Pontos
Sereias apaixonadas!
Já velejei os quatro pontos cardeais à procura de um porto seguro
Daqueles que fazem amor impuro em todos os desembarcadouros e cais
Ou dos que nos querem, mesmo salgados, tempestuosos e despenteados!
Ó vento que me despenteias...
Tanto me sopras a horas em que todas as sereias estão encalhadas
Como nos dias em que tenho a sorte já prometida!
Velejo pelas marés da vida onde sopram nortadas de ventos que beijam bem.
Não são sereias beijoqueiras, são casamenteiras delas próprias!
Oxalá não fossem comigo, essas perdas de tempo!
Mas são!
São pingos de sal que queria ser doce!
São pele e escamas que vertem lágrimas
E que me querem prendar com ouros, finas porcelanas e caxemira.
Outras,
São rajadas de ventos frios, que perseguem marujos peregrinos e fugidios!
Mas quais são afinal, as rotas das sereias que não se apaixonam?
Todo este sal, é doce fazedor de poesia!
É vento que me faz vasculhar palavras e rimas dentro do mar salgado
Onde lambo sílabas e versos
P’ra lhes retirar o sal...
A Suprema Sabedoria e a boa mulher tem 3 (três)
pontos em comum:
a) Se quiser conquista-las, seja paciente.
b) Se quiser preserva-las, conquiste-as todos os
dias.
c) As ambas jamais serão entendidas por completo.
Inverta a lógica de avaliação! Em vez de colocar-se na defensiva, me credite 100 pontos e deles abata o que eu provar não merecer.
O ARCO-ÍRIS DAS ORIGENS
Viemos de pontos distintos,
de lugares onde o vento conta histórias antigas,
de caminhos que não se cruzavam,
mas que, de algum modo, se reconheceram.
Viemos de experiências diferentes,
tecidos por mãos invisíveis
que bordaram nossas dores,
nossos medos,
nossos começos e recomeços.
Cada um de nós carrega um mundo inteiro:
há quem traga um sol rompendo madrugadas,
há quem traga uma lua conversando com cicatrizes,
há quem caminhe em silêncio
enquanto por dentro troveja.
Crescemos ouvindo o chamado do medo:
“não faça”,
“não seja”,
“não apareça demais”.
Como se viver fosse caber em caixas pequenas,
como se o julgamento fosse guardião da ordem,
como se a beleza só existisse
quando todos escolhem a mesma forma de florescer.
Aprendemos, cedo demais,
que o olhar do outro pesa.
Pesa nos cabelos que decidimos deixar livres,
na cor que nos veste,
na fala que nos escapa,
na lágrima que não escondemos.
E, sem notar, nos tornamos carrascos de nós mesmos
e do mundo ao redor.
Mas algo muda quando a consciência desperta.
Quando entendemos que a vida não é régua,
que existência não é molde,
que ninguém foi criado para repetir o mesmo desenho.
Algo muda quando abrimos espaço para o outro,
quando silenciamos o impulso de julgar,
quando percebemos que não somos
os guardiões da verdade.
Somos, no máximo,
aprendizes da convivência.
Viemos de geografias afetivas distantes,
mas é da distância que nasce a ponte,
e da ponte nasce o encontro.
E no encontro,
somos mais.
Somos luzes acesas em direções diversas,
mas que, quando colocadas lado a lado,
revelam um arco-íris que jamais surgiria sozinho.
Cada tom vem de uma história,
cada brilho vem de uma luta,
cada sombra vem de um passado
que também merece ser lembrado.
E é assim que entendemos,
finalmente,
que nenhuma vida se sustenta só.
Que completude é obra coletiva.
Que a beleza maior do mundo
é justamente não sermos iguais.
Somos pluralidade viva,
cores que dançam,
vozes que se entrelaçam,
alma que reconhece alma.
E quando deixamos o julgamento cair ao chão,
quando estendemos a mão sem exigir moldes,
quando acolhemos o diverso
sem temer sua força,
uma luz maior nasce
uma luz feita de todas as partes,
de todas as dores,
de todas as conquistas.
