Poesias sobre o Brasil
Sem você se dar conta
por todas às vezes
já perdi a conta
nas Alagoas de Nosso Senhor
que do nada me deparei
com o Anjo Corredor,
Só sei que ainda não
me deparei com o seu amor.
Anambucuru tem
muita experiência,
Por isso escuto
com paciência,
Ela zela como
pedra esta chuva
que vem do mar,
E peço para ela
sempre me zelar.
Encontrei a Anaantanha
que estava desaparecida
para afastar os males
do corpo e da guerra,
Talvez para pendurar
na entrada da aldeia
para afastar qualquer
mal que pode pairar
sobre esta nossa terra,
como ameraba que sou
ainda insisto ser poeta.
A Palma Zunkha que
com verdor esplende
é a que constrói, cobre,
enfeita, cura e alimenta.
Bendita Palma Zunkha
que pela Bolívia faz tudo,
E ainda nesta Pátria Grande
me empresta amor profundo.
Um dia que só ao maior
amor poesias todos os dias
carinhosamente dedicarei.
Porque cedo ou tarde não
desistirei da paz e do amor
virem se tornar nesta vida lei.
Meus olhos indígenas
leem confiantes no céu
da Pindorama a Aracu,
a Monquentaua, a Pari,
Consciente que tudo
de ti é empunhadura
da espada de Órion,
E para nós quero um
bom futuro distante
de tudo que impeça
de conviver em paz,
A falta dela sempre
toda a diferença faz.
(Razões para a paz criar
raízes sem aceitar distorções).
Cruzeiro do Sul,
minha Arapari
sobre a Pindorama,
que me une a ti
e que te mantém
apegado a mim,
E assim nos guardo
de amor em mim.
Dancei Arara no Norte,
no Nordeste e no Sudeste,
Troquei de par e já fiz par
com o homem do bastão,
Arara por muitos olvidada
que me faz ainda dizer
para o meu próprio coração
que só falta você ser o meu
par com todo amor e paixão.
Esvaziar a mente e deixar
tudo se diluir nas correntes
das Pequenas Antilhas
e ir imparavelmente em frente.
Diante das catedrais do tempo
repousadas nas águas de Granada quase perto das Pedras da Irmã
e não se importar com o amanhã.
Sair da pausa e contemplar
a beleza de Sister Rocks
para ali por um instante ficar.
Aprender as lições que só
o silêncio da Natureza pode
vir com sutileza nos moldar.
Navegar com muita calma
pelas Pequenas Antilhas
para ter sempre precisão
por onde for e além dos dias.
Levar a vida com diversão
ir para Jack-A-Dan Island
mergulhar entre os corais
e quem sabe vir a te alcançar.
Com as minhas mãos e o olhar
nos teus olhos nas profundezas
de nós do nosso jeito de amar.
Assim há de ser para a nossa
hora de viver vir acontecer,
e não haverá nada para impedir.
Aquela que oculta o possível
conhecimento ou algo talvez,
sem deter nem por vontade
por ser a própria liberdade.
Nas Pequenas Antilhas deixar
que as correntes levem até
Calypso Island em Granada
e confiar no desfecho do destino.
Que me faça te encontrar são
e salvo deste mundo em viração
para que me coloque no coração.
Tudo aquilo que mantém a vida,
temos com apaixonada devoção,
e para nós só o amor é embarcação.
A minha alma e a visão estão
plenas nas fronteiras visíveis
e as invisíveis do mundo:
sei como e quem começou.
Entre Carriacou e Petit Martinique
as correntes me levam bem
e serena até Petit Dominique,
escrevendo sob o Sol eterno.
A tentativa de distorcer a memória
e nem mesmo o poder irão levar
o louro e nem apagar a História.
Ali nas belas Pequenas Antilhas
tranquilas coloco cada conceito
nas mãos do Senhor do tempo.
Desejar, surpreender
e brindar com carinhos
no meio do azul do mar
das Pequenas Antilhas.
Na Isla Testigo Grande
deixar tudo emergir
e se misturar no ritmo
das ondas do mar.
No salsear o animar
para embalar nos teus
braços o lugar de aninhar.
Não se preocupar
de ter hora para voltar
e nem satisfação para dar.
Deslizando do mar do destino
embarcação feita para dois
e vivendo nosso amor bonito
rumo sereno à ilha perdida.
Em La Blanquilla sem querer
mais nada desta vida,
no paraíso desabitado
nos tornar parte da poesia.
O quê realmente importa
sempre chega na hora,
e sem nenhum impedimento.
O amor como oceano cabe
na embarcação leve do peito,
e com ele sempre tem um jeito.
Navegar nas mesmas
águas onde Luis Brión
obteve a primeira vitória,
e contigo fazer história.
Ler por antecipação o quê
pode vir a nos ocorrer
onde as estrelas sempre
serão mais visíveis.
Por Los Frailes e por todo
o Mar do Caribe navegar
o quê há em nós é deste mar.
Para receber o teu amor
tenho preparado um refúgio
para nada vir nos dispersar.
Caboclo d'água sempre
assusta quem não
usa no rio a cabeça,
Ele assusta o pescador
que não pesca com coerência.
Nós dois dançando
Caboclinhos,
Jamais prevíamos
que viveremos
só de carinhos,
Foi neste ritmo
que você se colocou
no meu caminho.
O sentimento tem a grandeza
e o azul pleno do Mar do Caribe,
não há o quê nos limite
porque pactuei com o Hemisfério.
Convicta ao redor da Ilha La Sola
com um caderno e uma caneta
em busca da palavra certa
e o desejo de vê-lo sem dilema.
Não quero nada mais do que
nada menos do que ter a real
importância no teu sensorial.
Dos pés a cabeça no teu oceano
corpo construírmos uma a uma
as nossas catedrais do tempo.
O sentimento de desembarque
de um romance que tudo foi feito
para que o amor sobrevivesse
não conhece mais o regresso.
Agora só cabe é deixar-se levar
pelas correntes do Mar do Caribe
e na Ilha de Fraile Grande aportar
e nem mais para o relógio olhar.
Quem escolheu desdenhar
ficou lá para trás e no seu
devido lugar nunca irá mudar.
O quê realmente importa é estar
onde de fato há um amor que verdadeiramente se permita amar.
Navegar nas letras
de Alonso de Santa Cruz
como quem navega
pelas Pequenas Antilhas.
Nas areias rosadas
viver a poesia
de escrever o seu
nome em La Orchila.
Ver as estrelas ali
onde elas são mais visíveis
mesmo na imaginação.
Se for para ser só meu
o teu tempo embarcação
haverá de encontrar a direção.
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