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Poesias sobre o Brasil

Cerca de 9657 poesias sobre o Brasil

⁠Sobrevoa elegante
o nosso solo brasileiro
o Uiraçu-verdadeiro,
protegendo secretamente
a sagrada floresta;
Não menos precioso
só não tão presente
no nosso território
segue o Uiraçu-falso
igualmente o seu destino
cumprindo o desígnio
de guardar o seu ninho;
Lições observadas
de harmonioso convívio
que ainda podem ser
aprendidas com incentivo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A cobra do mato
também salva,
A cobra que mata
veste saias,
E para a segunda
dou Caá-aboicininga
em forma de poesia
que em setembro
efloresce aos cachos.

Fetichizar cafajestes
coloca todas em perigo,
as que estão aí
e as que estão vindo;
Precisamos dos papéis
muito bem aclarados
de ambos os lados;
Porque precisamos
de corações afetivamente
na vida melhor orientados.

Mulheres que se prezem
não fetichizam cafajestes,
Uma mulher genuína
sabe que precisa na vida
de um homem bom,
porque ser bom é ser corajoso;
E um homem bom é um
homem verdadeiramente poderoso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠25/10

Se te deixaram só,
você não está só,
é porque não és só.

...

25/11

És o melhor,
busque o maior
para ser maior e melhor.

...

25/12

Seja a paz
que tanta falta
ao mundo faz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Gemas floríferas dos Vassourões
coloridos que constroem, curam,
alimentam animais, fazem papel,
colaboram para que tenhamos mel,
desabrochando na dança no tempo;
continua intacta a inspiração
que é bicho selvagem e indomável,
que não se permite o sufocamento,
setembro se pega nas unhas
e o restante irá embora com o vento.

Não há nada e nem ninguém
que seja capaz de fazer esquecer
quem eu sou e quem tu és,
e da importância de conviver;
somente as nossas mãos
nasceram capazes de escrever.

O quê realmente desejo da vida
é que ninguém no nosso destino
de nenhuma maneira seja bem
sucedido em fazer não crer
mais que temos o próprio poder.

O quê está em nós e debaixo dos pés
deve ser eterno porque é superno,
e permitir que nos vençam é desatino;
porque glórias alheias não podem
custar o quê por nós foi construído.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nem sempre máximas
ou as roupas alheias
se encaixam nas vidas
de uns e dos outros,
Às vezes é mais sábio
calar do que pegar
qualquer assunto para engajar,
para não se arriscar.

Para quem sabe muito bem ler,
tem excelência e a consciência
de que uma coisa é uma coisa
e outra coisa é outra coisa.

Não quero nenhuma circunstância
que não seja a minha,
nasci como uma Onça-Pintada
que enxerga no escuro,
e sabe confundir no meio da mata;
para nunca o seu território entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem pede para que
você saia de si por
ele ou por outrem,
Jamais faria o mesmo
por você ou por alguém,
É um tipo que não
que ver o seu bem,
Prefira tomar posse
do seu próprio destino,
Que nada distraia
o teu viver bem
para quem sabe vires
ter a provar um
Murici-da-praia pelo caminho,
tu nasceste todo feito de infinito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Teus lábios
feitos de Murici,
Teu beijo é sonho
tão profundo,
A minha intenção
é puro suco
do que ainda não vivi.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Murici-amarelo colhidos
para adoçar os lábios
e os nossos caminhos.

...

Murici-vermelho encontrado
farei um delicioso doce
para agradar o namorado,
E quem sabe fazer dele
ainda muito mais apaixonado.

...

Floresceu o Murici-da-mata,
e logo que vi fiquei inspirada,
Mania poética de me deixar
levar e manter sempre encantada.

...

Lembrar do Murici-da-chapada,
da infância esquecida e de tudo
que sempre fez bem na vida,
é poesia para se manter viva.

...

Nasce o Sol sobre
o Murici-do-campo,
não é segredo
que te amo tanto.

...

Colher do Murici-pitanga
frutos para alegrar,
Colher de ti sorrisos
para o coração devotar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhos atentos sempre
em todos àqueles que
usam do mal inato alheio
para instrumentalizar
os seus planos de poder;
Enquanto isso existir
e alguém se render,
o preço que o dinheiro
não compra será caro,
e nada na vida dará certo.

Retroalimentar ativamente
fórmulas requentadas,
típicas de quem não
tem nenhum repertório,
não agrega porque é seguir
quem carece de amor à terra,
e os que acolhem a ideia.

Gente assim sempre passa,
e no final é a gente
que sempre que aqui fica,
Por isso não compensa
se viciar em cultivar
uma convivência tensa.

Não autorize que este
influências assim alcancem
e nem te desestabilizem,
construa secretamente
a sua realidade paralela,
plante o seu pomar poético
e a sua fortaleza interna.

Em tempo de uvaias,
colher frutos doces,
é de sobrevivência
não autorizar tudo àquilo
que nos irrequieta:
é o quê realmente interessa.

Inserida por anna_flavia_schmitt


Nós temos tradição

Se for para aumentar
a temperatura, que aumente
o som e a da água do Chimarrão,
para aquecer o coração.

