Por Voce eu Pegaria mil vezes
É muita pretensão de quem está de fora, dizer quem eu sou ou não. Por isso contente-se com o que você acha, pois jamais saberá quem sou de fato.
Meu cabelo não é o mais perfeito. Eu não sou a mais linda. Minha maquiagem nunca fica perfeita. Minhas unhas não são grandes. Meu corpo não é o mais lindo. Meu sorriso não é certinho. Eu não sou a mais gostosa. Não sou a mais popular da escola nem da internet. Não vou ao salão a cada 15 dias. Não tenho mil seguidores no twitter. Não uso roupa de griffe. Não vou no shopping e saio cheia de sacolas. Mas eu sou legal, sei fazer miojo e brigadeiro.
Daqui, ligando pontos, encaixando peças, eu me surpreendo: não tive muita coisa que eu queria, mas tive tudo de que eu precisava.
Talvez eu seja a menina sonhadora
Que vocês não conhecem
Ou até mesmo a menina delicada
Que vocês nunca viram
Ou a menina colorida
Do mundinho preto e branco
A menina que sabe a fórmula
Mas não tem o dom de amar
Se por trás de toda folha
Há uma gota
Se em cada flor
Há uma borboleta
Se existe em todo campo
Um singelo beija-flor
Por trás da minha tristeza
O arco-íris do amor
Talvez eu nunca tenha sentido as coisas assim, tão genuinamente: a raiva, o amor, a alegria, a tristeza, a ansiedade, o afeto… As minhas emoções têm emergido sem qualquer filtro, sem qualquer disfarce. E pela primeira vez eu me permito ficar com elas dando a cada uma a importância que me pedem, porque elas não me governam, são apenas emoções, são a minha transparência.
Eu gosto de ser gostado.
Não importam as circunstâncias e não importam as adversidades, por mais difícil que seja eu vou seguir em frente e vou reunir todas as forças para que eu me transforme cada vez mais na pessoa que eu decidir ser.
Agora, eu penso assim: isso vale uma marquinha de expressão? Isso vale uma noite de insônia? Isso vale a minha paz? Não, então tchau.
Ele disse adeus e eu esperava um até logo, ele disse nunca mais e eu sonhava com para sempre, ele disse já te esqueci, enquanto eu nunca o esquecerei.
Escrevo tudo o que diz a voz do meu interior. Depois até chego a pensar que eu já tinha lido isso antes.
Meu Plano
Sim! Eu tenho um plano para te enlouquecer...
E te envolver com meu beijo, e te prender no meu abraço...
Te entontecer com meu perfume, fazer vc perder o juízo, a Razão,
A noção de tempo e espaço...
Porque aprendi a te querer...
Por vício, por loucura, por necessidade,
Por te ver tão ao meu alcance,
Por querer te conhecer,
Por mera curiosidade...
De onde veio tudo isso... também me pergunto,
Só sei que foi derrepente,
Você estava aí e eu aqui,
Já falamos nesse assunto,
Mas é melhor cara a cara, frente á frente,
Você sentir minha respiração,
Eu sentir sua transpiração,
E aprenderemos sobre a gente...
Sobre nossos corpos, nossa alma,
Quero ver vc perder a calma,
Quero ver sua total entrega,
Onde em nós essa loucura sossega...
Sim, eu tenho um plano para te enlouquecer!
E isso pode ser aos poucos,
Não há pressa, posso até deixar você esquecer,
E quando menos esperar, estaremos roucos,
De sussurros, de delírio, de emoção,
E nem estou falando de coração,
Isso é assunto pro destino,
Nosso assunto é desatino,
Nossa conversa é tentação...
É, você sabe, está escrito em meu olhar,
É, e eu também sei, que isso tudo mora aí dentro,
Você pode disfarçar, mas estou em seu pensamento,
Decidi aí morar, e agora não tem volta,
Fique tranquilo, pode aguardar,
Corra o Mundo faça laços,
Mas em breve, você estará em meus abraços...
