Poeta Viver Sozinho Solidao
Eu admito que os Homens tenham razão em algumas coisas, entre elas, de que é melhor viver sozinho do que com uma mulher rixosa.
AMOR.
Eu escolho viver sozinho em vez de viver como sua sombra. Estar ao seu lado o
tempo todo. No entanto, ela nunca
irá te tocar, nunca irá sentir seu abraço nunca irásentir o cheiro e o calor do seu corpo.
Somos seres sociais. Ninguém nasceu para viver sozinho. Ensinar que a felicidade não se constrói na vida com o outro é o mesmo que afirmar que viver é uma ação solitária. Essa afirmação serve ao capital na medida em que torna a vida egoísta e autocentrada.
Não nasci para viver sozinho, mas também não
nasci para viver do lado de quem só me faz mal
melhor sozinho do que mal acompanhado!
Aprendi a viver sozinho a não depender de ninguém
A cozinhar o que gosto e a sair a hora que eu quero também
Aprendi que não preciso dar explicação, pois fazer o que eu gosto não requer da minha satisfação
Aprendi que mesmo se for do meu gostar, sempre terá quem irá me criticar...
Quero sempre acertar, mesmo que eu vá me demorar
E eu desejo sempre ter escolhas, cantar o que eu escrevo no rascunho em folhas
Ah... Demorar no banho, sair com a roupa que eu quiser
Fazer de um tudo do jeito que eu fizer!
Eu quero ser assim porque eu me acostumei
Só quero ser eu mesmo do jeito que sempre sonhei;
Não existe homem mais completo do que aquele que sabe ser sozinho e consegue viver plenamente dessa maneira. A dependência é a maior das fraquezas.
Quem é independente, barulhento, exigente, ranzinza
e mandão é bom viver sozinho na roça, para não ser
incomodado.
A solitária é para quem escolheu viver sozinho, encarcerado com pecados no pior lugar, longe de tudo e de todos.
Na noite solitário já chorei
Naquela música emocionei
Na solidão eu já fui peão
Da dor eu fui escravidão
Tentei no vasto e no pouco
Odiei um momento ou outro
Já fui magoado e magoei
Amei, fui amado, e não amei...
DUETO (soneto)
A minha tristura é uma gargalhada
A saudade um suspiro. Ela chorava
Na solidão onde eu me encontrava
Me deixando além d'alma estacada
Os sonhos pouco ou nada resvalava
Pelo olhar. Não tinha a asa dourada
A saudade ria com a tristura chegada
Sob a cruel melancolia que matava
Do sorriso a saudade fez morada
Sequer de um pranto ela alegrava
Tinha tristura na sinfonia cantada
No dueto: saudade e tristura, aldrava
O coração no peito, da aflição criada.
Então, atrozes, alívio na poesia forjava...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
eleitos
no silêncio, predestinação, na solidão
desígnios dos sentimentos estreitos
o mistério do coração
feitos, leitos, imperfeitos...
eu não te aguardava mais
estava sentado no barranco do cerrado
calado, as entranhas prostradas no cais
do fado, e cá nossos olhares acordado
suspirando os mesmos sensos reias
que já a muito sepultado...
e agora fatais.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
14 de outubro de 2019
Cerrado goiano
SONETO RESOLUTO
Daí ter que ter decisão, se desejais
Não deixai o sonho vivo na solidão
De que vale de a felicidade ter fração
Se sentado estás na beira do cais
Do anseio e da fé não se abre mão
Qual rumo tiveres, quantos e quais
A sorte conquistada vale muito mais
O que tem importância é a questão
Se contra o vento estão os seus ais
Arremesse as ilusões do coração
Semeie as quimeras de onde estais
Então, só assim, o viver terá razão
Daí o que tu queres, dará os sinais
E numa proporção, terás realização
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
08/08/2016, 06'20"
Cerrado goiano
JUBILA CANÇÃO (soneto)
Bendito sejas o amor, ao coração meu
Que desnudou o breu da minha solidão
Em luz, das andas minhas na escuridão
Quando a sombra, me era o apogeu
Bendito amor, que me estendeu a mão
Como quem no amor oferta o amor teu
Sem distinção, pois, dele dor já sofreu
E então sabe aonde os vis passos dão
Bendito sejas, que no prazer plebeu
Trouxe amor à vida e, boa comunhão
Ao pobre pecante, dum âmago ateu
E então, neste renascer com gratidão
Que no peito uivou e angústias moeu
Do solitário pranto, fez jubila canção.
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 2017
Cerrado goiano
A solidão é a verdadeira companheira da honestidade, pois ninguém que viva a plenitude da franqueza, terá amigos de verdade!
