Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Não me agrada escrever. Muitas vezes foi dito que as palavras traem o pensamento. Mas a mim me parece que as palavras escritas o traem muito mais.

Por seres tão agradável, por sempre me fazeres companhia, por atender ao telefone todas as vezes que eu ligo, por simplesmente gostar de mim: muito obrigado!

Parece-me, às vezes, que Deus ao criar o homem superestimou Sua capacidade.

Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam.

Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca. Às vezes sara amanhã.

Carlos Drummond de Andrade
Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Nota: Trecho do poema O amor bate na aorta.

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“Pense duas vezes antes de sobrecarregar um amigo com um segredo.”

Muitas vezes precisamos ser iguais ao golfinho, sair de nosso mundo apenas por instinto e sem perder nossas origens.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

"Às vezes o cavaleiro da armadura brilhante, era apenas um imbecil enrolado em papel alumínio. Desapega!

Engraçado como as pessoas sempre querem o seu bem, mas não pensam duas vezes antes de tocar na ferida que mais dói.

Aprendi que a dor muitas vezes só nos faz crescer.

Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa...

Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas...
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente...

Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu. (Acho tão Natural que não se Pense)

[...] Não refreie as lágrimas; chore tantas vezes quantas desejar, mas não lamente desesperadamente sua perda. Ao contrário, honre-o vivendo com maturidade. [...] Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar.

."Nem sempre é coragem que te faz tão agressivo, às vezes é medo ..."

Me importo com coisas tão mínimas que acabo me machucando fácil. E independente de quantas vezes isso me faça cair, eu sempre vou me importar e sempre vou esperar mais das pessoas. Acho que nunca vou aprender a lidar com isso.

Se os homens soubessem o que as mulheres pensam, seriam vinte vezes mais ousados.

Alphonse Karr
A Thousand Flashes of French Wit, Wisdom, and Wickedness, J. De Finod translater and compiler (1886)
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Muitas pessoas morrem com sua música ainda nelas. Muitas vezes é porque elas sempre estão preparadas para viver... Antes delas saberem disso... o tempo acaba.

E os dois comemoraram juntos e brigaram juntos muitas vezes depois. E todo mundo diz que ele completa ela, e vice-versa que nem feijão com arroz.

Muitas vezes antes de adormecer – nessa pequena luta por não perder a consciência e entrar no mundo maior – muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo, por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz… Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega de amor.

Clarice Lispector
Minhas queridas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Nota: Trecho de carta para Elisa Lispector, escrita em 19 outubro de 1948.

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