Porque sou assim
Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo assim tão diferente...
Ouvi todos, pois em verdade assim aconteceu: Estava Buda certo dia na montanha Grdhrakuta, em companhia de seus santos eleitos e de discípulos iluminados, quando uma multidão composta de monges e monjas, fiéis de ambos os sexos, seres celestiais, dragões e espíritos demoníacos, juntou-se querendo ouvir sua pregação. E ao redor do trono de Lótus em que Buda se sentava, respeitosos reuniram-se todos, seu santo rosto contemplando sem ao menos piscar. Foi então que Buda pregando disse:
'Devotos do mundo inteiro ouve-me:
Deveis muito à bondade do pai,
Deveis muito à compaixão da mãe.
Pois se o homem está nesse mundo
Tem por causa o karma,
E por agentes do karma os pais.
Não fosse pelo pai não nasceríeis,
Não fosse pela mãe não nasceríeis,
Eis porque
Da semente paterna recebeis o espírito,
Ao ventre materno deveis a forma.
E por causa dessa relação cármica,
Nada neste mundo se compara
Ao misericordioso amor de uma mãe:
A ela deveis a eterna gratidão.
Desde o momento em que a mãe
O filho recebe no ventre,
Nove meses ela passa sofrendo,
Em cada ato cotidiano -
No andar, no parar, no sentar, no dormir.
E o sofrimento não lhe dando trégua,
Perde a mãe a vontade
De satisfazer a fome e a sede, e também de ataviar-se,
Apenas pensando em dar à luz o filho com segurança.
Os meses se completam
O dia do nascimento chega,
E os ventos cármicos o acontecimento apressam.
Sente dores a mãe em cada osso e cada junta,
Treme o pai de ansiedade pela mãe e pelo filho,
Parentes e conhecidos com ele sofrem.
Nasce o filho sobre a relva,
Infinita é a alegria dos pais,
Semelhante à da mulher pobre que de súbito ganha,
Mágica pérola que todos os desejos realiza.
Ao ouvir o primeiro choro do filho,
Sente a mãe também ela renascer.
A partir desse dia o filho
No colo da mãe dorme,
Em seus joelhos brinca,
Do seu leite se alimenta,
E em sua misericórdia vive.
Sem a mãe o filho não se veste nem se despe.
A mãe, mesmo faminta, tira da própria boca
Para o filho alimentar.
Sem a mãe um filho não se cria.
Considerai, todos,
Quanto leite sorvestes ao seio materno:
- Oitenta medidas repletas por dia!
E o tamanho do débito para com vossos pais:
- Infinito como o céu.'
[...]
Esqueça as retas.
Pense em círculos, em curvas
Em altos e baixos
Assim, as surpresas da vida o surpreenderão menos
O desgastarão menos
Pense em labirintos, em tramas de tecidos
Em caminhos, pontos cruzados
Montanhas-russas, em idas e vindas
Lembre-se a beleza da surpresa e da magnitude do desconhecido
Da emoção de cada passo
E da probabilidade fantástica de ele dar certo ou errado
Mais ainda, reflita sobre a poderosa mudança do conceito de certo e errado
Não pense em dados, em estatísticas
Considere a vibração, o pulsar e as batidas do seu coração
Venere tudo aquilo que o faça sentir vivo
Caia e aceite a queda, compreenda o seu motivo
E faça dela algo que tenha valido a pena
Confie na vida, analise a sua história e
Descubra o sucesso do caminho trilhado até aqui
Deixe o peso da culpa, o fardo do que é amargo
E aceite a si mesmo
Respire fundo e olhe ao redor
Ache uma coisa bonita e sorria com isso
Olhe no fundo dos seus olhos e descubra o presente que é a vida.
Pedaço que se reconcilia.
Toda vez que me encontro assim perco um pedaço de mim
Um pedaço que poderia ser teu,
Poderia ser até um pedaço que te amasse,
Me encontro nessa situação, situação critica,
Por não saber o que eu quero, não saber do que preciso realmente,
As vezes preciso de você, as vezes não quero nem te ver,
Acho que esse pedaço que eu perdi, era realmente o pedaço que te amava.
