Por Voce eu Pegaria mil vezes
Eu não sou pop, prefiro a discrição e não vejo graça em ser o centro das atenções nas festinhas da turma, correndo o risco de fazer o papel ridículo de animador da galera! Deus me livre, anonimato sim que é digno.
Tô com ciúme, tô com frio, tô com raiva, tô com sono. Tô com tudo, menos com quem eu queria estar...
Olhando para trás, eu gostaria de ter escutado. Gostaria de ter observado mais de perto e entendido. Mas às vezes você não consegue ver o que está aprendendo até chegar ao outro lado.
Eu vi a inveja comprar o homem
Pro homem comprar algo inútil
Chega ser cômico e lógico
Vê que cê pode ser o próximo
Números de um código
Me diz, porque o ser humano é tão tóxico?
Ah, como é que eu faço pra lidar
Com esse teu jeito de amar
Não dá pra bem entender, mas eu gosto de você
Quando a gente se junta, esquenta
Eu duvido que alguém lembre do passado com tanta alegria como eu lembro. As pessoas têm mania de olhar pra trás e já se lamentarem. Pra mim não é assim sempre. Claro que, assim como todo mundo, eu também tenho saudade de muita coisa, muita gente e muito tempo da minha vida. Mas eu lembro também que lá atrás, nesses dias, eu pensei, ou falei "vou aproveitar agora porque isso acaba; daqui uns anos não terei mais isso". Fiz minha parte, aproveitei como pude. Tentei aproveitar ao máximo. Agora não há nada a fazer mesmo. Nada nem ninguém vai voltar nem fazer voltar. Então por que ficar sofrendo tanto por isso? Prefiro agradecer por ter tido a oportunidade, por ter agarrado as oportunidades que tive. A vida continua, e o dia de hoje pode, sim, trazer tanta saudade daqui 10 anos quanto aquele dia 10 anos atrás.
eu acredito
que Deus não acredita
mais em mim...
não, eu nunca menti,
mas é que ao orar
eu sempre ri
em vez de chorar...
ele pensa que sou forte,
ele pensa que tá tudo bem,
e na verdade está...
Ele me olha de lá,
eu o cumprimento daqui
e dia desses, depois de tudo cumprido,
a gente se fala, a gente se acerta
se Ele deixar a porta do céu aberta
para essa pagã entrar
Só que eu cansei. Quero perder o controle, quero dormir até o meio-dia, quero comer um deserto de chocolate, quero música alta sem vizinho enchendo o saco, quero me sentir só, não quero me sentir só, quero colo de amiga, quero colo de mãe, quero colo de alguém especial que saiu andando e nem deu tchau.
A solidão me fez poeta.
Ou então eu penso ser.
Escrevo coisas bonitas.
Que não consigo dizer.
Coisas belas que na mente.
Ficam guardadas, contidas.
Que só com a mulher que amo.
Elas serão divididas.
Não me culpe em eu cuidar tanto assim da tua vida. Ela me faz bem, e é a única maneira que eu encontro para a minha estar em paz.
Eu troco minha paz por um beijo seu. Eu troco meu destino pra viver o seu. Eu troco minha cama pra dormir na sua. Eu troco mil estrelas pra te dar a lua. E tudo que você quiser. E se você quiser, te dou meu sobrenome. Tem gente que tem cheiro de rosa, de avelã. Tem o perfume doce de toda manhã. Você tem tudo, você tem muito. Muito mais que um dia eu sonhei pra mim. Tem a pureza de um anjo querubim. Eu trocaria tudo, pra te ter aqui.
