Porque Esconde de Mim

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Ninguém esconde um choro que já virou tempestade, um temporal.

A vantagem de ajuda mínima esconde a escassez que virá.

A instabilidade emocional da outra pessoa esconde além de situações traumáticas passadas, esconde o descontentamento na relação quer por não gostar da pessoa, quer por não se sentir devidamente valorizada, ambas situações remetem, também, as experiências passadas, abandono ou negligência.

O pior do autismo leve são as consequências do não entender as entrelinhas, onde esconde a maldade alheia.

O ataque sem motivo esconde a vontade daquilo.

Primeiro, você se esconde.
Depois, Deus te apresenta ao mundo

O ego masculino não grita…
ele se esconde atrás de certezas,
de palavras duras
e silêncios que ferem mais que gritos.
Helaine machado

Verdade à Venda
Não se esconde a verdade…
ela só aprende a sussurrar mais baixo
quando o barulho das promessas
tenta calar o que é fato.
Em tempos de escolha,
tudo vira moeda, tudo vira voz,
e até a verdade… tão nua…
negocia o preço de existir entre nós.
Mas eu não negocio o que sinto,


nem vendo o que é real em mim,
porque há verdades que queimam por dentro…
e não se dobram por nenhum fim.






Helaine machado

Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.

A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)

*Raízes e Asas*

Um sorriso que não esconde a tristeza,
um olhar que busca o infinito
e uma lágrima que escorre
para molhar a semente plantada.

Um futuro que ainda não chegou
e um passado que se faz presente,
raízes e asas no mesmo peito,
esperando a hora de florescer.

Saudade que virou solidão,
palavras que perderam a chance de serem ditas
e promessas que o dia vai nascer
mesmo que a noite insista em não ter fim.
(Saul Beleza)

Toda vez que me deparo com sua imagem eu me apaixono diferentemente dia após dia;
E nada esconde esse desejo de te ter aos meus braços pensando em te oferecer um poema no qual eu recite com o eco os meus sentimentos a você;
Deixe-me te encontrar para descobrir o seu eu com requinte de um romantismo suave, mas verdadeiro para iniciarmos uma linda história;

Não se esconde fatos... Quando não se entende a tolerância;

A beleza das palavras mora em lábios viajantes


Todavia se esconde aos ouvidos ignorantes

Enfim, aprendi que Deus não se esconde.

A felicidade não foge...

nós e que fechamos os olhos

para o que já temos nas mãos.

O Paraíso

Tristemente esse lugar existe
E se esconde distante
"Distante" abrange muito mais
Que simplesmente estar longe

Guarda em si a cada laço
Cada passo e cada compromisso
Cada direção oposta
A cada estrada que seguimos

Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas

Quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham

Clarear do dia
Não há paraísos,
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-flores e estrelas

Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais que você pensa
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!

O Paraíso está para sempre lá
No voar da abelha
No cair da folha
No voo do pensamento

Universo
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Com a mente
Com a morte

Só sangue a fluir dos cortes
de sorte
Que felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Que existe lá dentro da gente
Entre a mente e o coração
Escondido
Atrás do mal
Que há nos olhos

Paraíso, Felicidade
O lugar mais distante
Que Deus encontrou para guardar
Por isso
Difícil de achar.

Edson Ricardo Paiva

O covarde se esconde, finge e mente, o verdadeiro homem enfrenta e mostra seu valor.

Quem rouba pouco é ladrão.
Quem rouba muito é Barão.
Quem mais rouba e esconde, passa de Barão a Visconde.⁠

Face da existência


Cada rosto esconde uma história,
suas experiências de vida,
sua realidade, que é a sua verdade.
Rostos que sorriem,
mas que já se molharam em lágrimas;
rostos sisudos,
mas que já foram suaves;
rostos focados,
mas que já foram dispersos.
Rostos marcados por causas,
circunstâncias e pelo tempo.
Rostos experimentados.
Rostos humanos!

Crocodilos não secam suas lágrimas, elas alimentam o lago que os esconde.

⁠O que é mais assustador,
o Bandido Assumido ou o que se esconde sob o Braço Armado do Estado?


O primeiro, ao menos, não disfarça a própria face.


Sua ameaça é explícita, sua intenção quase sempre previsível dentro da lógica brutal que escolheu habitar.


Há perigo, sim — mas também há clareza.


E, de certa forma, a clareza nos permite reagir, nos proteger, reconhecer o abismo antes de cair nele.


Já o segundo é envolto em um manto que deveria simbolizar ordem, proteção e justiça.


E é justamente aí que reside o desconforto mais profundo: quando aquilo que deveria resguardar se transforma em fonte de medo, a ruptura não é apenas prática — é moral.


Porque não se trata apenas de um indivíduo que erra, mas de um papel que, ao ser desonrado, contamina a confiança de todos.


O problema não é a existência do poder, mas a distorção do seu propósito.


Quando a força se afasta da responsabilidade, ela deixa de ser instrumento de equilíbrio e passa a ser ferramenta de opressão.


E, nesse cenário, o que assusta não é só o ato em si, mas a blindagem que muitas vezes o cerca — o silêncio conveniente, a defesa apaixonada, a incapacidade coletiva de distinguir autoridade de autoritarismo.


Talvez o verdadeiro terror não esteja na violência evidente, mas na violência legitimada.


Aquela que se esconde atrás de símbolos, discursos e fardas, e que, por isso mesmo, encontra menos resistência.


Porque enquanto o Bandido Assumido enfrenta o julgamento imediato, o outro, muitas vezes, se abriga na dúvida, na relativização e na cegueira seletiva.


E é nesse ponto que a sociedade se revela.


Não pelo modo como condena o erro óbvio, mas pela coragem — ou falta dela — de confrontar o erro que veste a máscara da legalidade.


No fim, a pergunta não é apenas sobre quem assusta mais.


É sobre o que estamos dispostos a enxergar… e, principalmente, o que escolhemos ignorar.