Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Entre Amor e Distância

Mãe, às vezes penso em nós:
dias em que somos jardim,
outros em que tudo se perde.

Confesso, às vezes tenho medo.
Quando abro o coração,
minhas palavras voltam
como se não tivessem lugar.

Cansa viver assim.
Talvez por isso eu sonhe em partir,
buscando leveza
para um peso que é da alma.

Faz tempo que não ouço
um elogio seu,
nem encontro no seu olhar
algo de bom em mim.

Eu sei que a senhora sofreu
e carrega muitos medos,
mas amar não deveria ser
querer controlar.

Ainda assim, uma verdade fica:
eu te amo, mãe.
Mas hoje,
meu coração já não encontra
paz em estar perto.

Calma, as vezes o recuo do mar não mostra coisas bonitas, mas, esse recuo é temporário e necessário....
para uma boa limpeza

Muitas vezes buscamos a verdade fora, esquecendo que ela é o espelho que limpa a nossa própria visão.

⁠"Nem sempre a luz me guia. Às vezes é a própria escuridão que me revela por onde não quero mais voltar."

`As vezes, o melhor do ser humano esta' na simplicidade.⁠

Parar de fumar é algo tão bom, que já perdi a conta de quantas vezes parei.

Às vezes o fim de um amor não faz barulho.
Ele simplesmente aprende a viver em silêncio.

Ser trocado dói.
Mas às vezes o que mais dói é perceber que o amor foi embora em silêncio.

⁠As vezes o problema não é o que falamos, mas sim como falamos!

QUINTANA E O AMOR

Muitas vezes nessa vida
Confesso que já chorei!
Já chorei por coisas bobas
Já chorei por quem amei
Lhes juro, a dor é grande
O tamanho eu não sei
Eu só sei que quem já amou
Sabe do que eu falei...

E quem não quiser chorar
Creia, eis a solução:
Não procures o amor
Endureça o coração
Tu só não vai experimentar
A mais linda emoção
O mais lindo sentimento
A incrível sensação
Vais parecer que flutuas
Na leveza da paixão.

E por falar em sentimento
Me lembro de um senhor
Que morou no meu Rio Grande
Da vida era doutor
Escreveu as coisas mais lindas
Soube a paixão expor
Mário de Miranda Quintana
O professor do amor...

Eu aprendi com o Quintana,
Exaltar o amor...
Pra meus filhos lembrarem
Quando eu me for
E vão tornar a falar
Assim como eu falei:
—Eu aprendi com papai,
Exaltar o amor...

Thiago Rosa Cézar

"Muitas vezes as cicatrizes que não vemos, são as que mais doem.“

Pensa assim: às vezes, tem pessoas que são demais, cheias de qualidades boas, sabe? Mas aí, elas têm um "negocinho" — um defeito que pegou forte, um hábito que virou vício, ou uma característica que é legal, mas passa da conta e meio que "buga" o sistema. E esse "negocinho" é tão evidente, tão "na cara", que acaba ofuscando tudo de bom. É como se o mundo só visse aquela manchinha e ignorasse a pintura inteira, por mais bonita que ela seja. É triste, mas acontece: um único defeito pode manchar a reputação de alguém, mesmo que essa pessoa seja um anjo em todo o resto.
Rosinei Nascimento Alves⁠

Às vezes, não é só a razão, o coração quem nos "fala".
Há ênfase do Universo em nos dizer, lute, prove o quanto és disposto.
Agnaldo Souza

Às vezes tudo parece perdido, sem sentido.
O amanhã se torna sem importância, tudo parece sem cor, uma escuridão por dentro que não deixa enxergar nada de belo.
Até percebermos que não precisa ser tudo colorido, e que podemos colorir somente as coisas que verdadeiramente importam, como um sorriso sincero , um abraço apertado, uma palavra que acalma nossa alma.
São os pequenos gestos que fazem o amanhã ganhar cor...

Às vezes, a ausência é melhor do que ficar insistindo onde não há reciprocidade.

As pequenas coisas, os pequenos gestos às vezes, tem um valor imensurável.
Um gesto, uma palavra apenas, pode mudar todo o curso de uma história e para sempre o destino de uma vida.

Às vezes, desistir é cuidado.
Quando o cansaço dói e a humilhação pesa,
ir embora não é fraqueza
é escolher sobreviver.

Vivemos correndo para consertar coisas e cumprir prazos, mas muitas vezes vamos devagar demais quando se trata de ouvir, acolher e cuidar de gente. Sabemos resolver problemas com rapidez, porém hesitamos diante das dores humanas. No fim, o que realmente sustenta o mundo não é a pressa, mas o cuidado.

Intensidade


Às vezes a gente se culpa por ser intenso demais.

Muitos dizem que deveríamos mudar.
Que deveríamos tratar as pessoas da mesma forma que somos tratados.

Mas a verdade é que eu não sou assim.

Eu não consigo ser frio quando meu me coração é quente.
Não consigo devolver maldade quando o que eu carrego é amor.

Se alguém carrega ego…
eu carrego sentimento.

Se alguém carrega desconfiança…
eu carrego confiança.

Mas não qualquer confiança.

É o tipo de confiança que só pode ser quebrada uma única vez.

Por isso é preciso ter cuidado antes de tentar quebrar alguém por inteiro.

E a verdade é que o meu maior medo nunca foi ficar quebrado.
Porque todas as vezes que eu me quebrei… eu também me curei.

O meu medo é outro.

É que um dia, lá na frente, você perceba o que perdeu…
se arrependa de tudo…

E eu simplesmente não possa mais fazer nada.

⁠Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.

Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.

Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.

Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.

Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.

Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.

Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.