Por Trás de um grande Homem
O tempo parece construir muros que a voz não consegue atravessar. Olhando para trás, para o caminho que percorremos desde o início, percebo que deixamos o orgulho e as mágoas do dia a dia criarem uma distância que nunca deveria ter existido.
Se eu pudesse, percorreria cada passo desse caminho novamente, apenas para mudar os momentos em que falhei com você. Eu sei que feri seu orgulho, e dói reconhecer o quanto você sofreu por isso. Mas o amor — apenas o amor — tem o poder de derrubar essas barreiras.
Peço que tente, só mais uma vez, confiar no que sentimos. Não quero que o nosso amor seja desperdiçado por erros que o tempo e a maturidade podem curar. Eu estou aqui e continuarei aqui, disposto a lutar para reconquistar o espaço que um dia foi meu no seu coração.
Dê-me essa chance de recomeçar, de transformar o que foi fim em um novo começo. Porque a verdade, nua e crua, é que eu ainda te amo. Preciso do seu amor tanto quanto preciso de tempo para te provar que posso ser quem você merece.
porque preciso que estas palavras fiquem seladas em sua alma. Ao olhar para trás, a culpa me invade ao perceber o quanto desperdicei: erros tolos, tempo precioso e momentos em que eu deveria ser o seu porto seguro, mas escolhi a ausência. Quem era eu para ter a audácia de te fazer esperar tanto?
A verdade, por mais que doa admitir, é que estive longe por uma eternidade. Não foi apenas uma distância física; eu me perdi de nós. E é esse medo avassalador de que seja tarde demais que, hoje, me coloca de joelhos diante de você.
Se ainda me restar um sopro de esperança, uma única chance ou um suspiro de crédito em seu coração, quero usá-lo para declarar o que você já sabe, mas que eu falhei em provar: eu te amo. Eu sempre te amei, com cada fibra do meu ser.
Sinto sua falta de uma forma lancinante, uma saudade que transborda e dói no peito. No meu silêncio mais profundo, sigo alimentando o sonho de ter você novamente em meus braços, com a promessa de que nunca mais te deixarei partir. Por você, eu enfrentaria as chamas do inferno, cruzaria oceanos desconhecidos e entregaria tudo o que sou apenas para segurar sua mão e ter o privilégio de uma última dança.
Eu não vou desistir de nós. Nunca mais.
Meu coração anseia ouvir que você me perdoa pela minha longa partida. Preciso sentir o aperto de sua mão na minha, a certeza de que não irá soltá-la, pois eu juro: não vou a lugar nenhum sem você. Acredite em mim, envolva-me em seu abraço e, por favor, continue respirando junto ao meu coração.
Eu finalmente entendi o caminho. Eu finalmente voltei para casa.
Olhando para trás, percebo que meu silêncio nunca foi falta de vontade; foi uma forma de proteção. Eu tive medo. Medo de que, ao me entregar por inteiro, eu acabasse perdendo os pedaços que ainda me restavam. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas por um receio, quase infantil, de sofrer de novo.
Eu tentei seguir. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas há pessoas que não saem da gente; elas apenas mudam de lugar. Você se tornou o reflexo em um detalhe qualquer do dia, aquela saudade que aperta o peito antes de eu pegar no sono.
Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Que talvez, em algum outro tempo, com as cicatrizes já curadas e o coração mais corajoso, a gente saiba como cuidar do que não soubemos proteger antes.
Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que fomos e a coragem de finalmente deixar estas palavras saírem.
Olhando para trás, percebo que passamos muito tempo em sintonias diferentes. Enquanto eu lutava com todas as minhas forças para manter a nossa chama acesa, parecia que você já estava com a mão na maçaneta, pronta para partir muito antes de realmente ir embora. É uma sensação solitária amar por dois, planejar por dois e, no fim, sobrar apenas um.
Eu não te desejo mal, mas, como diz aquele pensamento, eu desejo que um dia você sinta exatamente o que eu senti. Não pela dor em si, mas pela clareza. Espero que um dia você saiba o que é deitar a cabeça no travesseiro e não encontrar respostas, apenas perguntas sobre onde foi que os planos se perderam. Espero que você entenda o peso de ver alguém que você ama se tornando um estranho aos poucos, enquanto você tenta segurar areia entre os dedos.
Talvez só assim você compreenda que o "nós" não morreu por falta de aviso, mas por falta de cuidado. O amor é uma escolha diária, e eu escolhi você em cada um desses dias, mesmo nos mais difíceis.
