Poesias sobre palavras
... um
mais sensato
destrinchar sobre o
que signifique a expressão
'sofrimento', por certo, evitaria
dedicá-la a quemoua qualquer situaçãoque não a
mereça!
A VISÃO DO ESPÍRITO SOBRE O PRÓPRIO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O trecho de número 309 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das mais significativas lições sobre a diferença ontológica entre o ser essencial e o invólucro material. Quando Kardec pergunta sobre a consideração que o Espírito nutre pelo corpo ao qual esteve ligado, a resposta é clara e despojada de sentimentalismo: o corpo é visto como veste incômoda, uma espécie de instrumento necessário, porém limitado, que cumpriu sua função durante a etapa terrena. A expressão veste desconfortável tem força filosófica, pois revela a consciência do Espírito diante da natureza transitória da matéria, conforme a tradição espiritualista e segundo a tradução criteriosa de José Herculano Pires.
A continuação aprofunda a questão. Indagado sobre o que sente ao contemplar o corpo em decomposição, o Espírito responde que quase sempre permanece indiferente, * esse quase sempre merece um estudo com uma percepção mais profunda dentro das obras Básicas * , pois aquilo que jaz não o representa mais. A decomposição se torna fato natural, não motivo de horror. É o reconhecimento de que o elemento corporal pertence ao ciclo universal das formas, enquanto o princípio pensante prossegue adiante.
Esse conteúdo permite duas conclusões essenciais. Primeiro, a libertação da matéria não implica desprezo, mas compreensão filosófica da sua utilidade temporária. Segundo, a recordação da existência corpórea se torna lúcida e serena, uma vez que o Espírito, liberto, percebe com mais clareza o papel pedagógico das vivências físicas no processo de aperfeiçoamento.
A VIGILÂNCIA SERENA SOBRE O QUE JÁ FOI SUPERADO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A reflexão que afirma que alguém não deve tropeçar no que já está abaixo de si não é um chamado ao orgulho, e sim um convite à brandura interior. O que está abaixo representa etapas vencidas, dores que já compreenderam seu lugar e aprenderam a silenciar. Contudo, cada vitória moral é sustentada por uma disciplina fraterna, jamais por altivez.
Quando olhamos para o próprior caminho com humildade, percebemos que ninguém progride sozinho. Os aprendizados vêm do contato com outros seres, das circunstâncias que nos moldam, e da benevolência que recebemos em momentos de fraqueza. Portanto, manter vigilância não significa erguer muros, mas caminhar com cuidado para não ferir a si mesmo nem aos outros. É reconhecer que a alma humana ainda traz áreas sensíveis que precisam de cuidado, e que o progresso espiritual é sempre uma construção comunitária.
Já ensinava Allan Kardec que o avanço do Espírito se realiza pela educação contínua e pela caridade recíproca. Assim, mesmo o que já parece resolvido em nós merece atenção, não como ameaça, mas como lembrança de que somos seres em aperfeiçoamento constante. A fraternidade que exercemos com o mundo deve refletir se também em nossa própria intimidade, acolhendo nossas partes frágeis sem julgamento severo.
A verdadeira grandeza não está em se sentir acima de algo, mas em caminhar com serenidade, humildade e afeto, compreendendo que cada passo pode ser uma oportunidade de servir, aprender e crescer.
SOBRE O ORGULHO E A ILUSÃO DO DOMÍNIO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O orgulho não caminha sozinho por virtude mas por carência. Ele busca companhia porque teme o silêncio onde a consciência poderia interrogá lo. Trata se de um afeto desordenado que se apresenta como força quando na verdade é fragilidade não confessada. Onde o orgulho se instala a segurança não é real mas simulada e o eu passa a representar um papel diante de si mesmo.
Convém recordar que os defeitos não são senhores autônomos da alma. Eles não nos governam por natureza mas por concessão. O erro fundamental do orgulhoso está em inverter a relação entre sujeito e atributo. O homem não é possuído pelo defeito ele o abriga o alimenta e o preserva como se fosse parte essencial de sua identidade. Essa confusão gera servidão moral pois aquilo que poderia ser corrigido passa a ser defendido.
A lucidez ética começa quando o indivíduo reconhece que possuir um defeito não equivale a ser definido por ele. O vício é acidente e não substância. Enquanto essa distinção não é compreendida o orgulho seguirá mal acompanhado pois se alia à negação à rigidez e à insegurança. Quando enfim a razão reassume o governo interior o orgulho perde o trono e revela se apenas como um hábito que pode ser superado.
Assim a verdadeira elevação não nasce da exaltação do eu mas da coragem serena de reconhecê lo incompleto e perfectível pois somente aquele que se conhece sem ilusões caminha com firmeza rumo à imortalidade do espírito consciente.