Essa luz nos lembra
que existir é multiplicar,
que amar é permitir,
que respeitar é honrar a diferença.
Viemos de pontos distintos, sim,
mas caminhamos para o mesmo horizonte:
um mundo onde cada pessoa
pode ser exatamente o que nasceu para ser.
E nesse horizonte,
feito de múltiplas estrelas,
ninguém brilha sozinho
todos nós iluminamos juntos.
Eli Odara Theodoro
Sucessos passam e falhas se superam. O que realmente define a trajetória não são os pontos de chegada ou de queda, mas a capacidade de recomeçar a cada amanhecer.
Se na terra tem espiões para dedurar os erros alheios ou expiar os pontos fracos ou fortes das pessoas, na vida dos santos tem anjos para protegê-los dos males sob os cuidados e as bênçãos de Deus.
Quem compreende que pontos de vista são relacionados às experiências vividas por cada indivíduo, entende melhor os motivos das divergências diárias, bem como a necessidade de dialogar respeitosamente.
O presente é cheio de perguntas, mas o futuro é cheio de pontos sem respostas; toda desistência é um menosprezo para quem está na frente, e para quem está lá atrás lutando para chegar!
Sem ironia de um endema de conformismo, de alguns servos de uma rotina suprema: largam as armas que usam para se defenderem, para se entregarem incondicionalmente!
Nas derrotas injustas é melhor chorar de pé; para quem duvida da força de um pensamento, aconselho: certas coisas é melhor esquecer!
Certas dores são persistentes, porque sublinham que questões sensíveis ainda precisavam ser discutidas: "então não diga que não se importa, tudo na vida tem propósito"!
Queria que ela fosse uma desconhecida. Queria que ela não soubesse dos meus pontos fracos, das minhas inseguranças, das minhas crises, das minhas comparações, queria que ela me desconhecesse
Os seres humanos, quando intransigentes em seus pontos de vista, não aceitam aqueles outros que lhes são contrários.
"Você não me ajuda quando
cutuca os meus pontos fracos.
Você ajuda;
se eu te conto meus pontos
fracos e
você me mostra soluções para melhorar."
A inteligência artificial, para muitos, é um ponto final; na verdade, ela remete a dois pontos, porque você sempre será o humano crítico e criativo desta redação.
Existe dias que nós sentimos como pontos pequenos nessa imensidão do espaço, como pequenos grãos de areia acalorado pelo sol, somos tão passageiros quanto uma brisa, somos um bloco de gelo numa nevada, um monte avelhantada, somos a mata e o arvoredo, e a importância um vão, somos apenas parte de um nada e de um todo, e de muito.
E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?
Seria eu a sua Kriptonita?
O amor, na verdade qualquer relacionamento, necessita de três pontos fundamentais para ser forte, firme e duradouro: Respeito, Admiração e Diálogo! Ou seja, é preciso se D.A.R..
Quem decide se desafiar descobre que os limites não são barreiras, mas pontos de partida para uma nova versão de si mesmo.
Lisboa
Reflexos da vida
O paralelo o simétrico
Sāo pontos destintos.
Em linhas de duas realidade destintas.
O inverso é dois factos diferentes.
Ambos tem as suas realidades!
Na procura do ponto de partida...
Numa curva em ascençăo,
encontra-se o equilibrio.
Onde para factores identicos,
Também há certezas e incertezas
Na realidade nada é absoluto.
Há uma neblina ofosca, entre o vector do ponto da origem
Ao ponto do final.
Só se tem a realidade do ponto de partida
Ontem foi, hoje é e amanhā será.
Onde está a razāo da existencia hoje?
O que nos enfluenciou?
Quais as forças que nos movem?
Entre a sustentaçāo e o atrito corre o fluir do viver.
No plainar e no magntismo de energias positivas e negativas
Entre dualidades ambigulas.
Todo pode ser o que criamos.
E nesse desejo vem a vontade de entreligar:
as duas energias para criar maior harmonia numa sintonia e neutra.
Neste cosmos existimos
Como elementos complexos
Representando o nosso eu
Dotado da sua individualidade, e colectiva a capacidade de agir.
