Ponto final
A mais linda história de amor já mais terá um ponto final, mesmo que eu morra de amor por você , que um dia aconteça algo bem ruim para mim. Lembre-se eu estarei no céu ti esperando ...
“E justamente eu que sempre fui rápida em colocar ponto final no que me desagrada, me vejo agora simplesmente deixando esse relacionamento correr; confesso que não me sinto feliz; vou levando, empurrando com a barriga, engolindo sapos e ausências. Ausências essas q já se tornaram comuns, e eu por amor vou tentando me acostumar a te ter por perto só nos fins de semana, aliás, quando está disponível. E assim eu vou seguindo, alimentando meu amor com as sobras; a sobra do seu tempo, da sua paciência, da sua disposição, do seu humor. E então, quando estou prestes a dar um fim nesse amor doloroso, você chega e pega na minha mão, me abraça, diz q me ama, abre seu sorriso q me encanta e me faz esquecer todos os dias q passei sozinha, triste, agoniada de saudades tua e por breves instantes eu me sinto amada. Mas não posso mais me contentar com as sobras, com momentos, eu vou embora, eu já devia ter ido embora há muito tempo. Não tenho mais paciência nem cabeça para esse tipo de coisa miúda, ta na hora de dizer Adeus!”
Você se sentirá mais leve em colocar um ponto final definitivo em relações infundáveis, inseguras, infiéis e insustentáveis! Com isso se tornará INDESTRUTÍVEL e INATINGÍVEL.
Tenho mais medo da desconfiança do que da certeza. Certeza tem limite, é aquilo e ponto final. Desconfiança pode ser infinita, fazendo você imaginar coisas.
Permita-se recomeçar quando sentir que ali não é o seu lugar. É difícil dar um ponto final, mas deixar para trás é necessário para seguir em frente. Deixe-se amar novamente, renove suas esperanças e esteja aberto para novas oportunidades. Sempre que necessário, não importa se for mais de 100 vezes, reconheça a importância de seguir em frente e buscar a sua felicidade. Não permita que o outro retire a alegria do amor e não se prenda ao achismo da esperança de que as coisas vão mudar. Valorize-se e busque o que realmente te faz bem.
Velhice no ponto final
Virgulas, já as perdi no caminho
Onde atalhos vão dar a pontos finais;
Reticências, rezo-as sempre sozinho
Pra escapar a parágrafos canibais!
Aos poucos vislumbro o último vinho
Que beberei não sei de que punhais!
Ter menos tempo é ter mais a perder,
Quase nu e tanto pra escrever!
São horas lentas, frias e demoradas,
Que a velhice aceitou e por onde há
Pouca agitação e muitos nadas;
Estou onde a televisão está
E vejo-a com pálpebras desmaiadas;
Do que lá vejo e oiço, bastará
A minha ruidosa cama
E a visita de quem me ama...
Sou as cruzes e rasgos do desfiladeiro,
Cheio de marcas que contam histórias;
Tenho no bolso um andar batoteiro,
Relógios calcinados, que não dão horas,
Um olhar obsoleto, um falar trapaceiro,
Que pergunta quantas mais memórias
Terei com o meu melhor fato?
Oh, destino ingrato...