Jura? Ameaça? Promessa?
Não sei, apenas esperando a hora certa...
A hora disso tudo acontecer,
mas tenho calma, nada de pressa.
Porque tudo isso faz parte
De um doce plano para te enlouquecer...
Vou inventar avós que nunca morrem… e cachorros também. Eu vou inventar uma verdade sem problemas e um caminho doce pra poder voltar e catar todos os caramelos que tiraram de mim. E mesmo que tudo dê errado, mesmo assim, não tem problema. Eu deito no telhado de uma casa qualquer, olho pro céu e invento uma nuvem que chove sorrisos, bem em cima de mim...
"Eu não vou transcrever para vocês as tolices adoráveis que a gente fica trocando um com o outro ao longo das noites, nem descrever a maneira dele de recolocar as minhas mechas atrás da orelha, a suavidade do rosto dele contra o meu, o seu olhar mergulhado no meu. Como estão vendo, eu caio rapidamente nos piores clichês. Rostos grudados, olhos nos olhos, mão na mão... Como a gente fica babaca quando apaixonada."
Esse poema é dedicado a uma grande amiga, a qual eu amo muito, e que há alguns anos vem passando por uns perengues, mais que logo eu sei que vai ter fim.
Loucura lacrada (?)
Inesperada visita,
Mas uma vez a loucura acaba de chegar
E instalasse em mim.
Mas uma vez vou abrir e remexer
Todas as caixas
Que tanto tento lacrar
De forma definitiva.
Em dias e momentos assim
“cato” todas elas, as abro e me
Embriago de lembranças
Junto a esse surto
Existem fotografias,
Bilhetes, cartas, declarações,
Velas para (te / nos) celebrar
Incensos para purificar o ar
Que insiste em ficar denso com o peso das recordações,
Insistentemente a chuva da minha alma
Começa a cair (deixando o meu céu fechado e branco)
E eu, sento incredulamente há espera de um milagre,
Onde mostre que o Reino da Imaginação é real.
Besteira minha,
Outra vez faço uma varredura (vasculho) em meus desejos
A espera de um final para os sonhos
Mas, tem instantes que minha amnésia manifesta-se
E a saudade aproveita para mostrar suas garras
E me trazer você ...
Ai, mergulho no vácuo criado pela ilusão
E alimentado por esses instantes
De ausência de sensatez
Que hora por outra me acomete.
Me perco completamente,
Entre o sonho, o desejo, as lembranças e
Os infinitos motivos e razões pra não te querer
De repente,
Um lampejo, um reflexo,
Um raio incandescente de razão
Se mostra e aos poucos
Vou recobrando a consciência
E o nexo (sentido) das coisas
Novamente percebo que
Preciso encontrar tempo e uma forma eficaz
De aprender a te esquecer ou
Ao menos te querer menos
E após esse lampejo de realidade
Junto todos os recortes e “cacarecos”
E novamente os guardo em minhas caixas de recordações.
_ onde vou continuar a procura de uma forma definitiva de lacre, onde não dê mais chances para a loucura fazer a festa.
Por um momento eu acreditei que podia dar certo. Por algum segundo eu quis que durasse pra sempre. Embora no fundo eu soubesse que aquilo não era feito pra dar certo. Nem pra ser pra sempre.
Eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo…
Sei que supostamente estou sozinha agora
Sei que eu deveria estar infeliz
Sem alguém
Mas eu não sou alguém?
