Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Dizem que quem se define se limita,discordo.Quem se define possue autoconhecimento.Mas me definir eu diria que é uma tarefa dificil, pq as vezes nem eu mesma me entendo.E sim!, é bem mais fácil ver os defeitos nos outros do que em nós mesmos!Tarefa dificil essa, se autodefinir,tarefa para aqueles que se conhecem muito bem,e que sabem todas as suas limitações,todos os seus defeitos,todos os detalhes sordidos do seu Eu..Bem,eu saberia dizer alguns dos meus defeitos,algumas das minhas qualidades, alguns detalhes do meu Eu.Mas o que pode ser defeito pra mim,pode ser qualidade pra você, e o que posso considerar qualidade, você pode discordar,e afirmar que é defeito.Só poderia afirmar uma coisa,perfeita não sou,e nunca serei.Além do que, vivo em constantes mudanças,meu rosto muda de ano em ano,meu corpo de mes em mes,meu humor varia de dia em dia, meu coração acompanha as horas,meus pensamentos os minutos..e minha vida acompanha cada segundo.Entao seria mais interessante deixar para você essa definição,você que esta de fora, e pode perceber cada detalhe com maior atenção do que Eu.A gente ta aqui pra viver,e nao para parecer estar vivendo.Um dia, eu saberei me definir,um dia vou dizer, essa sou Eu.

PRIMEIRA ELEGIA

Quem se eu gritasse, me ouviria pois entre as ordens
Dos anjos? E dado mesmo que me tomasse
Um deles de repente em seu coração, eu sucumbiria
Ante sua existência mais forte. Pois o belo não é
Senão o início do terrível, que já a custo suportamos,
E o admiramos tanto porque ele tranqüilamente desdenha
Destruir-nos. Cada anjo é terrível.
E assim me contenho pois, e reprimo o apelo

De obscuro soluço. Ah! A quem podemos
Recorrer então? Nem aos anjos nem aos homens,
E os animais sagazes logo percebem
Que não estamos muito seguros
No mundo interpretado. Resta-nos talvez
Alguma árvore na encosta que diariamente
Possamos rever. Resta-nos a rua de ontem
E a mimada fidelidade de um hábito,
Que se compraz conosco e assim fica e não nos abandona.
Ó e a noite, a noite, quando o vento cheio dos espaços
Do mundo desgasta-nos o rosto -, para quem ela não é /sempre a desejada,
Levemente decepcionante, que para o solitário coração
Se impõe penosamente. Ela é mais leve para os amantes?
Ah! Eles escondem apenas um com o outro a própria sorte.
Não o sabes ainda? Atira dos braços o vazio
Para os espaços que respiramos; talvez que os pássaros
Sintam o ar mais vasto num vôo mais íntimo.

Sim, as primaveras precisavam de ti.Muitas estrelas
Esperavam que tu as percebesses. Do passado
Erguia-se uma vaga aproximando-se, ou
Ao passares sob uma janela aberta,
Um violino se entregava. Tudo isso era missão.
Mas a levaste ao fim? Não estavas sempre
Distraído pela espera, como se tudo te ansiasse
A bem amada? (onde queres abrigá-la
Então, se os grandes e estranhos pensamentos entram
E saem em ti e muitas vezes ficam pela noite.)
Se a nostalgia te dominar, porém, cantas as amantes; muito
Ainda falta para ser bastante imortal seu celebrado sentimento.
Aquelas que tu quase invejaste, as desprezadas, que tu
Achaste muito mais amorosas que as apaziguadas. Começa
Sempre de novo o louvor jamais acessível;
Pensa: o herói se conserva, mesmo a queda lhe foi
Apenas um pretexto para ser : o seu derradeiro nascimento.
As amantes, porém, a natureza exausta as toma
Novamente em si, como se não houvesse duas vezes forças para realizá-las.
Já pensaste pois em Gaspara Stampa
O bastante para que alguma jovem,
A quem o amante abandonou, diante do elevado exemplo
Dessa apaixonada, sinta o desejo de tornar-se como ela?
Essas velhíssimas dores afinal não se devem tornar
Mais fecundas para nós? Não é tempo de nos libertarmos,
Amando, do objeto amado e a ele tremendo resistirmos Como a flecha suporta à corda, para, concentrando-se no salto Ser mais do que ela mesma?
Pois parada não há em /parte alguma.

