Por Voce eu Pegaria mil vezes
Sinto-me autorizada
para escandalizar,
não tenho autocontrole
para me silenciar.
Depois de muito
tempo sem notícia,
posso dizer que
me transformei
Na Mãe das Mães,
e na Mãe das Mães
dos filhos deles,
para sempre eu virei.
E com elas a seguir
já sou uma alma
sentenciada
a não me render
por mais nada.
Não sou mulher
de alma calada,
sou um poema
de cada dia
em nome do amor
que vale a pena.
Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.
Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.
No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.
As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.
Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.
Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.
Como animais
acostumados
ao cativeiro
não conseguimos
nos readaptar
com facilidade
a vida em liberdade.
Não se trata
de convencimento,
é um acordar
com leveza quem
está passando
por uma noite
terrível de pesadelo.
Sigo obediente
as leis universais:
não vou me calar
por quem foi
proibido de falar,
e por quem ainda
não conseguiu
o doce despertar.
E sem esforço começo
A saber que mudar
De opinião é um total
E íntegro direito teu,
Entender é dever meu.
A reconciliação é
A única fórmula
De reconhecimento,
Ela é a retomada,
O acerto do passo
No caminho certo
E a busca por aquilo
que dizem que não é.
Em silêncio o coração
Diz que terá sucesso,
Pois quem diz o
Contrário é porque
Tem compromisso
Com o passado.
Mudar ou manter as suas ideias são direitos teus. A reconciliação é a única fórmula de reconhecimento. Ela é a retomada, o acerto do passo no caminho certo e a busca por aquilo que dizem que não, mas o coração diz que terá sucesso. Pois quem diz o contrário é porque tem compromisso com o passado.
Isso é
péssimo,
um verdadeiro
tormento,
prisão
sem notícias
ou qualquer tipo
de satisfação
a meu ver não
passa de sequestro,
um real e sinistro
desaparecimento.
Talvez não sejam
os versos
mais bonitos,
Porque são
os versos
mais difíceis
da minha vida
já reconhecidos,
Porque estou
habituada
a escrever sobre
romantismo,
e não sobre
autoritarismo;
Enquanto com as
crueldades não
pararem,
notícias tuas
não chegarem
e a ti não libertarem,
Todos conviverão
com estes versos
por todos os lugares.
Buscando uma saída
tenho escrito
os versos mais difíceis
da minha vida,
Não há como não
seguir sem
saber o porquê,
aonde
e como está você.
Existem momentos
Na vida que não
Permitem que tudo
Seja a nossa maneira.
Liberta toda a poesia
Retida na alma llanera,
Retira os grilhões
Da gente prisioneira.
Sacode de si a poeira
Típica do poder,
Que afasta a gente
Que a ti lhe queira.
Revela a grandeza,
Busca na atitude
Reconciliada a tinta
Mais fina e dourada.
A tempestade passa,
Só não abra a mão
Da escrita honrada
Do teu nome
Na História da Pátria,
Fazendo livre
Toda e qualquer
CONSCIÊNCIA.
O absolutismo
Brutal do silêncio,
A ocultação
Total do paradeiro.
Não vou parar
De satisfação pedir,
Sigo a reclamar.
O egocentrismo
Infernal prendeu
Quem não merece
No cativeiro.
Não vou parar
Da liberdade exigir,
Sigo a conclamar.
Quem não aceita
A opinião de quem
Deseja o melhor
Para a Pátria,
Não pode se queixar
Nenhum pouco
Do que o povo fala.
Não há mais como
disfarçar o espírito
hostil que possuis,
pois a sua ideologia
serve só a vontade
de roubar o sorriso
de quem lhe cerca.
O seu radicalismo
na verdade é para
mascarar a sua
índole perseguidora
que serve a um plano
que não lhe pertence.
Na nossa terra ser
dessa sua maneira
já se convencionou
como grave rotina,
é gente como você
que agride no meio
da rua a Maria Corina.
Colocaram as armas
em plena campanha,
e não estão respeitando
nem mais as crianças
bem nas nossas caras,
derreteram a moral.
Cada cabeça a
sua santa sentença,
aprenda a respeitar
a minha presença
que segue em greve
em tempo fome,
e não estou na
situação do Jorge.
O meu continente
é farto de tudo:
de sanções, tramas,
conspirações,
e de perseguições;
mantém um General
inocente na cadeia
em nome de gente
cheia de alucinações.
Os sentinelas
espirituais ao
redor do General
INJUSTIÇADO,
as colunas desse
rimário são para
dizer que é o
sobrenatural age
quando o quê é
de direito não é
RESPEITADO.
América do Sul
terra de sanções
e conspirações,
a cada dia por
aqui não há mais
nenhum dia azul
como antes,
os direitos estão
todos os dias
mais distantes.
