Poesias sobre Você
Um pequeno desejo
atrevido,
Um burlesque sincero
cumprido,
Depende só de você
para que ele seja
consumido
Só você me deixa assim:
sem nenhum receio...
És a melhor parte de mim:
despida do medo.
Só você me deixa assim:
infinita e segura...
És a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
Só você é capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
Só assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que não se esquece,
nada teu se exclui;
Só me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
Só me faz mais atrevida.
Se é para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se é para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergências;
Rumo as indicações do destino
que surpreende e sempre [prepara].
(...) A poesia segue
- implacável -
A te procurar,
Nada mais me importa
Só você me importa;
- Eu vou te encontrar! -
A poesia aliada
- interminável -
Da procura,
Nada vai me impedir
De te encontrar;
- Eu não vou desistir! -
A poesia eterniza
- a dor -
E toda a busca,
A venda retira
De tudo o que os olhos
- [ofusca...
- Não desisto dessa busca! -
A minha jura
- eterna -
É declaratória,
Irrevogável,
Irretratável,
Intransferível,
Impenhorável,
...é interminável!
De uma loucura de amor
- endoidecida -
Por ti filho de Santa Catarina
- desaparecido!
Que por ti não como, não durmo,
Não desisto e atravesso
Qualquer desafio! (...)
Não sei o quê fazer com você,
E nem com a lembrança doce;
Que me fez gostar sem querer
Do olhar que me fez endoidecer.
Tua serei sempre que quiser,
E do jeito que ordenar...,
Não há nem como negar
Sob o domínio do teu olhar,
Não há como não esquecer
Do manso bem-me-quer
Vindo de um beijo estelar
- Primeiro e derradeiro -
Que fez o meu corpo te querer
- inteiro -
Sendo eu poesia última,
Juro-te como o meu amor
- verdadeiro -
Guardado estás no meu peito.
Não sei o quê fazer com amor,
E nem com todo este encanto...
Quando não é verso, ele é pranto
É melhor eu fixar no meu canto.
Jura que irá voltar para mim!
Não encontro melhor fim,
Por isso resolvi me recolher
Para eternizar em versos
- tudo -
O que o coração não consegue
- apagar -
E o que o meu corpo espera
- se alimentar -
Do universo feito de você
E deste amor que não consigo
- esquecer -
Porque nascermos para nos repletar.
Não sei o quê fazer com o tempo,
E nem com a distância...
Que os meus versos sejam o breviário,
E a saudade de mim se torne estância.
A chuva de prata anuncia:
o amor que você confidencia.
O sabor da vida desafia...,
é amor que também escandaliza.
A artista desenhando a estrada,
a alma de um homem estradeiro,
A vitória de um amor perfeito,
a vida celebrando cada passada.
A janela do tempo aberta,
- o amor que você acredita
É flor desabrochando no canteiro,
- a poesia antes desconhecida.
O rouxinol na mão saudando
o dono do viveiro,
O fado manso na tua mão,
o mel em forma de canção.
O vento batendo na janela,
a Lua iluminando o chão,
O Sol projetando o amanhã,
a vida é sempre uma promessa.
Você previu a minha solidão,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
Não te acho porque livre não estás,
Estás confinado numa prisão,
Decepcionado com a minha decisão.
Você previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
Você no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
Não te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas não fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que não sara,
Dor que não para,
Ferida que não cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que não passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertá-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
Abraça toda a poesia do mundo,
Longe de você vivo em vero luto.
Palmilha a estrada florida,
Para que voltes a fazer parte da vida.
Entende os caminhos que fiz,
Perdoa-me... Eu te fiz infeliz.
Agarra a felicidade, ela voltou,
Para ti que tanto me amou...
Esqueça o que passou, esqueça;
Opte pela estrada cor de violeta.
Escute tudo o que tenho para falar,
Perdoa-me... Aprendi o quê é amar.
No jardim do amor, doce humildade,
As estrelas preparam a estrada,
Para que a eternidade de amar encontre
O lugar que pertence e não seja abandonada.
Entenda, ao menos me ouça:
Fiz o quê ninguém fez ou ousa...
Ninguém ama sozinho,
Esteja bem certo disso.
Procuro a tua libertação,
Que é mais minha do que tua;
Nas letras e nas brumas da Lua.
Estenda além do conceito,
O amor nada tem de estreito...
Quando se ama espera,
Perdoa até o quê magoa.
A distância supera,
A alma se entrega
E alimenta-se de toda a poesia.
Os símbolos estão na tua mente,
Só você para identificá-los...
Os caminhos que tu podes fazer,
Só você para trilhá-los.
As fantasias latentes - quentes
Tocam os nossos acordes plangentes,
Os ritmos e nossas vibrações
Fazem mil constelações de tentações.
Os desejos ainda estão engolidos,
Basta olhar nos teus olhos abandonados.
