Poesias sobre Você
Estava sentada sozinha naquela sala fria e solitária.
Você me encarava de longe com um olhar frio e áspero,
Sem um sorriso, nenhuma alegria, nada simpático.
Eu sentia ódio e desespero.
A vontade de fugir era grande, imensa.
Eu não aceitava, eu não podia aceitar.
Você era o reflexo de tudo,
Enterrado no beco mais profundo, mais profundo de todos.
O medo, a sociedade, as pessoas me fizeram te rejeitar.
Tudo me fez te rejeitar.
Mas fugir não existia essa opção,
Eu não podia fugir, pois onde eu ia, você estava.
Eu não queria ter essa relação,
Resmungava e rejeitava sempre.
Porque você existia? Porque me perseguia?
Era um mistério.
Eu só conseguia pensar ou pelo menos pensar em não pensar.
A dor me fazia agonizar por dentro,
Uma agonia estava te esmagando e você lutava
Para não ser esmagado.
A dor era porque você era eu.
Meu pior medo é ser como as outras pessoas,
Mas sempre acabo sendo igual.
A morte não espera você arrumar a casa
Nem a mala
Nem a sala
A morte não lhe pergunta se você quer ir
Ela chega e te arrebata
A morte não é sua inimiga
Nem tampouco sua confidente
Por isso, cuidado na ribanceira
na estribeira
na cabeceira
Se queres te demorar um pouco mais
Respeita a sua fragilidade
Reconhece o pouco que és.
Meire Moreira
Às vezes você está bem em frente da pessoa, olhando para ela e mesmo assim é inevitável se peguntar:
-Para onde é que ela foi?
A vida vai mudar você.
Vai moldar você.
Não adianta resistir.
Aceite.
Curta.
Aproveite que ainda pode ser mudado.
E melhorado, às vezes.
Se você tentou e lutou e fez tudo o que podia, não há fracasso.
Existe somente a sombra de algo que não se cumpriu.
Um dia, as pessoas se vão.
Então, quando chegar o seu dia
Que você não se vá de todo
Que algo seu permaneça aqui
Seja um sorriso
Um olhar
Um trejeito
Algo que você falou
E ficou ecoando
Dentro de alguém
Ou que seja seu toque
Seu andar desengonçado
Sua falta de jeito
Não importa
Apenas dê um jeito de ficar
Morrer não significa partir desse mundo
Morrer mesmo é ser esquecido
Sabendo disso,
A vida eterna te pertence?
Meire Moreira
Se você ama, deixe ir.
Se você odeia, também deixe ir.
Apenas deixe.
As pessoas são mesmo estúpidas.
Que você seja o seu refúgio.
Não outra pessoa, lugar ou situação.
Você.
Que você sempre se procure.
E se encontre.
Cada vez que você vai
Abre um buraco em mim
Mas não um buraquinho qualquer
Abre logo uma cratera
Que engole tudo:
O sorriso, a fome, a vontade, o ar
Porque se tornou tão imprescindível assim?
Porque fez ninho na minha pobre cabeça?
Veja esse pensamento desalinhado que sai de mim
Nada faz sentido
Nada obedece à regra nenhuma
Esse emaranhado de sentimentos
Começa e termina em você
Então, deixe eu morar aí no seu peito
Deixa eu ficar de qualquer jeito
E fica, meu amor,
Em mim.
"Vem por aqui" - diz alguém.
E emenda: "é seguro e tranquilo"
Aí você vai por lá.
E descobre que lá mora o espanto, a novidade, a beleza.
Quero trazer você para o meu mundo
Ou entrar no seu
O que for mais difícil
E complicado
Quero domar a fera que existe
Nessa quimera
Vou traçar meu plano de conquistas
Invadir seu reino
No meu cavalo alado
Quando eu chegar se apresse
Toque o sino da campana
Mande cobrir o caminho de flores
E recite um madrigal
Não tema parecer bobo
Na minha corte
Mas fuja se acaso
A realidade nos acordar
No dia seguinte.
Sare
Fique bom logo
Não nos deixe nessa agonia
Precisamos de você
De seu riso
Sua festa
Seu jeito de menino...
Seu bom humor faz falta
Sua alegria
Seu jeito de fazer piada de tudo
Sua arte
Volte logo
Onde quer que você esteja
Que sua consciência esteja pairando
Volte
Porque não vai dar para tocar em frente
Sem o som da sua risada.