“Quando o Mármore Respira”
- Camille Marie Monfort.
A noite se desdobrou sobre o cemitério como um véu de penumbra.
As árvores — velhas sentinelas balançavam suas copas como se quisessem abençoar ou advertir o homem que caminhava sem rumo.
Joseph trazia nas mãos um círio aceso. A chama, tímida, tremia — como se reconhecesse o frio que saía das tumbas.
Parou diante da lápide de Camille.
O nome dela — Camille Marie Monfort parecia gravado não em pedra, mas em sua própria consciência.
Sentou-se. O vento lhe tocou o rosto como um hálito que vem de dentro da terra.
— Camille… — murmurou — se foste tu quem morreu, por que sou eu quem não vive?
O círio oscilou.
Um perfume leve, impossível de identificar, espalhou-se no ar.
Não era de flor era de lembrança.
Então ele ouviu ou julgou ouvir uma voz.
Suave, distante, atravessando o tempo:
“Joseph… tu não me mataste. Apenas esqueceste que o amor, quando não cabe na terra, precisa aprender a ser silêncio.”
Joseph estremeceu. As lágrimas, frias, desciam como se fossem do túmulo para os seus olhos.
A voz continuou, agora mais perto:
“Foste tu quem me libertou do peso do corpo, mas foste também quem me prendeu ao eco do teu arrependimento. Não chores por mim — chora por ti, que ainda não sabes morrer o suficiente para me encontrar.”
Ele caiu de joelhos, com o círio apagando-se entre os dedos.
O vento cessou.
Por um instante, o cemitério inteiro pareceu respirar.
Camille estava ali não como lembrança, mas como presença.
O ar se tornou denso, quase luminoso.
E Joseph, tomado de uma febre serena, sentiu que a fronteira entre o delírio e o mediúnico se desfazia.
— Camille… és tu?
— Sou o que resta de ti, Joseph.
O homem sorriu, num gesto de quem reconhece a própria condenação.
E o silêncio os envolveu não como fim, mas como pacto.
HINO DA LUZ SERENA.
" Luz que desce mansa sobre o coração.
Clareia o passo. Acalma a aflição.
No silêncio antigo do ser interior.
Renasce a esperança. Cessa o temor."
“Luz que ensina sem nunca ferir.
Mostra o caminho de servir e seguir.
Une as vozes num mesmo sentir.
Faz do amor a razão de existir.”
“Luz fiel que não passa e nem some.
Guarda a alma. Sustém o nome.
Mesmo na noite mais densa e cruel.
Permanece viva. Justa. E fiel. ao infeliz que a abandone. "
“ Vem luz, vem e nos conduza em paz.
Hoje e sempre. Como outrora e jamais.
Pois é quando o espírito aprende a confiar.
É a luz que permanece e ensina a caminhar.”
Pai Altíssimo,
Criador do mundo e pai de Jesus Cristo,
Peço proteção sobre mim e minha família
E eu te ofereço esta oração.
Um breve poema sobre a Carretera Austral:
A Carretera Austral é mais do que uma estrada; é um poema esculpido pela natureza. Seus caminhos serpenteiam entre montanhas majestosas, florestas que sussurram histórias e rios que dançam livres. A cada curva, o vento carrega segredos gelados de glaciares e o céu reflete o azul profundo dos lagos infinitos. É um convite à contemplação, onde o tempo desacelera e o coração pulsa em harmonia com a vastidão da Patagônia. Viajar por ela é permitir que a alma se misture ao silêncio e à grandeza da terra austral.
sobre um visual incrível:
“Algumas belezas não precisam de palavras, pois já são poesia em si mesmas. Essa paisagem é um verso silencioso, onde o horizonte sussurra ao coração e a natureza declama sua perfeição.”
Viajar pela estrada é muito mais do que percorrer distâncias no mapa. É sobre cruzar caminhos com pessoas que, mesmo por instantes, transformam a nossa jornada. Algumas aparecem de repente, como se fossem velhos conhecidos que o acaso decidiu nos apresentar tarde demais. Outras chegam devagar, em conversas despretensiosas, e logo se tornam parte do dia a dia, mesmo que por um breve capítulo.
Há algo mágico nesses encontros. Talvez seja o fato de que, na estrada, estamos todos em busca de algo: um destino, uma aventura, ou simplesmente a liberdade de viver o momento. É isso que nos une, ainda que nossos roteiros sejam diferentes. Compartilhamos histórias, risadas, refeições e, às vezes, até silêncios que não precisam ser preenchidos.
