Poesias sobre Você

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Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.


Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.


Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.


Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.

Não preciso de passaporte,


porque para você, anjo meu,


jamais serei estrangeira,


O amor é a bandeira,


e para ele não há receita.






Mas há um interminável


banquete sobre a mesa,


e não é apenas um poema.

Um dia a gente vai se encontrar
para a Bahia vou te levar,
Tenho certeza que você vai amar.


Bem próximos, a gente vai dançar
um bom arrocha para nunca
mais em outro alguém na vida pensar.

No ritmo da arrochadeira,
que mistura caliente
de arrocha com swingueira,
Você vai se encantar
com a minha maneira,
E será todinho meu,
queira ou não queira.

​O meu olhar de longe alcança
tudo o que você reserva.
És a minha diversão favorita
e o meu território de paz,
tudo o que faz a diferença
como ninguém na vida faz.


​O teu olhar de longe alcança
igual o que suscito,
como a tua principal distração favorita,
como teu porto seguro exclusivo
e todo cheio de poesia.


​Aguardo que assuma o controle
para que nós o percamos em nós,
porque o amor tem o nosso nome;
e a urgência é faminta da nossa fome.


Embora o Ipê-amarelo-da-mata
floresça em agosto, não somos diferentes:
em julho, como ele, começamos
a dar os primeiros sinais amáveis
ainda longe do litoral catarinense —
no que se tenta controlar e sente.

Se você procurar por aqui ainda
se encontra alguma Festa Julina,
enquanto alguns escrevem poesia.


Recordar que no mês de julho
aqui na Rodeio tranquila que fica
no abençoado Médio Vale do Itajaí
a tranquilidade e muita alegria
têm endereço certos até neste inverno.


Muitos se preparam para dançar
e se encontrar no Baile do Vinho,
enquanto uns são escritos pela poesia.


Com toda a tradição a festa se faz
para o colono e o motorista,
que desfilam com muito orgulho
os seus carros e tratores pela cidade,
e sem saber que eles também
escrevem a poesia dos dias na realidade.

Criar as suas próprias asas
sempre que tentarem impôr
certezas por onde você for.


Permitir que o Açaí-do-Pará
continue a florir e a frutificar,
para que a vida ao redor
com o seu ciclo continuar.


Ter o peito voltado para o céu,
os pés como raízes fincadas,
a vontade de seguir em frente
e o pacto de coragem existencial
neste nosso continente ancestral.


Vestir-se de liberdade e beleza,
colocar somente as cartas
que nos pertencem na mesa,
para que a vida não se perca,
o amor dure e a gente continue,
e a real história se escreva.

Voo imparável e com intenção.


Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.


Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.


Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.


Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.

A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.


Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.


Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.


Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.

O fascismo se nota quando
o seu sorriso foi esquecido
em algum que você mesmo
nem sabe mais por onde procurar;
Não se permita desanimar
e tampouco se entregar.

Estamos no inverno
com o céu cinzento,
e você aqui não veio.
Talvez seja o porquê
está fazendo muito
mais frio em Rodeio.


Na beleza das linhas
dos teus olhos leio
o igual desejo escrito
por Edda Falzolgher;
Algo entre nós
está por acontecer.


Tudo depende mais
de você do que de mim,
Não preciso nem
mesmo explicar o porquê:
Não nasceste ontem,
e eu também não.


Com poesia e paixão,
e com o que há de mais
belo no Médio Vale do Itajaí,
Estou à espera da estação
que o amor florescerá
de vez com a aproximação.

Colher nozes da moscadeira,
quando chegar o tempo.
Nadar no Rio Grande
do jeito que você sonhou.
Juntos, encontrar a foz
como ninguém encontrou.


Viver a música que você
algum dia adorou,
e nos deixar levar em ritmo
de Parang, num pique
que a gente não imaginou.


Tudo leva a crer que nos guiará
para onde coloca o coração
em totalmente disparada,
e será Granada de um jeito
que você nem mesmo imaginava.

Sem saber quem é você,
Comigo tudo teu não
tem parado de mexer,
Sem explicação passaste
a ser parte do meu ser.

