Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Quem mi dera se eu pudesse, fazer hoje agora nesse momento, fazer tudo aquilo que Eu deixei de fazer outra hora.

Inserida por Nillofarias

Quem mim dera, se por um acaso. Eu pudesse mim deleitar nos seus braços novamente.

Inserida por Nillofarias

E quando penso eu que tudo nessa vida está pedido, e ai que la no fim do túnel eu enchego uma perquena luz

Inserida por Nillofarias

⁠Eu posso ver Deus através das suas maravilhas, dos seus feitos e da sua bondade que sempre nos dá, um novo dia para recomeçar. 🙌👐

Inserida por Nillofarias

⁠E lá vou eu metamorfose ambulante outra vez buscar a felicidade que saiu de estrada fora.

Inserida por Nillofarias

Estética

Estás linda, estás magra e eu gorda!
Estás linda, estás gorda e eu macérrima!
Então, quem é a mais linda, a mais atraente?
A gorda infeliz por não ser magra?
A magra com o mesmo presságio da gorda?
O hipopótamo fêmea é feia por ser gorda?
A libélula é horrenda por sua magreza?
Não, ambas são lindas.
Elas possuem o próprio palco para desfilar,
Não vivem da ovação iniludível,
Possuem originalidade.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Saída da vitrine

Não pense que eu vou dizer um sim
Só para te agradar.
Não pense que o meu não
Será para te prejudicar.
Só pretendo ser assertiva
Não estou no mundo para satisfazer.
Não sou perfeita
Para que todos me admirem.
Não tenho vaidade ao ponto
De querer ser unanimidade.
Não gosto do que não gosto
Não vou admirar o que não admiro.
Não tenho que aceitar a tua opinião
E isto não me causa constrangimento.
Meu íntimo é libertário
Igualdade para todos.
Não preciso de aceitação
Escravizando-me por opiniões.
Parece sentimento tirano
O sincero é ofensivo.
Mas, se assim eu não pensasse,
Seria uma hipócrita só para ter
A tua aprovação.

Inserida por MariadaPenhaBoina

O nada

Se acha que lhe devo algum dinheiro,
envia a cobrança que eu pago.
Se me disser que lhe devo a sua vida
peço que coloque o seu preço.
Se me falar que a sua vida não tem preço e sim valor,
Sinto muitíssimo,
não haverá resgate.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Mais no menos

Como eu gostaria de pensar menos
Imaginar, sonhar e acreditar menos
Ser menos humana e mais racional
Principalmente no perdão, menos
Gostaria de ser como as pessoas me imaginam
Menos...
Mas estou aqui novamente
A pensar, imaginar, sonhar, acreditar e perdoar
Mais e mais...
Nunca vou aprender e ser menos
Continuarei a sofrer
Eternamente, mais.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Transtornado

Enquanto eu penso
Outros detonam
inutilizam

Enquanto eu faço
Outros desfazem
abominam

Enquanto eu vivo
Outros sofrem
aniquilam

Enquanto eu feliz
Outros detestam
retrocedem

Enquanto eu poesia
Outros marasmo
desatinam

Inserida por MariadaPenhaBoina

Elegia

Eu queria escrever sobre o amor
sentimento louvado pelos grandes poetas
que cantam amor como profetas

Tentei e tentei por infinitas vezes
transcrever sutilezas de sentimentos
sou obtusa, aposento

Amargo na pena que me traí
escorregando sempre ao reverso
ficando sem beleza o meu verso

Inserida por MariadaPenhaBoina

Vergonha

Tenho vergonha de ter acreditado em quem eu não podia
Tenho vergonha de ter reverenciado perante mentes frouxas
Tenho vergonha de me ter deixado iludir
Tenho vergonha de não ter compreendido no momento
Tenho vergonha de ter amado o ser fracassado
Tenho vergonha de ter fraquejado perante o simplório
Tenho vergonha de ter sido cúmplice de algumas pessoas
Tenho vergonha de ter sido substituída pelo vulgar
Tenho vergonha da minha falta de esperteza
Tenho vergonha de não saber decifrar no tempo certo
Tenho vergonha dos meus momentos de ignorância
Tenho vergonha de ter dito verdades a quem não merecia
Tenho vergonha de ter tentado fazer crescer quem não queria
Tenho vergonha de ter tirado o prazer de pessoas fora do meu alto nível
Tenho vergonha de ter feito sofrer por isso
Tenho vergonha de ter investido mal os meus sentimentos.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Falsa Filosofia

Eu sou quem deseja compreender
Essa sua doutrina de bem viver
Que andas a defender
Da literatura ficcional árabe e europeia
Da Idade Média,
Através dos sete mares,
- Que se vive sem ordenado -.
E se manifesta com veemência
Exteriorizando os sentimentos e pensamentos
Com ardor e entusiasmo,
- O que alimenta a vida é viver do amor -.
Estou a dar o devido apreço
A essa ideia triunfal.
Mas, como posso acreditar nisso, nessa sua espiritualidade?
Nessa vã filosofia?
E o vinho, o pão de onde virão?
Pois acordo todos os dias,
Vejo com transparência
Famílias inteiras em penúrias
Na míngua de víveres.
Ah! Não sei se caio nessa cilada
De um dia possuir
A pedra filosofal.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Saudade

