Por Voce eu Pegaria mil vezes
Minha sina
Sôfrega de esperança
Enfrento o mundo.
Anoitece. Faço minha prece.
Às vezes tenho a impressão de que, às vezes, Deus de mim se esquece.
O frio gela meus ossos.
O desespero parece tomar conta de tudo em mim.
Sono picado...
Acordo tão cansada.
Desespero: tenho de continuar.
Abro a cortina.
Vejo o sol pela janela entrar.
Ávida de esperança, me armo.
Continuar a continuar... eis minha sina.
A dor do outro
Sei, sou parte disso tudo.
Mas quantas vezes não me encaixo...
Procuro-me, procuro-me e não me acho.
Sou parte disso tudo.
Tenho de estar sempre em alguma parte.
É estranho essa capacidade de desamor que vejo por aí.
O outro caiu e se machucou.
‘Bem feito!”... foi o que ouvi.
Acho que amo demasiado.
Acho que amo além da conta.
Por isso me espanta essa gente demente... que com a dor do outro fica contente.
Privada de emoção
Às vezes sou mais forte que a tristeza...
Vejo no mundo todo a sua beleza.
Os sons musicais me fazem flutuar...
Me banho alegremente no luar.
O meu grito é de paz, amor e ternura
Sonho os mais belos sonhos que se pode sonhar...
Me encanto com as estrelas que iluminam minha noite escura...
Jogo pelo caminho sementes de magia...
Sigo escrevendo poesia.
Às vezes...
Pois em outras... sou a dor, o sofrimento, a agonia.
Sou os pés feridos... coração machucado.
Sou a escuridão das trevas que nunca se dissipam...
Sou uma vida privada de emoção.
As vezes nada nada melhor que um "tapa de realidade na cara", pra acordar e lhe dar com as causas dos problemas e não com as desculpas que inventamos ou culpados que criamos.
Quantas vezes disse não
pra não magoar meu coração...
Fechei meus olhos no escuro
com tanto medo do futuro.
A esperança que eu não tinha,
o medo que me continha,
a fé que me faltava
em setembro encontrei o que não buscava.
Do outro lado do oceano
um mundo plano
tantos planos...
e um setembro que acabou de me trazer...
a vontade de renascer
e minha vida toda de novo viver.
Pixels de ilusão?
Em uma vida (des)equilibrada
algumas coisas, às vezes, são que
bra
das...
Pics geniais fotos sensacionais ,
sol nascente , sol poente ,
comidas deliciosas
pets posando como se fossem gente
flores de todas as cores
instantâneos da vida
em preto e branco ou
em cores bem vivas .
Bons momentos postados
pra sempre lembrados...
Os maus bem escondidos
com ninguém são divididos...
Há dias duros nas vidas... sim
que chegam pra você e pra mim....
Às vezes as distâncias desmoronam-se.
Ouve-se a voz do que está distante,
Sente-se a presença do que está ausente.
Numa espécie de quase-espaço
Continuo a te encontrar,
Te encontro nesse quase-lugar opaco
Só não consigo te tocar.
Tateio na penumbra dos meus pensamentos
Busco teu abraço...
Neste espaço obscuro,
que se faz a cada passo mais escuro,
meus lábios tentam, em vão, os teus encontrar.
"Às vezes, quase sempre 😉, devemos aceitar as coisas como são, e não como queríamos que fossem..."
"Quer melhor conselho que esse?" - ele me perguntou sorrindo.
E eu bem séria:
- O conselho é ótimo👍! E agradeço ☺... mas....
E ele:
- Não! Definitivamente você não entendeu... nada de 'mas'... aceite e fim.
Continuei meu caminho. Passos lentos, cabisbaixa...
A vontade!? Era de gritar, espernear, me revoltar contra o dono do mundo...
Num momento de lucidez...
E de que adiantaria? Que diferença minha revolta faria?
Sorri intimamente. Apressei o passo... virei a esquina.
O quebra-cabeça montado... do jeitinho que eu queria ☺
Por que você não aprende a viver um passo de cada vez!?
Talvez
Às vezes esqueço.
Me esqueço de nós.
Num momento do tempo parece que nunca houve nós.
Daí me lembro.
E nesse me lembrar a sensação é de que parece ter acabado de acontecer...
E olha que faz tempo que não há mais nós.
Parece que tudo foi ontem.
Que não mudaram estações sem nós.
Que não passaram Natais sem nós.
