Por Voce eu Pegaria mil vezes
Você previu a minha solidão,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
Não te acho porque livre não estás,
Estás confinado numa prisão,
Decepcionado com a minha decisão.
Você previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
Você no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
Não te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas não fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que não sara,
Dor que não para,
Ferida que não cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que não passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertá-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
Abraça toda a poesia do mundo,
Longe de você vivo em vero luto.
Palmilha a estrada florida,
Para que voltes a fazer parte da vida.
Entende os caminhos que fiz,
Perdoa-me... Eu te fiz infeliz.
Agarra a felicidade, ela voltou,
Para ti que tanto me amou...
Esqueça o que passou, esqueça;
Opte pela estrada cor de violeta.
Escute tudo o que tenho para falar,
Perdoa-me... Aprendi o quê é amar.
No jardim do amor, doce humildade,
As estrelas preparam a estrada,
Para que a eternidade de amar encontre
O lugar que pertence e não seja abandonada.
Entenda, ao menos me ouça:
Fiz o quê ninguém fez ou ousa...
Ninguém ama sozinho,
Esteja bem certo disso.
Procuro a tua libertação,
Que é mais minha do que tua;
Nas letras e nas brumas da Lua.
Estenda além do conceito,
O amor nada tem de estreito...
Quando se ama espera,
Perdoa até o quê magoa.
A distância supera,
A alma se entrega
E alimenta-se de toda a poesia.
Os símbolos estão na tua mente,
Só você para identificá-los...
Os caminhos que tu podes fazer,
Só você para trilhá-los.
As fantasias latentes - quentes
Tocam os nossos acordes plangentes,
Os ritmos e nossas vibrações
Fazem mil constelações de tentações.
Os desejos ainda estão engolidos,
Basta olhar nos teus olhos abandonados.
Os balbucios indizíveis intermitentes
Do meu nome nos teus lábios apaixonados.
Não é invenção, não é convenção,
É curiosidade e envolvimento;
Existem o elã e a admiração
Nasceu em nós a ambição - o sentimento.
Os desfrutes que estão porvir,
Todos só a poesia que há em mim pode reger;
E a minha carícia amorosa pode garantir.
Os amantes ainda estão a embalar,
Não há mais como esconder,
E nem por muito tempo enganar.
Os poetas nunca irão parar de escrever,
O quanto haveremos de nos amar,
Além de nos compreender - constelar.
Você sabe o quê ela
é capaz de fazer
quando alcancar
os lábios da mulher
amada ao abrir
a adega de beijos
A escolha depende
da sensibilidade
do sommelier,...
Não posso fazer nada:
a poesia por aqui
nos surpreende,
e sempre que vem
já chega engarrafada.
De nobres castas
e envolventes
com tantos aromas,...
Não se deve esgotar
todos de uma só vez,
porque cada uma
delas experimentada,
é uma aventura
para ser contada.
Destes beijos de Barone
em nós se reserva
os enleios e os segredos
de uma história
que não se encerra
por aqui nestes versos.
Você não sabe: o boi é cheio de arte
O Boi tem raça, é o dono da festa
O Boi é forte, é o boi da promessa;
O Boi é ameríndio, porta estandarte.
Você não sabe: o boi é educado,
Até o coração do apresentador:
Vive sempre por ele apaixonado.
Ele tem cor da paixão e do pecado,
Da sinhazinha, ele é o enamorado.
Você não sabe: o boi é cheio de paixão
O Boi tem graça, é o dono da ginga.
Quem não sabe que ele é do coração?
O Boi é o Senhor, dono do seu coração.
A festa não tem hora, não tem lugar,
A festa é assim: ela nunca vai acabar.
Chegou o Boi Garantido, sim senhor!
Para o povo do Amazonas levantar...
A batucada como sempre dá o tom,
Com a benção do pajé será tudo de bom.
Você não sabe: o boi é do povão.
O Boi é o Soberano do seu coração,
Das alegorias, ele é a inspiração.
O Boi é o senhor da tua emoção!
O Boi é o Rei da Festa, que bom!
Agora que você já sabe:
Festejar em Parintins, é tudo de bom!
Veja a figura típica, que é o resultado
Da gostosa miscigenação do amor.
O Boi Garantido é filho desse calor,
E assim anunciou o levantador...
Quem não sabe a cor?
A cor do boi é vermelho,
E a outra cor e branca,
Que é a cor de Nosso Senhor.