Eu resolvi te matar
Matar e deixar bem mortinha
Vinha devagarzinho te detendo
Fazendo isso quietinha

A saudade era intensa
Dolorida, imensa
Sou incapaz de mensurar
Pra matar, só pela morte lenta

Agora te matei
As lembranças são vãs
Só amanhã de enterrarei
Para além do divã

Vou primeiro te velar
Enquanto posso lastimar
Que saudade! Da saudade
que não tenho pra divagar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Degrau a degrau

Eu nunca tive pressa,
nunca corri,
sempre andei
com os meus passos curtos e lentos,
e nessa minha constância
sempre consegui fincar a minha bandeira
no topo das mais altas
montanhas.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Eu queria ter vivido
Eu queria ter vivido
quando o tempo era manso
e as palavras não corriam
numa tela sem trato.
Quando o vento escrevia
nas janelas abertas,
e o silêncio trazia
respostas concretas.
Eu queria ter vivido
onde o olhar era carta,
onde o encontro não era
só um nome sem face.
Quando a praça era o mundo,
o degrau era escola,
e a verdade não vinha
mastigada em retórica.
Eu queria ter vivido
num instante sem pressa,
onde a vida pulsava
no compasso das eras.
Mas vivo no ruído
de um tempo sem tato,
onde o toque é um vulto
e a alma, um contrato.⁠

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Amor algorítmico
No futuro distópico, meu amor,
serás um código, eu, um algoritmo,
nosso romance, uma função de valor,
calculada em qubits, sem nenhum critério.
Teu coração, um chip quântico,
pulsa em superposições, frio e exato,
enquanto meu peito, um circuito vazio,
busca teu sinal no infinito abstrato.
Prometemos eternidade em nuvens quânticas,
mas nossa conexão falha, a rede oscila,
o 6G do amor é instável, desigual,
e o GPS da paixão nos leva à ilha
de um mar de big data, onde afogamos
nossos sentimentos em deepfakes vazios,
enquanto IA generativas nos declamam
poemas de amor, pré-treinados, sombrios.
Ah, meu amor cibernético e irônico,
será que ainda há espaço para o humano?
Ou somos apenas mais um código eletrônico,
perdidos no loop de um futuro insano?
Talvez, entre tantos qubits e labirintos,
ainda reste um sopro de verdade:
um erro no sistema, um laço antigo,
que nos salve da fria eternidade.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Purista, eu?

Chamaram-me purista, num tom de ironia,
Como se o zelo fosse pecado, heresia.
Por buscar nos arcanos da gestão cadente,
Um fio de lógica, um traço coerente.
Falaram de anacronismo, como quem sussurra ao vento,
Sem notar que o tempo carrega o esquecimento.
Gestões de ontem, sombras de um outrora,
Não resistem à aurora, que a crítica devora.
Eis que escrevo, não para agradar vaidades,
Mas para despir o rei de suas falsidades.
Se purismo é pensar, é questionar o vago,
Que me chamem de pura, pois o impuro é frágil.
Anacrônica é a cegueira que persiste em andar,
Na trilha do ontem, sem ousar inovar.
E eu? Sou ponte entre o velho e o novo,
Sou o verbo que inquieta, sou quem move o povo.
Não temo o rótulo que me foi ofertado,
Pois na busca da razão, o título é fado.
Que venha o futuro, com suas chamas ardentes,
Purista ou não, sigo lúcida, entre linhas e correntes.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Minha forma de amar

Atordoada eu fico
por amar de uma forma tão excêntrica
amor de encanto eternizado
causador de assombramento
mas, é amor venerado,
não é amor medido
é amor discutível, irreverente
que tem a beleza do que é enigmático,
e é esta a sutileza:
- quem estagiou nesse meu amor indeterminado
por ele viverá deslumbrado.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Desequilíbrio

Eu não sabia onde estavam as fotografias
sempre me perguntava em que lugar estavam
eu não entendia a pergunta
eu não sabia sobre quais fotografias
Também me perguntava sobre o edifício
se tinha elevador ou era de escada
para mim não fazia sentido
esqueceu do meu grau de exigência
já não me conhecia
Eram questionamentos estranhos
sobre meus carros, trabalhos, números de assoalhas,
piscina, festas e alegrias...
mas, do meu eu, do meu interior
não queria saber nada
Através das perguntas insensatas
me subjulgava
como uma mandriona interesseira
eu já não valia nada
As minhas fotos sem filtro
meu rosto sem maquiagem
meu corpo não é malhado
e sem bronzeado
Minha vida é trabalho
meu espaço de lazer é tomado por livros
Como consequência, homeostasia
Só bem mais tarde eu entendi
que ele tinha outras fotografias
subia de escadas e nem era da própria casa
pois casa, já não possuía
seu carro uma lata velha desengonçada
seu trabalho acabou em nada
em festas não encontrava alegria
Tentou outras mulheres que me substituísse
as perguntas eram para as sua comparações
que tolice...
O que ele pretendia de mim se desacreditava?
O que vale a estética?
Vale um alto grau de entropia.

Inserida por MariadaPenhaBoina