Porque a Gaiola não é seu lugar
O amor é uma gaiola de portas abertas, sem a ave dentro para escapar dessa prisão que parecia-nos perpétua, mas não passava de uma prisão temporária e a qualquer hora poderíamos ser libertos dessa prisão inexistente.
O pássaro é seu, mas se abrir a porta da gaiola ele vai embora e te esquece. Lute sempre pelo o que DEUS te reservou.
Me sinto como um passarinho que apesar de ser livre prefere estar na gaiola, porque sabe que o melhor do seu mundo está ali dentro, não fora.
“Quem pensa como águia não pode esperar ser entendido por quem tem a gaiola… o voo não cabe em correntes.”
Aurora Interior
A Gaiola do Tempo
William Contraponto
Há uma grade que limita
Entre o depois e o agora,
Nem sempre é explícita
Tampouco era outrora.
Jogue como quiser jogar,
Aposte o que quiser apostar,
Ela não se curva
Diante de vontade curta.
Da gaiola do tempo ninguém foge,
Seu ferro molda até a ilusão,
Quem tenta dobrá-la, sofre,
Quem esquece, perde a razão.
A era em que nascemos nos prende,
Ergue costumes como grades sutis,
Mesmo que não sigas nem os defendas,
Carregas seu peso nos gestos febris.
O entendimento, talvez, se adie,
Plantado em futuro olhar atento,
E quando vier, quem sabe tardio,
Já não te abrace o sopro do tempo.
Na aurora clara, o pássaro canta,
Seu peito vibra, a alma encanta.
Mas na gaiola, o som se esvai,
Um grito mudo que pelo vento se vai.
As asas pedem um céu azul,
O voo livre, do horizonte ao sul.
Cada grade é uma lágrima presa em si.
Roubam-lhe o sol, a natureza.
Liberdade é vida, é voar muito além,
Sentir o vento, o mundo também.
Que as gaiolas se abram, deixando todos partir
Pois o pássaro nasceram para voar e existir.”
O Canto da Gaiola
Um pássaro canta
seu pranto
num canto qualquer
da gaiola.
O dono se encanta
com o canto venusto
que o cândido pássaro canta.
Mas o poeta,
espantado com a ignorância do sacripanta,
põe — aborrecido —
seu espanto pra fora:
— Anta!
Desencanta...
Não percebes?
O pássaro não canta,
chora.
Espetáculo final
Qual é o público que espia pela gaiola
enquanto atuamos no palco?
Quem são aqueles que puxam nossas cordas e
fazem o espetáculo?
O show acabou, nos aplaudiram, a cortina se
fechou, as luzes se apagaram, saímos do
palco, e agora?
De que maneira podemos desejar a paz entre as pessoas se o passarinho na gaiola do vizinho implora há anos para ser solto, somente por cometer o“crime” de cantar belamente? E, aos domingos, levamos nossas crianças ao zoológico para contemplar a prisão de criaturas inocentes?
LIBERDADE
Após anos, a porta da gaiola, enfim, abria-se.
-- Liberdade para todos! -- disse, de fora, uma voz imponente.
Pularam com decisão. Caíram no abismo.
As asas estavam atrofiadas.
(Ito pedragrande)
Pessoas são assim:
Sem te exigir nada te botam na gaiola e te dão um puleiro, água e comida.
Já outros irão te ensinar a voar, caçar e localizar água de qualidade, com todo seu sacrifício e no final irão te entregar a liberdade...
A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.
Lucius tinha uma gaiola e, dentro dela, criava uma espécie rara de coruja dourada. À medida em que nutria esse pássaro, a coruja ia crescendo e se robustecendo. Já se encontrava num bom tamanho. Porém, não tão suficiente quanto Lucius e a Natureza desejavam.
Esse pássaro, ficaria cada vez maior.
A gaiola era sua mente. E a coruja era a sabedoria.
✨🦉✨
Às 19h28 in 29.10.2023
"ECO'
Um solitário pássaro
De sua gaiola fugiu
seu canto como eco
Pelo espasso explodiu !
O eco da vida, da liberdade,
Fugindo da solidão
Feliz canta a majestade
Voando na imensidão .
Cantando alegremente
Voa, voa, passarinho
Encontrou um coração
Fazendo dele seu ninho!
Esse pássaro tem garras,
Quando ama é pra valer,
Feliz o coração que fez
dele seu bem-querer !
Maria Francisca Leite
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