Despontando a vaqueirada não é lenda,
Riscando bem a estrada da fazenda,
Brilhando o Boi Garantido, meu amor,
O amo do boi é o dono da fazenda,
Do boi ele pensa que é o senhor,
O amo canta os versos mais belos
As estrelas iluminando a noite,
O boi obedece sem nenhum coice.
O Boi com o pajé vai fazendo o ritual,
Seduzindo a sinhazinha de jeito especial,
O vai e vem do boi no passo da evolução,
O Boi mais bonito é o Garantido, ele é sem igual;
Só ele levanta de verdade a nossa emoção,
Não adianta só um bom toador cantar,
Se não tiver o boi, nada vai adiantar...
As tribos indígenas e o tuxauas,
Aqui estão para a galera vibrar,
Chegou a Rainha do Folclore,
Para o Brasil inteiro se encantar..,
A galera se agita, o boi se sacode,
A noite é uma menina que tudo pode.
Nenhuma das mulheres se compara à ela,
Está para nascer alguém que de mim discorde:
A Cunhaporanga sempre será a mais bela!
Escrevo porque sinto,
Ouço você vivendo,
Bem aqui (dentro).
Assim ainda te vejo,
Indo rumo (adentro),
Com todo o sentimento.
Escrevo porque sei,
Que não estou só,
Tenho você que me (tem),
Eu sou o teu maior bem.
Porque tudo requer:
carinho e (manha)
Um dia tudo se ajeita,
E virás com amável sanha...
Escrevo pétala por (pétala),
Em sílabas com bons tons,
Melodias próprias das cítaras,
Harmonias das mil canções,
Do solstício do inverno,
Revelando para as emoções.
Ainda nos desejo,
Assim nos (creio),
Nada em mim é passageiro:
tudo é repleto, concreto e inteiro.
Assim procuro escrever
Curvo-me ao teu mistério,
Jamais desistirei de nós
Eu te encontrarei no alto hemisfério.
Não irei atrás de você,
Nada irei te cobrar,
Para lembrares sempre de mim,
Como um jardim em plena espera,
Vibrando pela primavera,
Que só o amor conserva.
Sempre voltarás correndo para mim
Porque o meu tempo é sempre ameno,
E o meu jeito é veramente sereno.
Porque se entregaste ao meu jeito,
Eu sou insaciável, viciante,
Como a flor que produz pólen,
Só para atrair a abelha,
Eu exalo uma aromatizante centelha.
Sou flor de alcaçuz,
Tenho perfume, cor e brilho,
Para povoar o teu espírito
Com o meu florir que seduz.
Ainda não conheceste bem a primavera,
Preparo-te todos os dias para ela,
Porque aqui sempre estarei de sentinela,
Aguardando de vez pela tua entrega,
Eu sempre estarei à tua espera.
A distância não diminui
você aqui dentro,
Sinto o teu aroma
trazido pelo vento,
Tens as essências de todas
as mil flores,
Nunca vi maior grandiloquência
Dentre todos os amores:
Você que me possui com amor,
Malícia e com intensidades
multicores.
Fico o dia todo
procurando uma canção,
Que me faça te cantar,
E cantando te traga
Na emergência que o amor
compreende.
Trago-te para a primavera
amorosa
Que nos pertence,
E que nunca há
de nos faltar.
Adorando-nos
tremendamente,
Os nossos sabores
nos repletam,
Somos tão
cúmplices,
De provocar capricho
nos amores
Mais ciganos.
Carregamos a alma
De todas as revoluções,
E somos as asas
da liberdade
Batendo pelos campos
floridos,
Tudo isso porque
nos amamos,
Nos desejamos,
E juntos destruímos
os grilhões,
Rumo ao que dizem
que é impossível,
Nada chegou até
hoje mais perto,
E muito menos próximo
do que é incrível:
Carregamos conosco
a segura certeza
De que o amor é imperecível.
Quem ama nunca se deixa,
Ganha outros mares,
Conhece outros países,
Vive com o coração
sem queixa,
Quem ama sempre aparece,
Vive com o coração
em regresso,
Ganha o céu,
Traz consigo as estrelas,
Faz de tudo para que até
o pequeno gesto
Se eternize.
Cessa até a mais temerosa
Das guerras,
Faz gloriosamente
Com que a alma se torne humana,
E triunfalmente se pacifique.
Quando você está longe,
Tudo é fadiga, tudo cansa,
A saudade desfia o peito,
Ruína se faz reconstruída,
Com graça e poesia infinita,
Ah! essa saudade bandida...