Vozes, vozes.Escuta, coração como outrora somente
os santos escutavam: até que o gigantesco apelo
levantava-os do chão; mas eles continuavam ajoelhados,
inabaláveis, sem desviarem a atenção:
eles assim escutavam. Não que tu pudesses suportar
a voz de Deus, de modo algum. Mas escuta o sopro,
a incessante mensagem que nasce do silêncio.
Daqueles jovens mortos sobe agora um murmúrio em direção /a ti.
Onde quer que penetraste, nas igrejas
De Roma ou de Nápoles, seu destino não falou a ti, /tranqüilamente?
Ou uma augusta inscrição não se impôs a ti
Como recentemente a lousa em Santa Maria Formosa.
Que eles querem de mim? Lentamente devo dissipar
A aparência de injustiça que às vezes dificulta um pouco
O puro movimento de seus espíritos.

Certo, é estranho não habitar mais terra,
Não mais praticar hábitos ainda mal adquiridos,
Às rosas e outras coisas especialmente cheias de promessas
Não dar sentido do futuro humano;
O que se era, entre mãos infinitamente cheias de medo
Não ser mais, e até o próprio nome
Deixar de lado como um brinquedo quebrado.
Estranho, não desejar mais os desejos. Estranho,
Ver tudo o que se encadeava esvoaçar solto
No espaço. E estar morto é penoso
E cheio de recuperações, até que lentamente se divise
Um pouco da eternidade. - Mas os vivos
Cometem todos o erro de muito profundamente distinguir.
Os anjos (dizem) não saberiam muitas vezes
Se caminham entre vivos ou mortos. A correnteza eterna
Arrebata através de ambos os reinos todas as idades
Sempre consigo e seu rumor as sobrepuja em ambos.

Finalmente não precisam mais de nós os que partiram cedo,
Perde-se docemente o hábito do que é terrestre, como o /seio materno
suavemente se deixa, ao crescer.Mas nós que de tão grandes
mistérios precisamos, para quem do luto tantas vezes
o abençoado progresso se origina - : poderíamos passar /sem eles?
É vã a lenda de que outrora, lamentando Linos,
A primeira música ousando atravessou o árido letargo,
Que então no sobressaltado espaço, do qual um quase /divino adolescente
escapou de súbito e para sempre, o vazio entrou
naquela vibração que agora nos arrebata e consola e ajuda?

Eu continuo inquieto e insatisfeito; o que eu amarro com a mão direita, desamarro com a mão esquerda, o que a mão esquerda cria, minha mão direita destrói.

Esse é o mundo que eu vivo... mundo cheio de preconceitos, mundo cheio de injustiças, injustiça perante meus olhos... olhos cansados de tudo isso... olhos que, por mais abertos, só veem a escuridão... olhos que sorriem pra não mostrar o que realmente sinto... sentimento... sentimento de uma vida que não existe... não adianta... vc é julgado por tudo que faz, tudo que pensa, tudo que queria ser ou fazer... mundo que julga o caráter de uma pessoa pela aparência... queria ter o poder do tempo... queria poder mudar meu destino... que pena não posso fazê-lo... vou viver condenado por uma sociedade, vou viver escondido, vou viver à espera de um milagre...

Mergulho

Por isso tome fôlego
Que eu vou até o fundo do que posso

Posso bem menos do que imaginas
Posso bem mais do que pensei
Se a superfície é cristalina
Só mergulhando eu sairei

Posso aprender a vida ensina
Posso ensinar aprenderei
Posso enfrentar a minha sina
Posso ter medo mas te amarei
Posso?

Eu estava dentro e fora, simultaneamente encantado e repelido pela variedade inesgotável da vida.

Olhos que eu amei
que não pousaram nos meus
que fugiram, se acovardaram
como falsos olhos de um deus.
Olhos que a estrada buscam
sem nunca chegar ao fim
olhos que todos querem
e que eu queria pra mim.
Olhos que geram cobiça
que a tristeza seu brilho ofusca
olhos que nada procuram
que não quiseram os meus.
Olhos que se decepcionam
olhos que choram, que amam
olhos que não me encaram
olhos que não me enganam.
E que sabem ser felizes
quando sentem a verdade
quando olham as palavras
reflexo da própria imagem
Olhos que eu respeito
que admiro e venero
para os quais, abaixo os meus
num cumprimento sincero:
- Olhos teus!...