Hoje, eu aceito que o amor não pode ser uma prisão. Se você precisava ir para se encontrar ou para buscar algo que eu não podia dar, que assim seja. Fico aqui com a minha consciência em paz, sabendo que entreguei o meu melhor, mesmo que esse "melhor" não tenha sido o suficiente para você ficar.
Quem sabe o tempo te mostre o valor do que deixamos para trás. Talvez sim, talvez não. De qualquer forma, eu sigo em frente, aprendendo a ser "eu" novamente, agora que o "nós" virou apenas memória.
Eu fico aqui tentando encontrar o ponto exato onde a nossa estrada se dividiu. Olho para trás e vejo tudo o que construímos — cada olhar que dizia mais do que qualquer palavra, os planos que fazíamos para um futuro que parecia tão certo e ao alcance das mãos.
Eu me entreguei por inteiro, sem armaduras. Coloquei em você um tipo de amor que a gente só tem força para viver uma vez na vida; aquele que não guarda reservas e não conhece o medo. Eu realmente acreditei que o que tínhamos era inquebrável, que o nosso "nós" seria capaz de atravessar qualquer tempestade.
Mas a vida, com sua ironia silenciosa, mostrou que a vontade de um nem sempre é o destino do outro. Aceitar que não foi o suficiente é, sem dúvida, o exercício mais doloroso que já enfrentei. Quando você partiu, não foi apenas um relacionamento que terminou; sinto como se uma parte de quem eu era tivesse se perdido pelo caminho, e hoje eu caminho um pouco mais incompleto.
Fica esse vazio, esse silêncio no peito que grita o seu nome nas horas mais inesperadas. É uma saudade que não tem para onde ir, um amor que não encontrou mais o seu porto. Talvez eu nunca mais consiga olhar para alguém e sentir esse mesmo incêndio, essa mesma entrega. E tudo bem, porque entendi que esse amor... ele continua guardado em você, onde quer que você esteja.
Quando ele chegar nos 40, tenho certeza que ele vai olhar pra trás e perceber as merdas que fez.
Nos 40 a reflexão mais profunda da vida, chega.
Tem dias em que eu olho para trás e penso numa coisa meio curiosa, quase irônica, dessas que a gente conta rindo no café da tarde enquanto mexe o açúcar devagarinho. Desde pequena a vida parecia uma arena gigante, como se cada fase viesse com um teste novo, um daqueles que não dá para devolver para o professor dizendo que caiu conteúdo que ninguém explicou. E mesmo assim eu fui atravessando tudo com uma cara tranquila, quase elegante, como quem diz para o mundo que está tudo sob controle, quando na verdade por dentro existia um turbilhão inteiro discutindo filosofia com a própria sobrevivência.
Nunca contei quase nada. Não porque não existisse história, muito pelo contrário. Era tanto capítulo que dava para montar uma biblioteca inteira, daquelas silenciosas, onde só eu conheço o catálogo. E reclamar nunca foi muito meu estilo, não por heroísmo, mas porque as pessoas criaram uma versão de mim que parece feita de aço temperado. A tal mulher forte. Aquela que resolve. Aquela que aguenta. Aquela que sempre volta. E quando o mundo decide que você é forte, pronto, está oficialmente proibida de fraquejar em público, como se fosse uma regra invisível assinada numa reunião secreta da humanidade.
O curioso é que eu mesma comecei a acreditar nessa história. Não que eu nunca tenha cansado, claro que cansei. Só que eu aprendi a conversar comigo mesma como quem acende uma luz interna no meio de um apagão. Houve uma vez, só uma, que pensei em dividir o peso, abrir a caixa preta da minha história, mostrar as evidências, os fragmentos, os acontecimentos. E a resposta foi aquele silêncio estranho, ou pior, aquela frase que parece pequena mas faz eco dentro da gente por muito tempo. Não acreditam em evidências. E eu pensei, então está bem, talvez a minha prova não seja para convencer ninguém, talvez seja apenas para me manter de pé.
Engraçado como a gente descobre forças que não estavam no manual de instruções da vida. Eu fui percebendo que existe uma musculatura invisível dentro da alma. Uma espécie de academia espiritual onde cada queda vira um exercício novo. E ali, sem plateia, eu fui ficando mais resistente, não porque o mundo exigiu, mas porque alguma coisa maior sempre esteve comigo. Aquela presença silenciosa que não precisa de explicação, que aparece nos momentos mais absurdos da existência e sussurra, calma, continua.