Alcançando lá
na ponta da praia,
como disse o
capitão que quer
ordenar ao invés
de nos governar;
da Pindorama
sou a herdeira,
e só saio se quiser
e sem nenhum
prepotente querer
comigo sumir,
prender ou me exilar.
Para entender
essa epopeia
o versejar vai
no fluxo da trama,
como a leitura
de mão que
fez uma cigana.
Não faltam
dois dias
para fechar
o mês e nem
mais sete
meses e oito
dias de prisão
e de revisitação
poética em
prol da injusta
ação que tirou
o General
de circulação.
Fazem OITO MESES
de injusta prisão,
e desde o dia que
ele foi preso
perdeu muito peso,
ficar indiferente
não me concedo.
Ele ainda nem
foi julgado
e está com
o direito à saúde
PRIVADO,
assim informou
o Presidente
Emérito
do Colégio
de Advogados,
e pelo jornal
foi noticiado.
En LatinoAmérica
refém de algozes
e de sanções,
quase não se
ouve mais
canções da terra
e as suas emoções.
Não precisa ir
muito longe,
tudo por aqui
deste lado
anda louco
e bem virado:
tem deputado
insuflando
cabo e soldado
para fazer do
Supremo um
estabelecimento
fechado,
e que se poeta
fosse faria
um sucesso
se soubesse
ficar calado.
Desde o dia
13 de março
sem nenhum
contato,
Correram
três semanas
e amanhecerá
mais um dia
sem nenhuma
notícia,
Não vou buscar
conformação
porque enquanto
houver
necessidade
serei poesia
até por
precipitação;
Porque se você
nasceu
para ficar
calado,
Tenha a total
certeza,
que não é para
permanecer
ao meu lado.
São bem mais que
quatro semanas,
Neste dia que
antecede o Santo
Milagre do Sol,
Falta pouco
para relembrar
o dia e as horas
da injusta prisão
do General,
Não são sete horas,
farão sete meses;
O coração não
está sereno,
o meu Universo
em Abya Yala
a injustiça não cala
por ser de caridade
e herança ancestral.
Colocar a história
no seu devido lugar,
e não abandonar
a memória de quem
jurou a vida pelo povo
para sempre entregar,
é essa a herança
continental na veia
que faz grande
o orgulho que carrego.
A Defesa incansável
vem invocando
o respeito ao Estado
que é de Direito,
a memória sobre leis
especiais e tratados
internacionais,
e a saúde do General
vem se deteriorando
a cada dia mais,
pois o Governo finge
que não escuta mais.
Existe
tipificação
para prisão
sem qualquer
satisfação,
Para o quê
é certo há rima
que não se deixa
capturar,
Quem está
calado,
saiba que
não vou
parar de falar;
Porque são
quatro semanas,
muitos versos
e muitas horas
sem sentido
fazendo fronteira
e mexendo comigo,
E por causa disso
não me permito
neste assunto
não mais tocar.
Onde falta
a tolerância
é por onde
a poesia
deve caminhar,
Para despertar
a esperança
quando o teu
o coração
se cansar;
Que preces
por ti
não faltem,
Para que
contigo intacta
permaneça
a sabedoria,
Os meus versos
são canetas
bicos de pena
que escrevem
mil pedidos
de justiça
porque de ti
todos nós
queremos notícia.
Todos os dias venho
revisitando os meus
poemas como quem
recorre à inspiração
como o general com
o terço na mão em
oração e de joelhos
dobrados no chão,
assim sou eu firme
contra a repressão.
Posso não falar da
maneira adequada,
pois diante daquilo
que venho sabendo
não há como ficar
ausente e calada,
sobrou até para
o Thor e a Arpa.
Faço questão de
não agradar o rei,
vivo indomável
contra ao que
é devastador,
falo o que deve
ser sempre dito;
soube de notícias
que suicidaram
o vereador,
jamais farei loas
ao que é opressor.
O voto secreto nasceu
para te poupar
dos repressores que
anseiam te capturar.
Se por acaso você
se sinta perseguido
por quem não suporta
a sua livre consciência,
não se esqueça de guardar
bem esse poema que
no futuro pode te ajudar.
Sempre haverá uma
luz no final do túnel
que pode ser em forma
de asilo ou de refúgio,
é só saber se explicar.
Passagem do Inverno
para a Primavera,
É o quê deveríamos
nos permitir sempre
que a vida nos exigir,
Ser a festa total
dos pastores
nômades
que se celebra,
Afastando sempre
que necessário
a escuridão,
Cumprindo sem cessar
a mensagem
da Ressurreição,
Abrindo a porta da prisão
para quem tem consciência
Ao eleito caminho voltar,
Não é segredo para ninguém
que o Cordeiro perfeito
Por mistério foi entregue,
para que os pequenos
ninguém mais os maltrate
ou os sobrecarregue.
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