Por Voce eu Pegaria mil vezes
"Às vezes eles soam tristes, tão ressabiados
que não consigo os reconhecer como poemas.
Então minh'alma grita que são versos seus
e eu descubro mais uma vez, um ser poema."
Minhas preocupações tem rimas, vírgulas, reticências, e até pontos audaciosos. Às vezes são versos livres, quando querem, compõe - se em tercetos; em outras vezes, surpreendentemente são quadras perfeitas. Por isso não tem jeito...
Às vezes um sorriso meigo, não passa de um pedido de atenção, um pedido de socorro. Está atento ao outro, ser empático é praticar responsabilidade afetiva. O resultado disso são relacionamentos mais satisfatórios e felizes.
"Todas as vezes em que perdi meu chão, caí mesmo! Não fiquei tentando agarrar-me a qualquer coisa, o "qualquer coisa" nunca valeu a pena. Me deixei sentir o que de fato estava acontecendo, para assim conseguir me reerguer firme, cada vez mais forte ."
Às vezes o barulho de fora atinge a alma, faz uma confusão danada por dentro, e nos faz silenciar. Uma resignação toma conta do nosso ser, e o que a gente sente neste momento é vontade de se isolar, ficar só num canto. Porém, este tempo nos faz pensar com clareza, e o barulho de dentro suaviza, deixando claro o que há por fora. Percebemos então que podemos florescer mais uma vez, que isso é possível muitas e muitas vezes. Reflorecemos e vencemos então, mais uma vez.
Muitas vezes na caminhada
já em passos bem cansados
segue o viajante que divaga
sobre o que lá atrás há deixado
Seu coração pede aconchego
está quase desistindo de lutar
mas a vida manda- lhe um adrego
encontra sempre um jeito de se adaptar
Adapta-se à lágrima e à dor
consegue até dar algum sorriso
sem saber que foi Deus, o Criador,
que lhe mandou tudo que foi preciso
Segue então de novo seu caminho
muitas vezes sem ter mais a solidão
pois encontrou quem lhe dê carinho
seja um amor ou um abraço de irmão
***Adrego : acaso ou casualidade
O vento leva a nuvem e a desmancha
e muitas vezes a chuva cai,
a vida leva a gente e deslancha,
mesmo sem querer a gente vai...
Sempre temos canções sem alegria
em acordes que as vezes desafinam
e no amor é muito difícil acertar a harmonia
quando os corações não se destinam !
Às vezes em verso e prosa,
ou seria em prosa e verso?
mas percebendo de repente
que o mundo não é cor de rosa
Assim em altos e baixos,
segue a vida em poesia
onde o parnaso é o arauto
como as claves em melodias
Gargalho e sorrio,
mas me largo
no lago
que está longe
do mar de a - mar
Ah ... mar
às vezes és arredio
nem vês o rio
de chorar
te inundar
É ou não é? Quem mais?
Às vezes canso da poesia que capto no ar, seja pela brisa constante ou dentro de um colorido olhar. Deixo - a de lado por um tempo, em versos não a transformo, pesam as palavras e tremo, a mente não tem a força exata e tudo se dissipa como frágil fumaça...
Os bons sempre merecem vencer
todas as lutas insanas pela vida
mas às vezes isto não pode acontecer
com as pessoas de tudo desvalidas
Assim como a lua conheço meu rumo,
não desvio e vou em frente,
sou luz, às vezes sou um vazio,
mas também sou crescente
Sigo a amplidão e espio
a paisagem toda, quase morta
em calor ou em arrepio
e isso quase nem importa
Como sentinela obedeço
os passos em uma missão
à qual sempre agradeço
e faço tudo com bom coração
Uma noite , talvez lua minguante,
só um pouco de mim restará,
estarei no céu, bem distante,
mas um pouco de minha luz ainda verá
O verso,
as vezes agoniza,
busca respostas
além do infinito,
faz do poeta
um desaguar inútil de sua essência,
marca nas palavras
até alguns momentos
de extrema unção
quando jaz a letra,
que nem verbos conjuga,
vira montículo de cinzas
dentro do coração.
Muitas vezes a vida fica sem cor,
nada tem graça, nem sentido,
mas a ela precisamos dar valor,
esqueça tudo e abra um sorriso...
Muitas vezes nós somos códigos cifrados, explicações que nada explicam, somos uma linguagem desconhecida num mundo egoísta e desumano.
Enquanto a chuva canta
a brisa quer secar a paisagem
as vezes consegue e se espanta
perdendo-se entre as ramagens
A natureza nos ensina a viver
nos pequenos detalhes que vemos
tudo tem uma razão de ser
sob as bençãos Daquele em que cremos
As vezes, muitas, talvez,
A poesia foge de mim,
Aperta antes a minha garganta,
Embarga-me a voz, parece o fim...
Reajo com firmeza, sou guerreira,
Mas a deixo aos poucos, partir,
Sei que um dia, de qualquer maneira,
Voltaremos, aqui ou em outro plano a nos unir...
Seremos unas, alma e coração,
Linhas, letras, saudades e amor,
Nada separa quem sente a emoção
De ser poeta e ao parnaso dar valor
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