Incerta via do pensamento,
Tudo é tempestade e sentido,
Assim é a saudade locomotiva,
Que o tempo se faz embarcado,
E o coração crê que é passageiro,
Seguindo no impulso do sentimento.
O tempo apressa o relógio,
Não despreza nem o simplório,
Coloca os segundos em velório,
Só para enterrar a saudade,
E desafiar a castidade,
Quero me entregar de verdade.
Faz-me bem essa espera,
Porque ao invés de reclamar, escrevo,
Para quando voltares, voltares doce,
Bem doce querendo o meu sossego,
E vires arrebatado pelo nosso 'instante',
Para que eu circunscreva no teu corpo delirante.
Com o coração apaixonado
Pertenço-te mais à você
Do que a mim mesma,
Você chegou para mexer
Com a minha cabeça,
Não há mais um porquê
Para olhar para trás,
Agora sei que eu te
amo a cada dia mais...
Se é conto de amor,
A gente inventa
Do jeito que for,
E tempera o nosso
amor com pimenta
O nosso bom motivo d
e sermos presença,
Assim nos aquecemos
com o mútuo calor...
Do que dizem que
pode ser ilusão
Está escrito nos teus
olhos a minha paixão,
Sei que aos poucos
você está para chegar
Não falta muito, sei que
você vai se entregar,
Nem eu e nem você vamos
parar para pensar...
Não procure
pela explicação
O amor quando acontece
tem a sua própria lógica,
O importante é estarmos
juntos além das horas,
E dessa vez, nenhum
dos dois irá embora,
O amor chegou para ficar
escrito na nossa história.
Você me pede um verso
Eu quero bem mais do que isso,
Estou pedindo o teu avesso
Quero viver no teu
colo um doce paraíso;
Ter você aqui do meu lado,
é bem isso que eu preciso.
Fico esperando
pelo teu beijo,
- você sabe
Essa foi a forma
que encontrei
Para me fazer pequena,
- é desse jeitinho
que consigo caber
Na palma da tua mão
Faço isso para ver
Se um dia entro de vez,
E fico no teu
(coração),
- porque no meu você
Mora de vez há um tempão.
A tua iniciativa
é uma forma
De fazer cativa
a minha atenção,
Basta você estalar
o teu dedo
Que me entrego
com paixão,
O teu carinho errante
em meu corpo
Acaba sempre
com qualquer escuridão.
A tua carícia está
aqui te esperando
Em qualquer estação,
- tenho por ti uma
espera afetuosa
Ditosa é a paz
que embalo no peito
Pelo nosso envolvimento,
- é delicioso saber
que aguarda
Por mim um beijo
que é suculento
- um doce fruto -
Da tua emoção
Tenho por ti um
desejo tórrido,
As minhas letras
que te encantam
E essa minha canção;
- quero o teu colo
não só por um verão
Você me deixa acesa,
sabemos direitinho
O roteiro da nossa empolgação,
De ti sou prisioneira
- meu pedaço de bom caminho -
Se te amar é tentação: não faço
Nenhuma resistência à nossa prisão...
Escrevo para correr perigo,
Para cair nas tuas mãos,
- és meu doce menino -
E por ti dou todas as voltas,
cambalhotas e arrepios.
Não me importo com o quê
neste momento
Estão pensando desses
versos messalinos;
- versos que nasceram
da tua atenção
E dos teus carinhos,
Se um poeta fosse
se preocupar em ser poeta,
Jamais escreveria,
porque escrever
Ocultando o quê sente é
uma enorme covardia!...
Escrevo muitas vezes
de forma erradia,
E não tenha dúvida que as minhas
linhas são vadias;
- mas são todas escritas para você
Sim, meu amor louco amor
escrevo para regar-te,
E regalar-te a tua alma
para quem sabe um dia
Tu sejas inteiramente meu
- completamente meu -
E plenamente meu
- por mais do que um dia,
Não digo à ninguém quem é você,
Para que não tenha fim
os nossos versos intimistas
- e toda a poesia.
As nuvens no firmamento
estão se movendo,
E gentilmente você
me empresta o seu ombro,
- esquecemos juntos
esse mundo de escombros
Somos dois pedaços
que formam um Universo,
- só o amor dissipa
o que há de adverso
O nosso amplexo
em carinhosa rotação,
- estamos nos aproximando
As nossas almas estão
se envolvendo,
- o amor é a nossa
aventureira razão
Os nossos corpos estão
em plena translação...