Estranho isso, conseguir não te amar parece ser fácil, mas conseguir te esquecer que é difícil,
Em brigas me encontro deitado em minha cama, pensando, reparando, te olhando em minha frente, sem você ao menos estar lá,
Gostaria de saber o porque, o porque disso tudo, o porque das pessoas amarem as outras,
Se esse amar parece mais sofrer.
Hoje penso não te querer mais, amanha já penso te querer muito, é isso que me faz sofrer,
Como já disseram antes, “Te amo mais que ontem, e menos que amanha”, mesmo eu perdendo esse pedacinho que te amava, ainda amo você mais que ontem, e tenho certeza que te amarei mais ainda amanha.
Todos acham que criminosos têm uma mente perversa que planeja tudo, mas não é assim. Somos pessoas comuns que, às vezes, encontram barreiras.
Por que ter vergonha? Me diz. Nossa... Você é linda, tem um corpo bonito. Não precisa ficar assim. Se solte, fique a vontade, se não eu também vou começar a ficar sem graça.
Ei! Me olha! Você não precisa ter vergonha de mim, eu gosto de você. Vem cá, chega mais perto. Relaxe, fique a vontade. Não vou fazer nada que você não queira. Pode confiar em mim.
Cansei.
Acho que cansei, não aguento viver assim. De migalhas. De restos de um falso amor.
Os sintomas já desapareceram completamente. O coração não dispara, a bochecha continua em sua cor natural, as mãos não suam. Não me senti boba, estou atenta. Suas palavras não me dominam e deixam sem ação, elas encontram respostas rápidas e secas. Não acho seu sorriso tão lindo como antes.
Não quero desmerecer suas qualidades ou cuspir no prato que comi. Você teve seus – raros – momentos de cavalheirismo. Aprendi muita coisa contigo, principalmente o que não fazer. Alguém precisava gostar, amar, decepcionar e escrever um texto.
Nunca imaginei que seria eu que terminaria com isso, mas acho que me curei.
Sabe qual foi o antídoto? Amor-próprio.
Assim como é de cedo que se torce o pepino, também é trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos.
Eu nunca acreditei em coincidências, mas também nunca acreditei em destino tanto assim. Aí aconteceu você. Eu já senti muitos gostos na vida, do amargo ao doce, mas nenhum deles se compara ao seu. E toda essa paz, que vira e mexe eu até estranho. Pela primeira vez eu não precisei pesar prós e contras, meus apegos e minhas vontades, porque eu só conseguia e queria ficar. Mesmo sem saber, dessa vez não foi difícil, pelo contrário, foi natural. Assim, sem complicação ou drama. E viver sem drama é totalmente inédito pra mim. Eu não preciso me dosar ou ter você em doses homeopáticas, porque nenhum exagero é suficiente com você, nunca. Não dá nem pra ser neurótica mais, vê se pode! Nunca pensei que desse pra tudo ser tão leve. Nunca pensei que desse pra ser tão recente e tão intenso. Tão tempestade e brisa. Acho que também não pensei que ainda desse pra ser. Não mais. E no momento mais sublime da minha redenção, no auge da minha desistência, me vejo sua, numa fração de segundos. Sem esforços ou sacrifícios, só porque me faz um bem sem tamanho e eu precisava tanto. Como um sonho. Dá até medo de estragar. Então vou te pedir um favor: Não me acorda. Nem me deixa acordar. Não me deixa.
Sorrir para curar a dor, sorrir para sentir calor, assim aos pés do redentor, disface em cada saudade, faça do sorriso forma de amor e esse amor vai trasnformar-te.
O ensino deveria ser assim:
quem o receba o recolha como um dom inestimável, mas nunca como uma obrigação penosa
De modo diferente, de forma única, foi assim que vi você. Tão linda, simples e delicada, me apaixonei sem perceber.
Meu maior medo no amor é amar sozinho, mesmo assim não deixarei de te amar, pois minha felicidade está no seu amor.
Quando alguém te disser que te magoou sem intenção, acredite nela! Vai te fazer bem. Assim, talvez, ela poderá entender quando você, sinceramente, disser que "foi sem querer."
O primeiro e último problema do indivíduo é integrar-se internamente e ainda assim, ser aceito pela sociedade.
Eu prefiro não saber. Eu sempre prefiro não saber.
Assim, não importa o que aconteça, não fui eu quem
deixou vazar. (Robert Jordan - For Whom The Bell Tolls)