Eu não sei, fui acostumada, fui criada, totalmente sem carinho ou atenção, tive um longo tempo da vida onde isso também não foi me dado. Então quando resolvi crescer e me reconstruir incorporei isso em mim. Dar atenção ao máximo, aos amigos, a família a quem vive nos meus dias, estar sempre presente, ler, ouvir, aconselhar e muitos me procuram pra isso, e em todo tempo. Agora! Chega um belo dia que eu preciso falar, que eu quero desabafar minhas neuras e algo que me angustia, e não tem ninguém ali, ninguém esta disposto, estão todos muito envolvidos com algo, ou em algo e fingem não ouvir, ou já julgam o que eu acho ser um problema como uma coisa banal e simplesmente ignoram-me. Vi isso e doeu. Me senti estranha por precisar disso, então vejo que ainda não me basto, e também isso tenho que aceitar. Aceitar que não me basto e que os outros não estão nem aí com o que penso, sinto ou julgo... Se eximindo, não me dando a mínima atenção quando eu sinto precisar tanto. Às vezes no auto da arrogância que "ainda" há em mim, queria falar de muitas coisas, contar histórias, conjecturar, discutir os problemas do mundo, mas me contenho, porque eu sei que a falta de atenção dos "queridos" a minha volta me corrói, mas não aceito e não entendo. Se não ajo assim com as pessoas, por que elas agem assim comigo? A falta de atenção de quem a gente gosta, falta de envolvimento no assunto, dói mais que bater o dedinho na quina do sofá e nos decepciona muito com as pessoas a nossa volta. Eu sempre fico angustiada, com falta de atenção mesmo quando a mesma não se dirige a mim, me sinto mal vendo alguém ser ignorado num momento em que precisa falar, pôr pra fora, e a pessoa é simplesmente ignorada, como se não existisse, como se não estivesse falando, ou não estivesse ali. Isso me corrói e causa ira, e não quero esses sentimentos em mim mais não. Claro que tem o povo chato, que tenta encher o saco todo dia e com os mesmos problemas e lamentações, que querem falar e falar, e falar. Me policio pra não encher o saco de ninguém. Então fico disponível pra ouvir, palpitar, opinar, rir, falar de merdas que nem me interessam, mas dando atenção. Quando eu precisei encontrei o vácuo, o "não to nem aí", o "ok"... (ah! como odeio os "ok"). Assim é a merda do ser humano: quando precisam, você dá. Quando você precisa, que se dane. Então disso tiro mais uma lição: não sou assim tão importante aos que penso ser, e meus problemas não interessam a ninguém. Ninguém quer perder conversas em outra telas, outros telefones, perder meia hora. Porque simplesmente, não importo pra ninguém e ninguém quer escutar, e o que me angustia não angustia o outro. Mas, ora, às vezes também preciso falar.
Desculpa por não ser suficiente; por fazer tudo errado, por tão idiota como eu sou. Eu sou assim, toda errada, toda cheia de defeitos. Me desculpa por todas as vezes que não pude estar do seu lado, que não te ajudei quando você precisou, me desculpe por errar tanto assim com você; com nós. Eu tento de todas as formas ser a pessoa que você tanto sonhou, a que mais te faz sorrir, que está do seu lado sempre, mas também dói em mim não ser assim. Porque dói ter esse vazio aqui, sem ter você pra preencher, sem ter nada, sem sentido, sem vontade de viver. Olhar pra trás e ver o que éramos, e o que podíamos ser por minha culpa; por ser tão idiota e conseguir acabar com tudo. Com que a gente era um pro outro, com o que significávamos, porque realmente o que eu mais quero é você. Sabe, é difícil passar por cima desse meu orgulho, abaixar a cabeça e mostrar o verdadeiro lado que tá doendo por sua falta. E metade dele é ciúmes, junto com medo de te perder e o peso na consciência de não ser “desse jeito”. De não poder te abraçar toda noite e dizer o que eu sinto de verdade, de não poder te beijar, de não poder te tocar. Desculpa amor… por te amar tanto e depender tanto de ti, desculpa esse meu jeito idiota de ser, de garota mimada e boba. Mas saiba antes de tudo que eu não desisti, que pode ter um novo começo; um novo “nós”. Me permite ser só tua, sua princesa, ser o motivo do teu sorriso. Me permite, entrar na sua vida e nunca mais sair? Eu te amo .
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