Não posso me esquecer
jamais de quem eu sou,
da onde eu vim
e para onde eu vou.

Dançando Quadrilha,
no caminho da roça,
que imita a vida,
ninguém há de me distrair.

A tempestade dos outros
não nos pertence,
eu ainda não me esqueci
de como é bom gostar de gente.

São João é tempo de lembrar
que nós temos tradição,
com tudo o quê temos direito
na nossa mesa com direito a Pinhão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Arraiá Açoriano

Com a mão balançando
o seu chapéu de caipira
no meio do arraiá açoriano,
tu me fizeste sentir bonita.

Porque olhaste nos olhos
enquanto na tua direção ía,
com o meu vestido todo
enfeitado com laços-de-fita.

Foi assim que percebi
que o amor estava a vista,
e no ar estava a poesia.

O mundo por um instante
parou naquela ilha,
era o romance que surpreendia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Existência Campeira

Santo Antônio já passou,
continuo o desafiando
e ao Nosso Bom Senhor;
Vou em busca de melão,
cravo, rosas e de manjericão
para fazer enquanto
canta no ritmo nativista
a Capelinha de Melão
para a Festa de São João.

Só sei que continuarei
sem mudar o coração
que riscos sempre rejeita,
Pois encontrar um amor pede
paciência para não virar
um balão que logo queima.

Assim celebro com festa
minha existência campeira,
sublime e orgulhosamente brasileira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se for para ter balão,
que seja só para enfeitar
no meio do salão.

Se for para ter fogueira
já tenho o seu olhar
para acender o coração.

Se não for para ser assim,
que não falte Pinhão
saboroso na nossa mesa.
E nem água quente
para o nosso Chimarrão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Corpus Christi de céu
de suspense com garoa
caindo sobre o nosso
Pico do Montanhão,
O meu coração também
cria tapetes por onde
a poesia faz procissão.

As badaladas do sino
da Igreja Matriz São Francisco
nos põem inspiração,
O quê torna tudo mais bonito
mesmo é a dedicação
de quem apesar do tempo
não abandona a devoção.

(Mãos de Rodeio que
agradecem a Eucaristia
mantendo a tradição viva).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Paraná Junino

Sonhei que me colocou
na garupa do seu cavalo,
que você estava
convicto e apaixonado,
e que fomos em busca
do Paraná Junino.

Cruzamos as estradas,
no rádio tocava
Fandango Paranaense,
e fomos os dois
ao encontro da gente.

Quando chegamos
nos disseram que só
faltavam os noivos,
e aos dois pediram
para participar
do casamento na roça
que logo iria começar.

No próximo São João
quem sabe este
sonho irá se realizar,
não somente na festa,
e também no altar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Balançadas pelo vento
as bandeirinhas
já estão dançando,
vai ter Festa Junina
na Coxilha Rica.

Com Pinhão cozido
ou na chapa,
com Chimarrão na mão
e com o quê é próprio
do Sul se celebra
a tradição por toda
a bela Santa Catarina.

Com tudo o quê
se pede, se pode,
na serra, no mar,
e se faz arraial,
o importante é ter
o seu sorriso sem igual.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O espírito e o coração
do gaúcho leva toda
a Festa de São João
como se fosse o lombo do cavalo.

Vestindo a pilcha
ou o traje de prenda,
o caipira ele relembra
e põe tudo na mesa.

A gaita toca músicas
do Nordeste e do Sul,
e dança o Rio Grande do Sul.

O gaúcho sabe que
é filho da Pátria Brasileira
que nasceu com espírito da fronteira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O maniqueísmo que
permitem entrar,
sempre será prelúdio,
para o Deus da Guerra
dançar numa terra
para inteira devastar.

Valorizo religiosamente
a menor trégua que seja
sempre que for preciso,
em nome da necessidade
da sagrada hora de parar.

Em mim e na minha
sacratíssima terra
não desejo e não permito
que o Deus da Guerra
chegue, entre e faça lar,
por isso escolho pacificar.

O Deus da Guerra
sozinho não consegue
nunca parar de dançar;
Por estar ciente disso,
cultivo a sagrada hora de parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Schottische

Decifrarmos silêncios
mergulhando no olhar
deixando a música tocar.

Dançar Schottische
e nos permitir flutuar
sem muito pensar.

Permitirmos por um
segundo nos divertir
e o ritmo nos conduzir.

Girar como fôssemos
o centro do mundo,
e admitir o quão é profundo.

(O quê é importante mora aqui).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Deixo que pensem
e falem tudo o quê quiser,
Do teu olhar jamais
irei por aí me perder,
Tanto eu quanto você
cultivamos o querer.

A eterna caipira sem
pressa de nada
a caminho da roça
do jeito que teu
arraial sempre gosta,
eu hei de ser porque
especial eu sou para você.

A tal pressa de viver
deixo toda por conta
da poesia para não
perder o melhor
da festa de São João,
Certa estou que cada dia
mais festiva é a minha
presença no seu coração.

(Como o trem encontra
a rota e a Quadrilha
com o mundo dá volta,
Tudo acontecerá
em ritmo de caminho da roça).

Inserida por anna_flavia_schmitt