Porque hoje e Sabado Vinicius de Moraes
Não existem vidas passadas, o que existe são corpos passados porque a vida é infinitamente reencarnada, troca-se de corpo, mas o espírito é o mesmo em inúmeras possibilidades para o seu aprimoramento
Há um perigo no termo “aluno especial” porque embora sua empregabilidade pareça uma finesse do trato, sua origem está na catalogação do “espécime” diferente, cuja norma científica e acadêmica qualifica como deficiente.
Pessoas que sorriem o tempo todo não são confiáveis porque, na maioria das vezes, mascaram seus reais sentimentos para cativar o afeto alheio. No fundo escondem carência, ressentimento, relações abusivas e traumas de infância. Parecem simpáticas, mas podem ser diagnosticadas com transtorno de laicidade cuja imagem de feliz se sobrepõe as suas reais intenções.
Gosto de apreciar o pôr- do- sol porque me lembra fim.
Gosto de apreciar o sol- nascente porque me lembra recomeço.
A cada suspiro, menos alguns segundos de lida. Sim, porque estamos de partida, e a qualquer momento, há de se extinguir a vida.
Desistir? Nem pensar. Enquanto vivo vou lutar, se não vencer, continuo lutando, porque não tem como recuar. Assim é a vida, não tem volta, só ida.
Quando alguém te elogiar e concordar o tempo todo com você, fique atento, porque não somos perfeitos.
Amor, palavra expressada sem responsabilidade, porque muitos a declaram com os lábios sem realmente vive-lo ou senti-lo.
Estou indo embora, só não sei o dia e a hora. Sim, estou indo embora, porque cansado estou, e não chegou a hora. Quero partir, voltar para o lar, de onde eu vim, porque este mundo já deu para mim.
Vou embora, só não sei o momento da partida, a viagem está certa e reservada, só não me pergunte onde é minha morada.
Sempre haverá um bom porquê, para você lutar e vencer. Mesmo cansado ou desiludido, oportunidades Deus tem nos concedido.
Muitas vezes na vida, ao pedirmos ajuda, passamos vergonha, porque rogamos a pessoas erradas, que não se importam com a dor e o sofrimento alheio. São pessoas que se acham autossuficientes, os quais ignoram a necessidade e dependência ao qual todo ser humano possui.
Ninguém é tão forte que não tenha fraquezas, também não é tão sábio que não comporte ignorância, e por fim, ninguém é tão bom que não manifeste maldades. Nós humanos somos imprevisíveis.
Viver diligentemente, sem se ferir ou ferir gente. É impossível tal façanha, porque mesmo sem querer, ferimos a quem queremos que sempre vá bem.
As incertezas da vida nos traem, há momentos no qual estamos bem, e de repente a adversidade vem. A volatilidade é a certeza de que nada aqui é para sempre, cada dia tem um novo sol nascente, cada noite suas estrelas reluzentes, isto se não vierem nuvens a obstruir momentaneamente os raios de luz que irradiam no infinito, fazendo o céu mais bonito, enfeitando cada dia com esplendor único de cada corpo celeste, banhando assim infindáveis manifestações de vidas, incontáveis seres existentes, todas existindo no pequenino fragmento qual poeira espacial, doravante denominada planeta terra, que segue sua viagem sob o desconhecido universo em toda a sua imponente imensidão incapaz de ser medido pela insignificante mente humana.
Vivendo cada dia como se fosse o último.
Porque a vida é um instante ante a eternidade.
Tudo tem o seu momento estabelecido.
Cada ser tem o seu tempo para ser vivido.
Cada espécie sua manifestação existencial.
E nós seres humanos, os que creem, no aguardo de uma manifesta existência eternal.
Vou indo, na estrada da vida, seguindo em frente, em constante partida. Porque o corpo continuamente se refaz, até o dado momento que não mais, terá a capacidade de restaurar a vida, mesmo até, em seus tecidos epiteliais. Sim, os corpos seguem à extinções, e o que fica nesta vida são as memórias, principalmente, as que marcaram os nossos corações.
Ando devagar porque estou envelhecendo, e a pressa não me vale de nada. Sim, vagaroso em meu caminho porque para onde estou indo não tenho pressa de chegar. E assim, sigo sempre nessa estrada.