Então eu continuo. Não enlouquecida, como alguns poderiam imaginar quando veem a quantidade de batalhas acumuladas desde a infância, mas curiosamente lúcida. Como quem atravessou tempestades suficientes para reconhecer o som da própria paz quando ela aparece. E tem uma coisa engraçada nisso tudo, quase uma ironia elegante da vida. As pessoas pensam que eu nunca precisei de ajuda. Mas na verdade eu sempre tive ajuda, só que veio de um lugar que não depende de aplauso, de aprovação ou de testemunha.
No fim das contas, eu sigo com essa mistura de força interior e fé silenciosa que me acompanhou o tempo inteiro. Como se eu estivesse caminhando por um mundo barulhento com uma bússola dentro do peito. E olha, posso te dizer uma coisa com aquela tranquilidade de quem já atravessou muita coisa. Quando a gente aprende a confiar nessa força que mora dentro da gente, o caos até tenta fazer barulho, mas já não manda mais na história. Porque a história, no fim, continua sendo minha. E eu ainda estou escrevendo.
Como será rever o que ficou pra trás? Os destroços da velha casa onde morei, da cidade que deixei, os familiares e amigos que nunca mais encontrei e os que amo que nunca mais verei. Caminhar nas ruas de outrora e reviver momentos que jamais me esquecerei. Sinceramente eu não sei!
O amor é azul
Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.
Voltar não é uma opção.
Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.
Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.
Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...
Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...
E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...
E ele nos levou
a um belo campo distante...
Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?
E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...
Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...
Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...
Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...
As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...
As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...
O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...
Doeu perceber.
Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...
"Te afastei...
com medo de não te caber.
Mas você ficou."
Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:
— O nosso amor
é único e verdadeiro.
E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.
E naquele instante,
entendi:
o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️
A noite não me assusta mais, o que me assusta é o dia. A noite trás em si verdades ocultas e o dia trás mentiras veladas.
O questionamento trás consigo o conhecimento e consequentemente com o experimentar, adquire-se a sabedoria.
Por tras de toda pessoa que hoje transborda alegria e amor, existe uma história de lágrimas, renúncias, oração e espera, que ninguém conhece.
Wanessa Guimarães Z96
Se o caminho ficou difícil demais,
E os seus sonhos parecem ficar para trás,
Não entregue a sua fé para a solidão,
Ainda existe força dentro do seu coração.
Toda queda traz uma lição para aprender,
Toda noite escura prepara o amanhecer.
Quem persiste encontra um novo horizonte,
E transforma as pedras em ponte.
Tente outra vez, não pare de lutar,
O que hoje é tempestade vai passar.
Levante a cabeça, volte a sonhar,
Há um novo tempo esperando chegar.
Helaine machado
BEATRICE HALSE...
Se o amor exige que a gente deixe o passado para trás e se entregue por inteiro, eu entrego tudo sem hesitar. Se amor significa sacrifício, eu te dou cada pedaço de mim, porque você vale cada escolha, cada renúncia e cada segundo. With you, eu descobri que nos perder um no outro não é o fim, mas o começo de tudo. É morrer para quem éramos antes e nascer de novo, mais fortes, mais intensos, sob a luz de um sentimento que não sabe ser metade. Mergulhar na tua vida foi o jeito mais bonito que encontrei de me reencontrar. Quando nossos olhares se cruzam, não vejo apenas quem você é, mas quem nos tornamos juntos: uma alma nova, moldada pelo carinho, pela cumplicidade e por essa entrega absoluta. Eu renasço em você a cada amanhecer. Em cada sorriso teu, em cada abraço que me acolhe e me reconstrói, sinto que o mundo recomeça do zero. Você é o meu porto seguro e a minha maior liberdade. Se for para queimar as pontes do passado e construir um futuro novo, que seja nos teus braços. Eu sou teu, inteiramente teu, hoje e em todas as vidas que o destino nos permitir viver.
You and me rebirth. _ Enzo Ruchell_
DESISITINDO... deixando pra trás tudo que me impede de ser feliz. Se desligando de pessoas que não se importam comigo. Traçando um novo caminho, Olhando pra novos horizontes. Acordando pra vida. Explorando a mulher que existe dentro de mim. Dizendo adeus pra sua pessoa!
