Poesias sobre o Chamado de Deus
DEUS É SIMPLES OU COMPLEXO?
Deus é um ser ao mesmo tempo simples e complexo, e essa dualidade se revela em nossa aproximação com Ele. É simples nos aproximarmos de Deus quando buscamos um encontro sincero, com corações abertos e humildes, pois Ele mesmo se revela àqueles que se aproximam com sinceridade de propósito.
No entanto, muitas vezes as pessoas buscam conhecer a Deus por meio de métodos terrenos e intelectuais, tentando decifrar Sua natureza e compreender Seus pensamentos e ações por meio de livros e estudos. No entanto, essa abordagem complexa e intelectual acaba por limitar nossa compreensão, pois o mundo espiritual transcende os métodos humanos.
Assim, a simplicidade ou complexidade de se conhecer a Deus depende dos métodos que escolhemos. Ao nos aproximarmos com simplicidade, humildade e um coração aberto, podemos experimentar a presença e a revelação divina de forma genuína. Porém, se nos atermos em abordagens intelectuais, nos perdemos em um emaranhado de conceitos e teorias, sem jamais alcançar um verdadeiro conhecimento espiritual.
Portanto, a chave está em reconhecer que o conhecimento de Deus vai além das capacidades intelectuais e requer uma abordagem sincera, humilde e espiritual. Somente assim poderemos experimentar a verdadeira essência de Deus e compreender Sua natureza de forma plena.
A Tríade da influência na construção da identidade de uma pessoa é:
1- A genética (natureza, personalidade)
2- Criação (Ensinamentos recebidos)
3- Escolhas pessoais
Segundo as palavras de Jesus, a paz de espírito e a serenidade são encontradas ao se submeter à vontade de Deus, cultivando a mansidão e a humildade.
Veja Mateus 11:29
Evolução da igreja de Cristo pelo conhecimento:
"O que era considerado certo passa a ser reconhecido como pecado."
Evolução da falsa igreja pelo engano:
"O que era reconhecido como pecado passa a ser considerado certo."
COMO A SERPENTE CONVENCEU EVA A COMER DO FRUTO PROIBIDO
Com base na narrativa bíblica, os seguintes sentimentos podem ter sido despertados em Eva diante dos argumentos da serpente:
1.Curiosidade: Eva pode ter sentido curiosidade sobre o conhecimento proibido que a serpente oferecia, levando-a a questionar o que Deus estava escondendo.
2.Dúvida: As palavras da serpente podem ter plantado dúvidas em sua mente sobre a veracidade das instruções divinas, levando-a a questionar se Deus realmente sabia o que estava falando.
3.Ambição: A tentação de se tornar como Deus, conhecendo o bem e o mal, pode ter despertado uma ambição em Eva por alcançar um nível de conhecimento e poder que estava além de suas limitações humanas.
4.Tentação pelo proibido: O fato de a árvore ser proibida pode ter intensificado o desejo de Eva de provar o fruto e experimentar o conhecimento que estava fora de seu alcance.
5.Anseio por igualdade com Deus: A proposta da serpente pode ter estimulado em Eva um desejo de igualar-se a Deus em sabedoria e compreensão, buscando alcançar um nível divino de conhecimento.
6.Desconfiança em relação a Deus: As palavras da serpente podem ter levado Eva a duvidar das intenções de Deus e a desconfiar de Suas ordens, alimentando uma sensação de descontentamento com as restrições impostas.
E a serpente, o espírito enganador, continua, hoje, usando estratégias semelhantes a essas e igualmente astutas e praticamente infalíveis!
PILATOS E O CETICISMO/RELATIVISMO
"Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos: QUE É A VERDADE? E, dizendo isso, voltou até os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum."
João 18:37-38
Jesus já sabia da filosofia que influenciava Pilatos, por isso afirmou que ele era a verdade, independente se Pilatos acreditasse ou não...
"Quando não houver mais saída e todos os recursos se esgotarem, chame por Jesus!"
Eu diria que se ele fosse convidado antecipadamente a participar de sua vida e decisões essa situação teria sido evitada. De qualquer forma, é reconfortante saber que ele está pronto a intervir em qualquer circunstância.