Centelha mística
que pode surgir
sem explicação,
É o amor batendo forte
novamente no coração,
Fazendo a transliteração
da poesia
que habita em ti
diretamente em mim,
- virando gotas e explorando
o oceano na imensidão: não nego,
e tampouco me recuso...
repetirei infinitamente
a dose de beber da
tua fonte de (pura tentação)...
Não me importo
com o quê pensam,
e muito menos
o quê irão pensar,
se amar custa caro: pago o preço.
Ir em busca do amor
requer sempre um recomeço.
A minha cabeça
aconchegada no teu ombro,
- a cintura enlaçada
pelos teus braços
Lado a lado
os nossos regaços
se libertando do abandono,
- sim, desse jeito
que você me faz,
é do jeito que me mexe comigo
- que por ti me apaixono
O nosso amor iluminado
se protegendo
por estes descampados,
e pelas estrelas abençoado,
Nos amando nessa paz
de começar e recomeçar;
protegidos estão
os nossos passos para seguirem
em frente com a doçura
primeira de um casal de namorados.
Sinto você
que passa
Tua porção
que fica
Te amar é
uma delícia
Só de pensar
em você
Eu me viro
e desviro
Nessa poesia
devassa
Suspiro
e me inspiro.
Trago de ti
o melhor
Só aquilo que
me amacia
Vou além do que
te atiça
O amor que nos
perpassa
Tenho a certeza
que fica.
O pensamento
silencia
Para embalar
a delícia
De estar absorvida
E sorvida por
pura poesia
Pelas linhas
dessas súplicas
Não resistindo
a doce malícia
De sentenciar
o quê melhor
Suplicia de não
ter me encaixada
Nos teus verbos
e corporificada
Ao teu gosto,
maneira e mania.
Faço-me subversiva
Para provar
das tuas astúcias
E me inebriar
nos teus intentos
Rompendo as barreiras
das sensações
Para que eu não saia
dos teus pensamentos.
E dominando o teu
corpo indomável
Somos guerreiros
desarmados
Tomarei este
coração amável
Poetas do fim do mundo
De maneira misteriosa
e indizível
Brindando sempre
e a cada segundo
O amor que chegou
de vez imbatível
Fazendo dos nossos
corações bichos domados.
Nesta chama silente
Faço-me tua, mesmo você
estando ausente;
Sou a fêmea que te
fareja, e se agarra,
Sei que estás se entregando
espiritualmente
Porque morro de amores
por tua pele reluzente.
Sim, você ao meu lado
Garantindo o fim do inverno,
- e trazendo verão....
Surpreendentemente,
- cada obstáculo material
sendo removido
com a minha boca, um espetáculo
inaugural!
Pressinto-me agarrada à tua pele,
e domando você como se doma um alazão;
- inebriando o teu corpo,
a tua alma e o teu coração.
Tendo de ti o teu regaço
Indo além do nosso abraço,
- e trazendo você para mim apaixonado...
Percebendo-te inteiro:
- inflamável, passional e intenso...
Estou aqui te alisando,
- tens de mim o implacável
encanto, e minh'alma
se derramando por esse corpo
em reticências...
Desejo-te inteiro e ainda não
o suficiente para irmos
além do alcance e escrevermos
as linhas do nosso romance,
- e traçarmos a rota do relacionamento.
Entregar-me,
Entregar-me inteira,
Até você tomar-me inteira.
Entregar-me toda em tuas mãos,
Com a tua vontade agarrada aos teus cabelos,
Os nossos corpos são um só novelo,
E são nossos os mais lindos desejos.
Fazer-te meu,
Fazer-te todo meu,
Até você ser inteiro meu.
Acarinhando-te com minhas mãos,
Com a minha vontade agarrada na tua pele,
Os nossos lábios são só uma fonte que verte,
Esse amor é a dádiva que o destino recebe.
Somos de nós,
Somos repletos de nós,
Até o infinito tem inveja de nós.
A Lua invade o vale,
Ei-lo aqui neste embalo,
Em meus flancos, - nem um pouquinho mansos...
Hei de fazer-te apaixonado, um sereníssimo regato.
Escrito com vinho tinto
Por você corro esse risco,
O amor é grande, é infinito;
Creio na força do destino.
Trago a poesia pela mão,
O coração está batendo,
Nada sufoca a razão;
O amor tem nome.
