deus, para merecer tal destino? Estou fraco, não suporto mais. Leva-me contigo, Senhor, pois as palavras de amor dos humanos são vazias.'