Quando eu morrer, meu corpo vai parar de funcionar. Ele vai se desligar, de uma vez ou gradativamente. A respiração vai cessar, o coração vai parar de bater. Morte clínica. E um pouco depois, tipo, uns cinco minutos depois, meus neurônios vão morrer. Mas, nesse meio-tempo, talvez meu cérebro libere uma maré de DMT. É uma droga psicodélica liberada quando sonhamos, então eu vou sonhar. Vou sonhar mais do que jamais sonhei, porque isso é tudo. É a última descarga de DMT toda de uma vez. Meus neurônios vão disparar e verei um espetáculo de lembranças e imaginação. Vai ser uma baita viagem. Vai ser alucinante porque minha mente vai estar viajando pelas memórias de longo e curto prazo, sonhos se misturando com lembranças, e finalmente a cortina se fecha. O sonho que fecha todos os sonhos. O último grande sonho enquanto minha mente esvazia o depósito e então… acaba. A atividade cerebral cessa e não resta nada mais de mim. Nenhuma dor. Nenhuma lembrança. Nenhuma consciência de quem já fui. De que já machuquei alguém. De que já matei alguém. Tudo permanece como era antes de mim. A eletricidade se dispersa do meu cérebro até sobrar só tecido morto. Carne. Esquecimento. E todas aquelas coisinhas que fazem parte do meu corpo, os micróbios, bactérias e bilhões de outras coisinhas que vivem nos meus cílios, no meu cabelo, na minha boca, na minha pele, no meu estômago e tudo mais, seguirão vivendo. E comendo. E estarei servindo o meu propósito: alimentar a vida. Quando me decompuser e as minúsculas partes de mim forem recicladas, estarei em bilhões de outros lugares. Meus átomos estarão nas plantas, insetos, animais. Eu serei como as estrelas no céu. Aqui em um momento, depois, espalhadas pelo cosmos.
Ando na fase dos nãos. Talvez eu não quisesse passar por isso, mas ainda não encontrei um atalho, um desvio qualquer que fosse, desse tal destino que nos é entregado sem qualquer opção de escolha. Odeio o destino, odeio não ter controle, odeio não poder escolher os dias sem compromisso, os encontros que poderiam esperar pelo momento certo. Acredito que Deus tenha feito um ótimo trabalho com o mundo, mas e eu? E o mundo com milhões de “eus” e “outros” que carrego dentro do corpo? E os dias em que chove e meu pneu fura a mais de 50km de casa? E os domingos tão pacatos em que não saio e nem ao menos consigo escrever? E os compromissos em que me atraso porque não consegui decidir por uma roupa? Eu penso sobre inúmeras coisas. Penso se da mesma forma que eu olho o céu procurando Deus, será que alguma vez Ele olhou para baixo me procurando? Será que Deus orou para seu Deus por mim? Que fé Deus tem em nós? Por que essa dolorosa fase dos nãos? Do meu não-sentir, não-pedir, não-ir, não-falar, não-acreditar, não-seguir, não-responder, não-suplicar. Não arrisco, porque eu não tenho mais nenhuma crença. Não duvido, porque até o perigoso pensar das dúvidas me incomoda. Não olhar, não retribuir um olhar que me fita com alguma esperança. Não ser recíproca, porque eu tenho tão pouca coisa para dar, para partilhar, embora que o outro tenha tanta miséria também, mas ter um monte de nãos na boca, nos gestos, no falar, não é ainda mais miserável do que qualquer outra coisa? Não ir, não estar pronta para os novos amores e amigos. Não cogitar uma mudança. Não dar a possibilidade de chegarem muito perto. Não dormir, ter medo do escuro. Não acordar, ter receio da luz que pode mostrar as marcas da minha face. Não responder, dizer uma besteira que me faça ainda menor, ainda mais negativa. Não mexer, não limpar, não se desfazer das cinzas que transbordam o cinzeiro, da poeira que se agarra com as unhas nos quadros da sala, da maresia que deixa o vidro da janela encoberto, das frutas que amanhecem por dias seguidos sobre a bacia na mesa, das manchas de café na camisola ou no chão do escritório. Não dizer não ao não. Me acomodar a essa vontade do não mudar, do não orar por qualquer salvação.
Tudo que eu quero nesse momento é a oportunidade de viver a minha vida sem interferência,sem julgamento,sem correção. Porque quando EU mesmo quero enxergar os meus erros. Assim irei aprender a concertá-los,mesmo que pra isso eu precise perder algumas pessoas importantes. Servirá como um aprendizado. Mas tenho a plena certeza de que não quero que digam onde eu errei, porque sei que isso não me fará corrigir, afinal, ninguém enxerga os próprios erros quando alguém lhe conta.
“Aonde quer que esteja lá também eu estarei, porque tão grande quanto a distancia que nos separa é o amor que nos uni.”
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