"Fanático e religioso são aqueles capazes de ter a renúncia e dedicação que eu não consigo alcançar."
Eis a motivação do rótulo...
CONTRADIÇÕES BÍBLICAS
Um exemplo não bíblico, mas que ilustra bem a ideia errônea de contradição, é o conceito de "liberdade" e "responsabilidade". Ideias que parecem contraditórias, mas são complementares. À primeira vista, pode parecer que ser livre significa não ter responsabilidades, enquanto ter muitas responsabilidades pode limitar a liberdade. No entanto, essas duas ideias podem ser complementares, pois a liberdade pode ser exercida com responsabilidade, garantindo que as ações não prejudiquem os outros e que haja um equilíbrio entre a autonomia pessoal e o respeito pelas escolhas dos demais.
Nesse caso, a liberdade e a responsabilidade se complementam para criar uma sociedade justa e funcional. Conceitos semelhantes, com aparente contradição, são muito apontados na Bíblia, devido a uma interpretação equivocada e uma leitura sem aprofundamento
A graça não nos concede liberdade para pecar; é uma oportunidade de reconciliação que Jesus nos proporcionou com o Pai. Por meio do seu Espírito, somos capacitados e fortalecidos para nos libertar das garras do pecado.
Medite em Romanos 6:15 , Jeremias 7:10, 1Pedro 2:16 e Tito 2:11,12.
ISSO É A GRAÇA...
Era uma vez um reino encantado governado por um sábio e benevolente Rei. Nesse reino, havia um jovem chamado Lucas, que vivia uma vida de extravagância e imprudência. Ele gastava seu tempo em festas, ignorando suas responsabilidades e prejudicando a si mesmo e aos outros com suas escolhas egoístas.
Certa vez, o Rei convocou Lucas ao seu palácio. O jovem estava temeroso, pois sabia que suas ações não eram dignas da presença real. Surpreendentemente, o Rei ofereceu a Lucas uma chance de redenção, apesar de todas as suas falhas. Ele lhe concedeu uma oportunidade para mudar, reconstruir sua vida e se tornar alguém melhor.
Lucas ficou perplexo com esse favor inesperado. Ele começou a trabalhar duro para mudar seu comportamento e viver de forma mais virtuosa. Ao longo do tempo, o Rei o orientou, fornecendo recursos para sua transformação.
Enquanto Lucas progredia em sua jornada, ele percebia que, por mais que se esforçasse, nunca conseguiria igualar a grandiosidade do presente do Rei. A gratidão e humildade cresceram em seu coração, pois reconhecia que a oportunidade de mudar não era merecida.
Apesar de suas melhorias, Lucas sabia que nunca poderia alcançar a totalidade do favor do Rei. No entanto, ele continuou a se esforçar e a buscar aperfeiçoamento, pois valorizava a oportunidade que lhe foi dada. Ele sabia que precisava corresponder à confiança depositada nele.
No final, Lucas aprendeu que a graça que lhe foi oferecida não era uma licença para continuar errando, mas sim uma chance para redimir-se e trilhar um caminho de transformação. Ele percebeu que, mesmo dando o seu melhor, a salvação não estava em suas mãos, mas sim nas mãos do Rei que generosamente lhe concedeu essa oportunidade.
Intenção, propósito, objetivo, motivação, desígnio, intuito, finalidade e interesse.
Essas palavras representam aspectos fundamentais quando se efetua uma autoanálise honesta das obras que acreditamos realizar para Deus.
Quando as pessoas me dizem: "Puxa! Você é crente, não pode fazer isso ou aquilo, não é?", pode dar a impressão de que sou escravo de uma religião, privado de desfrutar de coisas interessantes. No entanto, na realidade, essas mesmas pessoas são escravas dessas coisas, agindo não por escolha livre, mas por falta de opção. Seus corpos, mentes e desejos as obrigam a agir dessa forma. A falsa sensação de liberdade é destruída ao testá-las com uma ordem imperativa: "Se você é livre, então não faça mais, para ver se realmente consegue resistir!"
A verdadeira liberdade proposta por Jesus através do Evangelho nos dá autocontrole e nos livra do domínio do pecado!
