Porque a Gaiola não é seu lugar
O vazio é um vampiro que se alimenta de nosso sangue, domesticado como um gato em uma gaiola enquanto "eles" brincam de ser Deus
Isso terminou com minhas lágrimas derramadas em formas de sangue
LIBERDADE
Após anos, a porta da gaiola, enfim, abria-se.
-- Liberdade para todos! -- disse, de fora, uma voz imponente.
Pularam com decisão. Caíram no abismo.
As asas estavam atrofiadas.
(Ito pedragrande)
Espetáculo final
Qual é o público que espia pela gaiola
enquanto atuamos no palco?
Quem são aqueles que puxam nossas cordas e
fazem o espetáculo?
O show acabou, nos aplaudiram, a cortina se
fechou, as luzes se apagaram, saímos do
palco, e agora?
O amor é uma gaiola de portas abertas, sem a ave dentro para escapar dessa prisão que parecia-nos perpétua, mas não passava de uma prisão temporária e a qualquer hora poderíamos ser libertos dessa prisão inexistente.
O pássaro é seu, mas se abrir a porta da gaiola ele vai embora e te esquece. Lute sempre pelo o que DEUS te reservou.
Me sinto como um passarinho que apesar de ser livre prefere estar na gaiola, porque sabe que o melhor do seu mundo está ali dentro, não fora.
"ECO'
Um solitário pássaro
De sua gaiola fugiu
seu canto como eco
Pelo espasso explodiu !
O eco da vida, da liberdade,
Fugindo da solidão
Feliz canta a majestade
Voando na imensidão .
Cantando alegremente
Voa, voa, passarinho
Encontrou um coração
Fazendo dele seu ninho!
Esse pássaro tem garras,
Quando ama é pra valer,
Feliz o coração que fez
dele seu bem-querer !
Maria Francisca Leite
“Quem pensa como águia não pode esperar ser entendido por quem tem a gaiola… o voo não cabe em correntes.”
Aurora Interior
A Gaiola do Tempo
William Contraponto
Há uma grade que limita
Entre o depois e o agora,
Nem sempre é explícita
Tampouco era outrora.
Jogue como quiser jogar,
Aposte o que quiser apostar,
Ela não se curva
Diante de vontade curta.
Da gaiola do tempo ninguém foge,
Seu ferro molda até a ilusão,
Quem tenta dobrá-la, sofre,
Quem esquece, perde a razão.
A era em que nascemos nos prende,
Ergue costumes como grades sutis,
Mesmo que não sigas nem os defendas,
Carregas seu peso nos gestos febris.
O entendimento, talvez, se adie,
Plantado em futuro olhar atento,
E quando vier, quem sabe tardio,
Já não te abrace o sopro do tempo.
Na aurora clara, o pássaro canta,
Seu peito vibra, a alma encanta.
Mas na gaiola, o som se esvai,
Um grito mudo que pelo vento se vai.
As asas pedem um céu azul,
O voo livre, do horizonte ao sul.
Cada grade é uma lágrima presa em si.
Roubam-lhe o sol, a natureza.
Liberdade é vida, é voar muito além,
Sentir o vento, o mundo também.
Que as gaiolas se abram, deixando todos partir
Pois o pássaro nasceram para voar e existir.”
O Canto da Gaiola
Um pássaro canta
seu pranto
num canto qualquer
da gaiola.
O dono se encanta
com o canto venusto
que o cândido pássaro canta.
Mas o poeta,
espantado com a ignorância do sacripanta,
põe — aborrecido —
seu espanto pra fora:
— Anta!
Desencanta...
Não percebes?
O pássaro não canta,
chora.
De que maneira podemos desejar a paz entre as pessoas se o passarinho na gaiola do vizinho implora há anos para ser solto, somente por cometer o“crime” de cantar belamente? E, aos domingos, levamos nossas crianças ao zoológico para contemplar a prisão de criaturas inocentes?