Os balbucios indizíveis intermitentes
Do meu nome nos teus lábios apaixonados.
Não é invenção, não é convenção,
É curiosidade e envolvimento;
Existem o elã e a admiração
Nasceu em nós a ambição - o sentimento.
Os desfrutes que estão porvir,
Todos só a poesia que há em mim pode reger;
E a minha carícia amorosa pode garantir.
Os amantes ainda estão a embalar,
Não há mais como esconder,
E nem por muito tempo enganar.
Os poetas nunca irão parar de escrever,
O quanto haveremos de nos amar,
Além de nos compreender - constelar.
Você sabe o quê ela
é capaz de fazer
quando alcancar
os lábios da mulher
amada ao abrir
a adega de beijos
A escolha depende
da sensibilidade
do sommelier,...
Não posso fazer nada:
a poesia por aqui
nos surpreende,
e sempre que vem
já chega engarrafada.
De nobres castas
e envolventes
com tantos aromas,...
Não se deve esgotar
todos de uma só vez,
porque cada uma
delas experimentada,
é uma aventura
para ser contada.
Destes beijos de Barone
em nós se reserva
os enleios e os segredos
de uma história
que não se encerra
por aqui nestes versos.
Escrevo porque sinto,
Ouço você vivendo,
Bem aqui (dentro).
Assim ainda te vejo,
Indo rumo (adentro),
Com todo o sentimento.
Escrevo porque sei,
Que não estou só,
Tenho você que me (tem),
Eu sou o teu maior bem.
Porque tudo requer:
carinho e (manha)
Um dia tudo se ajeita,
E virás com amável sanha...
Escrevo pétala por (pétala),
Em sílabas com bons tons,
Melodias próprias das cítaras,
Harmonias das mil canções,
Do solstício do inverno,
Revelando para as emoções.
Ainda nos desejo,
Assim nos (creio),
Nada em mim é passageiro:
tudo é repleto, concreto e inteiro.
Assim procuro escrever
Curvo-me ao teu mistério,
Jamais desistirei de nós
Eu te encontrarei no alto hemisfério.
O teu pedido para te guardar,
É você que está me guardando,
De todo mal que no mundo há;
E também de todo o desamor.
Guardo, guardo sim...,
Guardo a cor da rosa
- magnífica
Que um dia mandaste para mim.
O teu pedido para guardar,
Transformou-se num desejo,
De colocar-me em letras,
Reunida com as estrelas,
Escrevendo versos a luzir.
Guardo, guardo sim...,
Guardo cada pétala,
Cada intenção atenta,
Longe da cantilena,
Que não me deixa em paz
Para te trazer para mim.
Um poema está escrito
Nas estradas do Paraná,
Alegria doce e caminheira
Um dia para você voltará.
Um Sol que ninguém esquece,
Uma Lua que sempre enternece,
Pelas estrelas do teu firmamento,
O Paraná está no meu pensamento.
Um destino traçado pela glória,
Pelo braço forte da sua gente,
Ainda se escreve a sua história,
Para ser lembrada para sempre,
Uma poesia serena relembra,
- a sua história de valentia
Na ousadia da tropa,
- no trote do cavalo
Na cantoria e no acorde
- violado -
O paranaense será eternamente
- um verdadeiro -
Poeta apaixonado.
Fiz o voto
de perder-me
imensamente
Somente em você,
exclusivamente;
Estranho destino
é o meu de tê-lo
Abrigado em meu
coração silente.
Como se diz
poeticamente:
Chegaste como
um amanhecer
- lindamente -
Dominaste-me
carinhosamente.
Fiz o voto
mesmo distante
De somente
te pertencer,
E resistir à tudo
Que me empurre
para longe
De você.
A minha confissão
é clara
- fiel -
E plácida como
os bordados
Feitos com os
fios coloridos
Da vida,
Que nos afastou
e nos brinda,
Por ainda crermos
nesse amor,
Abençoado pelos deuses,
Pelas ninfas
Recebendo a coroa
de trigo
Pelas mãos
campesinas.
Você que saiu em busca da poesia,
Ela surpreendeu te dando uma
rasteira,
E agora? Como encontrá-la?
Ela entrou e passou pelos teus poros,
Sobrevoando as
(dunas),
E agora, está escondida atrás dos cactus,
E bem agasalhada no ninho das
(corujas).
Você que não sabia nada sobre poesia,
Ela descoberta por meus pequenos versos,
Te seduziu com todas as plumas...,
Com o voo
(silencioso),
Macio e
(carinhoso),
A poesia entrou e passou,
Deixando a saudade inteira em você.
Sendo notada ou não,
Voa poesia voa,
Escreve até sobre a garoa,
Mas voa porque a vida é boa,
Não desista de mim não,
Não saia desse meu coração.