Sempre te escrevo cartas de amor todos os dias. Tudo isso só para lhe demonstrar que eu te amo, mas estou aprendendo que não basta escrever ou dizer, tenho que fazer, demonstrar, por isso se você deixar ou permitir que eu confesse pra você e pra todo o mundo que é só você que me faz feliz e que ilumina o meu dia mais que o sol (o sol perto de você é apenas uma estrelinha) e as noites ilumina mais que a lua e as estrelas e é só você que significa pra mim, você é a minha vida o meu sorriso a minha felicidade a minha razão de viver, você é tudo pra mim, te amo tanto que nem sei te dizer mais posso demonstrar pra você e o mundo que EU TE AMO!!!

Quem olha de longe vê um rosto de menina.
Um sorriso estampado com a mensagem: Eu sou linda !!
Olhos que brilham conforme a luz do dia.
E um corpo..aah esse corpo.
Um corpo que faz os homens a sua volta ficarem sem ar.
Esse corpo que faz com que todos virem a cabeça para admira-lo.
Ah menina você é linda !!
Era linda com seu jeitinho meigo de adolescente!
E agora se tornou irresistível com esse corpo de mulher.

Por mais alto que eu grite, por mais insuportável que seja a minha dor, as pessoas só escutarão o silêncio...

Vim aqui para tentar entender quem eu sou. Para ver se eu era o monstro. E agora eu sei a verdade. Não sou eu. É você. Você é o monstro.

Quem sabe não precisa?

Um dia eu estava na frente de casa secando meu carro. Eu tinha acabado de lavar o carro e esperava minha esposa para sair para o trabalho. Vi, descendo a rua, um homem que a sociedade consideraria um mendigo. Pela aparência dele, não tinha carro, nem casa, nem roupa limpa e nem dinheiro. Tem vez que você se sente generoso mas há outras vezes que você não quer nem ser incomodado. Este era um dia do "não quero ser incomodado".

- Espero que não venha me pedir dinheiro. Pensei.
Não veio. Passou e sentou-se em frente, no meio-fio do ponto de ônibus e não parecia ter dinheiro nem mesmo para andar de ônibus. Após alguns minutos falou,
- É um carro muito bonito.

Sua voz era áspera mas tinha um ar de dignidade em torno dele. Eu agradeci e continuei secando o carro.
Ele ficou lá. Quieto, sentado enquanto eu trabalhava. O previsto pedido por dinheiro nunca veio. Enquanto o silêncio entre nós aumentava, uma voz interior me dizia,
- Pergunte-lhe se precisa de alguma ajuda.

Eu tinha certeza que responderia sim mas, atendendo à insistente voz interior...
- Você precisa de ajuda? Perguntei.
Ele respondeu com três simples palavras acompanhadas de um sorriso que me deram uma sacudida.
- Quem não precisa?

Eu precisava de ajuda. Talvez não para a passagem do ônibus ou um lugar para dormir, mas eu precisava de ajuda. Peguei minha carteira e lhe dei dinheiro, não somente o bastante para a passagem do ônibus mas também para conseguir uma refeição e um abrigo.

Aquelas três palavras ainda soam verdadeiras. Não importa o quanto você tem, não importa o quanto você realizou, você também precisa de ajuda. Não importa o quão pouco você tem, não importa o quão cheio de problemas você esteja, até mesmo sem dinheiro ou um lugar para dormir, você pode dar ajuda. Mesmo que seja apenas um elogio, você pode dar.

Você nunca sabe quando poderá ver alguém que parece ter tudo mas que, na verdade, está esperando de você algo que não tem.
Talvez o homem fosse apenas um desconhecido desabrigado que vagueia pelas ruas. Talvez fosse mais do que isso. Talvez ele tenha sido enviado por uma força maior e sábia para ensinar à uma alma acomodada em si mesma.

Talvez Deus tenha olhado pra baixo, chamado um anjo, vestido-lhe como um mendigo e, a seguir, disse,
- Vá encontrar-se com aquele homem que limpa o carro, ele precisa de ajuda.
"Quem não precisa?"