Se hoje ainda é noite,
A manhã há de ser,
A lembrança habita,
Tudo irá acontecer.
Tatuado no coração,
Desenhado no tempo,
Tudo tem explicação,
O amor tem endereço.
Sei que estou em você
E nas mãos da esperança,
Está o nosso amor bailando
E bem malandro virou criança.
Podem até me faltar as palavras
Sempre saberei por onde começar,
Talvez você não me compreenda
Sou uma equação sem solução,
Ainda posso aprender a amar.
Com a cabeça no mundo da Lua
Os meus olhos só conhecem o Sol,
O meu coração é uma galáxia
Sou da noite, e também da manhã;
Sou um tanto doida, corro do divã.
Existe um tempo que é só meu
Só o amor pode me transformar,
Vou dançar um blues em cima da mesa
Não acho que esse coração seja meu,
Quero conhecer o lado azul da tua sutileza
Toda mocinha tem síndrome de princesa,
Querendo um princípe que a obedeça.
Com a cabeça querendo ser tua
Os meus olhos só conhecem os seus,
Os teus olhos são um par de planetas
Que serão para sempre meus,
Sou da noite, e também da manhã;
Sou um tanto doida, corro do divã.
Um pedaço de carinho
E outro só braveza,
Que para te silenciar te beija
A boca com certeza,
Inteiramente não resisto
Ao teu corpo quente,
Na verdade sou um bicho selvagem
Você é acha que sou meio ausente,
É a maneira de estar com você
Sempre presente,
Um gato para colar comigo
Tem que ter coragem,
E tem que ser antenado e muito valente.
Quero olhar para você,
e dizer olhando nos
teus olhos:
"-Você é a
pessoa certa,
valeu a pena
ficar a tua espera!".
O teu jeito
e da tua palavra
de amor despertaram
em mim
a poesia concreta.
Toda a prudência
que tive
até agora foi
para me guardar
para te encontrar
aqui na Terra.
Aprendi que o melhor
do amor é
para dizer para a pessoa
que se escolheu
para ficar ao lado:
- Não tenho dado
o braço a torcer,
mas já te tenho
como o meu
amado.
Desejando
ser tua
como um vinho
delicado
que quanto
mais se bebe,
mais se deseja
beber...
Nada tirará
da minha mente
que nós vamos
nos pertencer.
Travessamente me deixas
Brava o dia inteiro,
E quando cai a noite,
E você chega com esse
Teu jeitinho menino,
Que faz com que eu
te perdoe e sonhe,
deliciosamente contigo.
Os meus segredos destrinchados
Por tuas mãos,
- inesquecíveis -
Mãos repletas de delícias!
Nós dois derribados ao chão,
E num ritmo que só a nós interessa...
Quem tem um amor nessa vida,
E sabe que amar é bom a beça...
Não temos nada que nos impeça!
Temos nós dois, a primavera e a espera,
Que não há de nos deter;
Espiritualmente a gente se integra.
Você faz doce, eu sei...
Para que minha cabeça não se distraia,
E que eu passe o dia todo
Concentrada em nós dois;
Pare com isso! Você não precisa disso!
Estou completamente rendida
ao teu feitiço, mas você continua a me tentar,
E como caça, continuo a tua presa;
Quando menos eu espero,
Lá vem você e me pega de surpresa!
Esse tempo que não passa,
Vou torcendo para a noite chegar,
Estou esperando por você do jeito,
Que nós dois estamos acostumados,
Um conectado a alma do outro,
E que as nossas estrofes de inteira volúpia
Desabrochem em flores perfeitas...
E que esse dia de penar
Sem a tua atenção te traga
Lépido, faceiro, intrépido
- e travessamente celestial;
Enquanto esse dia não chegar, não sossego!
Planejo ais na imensidão,
e você virá com o teu beijo
sabor de pinhão;
arrebatado está o meu coração,
entreguei-o sem dó na tua mão.
O coração de uma mulher
recolhida que escreve sem nenhum
recato: desejo de ti bem mais
do que um beijo e um abraço,
lindo é o teu corpo como um laço!
Desejo cair na tua teia,
e não de maneira corriqueira;
e ser para ti a tua cúmplice
- a melhor parceira-.
atada nesse corpo que incendeia,
sei que juntos faremos fogueira.
Escrever versos sem recato
foi o único jeito que encontrei
para que de mim você não se esqueça;
o teu corpo é esperado para que de
frio a gente não mais padeça...
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