Mas a estrada também exige despedidas. Cada “até breve” vem carregado de esperança e saudade. Sabemos que os caminhos podem nos afastar, mas também aprendemos a confiar nos reencontros inesperados. Porque, na estrada, as partidas não significam finais; elas abrem espaço para que a vida siga seu fluxo, com a promessa de que as melhores conexões sempre encontram um jeito de se cruzar novamente.
E assim seguimos: colecionando histórias e pessoas, carregando em cada despedida um pedaço do outro e deixando algo de nós por onde passamos. Porque é isso que torna a viagem tão inesquecível.. não são apenas os lugares que visitamos, mas as almas que nos encontram pelo caminho.
REZA E ORAÇÃO
Você já refletiu sobre a diferença?
Quando rezamos, tentamos falar com Deus através de textos escritos ou decorados.
Quando oramos, tentamos falar com Deus através de palavras ou pensamentos que vêm de dentro de nós.
Minha reflexão sobre Felicidade...
Felicidade é algo que sentimos quando algo de muito bom acontece em nossas vidas. Pode ser aquela notícia gostosa que recebemos, aquele abraço gosto de um amigo, aquele beijo gostoso do companheiro ao despertar, não importa o momento ou com quem, ela bate em nossa porta sem pedir licença e não nos importamos com isso não é verdade? Mas para que isso aconteça precisamos estar receptivos a ela, trabalhando nossa vida para que cada dia essa felicidade possa invadir nosso interior. Você se fez essa pergunta hoje: eu estou abrindo a minha porta para a felicidade? Difícil não é verdade? Mas nunca é tarde para começar! Então deixe que ela entre e faça das dificuldades apenas obstáculos superáveis e não muralhas na qual a cada dia colocamos em cima um concreto de problemas dificultando mais ainda sua destruição. Atente-se ao poder que a felicidade tem em sua vida quando você a permite que entre e verás que qualquer problema é superável quando se está feliz. Procure fazer coisas que o deixe feliz e não sentirá ao final do dia o amargor dos problemas que passou por você, pois a felicidade é tão superior a qualquer problema que eles são insignificantes quando estamos de bem com a vida.
Estive pensando sobre a "espera"...
Eu a conheci e nos apaixonamos, mas não era a hora certa e nos separamos. Então, anos depois, temos a chance de nos reencontrarmos.
Contudo, eu me pergunto: Será que já se passou tempo demais? Será que não esperamos muito? Não seria tarde demais... como é que pode dar certo?
Sozinhos, já chegamos tão longe! Se bem que, começando de novo, poderíamos chegar a um outro lugar. Você acredita em segundas chances?
Na alvorada, ao sol nascente, eu medito,
Sobre o amor, que outrora florescia tão bonito,
Mas agora, envolto em sombras, desfeito,
Por uma traição, que no peito, ferido, foi feito.
Gravada em segredo, a nossa voz, lamenta,
Um vínculo outrora forte, agora se arrebenta,
Onde outrora havia confiança e afeto,
Resta agora o vazio, o lamento, o desafeto.
Oh, como as rosas murcham em meu jardim,
E o canto dos pássaros soa triste, sem fim,
Pois a traição obscureceu o céu azul,
E o amor, que outrora brilhava, agora é nulo.
Por isso, ergo-me em meio à escuridão,
Com lágrimas nos olhos, e no coração,
Decido, nesta aurora melancólica e fria,
Encerrar esta história, que um dia foi minha.
Leve consigo as lembranças, os vestígios do que foi,
Pois não há mais lugar para nós dois, aqui, sob este céu,
Que seja livre, que siga seu caminho sem mim,
Pois neste adeus, encontro a paz, enfim.
Quando o Sol rompe o silêncio do horizonte e derrama seus primeiros raios sobre a terra, lembre-se: há bênçãos que não chegam às nossas mãos, mas aos nossos olhos — e poder estar aqui para vê-las já é uma razão para agradecer a Deus por mais um dia.
Bruno Renan M. Soares
Não acredite em nada do que duvide!
Informe-se! Forme sua própria concepção sobre tudo, com base em fatos reais. É hora de separar os meninos dos homens!
Vou escrever doces versos e poemas em sua pele...
Derramar pétalas de cerejeira sobre teu corpo para te acariciar...
Quer viver milagre, ouça sobre milagre, caminha ao lado de quem vive milagre.
Quando eu seleciono o que eu ouço, eu defino o que eu vivo.
Dizem que é sobre amor,
Mas impõem cadeias invisíveis.
Falam de graça e perdão,
Mas julgam com mãos inflexíveis.
Sou grato, Senhor, pelo pão sobre a mesa,
Pela paz que sustenta minha fortaleza.
Por cada sorriso, por cada cuidado,
Por cada milagre no tempo exato.
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