Pegue as palavras
As que você sabe
As que desconhece
As bonitas
As feias
As insossas
As coloridas
As que dizem tudo
E as que nada dizem por não querer
Dome
Adestre
Faça andar
Seduza
Castre
Aprisione
Liberte
Misture
Separe
Sopre no ar
Repita para si:
-Eu sabia. Eu sei. Foi só dessa vez.
Se você tiver sorte,
Vai conhecer e viver um grande amor;
Se tiver mais sorte ainda,
Ele irá se desfazer e você seguirá feliz.
Fim.
Você se pergunta se está no caminho certo. Mas como alguém pode te dizer se nem ela mesma sabe se está no caminho certo?
E depois, o que é o caminho certo? O que, ou quem pode apontar o Norte, servir de bússola nesses tempos -no mínimo- inglórios?
Quem pode dizer o que é o certo e o errado para a sua, para a minha vida?
Porque deveríamos credenciar alguém para tão ingrata missão?
Porque por mais que alguém seja justo, bom, digno e honesto aos nossos olhos, não significa que terá as respostas que buscamos.
Nem que a receita que deu certo para uma pessoa vai ser igual para um de nós.
Então, qual o caminho a seguir?
Como viver a nossa vida em segurança ou pelo menos, com tranquilidade?
A resposta mais correta é confiar nos seus instintos. Esquece esse papo de agir com a razão. Ou ouvir o coração.
A razão tem feito tudo isso que vemos a nossa volta: O caos.
E o coração! Ah, esse retardado que anda batendo por qualquer porcaria que se mova. Que não sabe diferenciar um elogio de um ardil...
Alguma pessoa muito perdida recomendou isso um dia.
Ouça o que diz o seu instinto. Ele é aquele resquício digno da nossa ancestralidade. Que é isso o que somos. E o nosso maior erro foi anular essa ferramenta negando o que somos: bichos, feras.
Umas adestradas. Outras nem tanto.
Mas bichos.
O nosso instinto nos guiará para um lugar seguro. Ou seja, para bem longe de nós mesmos.
Meire Moreira
Você me diz
Faça assim, não assado
Diga isso, não aquilo
Veja dessa maneira, não daquela
Ande por aqui, não por ali
Vá agora, agora fique
Fale um pouco, se cale
Quero você, você me faz mal
Enquanto brinca de se esconder
Se esconde de viver
Parece que ama e desama
Está e nunca está
Dentro de você, mil monstros
Fora de você, outros mil
Parece gostar de ser cruel
Sendo bom
Que instrumento desafinado é você?
E esse vazio que nem você nem ninguém preenche nunca que você troca de roupa que você troca de casa que você troca de rosto e tudo continua do mesmo jeito
Esse vazio que você troca de parceiro que você troca o cigarro o isqueiro mas a fumaça e a neblina é sempre igual
E esse vazio que você enche a casa de móvel que você enche a estante de livro que você compra tanta bobagem mas nunca aprende e repete a mesma Velha História
E esse vazio que você olha para o espelho procurando um rosto conhecido mas na sua frente só vê um estranho
Faça sempre o que esperam de você
Coma toda a comida
Raspe o prato
Passe a roupa
Volte cedo
Penteie o cabelo, a barba, o bigode
Faça natação, equitação, judô
Termine a lição
Fale pouco
Sente-se direito
Atravesse na faixa
Beba oca ola
Faça algo memorável
Tenha filhos
Respire fundo
Respeite as regras, as leis, os dogmas
Silencie
Pare de respirar
Deite enfim
Porque morto
Você já está.
Meire Moreira
ESPERANÇA!
(Autoria: Otávio Bernardes)
“Se você perde dinheiro,
você perdeu alguma coisa.
Se você perde um amor,
você perdeu muito.
Mas, se você perde a esperança,
você perdeu tudo.”
(Sheakspeare)
Assim estava escrito...
Assim... eu li, reli, pensei...
Sempre existe alguma coisa
para a gente refletir,
para a gente interrogar!
Esperança é algo muito sério,
deveras bonito, incomensurável,
atraente, inexplicável...
Esperança, a gente não explica,
a gente vive!
Esperança é esperança e pronto!!!
Às vezes, a gente desconfia de tudo...
até da própria esperança:
cantada, falada, imaginada,
televisionada, interpretada...
e – quem sabe – até vivida,
sonhada...
Sonhada!?
Tem jeito de sonhar esperança?
Uma pergunta sem resposta...
Há coisas que não têm explicação!
A explicação tira a beleza da coisa, da gente...
O que é a esperança?
Tem nome mesmo? O que significa?
“Esperança” de “espera”...
Tem sentido?!
Interessante, não?!
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