Nesse festival de doçuras e intenções,
Você me procura sempre,
Estou sob o efeito das tuas tentações,
O teu olhar discreto provoca
Grandes e doces sensações...
É cativante porque tens recato,
Fazes de mim um verão escaldante,
Até no inverno, excitante;
Derrete-me toda feito gelo,
A minh'alma nunca teve segredo.
Tuas curvas e minhas curvas,
Discretamente iluminadas,
Lembram até montanhas,
Aprecio as nossas manhas,
É nesse nosso amar que me perco.
Talvez você não saiba,
Talvez sequer desconfie,
Ou não tenha percebido,
A vida segue um ritmo,
Possui um maniqueísmo,
Comanda até a vontade,
Só não domina a saudade.
Ah, talvez! Esse talvez...
Que morde a beira do lábio,
Ousado e larápio...,
É passo com sutileza,
Requer toque com firmeza,
Porque no fundo é safadeza,
Assim alcança o astrolábio...
Vejo o cair da noite acetinado,
Como se eu estive no teu colo,
Doce, quente e perfumado...,
Aos beijos molhados e cálidos,
Os dois apreciando o Balneário,
Saídos do meu imaginário...,
Experimentando esse rimário...
Diante de ti nada se desmantela,
O teu amor é a minha segurança;
Você coloca os meus pés na terra.
A tua voz, oceano tranquilo,
O meu ciúmes um desatino,
És feito todo de carinho.
Diante de nós, o mundo se curva,
No coração carregamos brandura;
A nossa fé esbanja grande bravura.
Efígie e santidade,
Mar do Tahiti,
Nunca te esqueci.
Presença que não dissipa,
E nem faz a alma aflita,
É na eternidade do peito que tu habita.
Quando vejo você dormir,
Dá uma vontade de contigo ficar,
É um sonhar de olhos abertos,
Amando cuidar de você,
Destino traçado para prosseguir,
E até os teus passos velar...,
Porque o teu olhar é farol a luzir,
É lindo o teu acordar!...
Quando vejo você dormir,
Tenho a certeza do futuro,
Desse amor puro,
E que se você se sente seguro;
Agradeço aos astros o teu existir,
O teu sentir e o teu fluir,
Esse teu lindo sorriso,
Que sempre faz o meu sorrir.
Vendo você dormir,
Não dá vontade de fazer mais nada,
A não ser ficar te namorando,
Como o Sol e a manhã,
Que juntos tem cor ‘auriromã’,
Dos teus lábios cor de maçã,
Da tua saliva um punhado de hortelã,
Sinto o quanto a vida é [boa,
No teu corpo nado como quem nada
numa tranquila [lagoa,
Na minha vida você apareceu para
me amar, - não foi à [toa...
Paixão doce assim é para a vida [toda,
Ninguém desfaz, - ela não [voa...
Procurando doidamente
por você,
Olho para o céu,
e lá você não está;
- Porque você em mim habita
E para sempre reinará...
Busco explicações
no voo duplo dado,
Apreciando a cumplicidade
das gaivotas,
É tua essa alma
e esse coração apaixonado,
O amor para muitos é
praticamente inútil,
E para outros é um
planeta que não foi habitado.
Quem dera, quem dera...
Que o homem fosse
como a gaivota,
Não haveria nessa vida
nenhuma quimera,
O mar revolto se tornaria marola...
Vendo o Sol se pondo
entre as areias,
Como uma hóstia no sacrário,
Tenho o teu amor
como um relicário,
Crendo nas larguezas,
grandezas e firmezas.
Crendo, crendo, crendo...
Que o amor vai além do vento...,
E que ele supera todo o tormento,
Capaz de dissipar
a névoa do sofrimento;
Existindo como o mais
santo e sacro sentimento.
Ouço o gentil bramido do mar,
- você aqui comigo não está
Grande é o espaço para sonhar,
Um dia você chegará para ficar.
Dizem que o vento te levou,
Canto para você voltar,
Quem uma vez se apaixonou,
Não esquece uma noite de luar.
Andas buscando mil desculpas,
Só para não me enfrentar,
Porque tens medo de amar,
E a tua vida me devotar...
Sei que não acertei na rima,
Perdoa-me, ainda sou menina;
- fiquei perdida -
Talvez seja até a minha sina.
De viver em busca do amor,
Tentando entender o mapa,
Que me leva até a mina
Deste homem que fascina.
Talvez eu tenha uma chance,
De nascer de novo,
Para redescobrir esse ouro,
De renascer esse romance.
Como o teu beijo que me fala,
Aprecio o céu cor de opala,
Como a sutileza,
Nado nesse mar azul turquesa,
Carinhosa areia branca,
Cor de areia na ampulheta,
O amor está cheio de esperança...,
- todos misturados como letras;
Enchendo o coração de fé
e engrandecendo esse amor que não
cansa e nem se cansa... Vive e crê!
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