Quem não iniciaram Novos anos sem nós.
Daí me lembro.
Houve sim...
Houve tanto no mundo você sem mim.
Estranha sensação de andar pela metade nesta vida.
Procurando uma saída.
Uma saída pra nós dois... sermos nós outra vez.
Talvez... essa é a palavra que me tem dado força de andar pela metade.
Talvez haja nós... aí na frente... mais uma vez.
O passado às vezes fica gravado em pedras.
E no presente às vezes está presente
uma nostalgia,
uma melancolia dos dias passados em desarmonia,
uma tristeza do não passado,
do evitado, do imaginado,
do sonhado
e jamais realizado...
jamais presente.
O passado às vezes vem como suave lembrança.
E no presente às vezes está presente
a beleza,
a paz da certeza do bem vivido,
do sonhado e realizado,
num passado encantado,
que tem como resultado um eterno presente
sempre muito bem passado...
sempre presente.
Amnésia de momentos em momentos
Realidade em outros...
Oscilando de um lado pro outro
às vezes sou um, às vezes outro.
Quando me perco,
o outro me encontra...
quando o outro não consegue,
eu dou conta.
Não vejo problemas com os nãos.
Planejo, sonho, faço tudo o que posso
e o que não posso, às vezes... também
Se no fim é não e não sim,
deito e durmo. Acordo e digo amém.
Agora, os talvez me matam.
Quando eles surgem, o coração bate apressado,
eu me esforço pra achar que já é um não,
tento fugir pra qualquer lado,
mas... está lá um talvez só me dizendo: você pode estar enganado.
E eles me perseguem, não me deixam em paz,
chegam e se instalam...andam comigo, lado a lado.
E quando eu paro... ficam parados.
Não é a fé que move montanhas,
há coisas que são talvez, talvez e talvez,
talvez não possam ser mudadas,
são como são... nem sim, nem não.
Meus passos...
Sigo de passo em passo
às vezes, não passo.
Passos longos
nas tempestades
apagados pela chuva,
pelas ondas,
pelo vento
lá longe ficou meu tormento.
Passos curtos
nos dias ensolarados
riso escancarado
felicidade
curto
cada passo dado.
Passos solitários
um depois do outro
só um
sem o outro.
Passos vagarosos
cansados
caminhos dispersos
só prosa...
sem cantos... sem versos.
Passos aqui... outros ali
por aqui e por aí
ao acaso
descaso
pegadas da vida
não encontro nenhuma saída.
Se não consigo da vida correr,
o único jeito é viver.
Às vezes... assim passo a jornada:
calada
desinteressada
desestabilizada...
impossibilitada
desesperançada
mascarada...
parada
congelada
inanimada...
deportada
abortada
desesperada...
cansada... muito cansada!
E vamos indo de força em força.
Às vezes estamos na mais alta montanha,
às vezes nos encontramos no mais árido vale.
Os mesmos erros,
as mesmas culpas;
já hão há desculpas,
multiplicam-se os medos.
Até que finalmente um basta
e chega a hora de em Deus confiar
plenamente,
cegamente,
totalmente dependente se tornar.
Como Habacuque chega a hora de dizer:
posto-me em minha torre de vigia
noite e dia...
vigiarei, esperarei para ver
como Deus minha queixa vai responder.
Nasci pra tentar
dar o primeiro passo milhões de vezes,
falar a primeira palavra milhões de vezes,
dar o braço a torcer todas as vezes.
Tentar, tentar, tentar,
e isso não é repetição,
tentar mais uma vez, mais um milhão...
isso é hipórbole não.
Agora vou tentar mais uma vez,
vou me afastar
quem sabe assim você vai valorizar o meu amor
vai dar importância ao meu amor
entender o meu amor
perceber que eu sou o seu amor, meu amor.
O que acabei de declarar não é redundância
não há nenhum pleonasmo aqui não.
Às vezes é preciso ficar no mais absoluto silêncio.
Diminuir a barulheira.
Ouvir o próprio coração...
tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Silêncio absoluto...
tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Ouviu seu coração?
Ele sempre tem razão?
É bom ficar em silêncio...
silenciar...
pelo sim, pelo não...
Nada na vida é por acaso as vezes até os constrangimento que já passamos é porque já constrangimos alguém!
"A curiosidade desperta interesse, mesmo não sabendo, arrisque uma , duas ou três vezes, mas tenha sempre certeza que você tentou, a vitória vem do entusiasmo e convicção".
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