Não tenha medo de se entregar

Talvez eu tenha me entregado rápido demais, tenha te desejado demais. Talvez eu devesse ter dado menos sorrisos, contado menos sobre minha vida ou até demorado pra responder suas mensagens de madrugada. Talvez eu tenha queimado a largada, sem fazer joguinhos ou qualquer outro artifício pra te ter ao meu lado. Talvez eu tenha sido uma boba apaixonada, talvez meus olhos tenham brilhado mais do que o comum e as palavras tenham me faltado. Talvez você seja o certo, talvez não. Talvez isso seja amor, paixão, ou só um romance que dura apenas 2 horas. Talvez eu devesse ter dito que não estava pronta para um relacionamento sério. Talvez eu não devesse ter usado rabo de cavalo e penteado os cabelos como todas garotas costumam fazer. Talvez eu devesse ter usado um vestido rosa e não uma regata branca. Talvez eu devesse ter feito você querer mais, sempre mais. Devesse ter te deixado com vontade e não saciado. Talvez seria certo não atender sua ligação ao primeiro toque. Talvez eu não devesse ter te apresentado aos meus pais no primeiro mês ou feito amizade com sua mãe na fila do supermercado. Talvez eu não devesse ter tomado aquelas taças de vinhos e dito o quanto você era incrível. É, talvez. Talvez eu tenha pulado etapas, deixado que o sentimento me dominasse, ignorado meu cérebro dizendo o que fazer. Talvez eu devesse ter assistido menos filmes de comédia romântica, lido menos livros livros do Nicholas Sparks. Talvez eu não devesse ter depositado todas minhas esperanças em você, talvez eu nem devesse ter alguma esperança. Mas todos nós temos nossas fraquezas, e a minha foi você. Eu não me contive, como uma criança inocente me deixei levar pelo momento, pelo seu sorriso e pela sua influência. Mas quer saber? Não me arrependo. Quantas pessoas você já perdeu por que teve medo de se entregar? Não tenha medo de cair de cara no chão. Aquele cai ainda pode se levantar. E bem mais forte.

As pessoas tem que gostar de você pelo que você é. Sem joguinhos. Não tenha medo de se entregar.

Isabela Freitas
Site oficial de Isabela Freitas

Nota: Crônica "Não tenha medo de se entregar"

...Mais

Eu me sinto vazio e ainda assim farto
Estou triste tão triste
E o lugar mais frio do rio é o meu quarto

Eu

Sou tão poesia
fluídos
névoa e vulcões...
tão construida de utopias
magia...
Que as vezes esqueço da carne e osso!

Quando eu encontrar um lugar no meu mundo, quem sabe eu volte para o seu...

Por toda parte eu vou persuadindo a todos, jovens e
velhos, a não se preocuparem exclusivamente, e nem tão
ardentemente, com o corpo e com as riquezas, como devem
preocupar-se com a alma, para que ela seja quanto possível
melhor, e vou dizendo que a virtude não nasce da riqueza, mas
da virtude vem, aos homens, as riquezas e todos os outros
bens, tanto públicos como privados. (Apologia de Sócrates)

tentei esconder do mundo, o que o brilho dos meus olhos dizia,
tentei dizer que era fase, o que eu sabia que era eterno,
tentei sorrir quando você foi embora, pra fingir não te querer,
tentei conter as lagrimas da saudade, que me apertavam tanto, e dizia que era por motivos insignificantes,
tentei achar desculpas, para explicar meu sentimento..
e o que eu ganhei escondendo meus sentimentos??
NADA, só o sofrimento, a saudade, e o arrependimento...
hoje tento recuperar o tempo perdido e não posso pois você está com outro!!

É, eu faria tudo em troca do seu amor.. Em troca de estar contigo todos os dias, em troca de ser o motivo pelo qual você sorri. Eu só tenho amor pra te dar, então me deixa te amar.. Deixa eu cuidar de você?

Se eu quisesse escrever algo que explicasse tudo
escreveria um dicionário,
o que não teria graça alguma...

Eu não quero ter respostas prontas,
quero uma vida de perguntas,
não quero entender as perguntas
quero é viver as repostas.

A graça de escrever a própria história
é não ter pressa de se saber o final.