Sem dizer uma palavra,
sei que você me lê;
sou a sua alma e você é a minha — Somos o mesmo desejo.

Setembro é tempo
de guamirim em flor,
e de passear em Rodeio,
É tempo de você
me dar pistas com jeito
se sou eu o teu amor.


...


Guamirim-facho
em Rodeio
na mata em flor,
No coração
do jeito que for
existe o teu amor.


...


Guamirim-ferro
eflorescido enfeita
o nosso caminho
para a bela Rodeio,
A tua rota é autora
do nosso destino.


...


A araçarana desabrochou
antes do galo cantar
aqui em Rodeio,
A lua muito se agradou,
e as abelhas foram
em busca para o mel para nos dar;
Cena que faz lembrar
quando a gente vai se encontrar.


...


Florada da guabiroba
setembrina é poesia
sob a aurora matutina
na bela Rodeio,
em Santa Catarina,
Não há um só dia
que a tua existência
o coração fascina
e a mente alucina.


...


Pitangueira em flor
é a preparação para mais
de um poema de amor
na Mata Atlântica
em Rodeio com louvor.


...


Uvaia eflorescida
também é poesia
a ser por li lida.


...


Araçá-amarelo
que floresceu
enfeita a visão,
e alegra o coração.


...


Araçá-vermelho florido
enfeitando o olhar
e o nosso caminho
para a cidade de Rodeio
rumo ao destino perfeito.

A madrugada governa a lembrança
sobre quem orbita sorrateiramente,
Você tem o controle dos efeitos
depois de tudo, definitivamente.
Mantenha a alegria e a sagacidade
de papangu brincando de Carnaval
que a felicidade dará um jeito
e irá te seguir surpreendentemente.


Quem foi cruel e abusou da relação
de poder, do seu momento frágil
e te humilhou em público:
não merece nunca mais estar perto,
e tampouco merece o seu perdão.


(Permita-se a total restauração.)

Leveza de arara-canindé
sobre o ipê-amarelo em flor,
Quero ser assim sempre
para você por onde eu for.

Feito de Ontens




Recordo-me dos ontens porque estavam repletos de você. Havia a sua risca de luz na sala, o som do seu riso costurado ao vento das tardes e aquela sensação miúda de que o tempo nunca ousaria nos tocar. Éramos imensos no espaço de um abraço. Infelizmente, o presente insiste em me lembrar que você agora é apenas uma bonita história para contar. O silêncio da casa hoje tem o seu formato, e as páginas dos dias correm frias, restando-me apenas o exercício de folhear, na mente, o enredo daquilo que fomos e que o tempo, sem pressa, transformou em saudade.Fecho os olhos e ainda consigo tatear os detalhes: o calor da sua mão morna na minha, o cheiro de café fresco misturado ao seu perfume e os planos bobos que desenhávamos no teto do quarto. Éramos feitos de miudezas que pareciam eternas. Perco-me nos minutos revivendo aquela terça-feira qualquer, o avesso do seu sorriso, o tom exato da sua voz me chamando pelo nome. No fim, a memória é esse labirinto bonito onde eu sempre escolho me perder, só para esbarrar em você mais uma vez.Abro os olhos e encosto a testa no vidro frio da janela, observando o mundo lá fora ser lavado pela chuva mansa que cai. O meu reflexo embaçado na vidraça me devolve a imagem de uma mulher que já não chora, mas que carrega no olhar a calmaria de quem aceitou o fim. Deixo que a última gota deslize pelo vidro assim como você deslizou da minha vida, sabendo que algumas pessoas nascem para ser o nosso caminho, e outras, apenas a nossa mais bonita paisagem. Respiro fundo, viro as costas para a tempestade e dou o último passo para fora do nosso passado

Não sabote sua felicidade porque o outro acha que não serve pra você,
Roupa cada um tem um gosto,
e números diferentes.

Só desejo que você se cure,e quem não ouviu teus soluços,ouça tuas risadas,
Nem todo mundo quer saber das tragédias alheias.