Satanás utiliza uma poderosa técnica de manipulação por meio de estímulos, fazendo com que as pessoas pensem ou ajam de determinada forma, enquanto as induz a acreditar que a ideia e vontade partiram delas mesmas.
Obviamente elas têm poder de escolha...
No meio cristão, é comum o termo "setas do inimigo", referindo-se a estímulos lançados na mente através de pensamentos que levam a pessoa a realizar certas ações ou experimentar sentimentos específicos.
No entanto, é importante notar que nem tudo que as pessoas pensam, sentem ou fazem pode ser atribuído completamente às setas do inimigo. Satanás não desperdiça suas preciosas setas sem sondar o terreno em busca de chances de sucesso. Ele pode correr um risco, mas é um risco calculado. Ele não perde tempo com algo que não produza resultados, pois compreende a importância de ser objetivo. Quando uma mesma "seta" persiste na mente, retornando várias vezes, é um claro indício de que Satanás encontrou ali uma fraqueza e um ambiente propício para acolher suas ideias; do contrário, ele não insistiria. A sabedoria está em usar as estratégias do inimigo a nosso favor, pois quando ele age dessa forma, está indicando em qual área devemos trabalhar com mais ênfase para alcançar a libertação.
O locutor avalia o interlocutor como "religioso" e eu considero duas possibilidades:
1) O locutor, sendo um cristão verdadeiro e espiritual, percebe o interlocutor como alguém apenas religioso.
2) O locutor, incapaz de compartilhar a mesma devoção, rotula o interlocutor como religioso para justificar sua própria negligência espiritual.
"O Jesus que sigo não aprovaria tal conduta..."
"Para mim, o Jesus que conheço não vê nenhum mal nisso..."
Diante disso, um observador perplexo se questiona: "Qual dessas representações do 'Jesus' é a verdadeira?"
O Espírito Santo esclarece: A verdadeira representação é a do Jesus descrito nas Escrituras.
Imagine um artista contemporâneo tentando explicar a técnica de pintura e o significado por trás de uma obra-prima renascentista para o próprio Leonardo da Vinci, o mestre pintor renascentista. O artista contemporâneo, sem compreender totalmente os métodos e a visão de Leonardo, começa a oferecer interpretações modernas e teorias complexas sobre a composição da pintura.
Enquanto isso, Leonardo da Vinci, que criou a obra, observa a explicação com um sorriso discreto, ciente da profundidade e da intenção que ele próprio colocou na obra.
Essa situação reflete a dinâmica que pode ocorrer na teologia, onde teólogos tentam explicar a palavra de Deus sem ter a mesma compreensão que o próprio Espírito de Deus tem sobre as Escrituras visto que foi ele que a inspirou e esteve particularmente envolvido em todo o processo da sua escrita.
Lógica terrena e Lógica espiritual
É impossível usar as mesmas regras de pensamento e raciocínio que empregamos no nosso cotidiano (lógica terrena) para compreender o funcionamento do raciocínio e das regras no contexto espiritual (lógica espiritual). Os princípios que orientam esses dois universos são consideravelmente diferentes.
Em 2 Timóteo 3:16, fica claro que toda escritura inspirada por Deus tem a capacidade de ensinar e instruir as pessoas. É fundamental entender que esse versículo vai além da compreensão limitada que temos dessa afirmação.
O Espírito Santo influenciou diretamente os autores bíblicos, inspirando-os e dirigindo o que eles escreveram para transmitir a mensagem divina. Ele também orientou a seleção dos textos que formam o conjunto da Bíblia, garantindo que o conteúdo fosse adequado aos seus objetivos.
Além disso, o Espírito Santo orientou os tradutores para garantir que as traduções fossem precisas, pois as palavras podem variar em diferentes idiomas. Ele continua a inspirar as pessoas quando leem ou ouvem as Escrituras, revelando a mensagem em seus corações quando elas assim o permitem.
Também é importante destacar que ministros e pregadores da palavra precisam ser guiados pelo Espírito Santo em seus sermões, pois ele assegura que eles transmitam a mensagem de forma fiel de acordo com as necessidades.
Assim, todos os aspectos relacionados à palavra de Deus devem ser inspirados e guiados por Deus para cumprir eficazmente o propósito descrito por Paulo de ensinar, confrontar, corrigir e instruir em justiça.
