Poesias sobre palavras
Tenho refletido sobre Ti e confrontado minha fé. Sei que não deveria recuar, mas permanecer inabalável naquilo em que acredito. Surgem inúmeros questionamentos, como se houvesse sempre algo empenhado em me distanciar da minha fé e da minha intimidade contigo.
O homem não evoluiu; apenas sedimentou camadas sobre aquilo que sempre foi. Sob a cultura, a moral, a linguagem e a própria consciência permanece um território mais antigo do que qualquer civilização. A consciência é apenas uma névoa tênue que paira sobre profundidades que nenhuma teoria psicológica alcançou por completo. Sigmund Freud chamou uma parte de inconsciente; Carl Jung falou em sombras e arquétipos. Mas há algo ainda anterior a essas formulações — uma região sem símbolos, sem linguagem, sem história. Se a pobreza das palavras permitisse nomeá-la, chamar-se-ia Primevo: não a primeira camada da alma, mas aquilo de onde todas as camadas emergem.
Aquilo que depende de validação externa nasce instável. Não se edifica sobre si, mas sobre o movimento do outro — e o olhar alheio, por natureza, nunca se fixa. Âncoras móveis não sustentam estruturas duradouras; apenas mantêm o equilíbrio provisório de quem já não sabe onde está o próprio centro. E assim, quanto mais se busca firmeza fora, mais se intensifica a instabilidade dentro.
O tempo não passa: dissolve-se. E nós, inconscientes, caminhamos sobre suas águas turvas, acreditando navegar. Cada lembrança é um navio naufragado que insiste em surgir na superfície, e cada encontro, um fantasma de nós mesmos que insiste em nos reconhecer.
O mundo se dobra sobre nós como papel velho, e cada escolha é uma dobra que jamais poderá ser desfeita. Entre o que sentimos e o que mostramos, há um abismo silencioso, e todo gesto que acreditamos simples é, na verdade, uma inscrição daquilo que jamais ousamos dizer.
A vida é apenas um véu estendido sobre o invisível; quem aprende a atravessá-lo sem medo descobre que cada gesto, cada encontro e cada despedida são sinais discretos de uma linguagem secreta que o eterno dirige aos mortais.
O espelho não mente sobre nossa aparência, porém nossa alma possui reflexos que apenas os olhos da compaixão conseguem verdadeiramente decifrar e compreender.
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
O ser humano moderno proclama força, mas organiza a existência sobre alicerces frágeis: depende de dispositivos, oscila no íntimo, mendiga validação e evita a própria solidão. Teme a morte a ponto de esvaziar a vida — protege-se tanto que já não vive. Recusa o frio da realidade, tratando a lucidez como ameaça. E, assim, prefere a fantasia da invulnerabilidade — confortável, negociável — à verdade incontornável: a fragilidade não é falha, é condição. Negá-la não fortalece; apenas afasta do que se é.
Para aprender sobre amor verdadeiro, observe quem constrói junto, permanece com consciência e transforma dificuldades em amadurecimento, mantendo-se na mesma relação.
Ainda é um pouco difícil falar sobre o que aconteceu. Os anos se passaram, mas eu lembro todos os dias de você. Quando eu soube que você partiu desse mundo, tentei mentir para mim mesma. Eu já estava em em um momento complicado e se eu me permitisse sentir mais essa dor, eu teria desabado. Tentei falar que tudo não passava de um pesadelo. Mas não adianta, a realidade é sempre mais forte. E eu demorei para tentar processar o que aconteceu. Eu mal conseguia olhar nossas fotos. Elas me trazem lembranças lindas, mas muito dolorosas para quem nunca soube lidar com essa partida. Eu demorei anos para voltar ao local que mais marcou nossa juventude. Pela primeira vez, me permiti viver a dor da sua partida. Chorei toda a mágoa que tinha acumulada ao longo desses anos. Eu tentei evitar o luto, pois tudo era muito forte para mim. As lembranças, suas fotos, a dor que eu sentia quando lembrada de você. Eu até cheguei a me afastar das pessoas que me faziam lembrar de você. Não foi fácil para ninguém. Você era tão jovem, tinha tanta coisa para viver, aprender. Mas com o tempo, eu tive que encarar minha dor. Tive que encarar a dor da sua partida. E hoje, depois de tanto tempo, eu tomei coragem para ver um vídeo nosso. Tantas lembranças incríveis surgiram. Pedi tanto a Deus para que você esteja em paz. Venha me visitar em um sonho, por favor, para me dizer que está bem e que eu já posso seguir em paz. Que você entende minhas razões.
Pode haver certa beleza na tristeza, na sinceridade de belos poemas sobre as dores e decepções da vida. Mas não é lá que seu coração e sua mente devem ficar. A melancolia faz parte da vida, mas não deve se tornar um vício. A nostalgia nos traz certo conforto, mas irá roubar a alegria da alma e do futuro. Deixe a tristeza passar pelos pensamentos e sentimentos, mas de forma alguma, permita que ela more no seu coração.
"A profunda inflexão sobre a beleza da inocência tece, talvez, a maior das ilusões. Aqueles que assim se vestem com o manto da honestidade raramente repousam sobre a aspereza de seus próprios passos e atos; afinal, para eles, tudo é exato ou foi forjado com a melhor das intenções."
"Nós jamais vamos saber tudo, mas corremos sempre o risco de não saber nada, sobre o que pensamos que sabemos o suficiente".
Tracei rotas para cruzar horizontes juntos, mas o vento soprou sobre caminhos que não haviam sido desenhados.
Lula sobre Trump: "Deem logo o Prêmio Nobel pra ele!" Daí param com as guerras! Lula sendo Lula e Trump sendo Trump!
Atualmente, os seres humanos atingiram tal controle sobre as forças da natureza que não lhes é difícil recorrer a elas para se autoexterminarem.
"Os impérios mais resistentes não são construídos sobre muros ou exércitos, mas sobre ideias capazes de fazer homens livres aceitarem suas correntes sem perceber que as carregam."
“Estar perto da minha visão trilionária não é sobre assistir ao sucesso alheio, é sobre ser absorvido pela força gravitacional de uma economia totalmente nova.”
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